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Analysis of the Surface Roughness Effect with Realization and

5. ANALYSIS OF THE SURFACE ROUGHNESS EFFECT ON FILTERING

5.2 Analysis of the Surface Roughness Effect with Realization and

O grupo, em geral, foi acompanhado durante todo o decorrer da Pesquisa Participante. Na etapa I, realizou-se um estudo exploratório, base das análises teóricas feitas. Na etapa II, fixou-se o número de nove participantes no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que se situa, em particular, no Centro Comunitário São Francisco.

1.2.8 Critérios de inclusão e exclusão dos sujeitos da pesquisa

Na etapa I, em que se realizou o estudo exploratório inicial, considerei o grupo de idoso como um todo, e não se fizera necessário estabelecer critérios de participação.

Na etapa II, os critérios para participação observados foram os seguintes: 1) ser mulher, 2) estar inscrito no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, 3) ter sessenta anos ou mais, 4) desejar participar da pesquisa; 5) morar no bairro onde está instalado o serviço ou bairro circunvizinho.

Esclareço que os critérios de exclusão da etapa II da pesquisa também foram observados: 1) homens, 2) idade inferior a sessenta anos, 3) não está inscrito e participando do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.

Para evitar algum obstáculo com relação a configurar-se o grupo da área de psicologia ou de educação física, tipos de grupos de idosos comuns nos trabalhos com a

velhice, pediu-se também como critério de exclusão: 4) autodeclarar-se incapaz, ter osteoporose grave e/ou fazer uso de antipsicótico.

1.2.9 Aspectos éticos

Busquei observar os princípios éticos da pesquisa fixados no projeto. Os termos de consentimento livre e esclarecido foram assinados. O projeto foi encaminhado ao Comitê de Ética da Universidade Federal do Ceará para ser submetido à análise sob o número: 1.520.306. Após examinação, recebeu o parecer como aprovado. Destacamos que todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE.

1.2.10 Dos Procedimentos da Investigação (ou técnicas da pesquisa) 1.2.10.1 Análise documental

Leitura, registro, compreensão e análise de textos escritos ou orais, ou de outra forma (MARCONI; LAKATOS, 2005); este aspecto se fez necessário em função dos marcos regulatórios, cuja relevância suscita aqui serem referidos; também os documentos relativos à assistência social, enquanto política pública, bem como os norteadores do atendimento ao idoso no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Sistema Único da Assistência Social. Considerem-se, ainda, os documentos do local da pesquisa que permitiram delinear o perfil sociodemográfico dos atendidos. 1.2.10.2 Entrevista semiestruturada e grupo de vivências

A entrevista semiestruturada constitui-se uma modalidade de entrevista cujo roteiro é flexível. Permite, assim, que o investigador, a partir das respostas dadas pelo participante, possa aprofundar os conteúdos que lhe pareçam relevantes para o seu objeto investigado. Informante e pesquisador podem se posicionar livremente frente às perguntas e respostas, respectivamente.

Assim é que esta modalidade de entrevista costuma ser dividida em três subtipos: focalizada, clínica e não dirigida (MARCONI; LAKATOS, 2005). Optamos

pelo terceiro subtipo, a não dirigida, em que a liberdade é total e o entrevistador, assim como o entrevistado, poderão expor seus pensamentos e sentimentos que se associam ao tema proposto. O objetivo é fomentar o informante a falar sobre determinado assunto, sem, contudo, forçá-lo a responder itens fechados.

Já o grupo de vivências, foi proposição que teve sua matriz na Artografia; Possui caráter de intervenção e inclui ação-reflexão coletiva.

1.2.10.3 Observação participante

A observação participante é um instrumento de coleta de informações em que o pesquisador está imerso no campo investigativo, sendo crivado por sensações físicas e emocionais que se articulam para trazer a situação investigada o mais próximo de si. Isto é obtido por meio das interações com o local e as pessoas integrantes do cenário pesquisado. Talvez este tipo de estudo seja aquele que mais aproxima pesquisador e pesquisa (sujeitos e local da pesquisa), e que “se confunde com ele” (MARCONI; LAKATOS, 2005, p:196). Apreender pelos sentidos aguçados, na experimentação, dá a elemaiores elementos para inquirir acerca do que investiga e a si, pelo visto e vivido, trazendo-lhe confiabilidade.

