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2. ı Antimonun Tarihçesi

2.6 Antimonun İnsan Sağlığına Etkileri

Lazzarini (2008, p. 17) afirma que:

[...] Uma rede é composta por nós (nodes) e por laços (lines ou edges) que interligam os nós. Os nós, em geral, são representados pelo que chamaremos genericamente de atores (indivíduos ou firmas), enquanto os laços representam os relacionamentos entre eles.

A conectividade entre as empresas é pré-requisito para a existência das redes de cooperação. Tal conectividade é expressa por meio do relacionamento entre os atores, bem como pelos recursos de comunicação por eles utilizados, quer seja por meio de contato face a face, quer seja pela utilização de aparatos tecnológicos. Quanto mais intensa for a comunicação entre os atores, maior será a conectividade e, consequentemente, a quantidade de conhecimento tácito comunicado (BALESTRIN; VERSCHOORE, 2007).

Dessa forma, as conexões estabelecidas se constituem no reconhecimento da interdependência das empresas envolvidas na rede, na medida em que promovem transferência de tecnologia, estímulo à confiança e à legitimidade, compartilhamento de experiências e know-how e melhoria do desempenho econômico. Tais trocas podem estar direta ou indiretamente atreladas ao fornecimento de um produto específico, ao passo em que fica difícil saber quando o trabalho de uma empresa começa e o da outra termina (THORELLI, 1986). Por fim, a conectividade entre as empresas aumenta a probabilidade de sobrevivência e a capacidade de se obter financiamentos (POWELL; SWITH-DOER, 1994).

A partir dessa afirmação, pode-se perceber a natureza social que sustenta as redes de cooperação interorganizacional. Isto porque os relacionamentos estabelecidos entre os atores da rede são baseadas em relações de poder, oportunismo, interesses, confiança, negociação, controle social, entre outros (SACOMANO NETO, 2003). Na perspectiva social das redes de cooperação, o foco de estudo são as atividades conjuntas desenvolvidas e os intercâmbios contínuos entre os atores em um sistema social (KENIS; OERLEMANS, 2010).

Nohria (1992) afirma que a importância do estudo dos aspectos sociais das redes reside no fato de que: (1) as organizações são formadas por redes sociais e, com tal, devem ser estudadas e analisadas; (2) o ambiente organizacional é marcado por empresas interligadas e em constante interação; e (3) os comportamentos e atitudes dos diferentes atores envolvidos podem ser explicados de forma mais clara a partir dos seus relacionamentos.

Nesse aspecto, o sistema social em que as redes estão inseridas vê os atores introduzidos em relacionamentos interligados, capazes de oferecer oportunidades resultantes da interação (KENIS; OERLEMANS, 2010). As relações cooperativas influenciam na distribuição de recursos na rede. O desenvolvimento de um fluxo dinâmico de recursos e o grau de influência dos atores colabora para a assimetria dos relacionamentos influenciando no comportamento competitivo da rede (GNYAWALI; MADHAVAN, 2001). Dessa forma, os laços coletivos de cooperação entre os atores organizacionais são estabelecidos a partir do reconhecimento da sua importância para a realização de transações específicas, podendo atuar de diversas formas, sendo caracterizados por múltiplas interdependências (RANK; ROBBINS; PATTINSON, 2010).

As transações econômicas entre as redes de cooperação são diretamente influenciadas pelo contexto social no qual estão inseridas e também pela posição dos atores na rede (GULATI, 1998). Corroborando com esta afirmação, as ações econômicas estabelecidas são guiadas mais por trocas sociais baseadas em afinidades relacionais, reputação e interesses mútuos que por uma estrutura formal de autoridade (POWELL, 1990). O contexto social é, dessa forma, um fator essencial para que as redes de cooperação se fortaleçam e se tornem competitivas.

As relações de cooperação serão sempre influenciadas não somente pelo padrão individual de participação, mas principalmente pelos diversos relacionamentos estabelecidos

com os demais parceiros envolvidos (RANK; ROBBINS; PATTINSON, 2010). Sendo assim, é fundamental que se compreenda como elementos cognitivos, culturais, institucionais e estruturais influenciam no comportamento e no desempenho das redes (GULATI; NOHRIA; ZAHER, 2000).

