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2.4. Çalışmada Kullanılan Kimyasallar ve Özellikleri

2.4.1. Timokinon

2.4.1.9. Antiülser etkisi

Os seres humanos estabelecem relações sociais entre si, não podendo viver sozinhos. Com a formação da sociedade houve o estabelecimento de relações sociais

coletivas ou ao menos cooperadas entre os indivíduos, impedindo que os seres humanos vivessem completamente isolados de qualquer grupo humano. Há uma necessidade de conviver com outras pessoas para estabelecer um relacionamento entre os indivíduos e buscar objetivos em comum seja material ou imaterial. Ou conforme Bogo, (2008, pag. 35-36):

O ponto de partida da história humana é a existência de seres humanos que, produzindo seus meios de vida, produzem não só os instrumentos de trabalho, mas também sua capacidade de produtores como e enquanto seres sociais; ou seja, criam a própria identidade, por meio dos objetivos que produziam e se diferenciaram dos demais seres pela capacidade criativa tanto em quantidade quanto em qualidade.

As pessoas se organizam e se mobilizam para atenderem aos interesses individuais primeiramente e, por estarem inseridas em grupos, podem também almejar interesses coletivo, continuando com a coesão e unidade do grupo ou apenas estabelecendo relações sociais para alcançarem seus objetivos, mesmo estando individualizados.

Essas ações são realizadas quando as pessoas, a partir da necessidade imediata de transformar a realidade, percebem que individualmente as mudanças não se realizarão e, dessa forma, organizam-se em conjunto com aqueles que possuem um mesmo objetivo, uma pauta de reivindicação em comum e ações coordenadas, caracterizando um grupo. Esta organização pode ser espontânea, de caráter de agitação ou mais organizada e vinculada a um movimento social que possui uma plataforma de luta específica. Para Fabrini (2008, p. 240) “os movimentos sociais podem ser caracterizados como manifestações organizadas da sociedade civil com o objetivo de contestar a ordem estabelecida e a maneira como a sociedade está organizada”.

O trabalho de base tem, dentre outros, este objetivo de reunir pessoas que queiram realizar a luta pela terra, ou seja, fazer um primeiro enfrentamento às relações de dominação estabelecidas, buscando alterar a situação econômica, social e política em que vivem. Este aspecto é importante de ser destacado ao se buscar compreender a origem das famílias ligadas ao MST, pois o Movimento é composto de pessoas de diferentes lugares e com distintas identidades sociais e personalidades, e que se unem na busca de um objetivo comum: a terra. O assentado M. A., proveniente de Santa Terezinha de Goiás, fala sobre seu ingresso no MST: “a princípio quando ingressei no

MST a gente visualizava somente a conquista da terra, né? Sonhava em ter um pedaço de terra, foi o que me fez ingressar né?” (entrevista concedida em 15/02/2013).

Sobre o trabalho de base, vejamos o que escreve Misnerovicz (2011, p.100):

O trabalho de base é o início da disputa territorial que se desdobrará até a conquista da terra, que continuará na consolidação do assentamento como território camponês. Para que o trabalho alcance os objetivos é preciso construir uma metodologia, ter um bom planejamento e buscar se respaldar em lideranças que sejam referências locais.

Fernandes (2001) também escreve sobre o trabalho de base: “os trabalhos de base podem ser o resultado da espacialização e ou da espacialidade da luta pela terra. Nascem sempre da necessidade das comunidades” (p. 54). O trabalho de base é considerado a porta de entrada do MST. Já para Peloso (2009, p.64) “o objetivo do trabalho de base é acolher e qualificar o povo nas lutas cotidianas, mas só tem sentido se fizer parte de um movimento de caráter amplo que vai às ruas para atacar a causa dos problemas que afetam o povo”.

Sendo assim, o trabalho de base, nesta primeira aproximação, busca esclarecer os objetivos da luta e o compromisso do Movimento não só com a luta pela terra, mas, com a transformação social também. De maneira geral os objetivos do MST são:

1. Construir uma sociedade sem exploradores e explorados, onde o trabalho tenha supremacia sobre o capital;

2. Garantir que a terra, um bem de todos, esteja a serviço de toda a sociedade;

3. Garantir trabalho a todos, com justa distribuição de terra, da renda e das riquezas;

4. Buscar permanentemente a justiça social e a igualdade de direitos econômicos, políticos, sociais e culturais;

5. Difundir os valores humanistas e socialistas nas relações sociais e pessoais;

6. Combater todas as formas de discriminação social e buscar a participação igualitária da mulher, homem, jovem, idoso e criança;

7. Buscar a articulação coma s lutas internacionais contra o capital e pelo socialismo. (MST, 2005, p. 56).

O desafio é transformar o indivíduo, que em geral está voltado para atender os interesses imediatos e individuais, em um sujeito histórico comprometido com as ações e interesses coletivos, despertando um sentimento de pertença ao movimento que está se

inserindo, ou seja, deixa de ser sem - terra, indivíduo que não possui terra para ser Sem Terra, que para Bogo (2009, pag. 34):

Sem Terra deixa de ser categoria social para se tornar nome próprio, identificando um grupo social que decidiu ser sujeito para mudar de condição social por meio da organização política, forjando daí a própria identidade, com ideologia e valores.