1.2.10.4 Jornal da Pesquisa

O Jornal da Pesquisa são inserções que o pesquisador se autoriza realizá-las no corpo do trabalho científico. Este elemento nos permitiu ter uma visão amplificada da realidade, haja vista que a subjetividade do investigador não subjaz inteiramente oculta. Ao contrário, revela-se na medida em que as experiências de vida, autorreflexões e emoções são expressas, evidenciando, assim, o imbricamento pesquisador e sujeitos pesquisados no próprio corpo do campo empírico.

O “JP é a possibilidade do registro de nossos “andaimes” de percurso. Os andaimes, conforme o autor são os cacos, nossas fraquezas, nossas imperfeições, nossos medos, mas, tratando-se de nossa formação, principalmente para nossos próprios sentidos, esses cacos e amontoados também...”. (VELOSO; BONILLA, 2017, p:53)

As autoras enfatizam ainda mais os aspectos subjetivos que implicam o pesquisador na investigação por ele realizada, acentuando esse aspecto ser indissociável de suas observações participantes. Desse modo, Jornal da Pesquisa: “Auxilia o pesquisador a adquirir um ‘sentir multirreferencial’. O Jornal da Pesquisa permite que o pesquisador trabalhe a sua subjetividade” (VELOSO & BONILLA, 2017, p:53).

As anotações do Jornal da Pesquisa nos ajudam que a pesquisa seja vista por inteiro – em suas potencialidades e dificuldades, a partir da subjetividade do pesquisador – mas articulada com a objetividade da prática em curso. As notas do Jornal incluem situações cotidianas vividas pelo pesquisador e trazem possíveis leituras e ilações feitas, que envolvem circunstâncias que afetam na pesquisa. Isso conduz a pesquisa também pela via de um olhar pesquisador que se imiscui como sujeito.

1.2.10.5 Da entrada no campo

Após aprovação do projeto de pesquisa pelo comitê de ética, a primeira providência que tomei foi pedir a chefe da unidade local uma reunião com os envolvidos diretos na pesquisa. Assim foi feita a reunião com a chefe da unidade, a coordenadora do grupo de idoso e o futuro coordenador, ocasião em que houve a divisão, prevista ainda para este mês de maio, do grupo da fase exploratória para o grupo fixo, menor, que ficaria comigo. Aproveitei para colher dados sobre os sujeitos da pesquisa, daí retirando informações de um recadastramento que estava a ser feito e do qual eu participava.

Estes dados extraídos de documentos e do recadastramento feito serviram para que eu elaborasse o Perfil Sociodemográfico, que está exposto no texto da tese. Estes dados sobre o perfil dos velhos envolvidos na pesquisa serviram para eu me situar junto a eles. E para o tratamento multidimensional com o qual nutria meu olhar.

Iniciei apresentando a aprovação do comitê de ética. Neste momento, mostrei as ideias centrais da pesquisa, que se dividiram em dois movimentos: de observação e intervenção.

No que tange ao momento atual do campo, há que se esclarecer que o ajuste institucional da normatização do SUAS (Sistema Único da Assistência Social) para atendimento ao idoso propõe grupos pequenos. Os grupos em atendimento nas unidades participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que preconiza

grupos com menos de quarenta participantes; e nosso grupo deveria adequar-se a essa referência em consonância com o modelo adotado pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS.

Com relação à intervenção feita na pesquisa, vi-me colaborando no preenchimento das fichas novas. E, na prática do Centro Comunitário São Francisco, houve interesse nos dados desta pesquisa para estabelecer o perfil do usuário. Na qualidade de técnico da instituição, dispus-me a colaborar, articulando dados da pesquisa com as necessidades de caracterização dos sujeitos que eu passava a considerar.

Houve, contudo, um discurso inverso. Certa feita, ouvi do nível médio que estava fazendo as fichas: vou já colaborar com você. Como se o interesse fosse mais meu que uma atribuição deles, que atuavam com a velhice nesta assistência púbica em saúde. Inicialmente, havia a ideia de todos se envolverem, o nível médio – trabalhadores de nível não graduado, os dois coordenadores de grupo de idosos e eu. Na prática, apesar do intento inicial, ficamos eu e o nível médio. Ao se eximirem de preencher as fichas – que implica contato direto com os velhos e as velhas – os coordenadores deixavam de obter dados concretos, nesse ambiente relacional, que poderia lhes permitir uma maior percepção direta dos que utilizam os serviços públicos dessa natureza, naquele específico lugar e bairro.

Com relação a mim e à pesquisa, esta ligação proporcionada pela intervenção favoreceu os momentos subsequentes da pesquisa, posto que eu não era mais, para eles, alguém inteiramente desconhecido.

1.2.11 A inspiração da Artografia – comportando a pré-expressividade na