4. BULGULAR
4.4 Duyusal Analiz Sonuçları
4.4.5 Genel Beğeni
Colaborar no processo de aprendizagem envolve uma troca de idéias, de forma que haja crescimento e desenvolvimento dos sujeitos envolvidos no processo. Faz-se necessário, nesse sentido, que sejam possíveis a identificação e a manifestação de pontos de concordância e discordância acerca das idéias e conceitos e a reformulação de pontos de vista com base na experiência dos demais e dos conhecimentos gerados no grupo.
Na troca de idéias ocorridas nos processos de ensino e aprendizagem, ocorrem muitos momentos de concordância e convergência de idéias, mas também manifestações discordantes. As contraposições e discordâncias podem ser benéficas para a aprendizagem desde que bem manejadas pelo grupo (JOHNSON & JOHNSON, 2008).
No caso da disciplina-alvo da nossa pesquisa, percebemos movimentos do grupo exprimindo concordância e complementaridade de idéias, no intuito de ocasionar conceitos comuns ao grupo. Não são raros, nos momentos síncronos e assíncronos, manifestações de concordância com as idéias dos demais.
Por outro lado, surgiram instantes de discordância, após os quais se procurava fechar uma idéia comum e outros nos quais alunos, professor e formadoras buscavam conviver respeitosamente com as idéias divergentes dos outros.
Nos diálogos que destacamos a seguir, observamos como uma discussão em torno da afetividade na EAD enseja a manifestação de pontos de vista, ora em concordância, ora em discordância.
10:36 Aluna 10: pois bem.. a afetividade em um ciberespaço, existe, mas de maneira diferente..
10:37 Aluna 11: as emoções ocorrem de acordo com a impressão que cada um tem no momento em que ação
acontece!
10:37 Aluna 10: vc pode se relacionar, sentir emoções, e tudo.. mas vc num vai ter aquela experiência
emocional, tem que ter o contato
10:38 Aluna 14: Concordo com vc, aluna 10, existe sim afetividade em ciberespaço
10:38 Aluna 12: Eu percebi q a afetividade está sendo trabalhada em toda parte..até mesmo no mundo virtual! 08:46 Aluna 15 : logico q pelo computador nao é a mesma coisa que uma conversa pessoal, apesar de todos os
recursos q temos, como webcan e microfone, mais da sim pra transmitir sentimentos! atraves de plavras da pra perceber o tom em q a pessoa esta flando
08:46 Aluna 15 : quando esta tem raiva, escreve com mais agressividade
08:46 Aluna 16 : A afetividade em um ambiente virtual para mim ocorre de uma maneira muito mais sincera
pois assim não temos vergonha de falar o que pensamos!!!
08:46 Aluna 15 : nem sempre aluna16
Podemos observar, acima, o que Johnson & Johnson (2008) denominaram de engajamento em conflitos intelectuais que se caracteriza pela manifestação persuasiva de suas
idéias “a afetividade em um ambiente virtual para mim ocorre de uma maneira muito mais sincera pois assim não temos vergonha de falar o que pensamos!!” e pela visão de uma determinada temática a partir de diferentes perspectivas “nem sempre aluna 16”, “pelo virtual é mais fácil mentir e fingir”. Vistas de pontos diferentes, numa perspectiva colaborativa, opiniões opostas poderão, então, ser integradas em posições compartilhadas.
Essa integração torna-se ainda mais efetiva em situações não hierarquizadas, em que alunos, formadores e professor podem discordar entre si, em busca de integração de idéias, como podemos observar no trecho seguinte:
10:25 Formadora 4: O corpo fala realmente, mas para algumas pessoas o corpo é um estorvo, que atrapalha os
relacionamentos. Ex: outro dia li que o pessoal que tá no second life, alguns deles se sentem melhores virtualmente, pois como são portadores de deficiências não querem ser vistos de forma preconceituosa...
10:26 Aluna 17: e quando essas pessoas descobrirem com quem realmente estão conversando, formadora 4? 10:27 Aluna 17: acho que isso pode até deixar algumas pessoas se sentindo melhor, mas temos que ser o que
realmente somos. Com deficiências e tudo mais
10:27 Aluna 18: as pessoas tem que aprender a trabalhar nao so sua expressao mas tb os seus verdadeiros
sentimento, eh o caso da deficiência, temos q aprender a respeitar as diferenças
10:27 Aluna 17: Isso não seria uma forma de esconder o que somos? Enganar?
