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ANAEROP BAKTERİLERE BAĞLI SEPSİS VAKASI

Belgede TÜRKÝYE HALK SAÐLIÐI KURUMU (sayfa 54-59)

A case of community-acquired pleuropulmonary infection and fatal septicemia caused by anaerobic bacteria

ANAEROP BAKTERİLERE BAĞLI SEPSİS VAKASI

Casos extraordinários de indivíduos que “furavam” os muros da hierarquia social e ingressavam na universidade, sobretudo nas que concentravam os setores mais favorecidos da população, sempre existiram e, quando vencedores, eram utilizados no sentido de reforçar as oportunidades que o sistema oferece para quem quer fazer a diferença. Porém, a presença deles não era o bastante para alterar a paisagem da cor da pele ou dos perfumes nos corredores, pelo contrário, funcionavam como contraste para reforçar as identidades e pertenças de cada lócus socialmente constituído.

Esse quadro se altera significativamente a partir da primeira década deste século, com a introdução do sistema de cotas nas universidades públicas, com a ampliação do FIES e com a criação do PROUNI nas universidades privadas. A presença, antes eventual e inusitada, passa a ser constante e, nas IFES, poderá ser ampliada com a aprovação de uma nova lei em 2012.

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Amparadas pelo artigo 206 da Constituição Federal e pelo artigo 3º da LDB, os quais estabelecem o respeito ao princípio da igualdade de condições para acesso à escola e à permanência, a Universidade do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade de Brasília (UNB) foram as primeiras a instituir, a partir de 2003, um sistema de cotas (BAYAMA, 2012, p. 326). Outras universidades públicas foram paulatinamente construindo políticas modificadoras do sistema de acesso, no sentido de possibilitar a entrada de setores antes não representados na população universitária. Após praticamente uma década de experiências acadêmicas da entrada desses novos sujeitos no ensino superior, acompanhadas de muitos debates e polêmicas envolvendo as justiças/injustiças dessas iniciativas da Academia, o Congresso Nacional aprovou, em 2012 a lei 12.711/2012, que estabelece, no preenchimento das vagas nas instituições federais de ensino, o percentual de 50% para estudantes oriundos de escolas públicas de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salários mínimos per capita, respeitadas nesse percentual as diferentes etnias, de acordo com a população de cada unidade da Federação (OLIVEIRA, 2013, p. 309-310). Ressalta-se, portanto, uma legislação mais ampla no sentido de garantir, nas instituições federais de ensino provenientes da escola pública, na razão de 50%, respeitados os critérios racial e renda familiar per capita.

Essa legislação reforça o sistema ENEM/SISU e, juntamente com o PROUNI, contribui para atenuar a lógica seletiva do sistema vestibular. Deverá, também, colaborar para uma alteração ainda mais profunda, sobretudo nas IFES, com a incorporação de grupos tradicionalmente alijados da perspectiva de um dia poder sentar nas cadeiras de uma universidade. Contudo, as políticas adotadas ainda na primeira década deste século já produziram mudanças importantes no corpo discente universitário, conforme se pode observar na Tabela VI.

Primeiramente, observa-se que o processo de expansão do ensino superior atingiu os diferentes setores da sociedade. Por exemplo, entre a população de maior renda ocorre um salto de 22,9%, em 1997, para 47,1%, em 2011, ou seja, houve um aumento de aproximadamente 50%, com quase a metade dos jovens dessa faixa frequentando ou já tendo concluído o ensino superior. Explicitando os limites da expansão como processo de democratização, Neves (2012, p. 11) afirma que “[...] a expansão recente revela que o acesso à educação superior ainda se mostra bastante concentrado nos jovens das camadas de faixas de renda alta e média e brancos”, ou seja, em termos numéricos, é o grupo social que mais cresceu. Porém, é digno destacar que, no quintil de menor renda, ocorre uma

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ligeira alteração entre 1997 e 2004, de 0,5% para 0,6%, e um salto para uma participação de 11,9% na faixa etária 18 a 24 anos, um aumento de 1833%, entre 1997 e 2011. Do mesmo modo, e possivelmente confirmando a origem social de parte desses jovens, é relevante também o salto no grupo entre pretos e pardos, os quais passam, respectivamente, de 1,8% e 2,2%, em 1997, para 8,8% e 11,0%, em 2011. Nessa direção, espera-se que a nova lei de cotas, acima comentada, possa contribuir na ampliação da presença dessas camadas sociais no ensino superior, sobretudo na universidade pública.

Tabela 6 - Percentual de pessoas de 18 a 24 anos que frequentam ou já concluíram o ensino superior de graduação – 1997 – 201134

Ano 1997 2004 2011

Renda domiciliar per capita

20% de menor renda 0,5 0,6 11,9 20% de maior renda 22,9 41,6 47,1 Cor Brancos 11,4 18,7 25,6 Pretos 1,8 5,0 8,8 Pardos 2,2 5,6 11,0

Fonte: Censo do Ensino Superior 2011. MEC/INEP.

A chegada desses novos personagens ao ensino superior não acontece de forma tranquila. A passagem do sistema de elite para o sistema de massa provoca impactos nas estruturas tradicionais do sistema, pois o crescimento da taxa de matrícula “[...] produz uma grande tensão sobre as estruturas de governança, de administração e da socialização de alunos e professores” e leva ao “[...] enfraquecimento das formas mais tradicionais de relações da comunidade acadêmica” (GOMES e MORAES 2012, p. 174). Além das tensões decorrentes de um processo de expansão de cunho privatizante, que traz a lógica da

34O Censo da educação superior 2013 traz uma página com esta tabela referente ao ano de 2012, porém os dados não estão disponíveis.

http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/apresentacao/2014/coletiva_censo_superior_ 2013.pdf. Acesso em 29/01/2016.

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concorrência e as determinações do mercado para dentro da vida acadêmica, provoca tensões ainda a chegada de personagens que carregam hábitos sociais e procedimentos escolares diferentes dos praticados no sistema de elite. Refletindo sobre as diferentes naturezas culturais e disposições acadêmicas desse espaço, afirma Catani: “Es un espacio social institucionalizado, delimitado, con objetivos y finalidades específicas, donde se instala una verdadera lucha para determinar lo que pertenece o no a eses mundos” (OLIVEIRA e CATANI, 2012, p. 151). Os novos sujeitos, com suas novas demandas, chegam às velhas estruturas, muitas vezes adornadas em prédios de arquitetura pós- moderna, mas sem alterações na organização acadêmica. A universidade constitui um espaço resistente a mudanças mais profundas, e vai se adequando às novas exigências sem necessariamente transformar suas estruturas.

Nesse jogo estão os novos sujeitos munidos de muitas expectativas, bem acolhidos ou não, mas, de qualquer forma, incomodam a zona de conforto de um lócus instituído, pois novos atores sociais apareceram “[...] que hasta entonces eran invisibles y silenciosos” (DUBET, 2012a, p. 57). Novas vozes escutadas ou ignoradas, acolhidas ou rechaçadas, agora passam a constituir as linguagens do campus. São as vozes dos novos sujeitos que chegaram para participar do jogo. Sem conhecer bem as regras do novo espaço de competição, também não estão acostumados com os juízes desse novo lugar, e as estratégias antes utilizadas poderão não ser agora as mais indicadas. Assim, aqueles que chegam carregam suas resistências e dificuldades diante da novidade da linguagem, dos hábitos e procedimentos dominantes e, sobretudo, das novas exigências escolares.

Belgede TÜRKÝYE HALK SAÐLIÐI KURUMU (sayfa 54-59)

Benzer Belgeler