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Evre 5 Huni şeklinde total retina dekolmanıdır Huninin ön ve arka bölümlerinin, darlık veya açıklıklarına göre oluşturulmuş dört alt tipi vardır.

2.4. Prematüre Retinopatisinde Anestez

2.4.4. Anestezik İlaçlar

O Desenvolvimento Sustentável envolve a participação de toda humanidade, ou seja,

de cada um de nós, buscando atender às nossas necessidades, sem no entanto, prejudicar as

futuras gerações. O Desenvolvimento Sustentável não pode ser entendido, como estado de

permanente harmonia, mas um processo de mudança na forma de exploração dos recursos

naturais, visando sua preservação, para as gerações atuais e as futuras. Neste sentido parece-

nos de pouca valia a atitude de alguns países do primeiro mundo que, visando à resolução do

problema ambiental, têm migrado suas indústrias de alto potencial poluidor para os de terceiro

mundo, permanecendo em seus países apenas indústrias chamadas limpas, ou de baixo

impacto junto ao meio ambiente. A prática do Desenvolvimento Sustentável passa

necessariamente pela mudança de atitudes, eis que as conseqüências dos danos ambientais

têm ultrapassado as fronteiras dos países, causando impacto longe de lugar em que estes

aconteceram. ϭϰϳ

Merece citarmos o Princípio da Ubiqüidade Ambiental o qual assevera a

característica da onipresença do bem ambiental, pois uma agressão ao meio ambiente em

determinada localidade tem a capacidade de trazer reflexos negativos à todo planeta e,

conseqüentemente, a todos seres vivos que nele residam.



147 MASCARENHAS, Luciane Martins de Araújo. Visão sistêmica no direito ambiental pátrio. In:

BENJAMIN HERMAN, Antônio. Fauna, políticas públicas e instrumentos legais. wildlife protection: policy and legal instruments. vol 1. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: 2004. p. 527.

ϵϭ A consciência do Desenvolvimento Sustentável é tida como marco da

conscientização ecocapitalista mascarada em filosofia socioambiental para o mundo ocidental.

É considerada como resultado da mobilização dos países chamados ricos em prol da questão

da poluição mundial e da ameaça de esgotamento dos recursos não renováveis, para dar

suporte a continuidade do procedimento apropriativo de insumos rumo à perpetuação da

efetividade máxima de mercado. Em suma, motivação semiológica para a necessidade de

afinar a lógica econômica à ecológica para a reprodução de riquezas dos países ricos. ϭϰϴ

Aplicando-se às regiões desenvolvidas assim como àquelas ainda em

desenvolvimento, o Desenvolvimento Sustentável, mas que um conceito, é um princípio do

direito internacional contemporâneo. ϭϰϵ

A idéia do desenvolvimento, na seara econômica é insustentável. Com efeito, a

dogmática econômica cujo pensamento predominante assevera que uma economia tem que

crescer sempre, por si só é absurda. Nada pode crescer para sempre, notadamente em um

espaço limitado. Não existe fórmula mágica para aumentar o território, as florestas, os rios, os

lagos, os oceanos e a atmosfera. Os recursos naturais são finitos.

Dennis C. Kinlaw 150 prefere chamar desempenho sustentável à atuação das empresas

que estão em sintonia com as modernas preocupações do equacionamento das questões

ligadas à produção de bens e serviços com a preservação da qualidade de vida no nosso

planeta, em uma análise com enfoque capitalista da expressão Desenvolvimento Sustentável.

Registrando que no mundo inteiro as empresas estão cada vez mais responsáveis

pelos seus efeitos ambientais, quer dizer, “estão se tornando verdes”, Kinlaw lembra a

fórmula de Maurice Strong, Secretário-Geral da Conferência das Nações Unidas Sobre Meio



148 SILVA, Patrícia Bressan da. Aspectos semiológicos do direito ambiental. Belo Horizonte: Dey REy, 2004.

p. 225.

