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Anayasal Tasarıma İlişkin Çelişk

Nijerya 51 Güney Kore 60 Birleşik

C. Anayasal Tasarıma İlişkin Çelişk

Neste subcapítulo apresenta-se um breve histórico da política habitacional no município de São Leopoldo – RS, identificando os projetos habitacionais executados e também aqueles que estão sendo desenvolvidos atualmente, bem como o histórico do processo de urbanização e da ocupação do território do município. Para isso recorreu-se ao Plano Local de Habitação de Interesse Social - PLHIS (2012) e às contribuições de Borges (2011).

O município de São Leopoldo está localizado na região metropolitana de Porto Alegre (RMPA), faz parte do Conselho Regional de Desenvolvimento (COREDE) do Vale do Rio dos Sinos, pois se localiza na bacia hidrográfica do Rio dos Sinos. A origem do município está relacionada à chegada dos imigrantes alemães no Estado do Rio Grande do Sul, enviados pela Coroa Portuguesa em 1824 para povoar a região. Na época já havia no local um pequeno vilarejo de açorianos, mas a chegada de 39 famílias alemãs em 29 de julho de 1824, à desativada Feitoria do Linho Cânhamo (estabelecimento agrícola do governo de produção de cordas) é dada como a data de instalação da Colônia Alemã de São Leopoldo (PLHIS, 2012).

A Colônia Alemã de São Leopoldo se estendia por mais de mil km², abrangendo na direção sul-norte, de Esteio até leste-oeste, de Taquara (hoje) até o Porto de Guimarães, no rio do Caí (hoje, São Sebastião do Caí). Incluía os atuais Municípios de: Novo Hamburgo; Esteio; Campo Bom; Sapiranga; Dois Irmãos; Ivoti; Santa Maria do Herval; Sapucaia do Sul; Lindolfo Collor; Presidente Lucena; Estância Velha; Morro Reuter; Nova Hartz (parte); Nova Petrópolis; Picada Café (parte) (PLHIS, 2012, p.21). Com a instalação dos colonos, a agricultura foi se diversificando para atender o mercado local e a exportação e outros imigrantes passaram a ocupar os vales do Rio dos Sinos, Cadeia e Caí. Em abril de 1846, 22 anos após sua fundação, a Colônia Alemã foi elevada à categoria de Vila e emancipada de Porto Alegre, em

O desenvolvimento da Vila de São Leopoldo, entre os anos de 1850 a 1900, ocorreu com a produção e manufatura da produção agrícola e caracterizou- se pela expansão e consolidação do comércio através da comercialização dos excedentes entre os imigrantes alemães da capital e da colônia. [...] Neste período a navegação fluvial era o principal meio de transporte, tanto de passageiros quanto para o escoamento de produção, e teve grande importância no processo de implantação e desenvolvimento econômico e social da região. Com a chegada da estrada de ferro, em 1874, ligando a cidade à Porto Alegre e facilitando o escoamento dos produtos para a capital, o transporte fluvial quase desapareceu (PLHIS, 2012, p.23).

Devido ao seu desenvolvimento econômico, São Leopoldo foi elevada à categoria de cidade através da promulgação da lei número 563, de 12 de abril de 1864. Nesse período a Cidade de São Leopoldo já era considerada importante celeiro agrícola e construía as bases para uma futura produção industrial. Assim, São leopoldo se desenvolve social e economicamente, juntamente com os demais municípios limítrofes da capital, o que acarreta também uma mobilidade populacional na região que se expande na direção do trabalho, atraindo também populações advindas do interior do Estado, estimulando a proliferação de loteamentos que, de Porto Alegre, se estenderam até Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo (PLHIS, 2012).

Já no período de 1955 a 1965 o crescimento no sentido do eixo leste da RMPA passa a ser superior ao do eixo norte. Este crescimento tem como fator determinante os preços reduzidos dos terrenos. Intensificam-se os parcelamentos nos municípios de Gravataí e Viamão nas zonas mais próximas de Porto Alegre que vieram posteriormente a constituir os municípios de Cachoeirinha e Alvorada, cidades dormitório de uma população trabalhadora e dependente de preços acessíveis para o acesso à moradia (PLHIS, 2012, p.24).

A partir da década de 1970 e meados de 1980, durante a vigência do BNH, a expansão populacional intensificou-se com a construção e venda de conjuntos habitacionais. Entre 1976 e 1982 foram construídas 37.000 unidades na RMPA, nos municípios de Porto Alegre, Gravataí, Guaíba e Alvorada. São Leopoldo tem dois grandes núcleos produzidos nesse período – o Cohab Feitoria e o Cohab Duque (PLHIS, 2012).

A Tabela 3 e o Gráfico 4 representam o processo de expansão urbana ocorrido no município de São Leopoldo desde sua formação e a intensa urbanização ocorrida a partir de 1970.

Tabela 3: Evolução Urbana de São Leopoldo

Fonte: IBGE apud PLHIS, 2012, p.25

Gráfico 4: Evolução da população urbana de São Leopoldo a partir da década de

1970

Fonte: IBGE apud PLHIS, 2012, p.26

A partir dos anos 1970 a cidade de São Leopoldo passou a ter seu desenvolvimento associado ao setor calçadista e metal-mecânico e pela evolução da malha viária de ligação entre diversas cidades, como ferrovias, rodovias e em 1985 com o trem metropolitano, inicialmente ligando Porto Alegre a Sapucaia do Sul, ampliando-se até São Leopoldo a partir de 1999 (BORGES, 2011).

Nos anos 1990 o setor coureiro calçadista enfrentou dificuldades, em virtude da abertura da economia, da redução do apoio governamental, com as políticas neoliberais, a emergência de concorrentes poderosos como a China, e também pela busca de locais com custo de produção mais baixo, ou seja, o movimento em direção à região Nordeste do país. [...] Esta situação foi agravada por volta de 1994 e 1995 com o início da política cambial de equiparação do dólar, o que produziu uma apreciação do valor da nossa moeda frente ao dólar e, como consequência, perda da capacidade de competição nos mercados internacionais (BORGES, 2011, p. 66).

Atualmente São Leopoldo possui um diversificado parque industrial globalizado, além de um setor comercial e de serviços e de um polo de informática junto à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) (BORGES, 2011).

Como as demais cidades brasileiras que cresceram marcadas por desigualdades territoriais, com espaços sem infraestrutura, saneamento e demais serviços públicos, São Leopoldo não é exceção, o que representa um conjunto de desafios para a política habitacional, no sentido de solucionar as demandas habitacionais acumuladas e também visando o atendimento das futuras demandas por moradia.

Nesse sentido, a política habitacional foi estruturada no município para atendimento às demandas habitacionais e diversos projetos habitacionais estão sendo desenvolvidos para atender essa necessidade e também para preservação ambiental, visto que o município possui parte do seu território representada por áreas úmidas (banhados) e por nove sub-bacias, o que exige projetos que contemplem a recuperação ambiental de áreas próximas a arroios, como o Arroio Kruse e consequentemente a remoção das famílias que habitam suas margens.

Benzer Belgeler