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4. ANKARA’DA TİCARİ GAYRİMENKUL YATIRIM ÖRNEĞİ

4.2 Ankara İlinde 2007-2017 Döneminde Gerçekleşen Ticari Gayrimenkul

4.2.1 Ankara ilinde 2007-2017 döneminde gerçekleşen ticari gayrimenkul

A Tabela 2.2 traz uma lista das características dos 12 transtornos da personalidade. As duas primeiras colunas demonstram a visão central do self e a visão dos outros, a coluna seguinte descreve as crenças condicionais e instrumentais, e as duas últimas apontam as estratégias específicas que são superdesenvolvidas ou hipertrofiadas e subdesenvolvidas ou ausentes. A partir dessa tabela, é possível observar como a visão pessoal, a visão dos outros e as crenças mediam a expressão e predominância da estratégia específica. Ainda que a estratégia, ou comportamento, forneça a base para fazer um diagnóstico de transtorno da personalidade, é importante para uma compreensão plena da natureza do transtorno esclarecer o autoconceito, o conceito dos outros e as crenças. Esses componentes cognitivos estão envolvidos no processamento de informações e, quando ativados, desencadeiam a estratégia relevante. Vinculando isso com nosso modelo evolucionário, os componentes cognitivos podem ser pensados como os mecanismos pelos quais os indivíduos se orientam em relação a recursos (pessoais e sociais) e organizam respostas coordenadas, com base na história de aprendizagem anterior, que visam a satisfazer desejos ou anseios e atendem objetivos básicos de um modo culturalmente adaptativo.

Uma pessoa evitativa, Jill, por exemplo, via a si mesma como socialmente inepta e era, portanto, vulnerável à depreciação e à rejeição. Sua visão dos

outros como críticos e depreciativos complementava esse senso de

vulnerabilidade. Sua crença de que a rejeição era terrível agregava enorme valência a sua sensibilidade e tendia a ampliar o significado de qualquer rejeição antecipada ou real. Na verdade, essa crença tendia a eliminar retorno positivo. Sua antecipação de rejeição a fazia sentir-se cronicamente ansiosa com as ​pessoas, e sua ampliação de quaisquer sinais de não aceitação a deixava mal.

Duas outras crenças contribuíam para ela evitar relacionamentos, a saber, que:

1. 2.

se ela se aproximasse das pessoas, elas a reconheceriam como inferior e inadequada; e

ela não tolerava sentimentos desagradáveis, o que a levava a tentar evitar que eles despertassem.

Consequentemente, em decorrência da pressão de suas diversas crenças e atitudes, ela sentia-se compelida em direção à única estratégia que acomodava suas sérias preocupações: evitar qualquer situação na qual pudesse ser avaliada e atingir seu objetivo primordial de se proteger da desvalorização pelos outros. Além disso, devido a sua baixa tolerância a sentimentos ou pensamentos desagradáveis, ela desligava todo pensamento que pudesse evocar sentimentos desagradáveis por longos período de tempo. Na terapia, ela tinha dificuldade para tomar decisões, identificar pensamentos automáticos negativos ou examinar suas crenças básicas, porque isso levaria a tais sentimentos. Em seu estado ansioso e deprimido, ela ficava ainda mais convencida quanto às suas crenças centrais de que era socialmente inepta, que os outros eram críticos e que a rejeição era iminente.

Para a conceituação de caso, a Figura 2.2 ilustra o fluxo básico da visão de si mesmo e dos outros, bem como o estilo de pensamento que acarretam as estratégias comportamentais. Um fluxograma individualizado semelhante pode ser construído no ambiente terapêutico. O quadro deve incorporar as crenças características e os padrões de comportamentos resultantes. O indivíduo com transtorno da personalidade dependente, por exemplo, difere daquele com personalidade evitativa, porque o dependente tende a idolatrar outras pessoas potencialmente protetoras e acredita que elas irão ajudá-lo e apoiá-lo. Consequentemente, ele sente atração pelas pessoas. Indivíduos passivo- agressivos querem aprovação, mas, por não suportarem qualquer aparência de controle, tendem a frustrar as expectativas que os outros têm deles e, assim, frustram a si mesmos.

Pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo idealizam a ordem e os sistemas e são levadas a controlar os outros (bem como a si mesmas). O indivíduo com transtorno paranoide vigia atentamente os demais em virtude de sua desconfiança e é propenso a acusá-los (explícita ou mentalmente) de discriminação ou exploração. A personalidade antissocial afirma que é seu direito manipular ou abusar dos outros por conta de uma crença de que foi injustiçada, de que os outros são fracotes ou de que vivemos em um “mundo cão”. Os narcisistas veem-se acima dos simples mortais e buscam a glória por meio de qualquer método que possa ser usado com segurança. Indivíduos com transtorno histriônico tendem a atrair os outros para si sendo divertidos, mas também por meio de ataques de raiva e comportamento melodramático para forçar proximidade quando sua sedução é ineficaz. A pessoa com transtorno esquizoide, com a crença de que os relacionamentos são insatisfatórios, mantém distância das demais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nosso modelo cognitivo postula que a personalidade é organizada para cumprir os mandatos desenvolvidos para sobrevivência e reprodução. Suborganizações específicas da personalidade denominadas “modos” são formadas para implementar esses imperativos em resposta a oportunidades, desafios e obstáculos no ambiente, incluindo a cultura. Os modos são compostos de estratégias, crenças e motivação e operam de maneira proativa e reativa. Esquemas são estruturas cognitivas dentro dos modos e contêm crenças, atitudes e expectativas que mediam a seleção de estratégias. As necessidades implementadas pelos modos são experimentadas como desejos, ânsias e pulsões. Os indivíduos usam recursos pessoais e interpessoais para atingir o objetivo de satisfazer ou aliviar as ânsias e os desejos, dirigidos por seu sistema de crenças dentro do modo ativado. Modos superativados e crenças exageradas levam a estratégias disfuncionais. Existe um continuum entre adaptativo e desadaptativo para modos específicos, ocorrendo transtorno quando estratégias normais se tornam exageradas e inflexíveis. Os transtornos da personalidade são assim rotulados quando certos modos se tornam hipertrofiados e inflexivelmente ativados, causando problemas de adaptação. Modos relevantes para a psicopatologia podem ser rotulados de acordo com sua classificação diagnóstica dos transtornos da personalidade e suas metas,

crenças e estratégias típicas. A compreensão das crenças, estratégias e modos típicos de cada transtorno da personalidade fornece um roteiro para os terapeutas. Contudo, eles devem ter em mente que a maioria dos indivíduos com um transtorno da personalidade manifesta atitudes e comportamentos que se sobrepõem a outros transtornos. Consequentemente, é importante que os terapeutas exponham essas variações para fazer uma avaliação completa.

AGRADECIMENTOS

Agradeço às diversas pessoas que ajudaram na preparação deste capítulo ao digitar e/ou ler meu material para mim. Elas incluem Kelly Devinney, Barbara Marinelli e Susan Blassingham. Também agradeço pelos comentários de Robert Leahy.

AVALIAÇÃO DA PATOLOGIA