149 Idem, p. 166.

150 KINLAW, D. C. Empresa competitiva e ecológica desempenho sustentado na era ambiental. São Paulo,

ϵϮ Ambiente e Desenvolvimento - ECO 92, quando assevera que as empresas eficientes estão na

dianteira do movimento rumo ao Desenvolvimento Sustentável. As organizações que estão na

liderança de uma nova geração de oportunidades criada pela transição rumo ao

Desenvolvimento Sustentável serão as mais bem-sucedidas em termos de lucro e interesses de

seus acionistas. As organizações defensivas, que continuam enfrentando as batalhas de ontem,

ficarão à margem e serão tragadas pela contramaré da onda do futuro. 151

O Desenvolvimento Sustentável não deve ser encarado apenas como algo que surgiu

instantaneamente. Devemos nos voltar para a gênese desse princípio fundamental do direito

internacional, nacional e internacional, e compreender todo o processo que antecedeu à sua

formação. Sem o entendimento do contexto histórico e político, a implementação de fato do

Desenvolvimento Sustentável tende a se tornar pobre e vazia. Faz-se, então, necessária a

discussão e reformulação do presente modelo econômico, o qual constantemente subjuga as

ações públicas tornando verdadeiro modelo político. ϭϱϮ

A expressão desenvolvimento, infelizmente, permeia a legislação ambiental desde a

Declaração de Estocolmo de 1972, embora devesse ser ela banida dos textos legais por ser ela

incompatível com a preservação do ambiente. Para se tentar contornar esta situação ocorreu o

acréscimo do adjetivo sustentável, buscando amenizar os efeitos perniciosos, muitas vezes

imperdoáveis, produzidos pelo núcleo econômico da idéia desenvolvimentista. A situação do

ambiente demanda um repensar do sistema econômico, exigindo uma revalorização da

civilização atual em seus múltiplos aspectos, de maneira que sejam presididos por uma ética

atenta a um ponto de vista complexo, em conformidade com a complexidade da vida. ϭϱϯ

 151 Idem, introdução, pág. XX.

152 NUNES, Paulo Henrique Faria. Desenvolvimento sustentável e mineração. In: BENJAMIN HERMAN,

Antônio. 10 anos da eco-92: o direito e o desenvolvimento sustentável: tem years after rio 92: sustainable developmente and Law. vol 1. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: 2002. p. 644.

153 AZEVEDO, Plauto Faraco de. Ecocivilização. ambiente e direito no limiar da vida. São Paulo: Editora

ϵϯ Neste contexto, sempre ocorrem dúvidas acerca da existência ou não de um princípio

constitucional do Desenvolvimento Sustentável ou se o Desenvolvimento Sustentável seria

apenas uma noção, cujo significado é idéia que se tem de uma coisa, face à multiplicidade de

abordagens dadas. Na realidade, em diversas searas do conhecimento, surgem conceitos do

que venha a ser Desenvolvimento Sustentável, pois muitas vezes, estão em total conflito, ou

abordam diversos aspectos diferenciados, com uma maior ênfase, nos aspectos econômicos,

ecológicos, jurídicos, de acordo com a elaboração conceitual.

Tradicionalmente, em uma análise sistêmica da Constituição, a abordagem do

Princípio do Desenvolvimento Sustentável é uma conjugação de princípios da ordem

econômica e do meio ambiente, notadamente com a conjugação do art. 225 e o art. 170, VI,

da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Contudo, com a devida vênia,

esta conceituação do princípio do Desenvolvimento Sustentável é bastante equivocada, pois

ela não leva em consideração os demais aspectos das dimensões do Desenvolvimento

Humano, como saúde e educação, sendo esta conceituação insuficiente, falha e por demais

desarrazoada.

O Desenvolvimento Sustentável deve ser visto como um princípio norteador das

diversas políticas públicas estatais, em todas as searas, educação, saúde, desenvolvimento,

meio ambiente, em suma, abranger e permear toda a concepção do próprio estado. Nunca

deve ocorrer a simples restrição deste princípio aos aspectos econômicos e ambientais.

Não se pode, concretamente, falar em desenvolvimento sustentado sem que o fator

humano deste desenvolvimentismo tenha logrado atingir um nível capaz de assegurar o seu

florescimento pleno em condições de ampla dignidade. O equilíbrio ecológico não se

ϵϰ desenrolar da vida em todas as formas de sua manifestação. Ao contrário, os papéis são

diversificados e, praticamente, impossíveis de serem quantificados. ϭϱϰ

Ora, o desenvolvimento econômico previsto pela ordem econômica ambiental deve

incluir o uso sustentável dos recursos naturais. Este que é corolário do princípio da defesa do

meio ambiente, art. 17, inciso VI, assim como dedutível da norma expressa no art. 225, inciso

IV. Desta forma, é impossível propugnar-se por uma política unicamente monetária sem

colidir-se com os princípios constitucionais, em especial os que regem a ordem econômica e

os que dispõem sobre a defesa do meio-ambiente. O desenvolvimento econômico no nosso

