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2. UYGULAMAYA DAYANAK OLUŞTURAN KONUT YIKIM

2.2. Gecekondulara Yönelik Yıkım ve Yeniden Yapım Hakları

3.1.2. Tarih Anlatımında Sorunsallaştırma

de los Militares jovenes,

contra a

bancocracia guayaquileiw

dos regimes liberais, proclama como objetivo: "a igualdade para todos e a proteção ao proletariado" 12.

Primeiro golpe de Estado da história equatoriana que não tem caráter caudillista,

abre o perlodo de seis anos da

RrooluÇio Julitlna

, durante a qual numerosas refonnas sociais e econômicas são realizadas. Durante esse perfodo de transfor­ mação, onde se delineia uma politica industrial, os governos sucessivos criam o Ministério do Trabalho, o Banco Central, o imposto sobre a renda e promulgam numerosas leis sociais de proteção aos trabalhadores urbanos. A "Revo!ução" tem fim de 1 93 1 com um novo golpe militar contra o presidente civil Isidoro Ayora, apoiado pelos oficiais reformistas.

Tudo indica que o tenentismo, que aparece na mesma época, é infinitamente menos expressivo no Exército brasileiro. A heróica jornada dos tenentes idealistas do Fone de Copacabana em

1922 e a longa marcha épica da Coluna Prestes não

abalam em momento algum o sistema, ainda que todos os setores sociais descontentes tenham podido projetar sobre os jjtenentes" suas aspirações à mudança e a uma purificação da vida politicalS . A existência de uma forte corrente profissionalista no seio dos "oficiais de escola", agrupados em torno dos "jovens turcos" que publicam a

Defesa Nacional

14 , parece ter limitado a repercussão do

movimento tenentista. Esta tendência "profissional" combateu os "tenentes" sublevados em virtude do principio, mais tarde fonnulado por um de seus mais

Á Revolução de 30

201

prestigiados membros, de que "deve-se fazer a polltica do Exército e não a polltica no Exército"15. A vitória em

1 930 da Aliança Liberal, que representa antes de tudo

um confronto interoligârquico, é devida a uma série de falores militares, e os ex­ "tenentes" não fonnam de fato mais que uma das componentes destes. A panicipação dos "profissionalistas" na sublevação de que Góis Monteiro é o chefe de operações, a defecção da hieraquia, que toma panido em favor dos estados dissidentes contra o Presidente Washigton Luís, e enfim a aliança - antinatural16 - de uma pane dos "tenentes" com os chefes da velha classe politica, seus adversários da véspera, dão conta da coalizão disparatada que vai levar Getúlio Vargas ao poder.

Apoiando-se ora no autoritarismo reformista e centralizador dos " tenentes" . ora nos politicos locais, "evitando assim ao mesmo tempo o retomo ao Estado oligárquico e a militarização"17, Vargas não tardará, com a ajuda de Góis Monteiro, a liquidar o tenentismo e suas aspirações políticas, sem no entanto terminar com o peso decisivo do Exército sobre a evolução do Brasil e o destino de seu próprio poder.

o envolvimento da nova geração, que caracterizou estas "revoluções de tenentes" - bem-sucedidas ou não - não pode deixar de chamar atenção. De fato,

não é indiferente, nem secundário ou vão, saber a que nível se situa a intervenção militar. O conceito de golpe de Estado resulta bastante impreciso se se ignora quais foram os conspiradores e os panicipantes. Trata-se de um só homem,de algumas unidades localizadas, da instituição inteira seguindo seus chefes naturais, de certas

patentes em um cone horizontal que pode ter conseqüências disciplinares importantes para o êxito do movimento? Os jovens oficiais equatorianos ou chilenos e os "tenentes" brasileiros não envolvem inicialmente o exército­ instituição. Nos dois primeiros casos. servem de detonador, e no terceiro, criam um clima e aparecem, na Revolução de

1930,

como forças decisivas, mas subordinadas. Não obstante, o problema não está aí. Na Argentina, Uriburu, general da reserva, subleva os cadetes do Colégio Militar e obtém o concurso de alguns tenentes fascistizantes; na Bolívia e no Peru, os cadetes da Escola Militar participam igualmente da sublevação militar. O confronto desta dupla série de dados coloca o problema da participação amblgua dos jovens oficiais (e futuros oficiais) nesta primeira fase de militarismo moderno na América do Sul.

É

evidente que os oficiais mais jovens nào são universalmente os mais progressistas, como às vezes se crê. Por sinal, depois de

1 960,

em todo o continente, é antes o inverso que é verdadeiro. Não pretendemos resolver os problemas destas "insurreições de geração" em situações nacionais tão diferenciadas, que não se prestam à redução por uma abordagem organizacional. Contentemo-nos em apresentar algumas sugestões, ainda que contraditórias. Os cadetes e os jovens oficiais, ainda próximos dos civiqsuas famílias e seus amigos) são talvez mais sensíveis à opinião destes ­ o que faz com que persista o mito dos jovens oficiais como representantes das classes médias. Eles sâo no rnlnimo, os menos militares dos oficiais. Sua

202

Seminário Internacional

intervenção só implica o Exército de modo marginal. Ao mesmo tempo, nada .impede que se pense que estes jovens quadros façam uma idéia global, ainda intelectual, do Exército, do Estado e da nação. O frescor de sua socialização particular não seria estranho a um idealismo corporativo que sua juventude, por si só, não explica. A menos que a influência ou a imitação - em

1930

-da exaltação da

ação regeneradora da juventude, à moda de cenos movimentos autoritários europeus (pensemos nagiovine:tza mussoliniana), tenham desempenhado também seu papel.

11 -

Reformisrrw militar ou nacional-militarismo.

O levantamento das situações nacionais não favorece a tese de um militarismo de classe média franqueando o caminho, em 1930, paraaabenura política. Classes médias

à

pane, se esse militarismo ex.istiu,atuou antes de

1 930,

data de sua recuperação ou de seu enquadramento. Contrariamente ao que cert<;)s autores escreveram, não parece ter havido em todos os casos da América do Sul uma perfeita integração dos exércitos aos interesses do sistema primário-exponador antes de

1930.

Ao contrário, é o perlodo de

1920

a

1 930

que se caracteriza em muitos países pela existência de ações militares contrárias ao

statu quo,

Contudo, malgrado a ambigüidade politica freqüentemente das intervenções militares e a dificuldade em determinar-lhes o sentido, observou-seque durante os 20 anos que separam a grande depressão do inicio da guerra fria os golpes de Estado conservadores não são a maioria. Se acompar,harmos as indicações de tendências atribuídas às intervenções militares porJacques Lambenl8, e se lançarmos mão, como o autor, da clivagem -pouco satisfatória na nossa opinião-esquerda/direita, obtém-se para o periodo

1930-1950 mais de 50% de intervenções de "esquerda",

contra

2896

de "direita", sendo as outras de caráter "pessoal" ou "sem significa­

ção". Needler, por seu turno, assinalai

9

que

50%

dos golpes de Estado entre

1935

e

1944

são "reformistas", contra somente

17% da mesma orientação entre 1955 e

1 964. Estas constatações nos levam a pensar sobre as duas seqüências temporais

posteriores à depressão, o após-crise e a conjuntura da vitória aliada, do ponto de vista das orientações ideológicas dominantes nas Forças Armadas do subcontinen­ te.

Benzer Belgeler