Em geral, o trabalho de base não é realizado apenas pelo militante do MST. Mas conta com apoio de parte da sociedade organizada e comprometida com a luta pela terra como, por exemplo, padres e suas paróquias, pastores, sindicatos, políticos, associação de moradores, amigos, dentre outros contribuem na articulação das famílias que almejam terra para trabalhar. Para o assentado D. L., proveniente de Goiânia, o ingresso no MST foi “para falar a verdade era um sonho da minha vida, ter um pedaço de terra para terminar meus dias. Então eu me informei e procurei, fui no INCRA e me indicaram, me falaram para procurar os movimentos sociais. Então optei pelo MST” (entrevista concedida em 21/08/2013).

Os Sem Terra são, portanto, o resultado da união de pessoas com diversas origens e identidades que não podem ser desconsideradas. São pessoas que vêm das cidades, com profissões diversas: mecânicos, comerciantes, vendedores ambulantes, autônomos, motoristas, etc. Assim como, os que são oriundos do meio rural, ligados às atividades agrícolas como, por exemplo, arrendatários, meeiros, assalariados, boias-frias ou outras atividades, como as de garimpeiro ou de capataz. Desta forma, as diferenças de experiência de vida devem ser convergidas em unidade dentro do MST. “Antes de entrar em uma organização, o ser social tem sua consciência formada pelas relações sociais outrora estabelecidas” (BOGO, 2009, p. 123). Em geral, o que estes indivíduos possuem é o objetivo comum de ter terra para poder trabalhar.

O trabalho de base é a articulação inicial para as famílias terem conhecimento sobre o que é o MST, seus princípios, normas e sua organicidade, assim como esclarecer os motivos pelos quais ainda é necessário fazer mobilização para haver Reforma Agrária no Brasil. No II Plano Nacional de Reforma Agraria, Brasil (2005, pag. 08) destaca que:

A dimensão social da Reforma Agrária se combina com importantes implicações macroeconômicas por meio da inclusão de agricultores excluídos do circuito econômico, da geração de milhões de novas ocupações, da utilização de terras que não cumprem sua função social e da ampliação da produção de alimentos.

É nesta primeira aproximação que algumas pessoas podem ter o conhecimento dos motivos da sua situação atual na condição de excluído, seja dos meios de produção, da distribuição de renda e riquezas, da vida cultural, social, econômica, política dentre outras formas de exclusão em que se encontra a classe trabalhadora. No aspecto geral, é assegurado pelas leis que regem a sociedade brasileira, todos somos iguais e temos os mesmos direitos, no entanto, nem todos têm as mesmas oportunidades. Nesse sentido, o trabalho de base contribui para evidenciar os motivos da concentração de terra e a legalidade da luta pela reforma agrária, que está na Constituição Federal de 1988 em seu artigo 184:

Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da divida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até 20 anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei.

Fruto de um processo histórico, a concentração de terras e a formação do latifúndio é a paisagem que contrasta no campo brasileiro com as pequenas propriedades pertencentes aos camponeses, agricultores familiares ou sem-terra, ou conforme Stedile (2000, pag. 168 e 169) “[...] a terra na sociedade capitalista, tem um caráter de mero espaço de exploração”. Já para o II Plano Nacional de Reforma Agrária Brasil, (2005, pag. 11):

A elevada concentração da estrutura fundiária brasileira dá origem a relações econômicas, sociais, políticas e culturais cristalizadas em um modelo agrícola inibidor de um desenvolvimento que combine a geração de riquezas e o crescimento econômico, com justiça social e cidadania para a população rural.

Portanto, este processo se torna fundamental para que as famílias, ao se inserirem no MST, possam conhecer melhor a luta e as contradições existentes no capitalismo e que impedem a realização da reforma agrária, assim como começar a

forjar a identidade de Sem Terra, diferenciando-os dos demais sem-terra apenas na condição de não ter terra.

O trabalho de base foi realizado em mais de 25 municípios de Goiás por um período de mais de quatro meses, onde se reuniram os sem-terra da cidade e os do campo para lutar pela terra e fazer a ocupação que originária do acampamento Canudos. Mesmo o trabalho de base sendo realizado em vários municípios do estado, nem todos que participaram das diversas reuniões foram de imediato para o acampamento.

Benzer Belgeler