Estado deve ser subentendido como um aquecimento da atividade econômica dentro de uma

política de usos sustentável dos recursos naturais objetivando um aumento de qualidade de

vida que não se reduz a um aumento do poder de consumo. 155 Eros Roberto Grau assevera

que inexiste proteção constitucional à ordem econômica que sacrifique o meio ambiente. 156

Neste sentido os princípios jurídicos, princípios de direito, não são resgatados fora do

ordenamento jurídico, porém descobertos no seu interior. Merece ser imposto que os

princípios que descobrimos no interior do ordenamento jurídico são princípios deste

ordenamento jurídico.157

O desenvolvimento econômico e o meio ambiente são dois valores aparentemente em

conflito que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 alberga e quer que se

realizem no interesse do bem-estar e da boa qualidade de vida dos brasileiros. Antes delas, a

Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981, arts. 1° e 4°, já havia enfrentado o tema, pondo,

corretamente, como principal objetivo a ser conseguido pela Política Nacional do Meio

Ambiente: a compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da

qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. A conciliação dos dois valores 

154 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. 7. ed. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2004. p. 75 155 DERANI, Cristiane. Direito ambiental econômico. 2. ed. São Paulo: Max Limonad, 2001.

156 GRAU, Eros Roberto. Proteção do meio ambiente. Caso do parque do povo. Revista dos Tribunais 702. p.

251.

ϵϱ consiste, assim, nos termos deste dispositivo, na promoção do chamado Desenvolvimento

Sustentável, que consiste na exploração equilibrada dos recursos naturais, nos limites da

satisfação das necessidades e do bem-estar da presente geração, assim como de sua

conservação no interesse das gerações futuras. Desta maneira, requer como seu requisito

indispensável um crescimento econômico que envolva eqüitativa redistribuição dos resultados

do processo produtivo e a erradicação da pobreza, de maneira a reduzir as desigualdades nos

padrões de vida e melhor atendimento da maioria da população. Caso o desenvolvimento não

elimine a pobreza absoluta, não propicie um nível de vida que satisfaça as necessidades

essenciais da população em geral, ele não pode ser qualificado de sustentável. ϭϱϴ

Esse feliz binômio, Desenvolvimento Sustentável ou desenvolvimento sustentado,

parece ser a harmoniosa solução para a permanente tensão entre desenvolvimento econômico

e preservação do meio ambiente, representando a busca da efetiva conciliação entre um e

outro em prol da qualidade de vida do homem. ϭϱϵ

O Desenvolvimento Sustentável, que se baseia num princípio ético, isto é, o

desenvolvimento atual não deve prejudicar as gerações futuras, consiste no progresso da

atividade econômica compatível com a utilização racional dos recursos ambientais.

Representa a rejeição do desperdício, da ineficiência e do desprezo por esses recursos. E a

ciência tem mostrado, por exemplo, a viabilidade da substituição dos pesticidas (que geram

intoxicação humana e poluição de águas superficiais e interiores) pelo controle biológico de

pragas nas lavouras; a reciclagem de diversos materiais como metais, vidros, papéis e até

plásticos; a substituição de combustíveis fósseis (reconhecidamente limitados e poluidores)

por combustíveis renováveis, de fontes infinitas e não-poluentes. ϭϲϬ



158 SILVA, José Afonso da. Direito ambiental constitucional. 5. ed. São Paulo: Malheiros, 2004. p. 26-27. 159 D`ISEP, Clarissa Ferreira Macedo. Direito ambiental econômico e a isso 14000. São Paulo: Editora Revista

dos Tribunais, 2004. p. 37.

160 DOMINGUES, José Marcus. Direito tributário e meio ambiente. 3. Ed. Rio de Janeiro: Editora Forense

ϵϲ O Desenvolvimento Sustentável não é propriamente um princípio de direito

ambiental, como expressão de uma diretriz, um comportamento, como ocorre com o princípio

da precaução ou do poluidor-pagador. Merece ser destacado que o Desenvolvimento

Sustentável traduz um conjunto de valores ancorados em condutas relacionadas à produção,

para que o resultado seja a compatibilização da apropriação dos recursos naturais com sua

manutenção e construção de um bem-estar, nos termos da Constituição pátria, da sadia

qualidade de vida. Em outros termos, o princípio, para sua realização, necessita da

concretização dos valores e diretrizes próprios ao direito ambiental, ao desenvolvimento

social e econômico, à eqüidade e ao bem-estar. ϭϲϭ

A Constituição da República, no seu art. 23, incs. VI e VII, afirma que a proteção do

meio ambiente e a preservação das florestas e da flora são da competência comum da união,

dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. No art. 24, VI, prevê a competência

concorrente desses entes públicos, a exceção do município, para legislar sobre florestas. Ao

município, nesta matéria, cabe suplementar a legislação federal e estadual no que couber,

conforme dispõe o art. 30, II. Em seu artigo 144, a Constituição da República Federativa do

Brasil de 1988 determina que a segurança pública seja dever do Estado e um direito do

cidadão, entendendo como por incolumidade do patrimônio, também, a proteção do

patrimônio público ambiental.