Tal importância reside no fato de que a estrutura social da rede de cooperação é fruto da dinâmica presente nos comportamentos esperados pelos atores da rede. A conduta dos atores e sua atuação e esforço para promoção do desempenho positivo da rede afeta diretamente nas afiliações e nos padrões de interação e dita a forma como os membros se comportam (GULATI, 1998).

O funcionamento das redes se dá pela criação de conexões entre os diferentes atores, onde os nós estabelecidos são os elementos locais e a malha inteira é considerada como o elemento global da rede. A interconectividade estabelecida pelas redes faz com que as ações locais tenham uma ressonância global. Outrossim, a estrutura da rede influência na dinâmica das relações locais e globais. As estruturas formadas pelas redes são complexas, pois são diretamente dependentes não só da quantidade de elementos e fatores envolvidos, mas também da diversidade, incerteza e interatividade presente neste arranjo interorganizacional. Isto porque é impossível prever as ações e o comportamento dos atores envolvidos, bem como avaliar a força das conexões estabelecidas, a densidade das ligações e a capacidade de crescimento das redes (ALMEIDA FILHO, 2005).

Granovetter (1985) utilizou o termo “embeddedness” para mostrar como o comportamento econômico dos atores influencia nas relações sociais por eles estabelecidas. Segundo o autor, as relações sociais se inserem de forma irregular em diferentes setores econômicos permitindo práticas de oportunismo, desordem e desconfiança. As relações sociais, então, servem para inibir prevaricações e gerar confiança mútua.

Apesar disso, as relações sociais não são suficientes para diminuir condutas ilegais e conflitos por três motivos: (1) a confiança desenvolvida nas relações sociais oferece uma oportunidade aprimorada para práticas oportunistas, uma vez que os indivíduos se tornam mais vulneráveis; (2) fraudes são punidas de forma mais eficiente por grupos que estimulam o desenvolvimento da confiança em suas relações; e (3) a extensão da desordem resultante das fraudes depende diretamente de como a rede de relacionamento está

estruturada, pois quanto mais os relacionamentos estão estabilizados, mais fácil é para identificar e punir aqueles que estiverem desenvolvendo práticas oportunistas. Os laços estabelecidos entre os atores então, servem de mecanismos de controle social para a criação de uma “economia moral” dentro da rede que se utiliza de interesses políticos e sociais para alcançar ganhos econômicos (GRANOVETTER, 1992).

Granovetter (1992) apresenta ainda dois tipos de embeddedness: o relacional e o estrutural. O embeddedness relacional dá ênfase ao papel dos laços no processo de obtenção de informações. A posição estrutural que os atores ocupam na rede irá determinar o valor da informação compartilhada, já que o fluxo de informação flui através da estrutura da rede. Sendo assim, os atores que possuem uma forte ligação entre si estão mais sujeitos a dividir um entendimento comum sobre comportamentos e ações, compartilhando informações e conhecimentos de forma dinâmica. O embeddedness estrutural, por sua vez, relaciona a posição que um determinado ator ocupa na rede e como tal posição influencia no seu comportamento. Sendo assim, a posição que os atores ocupam na rede irá evidenciar o seu padrão relacional e sua influência perante os demais atores envolvidos.

Roldan, Lenz e Hansen (2007) afirmam que a dimensão social das redes de cooperação está voltada para aspectos relacionados diretamente às pessoas e na forma com estas atuam nas organizações. Para isso, com base em uma pesquisa bibliográfica definiram os seguintes fatores críticos de sucesso desta dimensão: (1) cultura, por meio do compartilhamento de problemas de integração interna e de adaptação externa a outros membros da rede e da consequente formação de atuações semelhantes diante desses problemas; (2) confiança, a partir da ausência do questionamento sobre a veracidade de informações e fatos; (3) comprometimento, por meio do sentimento de engajamento coletivo em prol do sucesso da rede; (4) espírito coletivo, através da diminuição dos riscos em virtude da ajuda mútua diante das dificuldades; e (5) troca de experiências, para alcance e sustentação da vantagem competitiva da rede.

Os relacionamentos interorganizacionais só são favoráveis quando a cooperação existente entre os atores possibilita a aquisição de benefícios mútuos e a satisfação dos interesses coletivos. Igualmente, a dinamicidade presente nas redes de cooperação interorganizacionais permite analisar aspectos de governança e de poder presentes neste tipo de arranjo interorganizacional (HELAL; CAMARGOS, 2007).

Benzer Belgeler