10:28 Aluna 19: acho q temos q aprender a lidar com os preconceitos ao inves de aceitar esse metodo de
comunicação como os mais viável..
10:28 Aluna 18: o fato de eu estar conversando com um deficiente a distancia nao resolve o seu problema e
nem ele vai ser inferior por isso
10:28 Formadora 4: Aluna 17, vejo que a questão do corpo muitas vezes vira o que a pessoa é.[...] alguém com
qualquer deficiência passa a ser visto a partir da deficiência e não do que ele próprio (a pessoa deficiente ) acha que é.
10:29 Aluna 17: Não penso assim, Formadora 4. Para aceitarmos os outros temos que nos aceitar primeiro. 10:31 Aluna 54: concordo com ambas
10:32 Aluna 31: pelo cyberespaço vc pode ter sim algumas vantagens..eu por exemplo me sinto mt bem e acho
q consigo interagir e ter amizades aceitaveis..
10:32 Aluna 19: temos q nos esforçar para sermos iguais tanto na internet quanto presencialmente
10:32 Aluno 6 : O mundo está tendendo a essa forma de comunicação que cada vez fica mais comum. hoje vc
não visita mais sua amiga, conmversa com ela no msn.
10:32 Aluna 31: tudo tem sem lado..
10:34 Formadora 4: [...] Mesmo me aceitando plenamente, posso me sentir mais à vontade em um ambiente em
que isso não faça diferença. Mesmo nos aceitando, gostamos de nos sentir fazendo parte de um grupo.
10:37 Aluna 17: Não concordo Formadora 4. Se "aceitar plenamente" e ainda sim se sentir melhor escondendo
"o que é". è um pouco contraditório.[...]
10:42 Formadora 4: Aluna 17, eu particularmente, prefiro o contato corpo-a-corpo com as pessoas é como me
sinto mais á vontade inclusive para manifestar a minha afetividade.[...] O que quero dizer é que muitas pessoas podem se sentir mais à vontade (e com isso não quer dizer que estejam mentindo) em um ambiente em que as diferenças sejam neutralizadas. [...] Mas nada disso quer dizer que devemos abolir o contato corpo-a-corpo.
10:45 Aluna 17: Ok, Formadora 4! Acho que isso é um assunto que renderia uma longa discussão. Pois , penso
que há muitas coisas envolvidas, as quais teriam que ser pensadas.
Verificamos, nesse recorte de um dos bate-papos da disciplina, que, mesmo havendo divergência entre as idéias da formadora e das alunas, o objetivo central, de debater a interatividade no ciberespaço, permanece presente. Durante o diálogo, mesmo diante das discordâncias, observaram-se alguns dos elementos que Johnson & Johnson (2008)
consideram essenciais para uma boa resolução de conflitos, como a boa qualidade nos relacionamentos, coesão, respeito e compromisso com a atividade do grupo. Se, por um lado, a formadora não procurou impor seu pensamento ao grupo, por outro, as alunas discordavam e procuravam argumentar seus pontos de vistas de forma construtiva.
Nesse sentido, o debate torna-se, então, produtivo para todos os agentes do processo de ensino e aprendizagem, proporcionando reflexões para todos os membros do grupo.
Quando perguntados, no questionário, acerca da identificação de pontos de concordância e discordância, 6,7% disseram que não o fizeram, 74% afirmam que a realizaram, enquanto 17,4% reconhecem que a aprimoraram. Quando indagados, todavia, sobre a manifestação das discordâncias, enquanto 40% afirmam tê-la realizado e 17,8% a aprimoraram, 42,2% expressam não ter aplicado este aspecto da exploração de conflitos. Entre o grupo de formadoras e professor, obtivemos entre esses indicadores os seguintes percentuais: 40%, 30% e 30%, respectivamente, constituindo entre os dois grupos, o aspecto menos aplicado durante a disciplina.
6.2.5 Encorajamento à Manifestação de Idéias e ao Compartilhamento de Experiências