Não podemos olvidar de mencionar o socioambientalismo que é um movimento

contemporâneo e popular, que trata de uma proposta de sustentabilidade ainda não

teoricamente exaurida ou facilmente exaurível de acordo como os cânones ortodoxos da

ciência hegemônica. A perspectiva socioambiental é a visão almejada e sempre trabalhada na

qual, os humanos entre si e com os ambientes, buscam a convivência com respeito, justiça e

paz, admirando, interagindo e promovendo as diferenças, num cenário de emancipação, de



161 RIOS, Aurélio Virgínio Veiga. O direito e o desenvolvimento sustentável. Curso de direito ambiental. São

ϵϳ superação, onde as dimensões social, cultural, econômica, política e ambiental se conformam

como o foco de diferentes lentes, num mosaico das variadas visões. Distante de um

messianismo ingênuo, na realidade, busca-se encontrar concretude, positividade, efetividade e

realidade as normas constitucionais estruturantes dos direitos que compõem a síntese

socioambiental. ϭϲϮ

Na realidade, o socioambientalismo parece possuir alguma semelhança com a justiça

ambiental, environmental justice, um enfoque da ciência jurídica desenvolvida originalmente

nos Estados Unidos que se destina a estudar as causas e os efeitos da exclusão social fruto do

apartheid ambiental, environmental racism. A justiça ambiental estuda e combate a

distribuição assimétrica dos ônus do desenvolvimento predatório que em grande parte recaem

sobre a população das periferias, marginalizadas pelos processos de urbanização e

industrialização desordenados. ϭϲϯ

O processo de urbanização, em especial nos países mais desenvolvidos, ocupa-se não

mais do arranjo físico territorial das cidades, passa a abranger, quantitativamente, um espaço

maior (o território todo, englobando o meio rural e o meio urbano), e, qualitativamente, todos

os aspectos relativos à qualidade do meio ambiente, que há de ser o mais saudável possível.

Desta forma, é do âmbito da preocupação e de abrangência do direito urbanístico, procurar

conciliar o desenvolvimento das cidades, com hábitos saudáveis de vida em ambiente puro e

agradável, disciplinando todas as ações humanas de ocupação do solo. ϭϲϰ

Na realidade, deve ocorrer uma total reformulação da legislação pátria que trata da

matéria, pois a própria lei instituidora da Política Nacional do Meio Ambiente é anterior a

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, merecendo ser adaptada aos diversos

dispositivos constitucionais e internacionais que tratem da matéria. Devemos considerar a 

162 LIMA, André. Zoneamento ecológico-econômico. À luz dos direitos socioambientais. Curitiba: Juruá,

2006. p. 27.

163 BRYANT, Bunyan. Environmental justice: issues, policies, and solutions. Washington: Nunyan Bryant:

1995. p. 26.

ϵϴ existência de diversos sistemas de proteção de recursos naturais. Como são exemplos os de

recursos hídricos, fauna e flora, não ocorrendo uma coordenação adequada entre estes

sistemas, inclusive quanto à devida estruturação da administração pública federal, estadual e

municipal, ocorrendo diversos conflitos de competências e atribuições entre os órgãos

responsáveis, principalmente, pelos licenciamentos ambientais.

Portanto, não basta apenas pensar globalmente a agir localmente, para proteger o

nosso planeta. Também existem muitos motivos para pensarmos de maneira inversa, ou seja,

pensarmos localmente e agirmos globalmente. Se não pensarmos globalmente pode-se ignorar

preciosas fontes de conhecimento tradicional ambiental, desvalorizando o local não

compreendendo os ecossistemas e problemas ambientais. De posse destas informações se não

atuarmos de maneira global, nunca iremos resolver os grandes problemas ambientais

mundiais, comum a todos nós: com efeito, a sustentabilidade possui muitas dimensões locais

e globais.

Benzer Belgeler