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Anadolu Üniversitesi Açıköğretim Sistemi2015-2016 Güz DönemiDönem Sonu Sınavı

O entretenimento a bordo e a conectividade estão se tornando aspectos centrais da experiência de voo. Assim sendo, segundo Lange (2009) entreter os passageiros é uma poderosa ferramenta para as companhias aéreas, a qual funciona como um fator relevante que favorece a competição e o crescimento dos negócios.

O entretenimento a bordo, incluindo as possibilidades que envolvem dispositivos eletrônicos portáteis, agrega valor ao transporte aéreo, principalmente porque amplia os benefícios aos passageiros, favorecendo a personalização dos serviços; aumenta a eficiência operacional e possibilita a geração de receitas suplementares (propagandas, oportunidades de promoções e conteúdos pagos) (SITA, 2008).

De acordo com Liu (2007) o transporte aéreo, especialmente de longa distância, expõe o passageiro a uma série de dificuldades e fatores que podem gerar desconforto psicológico e fisiológico. Assim, algumas estratégias são adotadas pelos passageiros visando diminuir estes aspectos negativos da viagem, dentre estas o autor ressalta:

a) conversar com outros passageiros para dispersar os sentimentos negativos de irritação e tensão;

6 Disponível em: http://www.voegol.com.br/pt-br/servicos/gol-no-ar 7 Disponível em: http://www.voeazul.com.br/aspx/tvabordo.aspx

b) exercícios físicos a bordo para consumir a energia acumulada em decorrência das secreções hormonais diante da situação de estresse;

c) relaxar ou distrair-se por meio de leituras, filmes, música e jogos disponíveis no sistema de entretenimento oferecido pela companhia aérea. Considerando as estratégias apresentadas, observa-se que os sistemas de entretenimento a bordo podem fornecer recursos para facilitá-las. Em relação à primeira estratégia, existem sistemas disponíveis atualmente que possibilitam que os passageiros joguem ou se comuniquem por chats durante o voo, bem como oferecem recursos de conectividade, enriquecendo a experiência de comunicação (LIU, 2007).

No que se referem aos exercícios físicos, muitas companhias aéreas disponibilizam panfletos com orientações aos passageiros, ou mesmo dicas por meio do sistema de entretenimento ou demonstrações dos comissários de bordo, para incentivar a realização de exercícios ao longo da viagem (LIU, 2007), minimizando, principalmente, riscos associados à imobilidade e postura sentada, como a trombose venosa profunda (WESTELAKEN et al., 2010).

Contudo, Liu (2007) e Westelaken et al (2010) apontam que apesar das instruções os passageiros não se sentem motivados para esta prática, ignorando as orientações, principalmente em decorrência das limitações da cabine. O espaço na poltrona, por exemplo, é cada vez mais restrito, posto que diante da competitividade as companhias aéreas aumentaram o número de poltronas restringindo o espaço pessoal na classe econômica. Outro fator encontrado é que os passageiros ressaltam também que não querem incomodar os demais presentes na cabine ao levantar-se diversas vezes durante a viagem. Além disso, podem ocorrer turbulências não previstas, ocasionando riscos aos passageiros que estão se deslocando na cabine.

Diante deste contexto, no qual existe a necessidade de realização de exercícios físicos e restrição destes devido às condições da cabine, estão sendo estudados os jogos com reconhecimento de gestos para implantação nos sistemas de entretenimento. Estão em estudos os tipos de sensores que poderiam ser utilizados, bem como os tipos de jogos para que sejam induzidos movimentos possíveis no espaço disponível da poltrona e que sejam específicos para evitar os riscos associados ao transporte aéreo, estimulando o passageiro a se movimentar (WESTELAKEN et al., 2010).

Uma questão importante relaciona o potencial do entretenimento a bordo e os sistemas adotados atualmente. Estes, em geral, partem de uma ideia de que os consumidores ou usuários gostam ou desejam na cabine, tratando os passageiros como um grupo homogêneo, com os mesmos gostos e preferências, o que não reflete a realidade. A população de pessoas que utiliza o transporte aéreo é bastante dispersa e diversificada (idade, sexo, cultura, etc), de modo que suas preferências em relação a entretenimento a bordo também o são. Além disso, o passageiro em si mesmo é um sistema adaptativo, ou seja, suas preferências diferem de acordo com o contexto e ao longo do tempo, o que torna a tarefa de projetar sistemas para atenderem as diferentes necessidades dos passageiros ainda mais complexa (LIU, 2007).

Outro aspecto relevante em relação aos sistemas é a interface deste com o passageiro. Quando as opções disponíveis são variadas, mas o sistema oferece uma interação pouco intuitiva, o passageiro tende a ficar desorientado e não consegue encontrar os serviços de entretenimento desejados. Por outro lado, quando as opções de entretenimento são limitadas, as chances de o passageiro encontrar o que deseja são também escassas. Nestas duas situações o sistema de entretenimento não contribui para a melhoria do conforto dos passageiros, podendo ampliar a situação de estresse e desconforto (LIU, 2007).

Por fim, observa-se que o entretenimento a bordo está sendo implementado pelas companhias aéreas como uma forma de aumentar o conforto e o nível de satisfação dos passageiros durante a viagem (LIU, 2007). Por outro lado Westelaken et al (2010) ressaltam o papel do entretenimento em proporcionar distração mental e em minimizar o estresse psicológico, com potenciais para contribuir ainda para a redução do estresse físico.

Em outras palavras, levando em consideração a literatura de conforto em confrontação ao apresentado sobre entretenimento, verifica-se que para diferentes autores este se relaciona ao mesmo tempo ao conforto e ao desconforto. Assim, o entretenimento amplia o conforto dos passageiros à medida que pode proporcionar sensações positivas de relaxamento, diversão e simultaneamente, reduz o desconforto ao favorecer a redução de aspectos negativos relacionados ao estresse psicológico e desconforto físico.

Na revisão bibliográfica contatou-se que existem poucos estudos efetivamente dedicados à análise da relação entre conforto/desconforto e entretenimento a bordo. De acordo com Budd (2010) os estudos de conforto ressaltam a importância da atividade dos passageiros na cabine, contudo enfatizam o conforto do passageiro estático, de modo que a atividade dos

passageiros não é analisada visando à identificação dos seus reais motivos e constrangimentos.

Levando em conta a importância possibilidade de agir para a melhoria do conforto salienta-se que as experiências individuais em voo são bastante pertinentes à investigação, destacando-se, neste caso, o entretenimento a bordo.

Benzer Belgeler