3. YÖNTEM
3.9. Araştırmanın Ayrıntılı Uygulama Süreci
3.9.4. Dördüncü Aşama: Eylem Planının Değerlendirilmesi, Yeniden
3.9.4.5. Ana uygulamaların gerçekleştirilmesi ve verilerin toplanması
2.3.1 Éthos aristotélico
A democracia ateniense apresentava um ambiente bastante favorável para discussões e pronunciamento de discursos, pois muitas de suas decisões eram levadas a fóruns públicos, como assembleias, tribunais, etc. Nesse contexto, argumentar bem era uma qualidade que se esperava dos homens, como podemos observar nas palavras de Aristóteles:
seria absurdo que a incapacidade de defesa física fosse desonrosa, e o não fosse a incapacidade de defesa verbal, uma vez que esta é mais própria do homem do que o uso da força física. (I, 1355 a e b).14
Nos fóruns públicos não há interesse nem tempo de se provar a verdade, pois eles são do domínio da deliberação e só se delibera em caso de incertezas e de conflitos, não diante de verdades ou impossibilidades.Trata-se de opinar sobre o provável ou improvável, o possível ou impossível (Cf. REBOUL, 2000, p. 37-39). Assim, a retórica aristotélica surge como uma arte da persuasão a serviço da política e seu objetivo consiste em convencer, fazer crer, “discernir os meios de persuasão mais pertinentes a cada caso” (I, 1355b).
Devido ao caráter fundamental da persuasão, o Estagirita concebe A Retórica a partir de três eixos centrais, os três elementos constitutivos do ato enunciativo, tendo sido cada um deles explorado em um livro. O primeiro livro refere-se ao orador e discorre sobre seus argumentos e sua adaptação ao público; o segundo trata do auditório e de suas paixões; o livro III disserta sobre o discurso propriamente dito, abordando a disposição dos argumentos, sua ornamentação, a escolha das figuras de linguagem, etc. Essa estrutura tripartite engloba também as três provas oratórias, recursos considerados pelo autor como essenciais para a persuasão: a primeira prova, logos, lógica e objetiva, relaciona-se ao corpo da argumentação; as outras duas, éthos e páthos, de ordem moral e subjetiva, tratam, respectivamente, da autoridade do orador (de seu caráter) e das paixões de seus ouvintes ( I,1356a).
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O éthos reside, portanto, no caráter moral do orador. Trata-se da imagem que este constrói15 no discurso para inspirar confiança no auditório e tornar sua persuasão mais eficaz, ideia expressa com bastante clareza no texto do filósofo grego:
Persuade-se pelo caráter quando o discurso é proferido de tal maneira que deixa a impressão de o orador ser digno de fé. Pois acreditamos mais e bem mais depressa em pessoas honestas. [...] porém, é necessário que esta confiança seja resultado do discurso e não de uma opinião prévia sobre o caráter do orador (I, 1356 a)
De acordo com Aristóteles (II, 1378a), três são as causas que tornam o orador persuasivo: phrónesis, areté e eunóia. A primeira (traduzida como prudência) significa ter ar ponderado, apresentar conselhos razoáveis; a segunda (virtude), significa apresentar-se como simples e sincero; a terceira (benevolência) significa ser solidário e amável com os ouvintes. Inspira mais confiança, ou seja, apresenta a melhor imagem de si, aquele que possui, pelo menos aparentemente, todas estas qualidades. Voltaremos a tratar dessas causas posteriormente.
Embora a Retórica discorra sobre outras questões acerca do éthos do orador, consideramos essas as mais relevantes para a presente pesquisa.
2.3.2 Apropriações e reinterpretações do éthos
Como foi possível observar pela exposição acima, a retórica aristotélica revela-se atual em muitos aspectos, sobretudo porque estuda questões de persuasão e de intersubjetividade, levando em consideração a necessidade de o orador se adaptar ao auditório, perspectiva que encontra hoje traços semelhantes em diferentes discursos, como o político, o publicitário, o didático, etc. Nesse sentido, a questão do éthos tem sido retomada e desenvolvida por diversas teorias do discurso, dentre as quais se destacam: a teoria da argumentação, a pragmática, a análise do discurso e a semiótica. A apropriação desse conceito por diferentes campos teóricos fez surgir, a partir da noção aristotélica inicial, duas dicotomias: éthos prévio ou pré-discursivo vs éthos discursivo; éthos dito vs mostrado.
De maneira resumida, o primeiro desdobramento divide a “imagem preexistente do enunciador” (éthos prévio) e a imagem que este constrói em seu discurso (éthos
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Como dissemos no item sobre a enunciação, o sujeito enunciativo (e sua imagem) constrói-se no e pelo discurso, e, dessa forma, suas estratégias discursivas podem ser conscientes ou não.
discursivo). Esta última, adotada por Aristóteles (como já mencionamos anteriormente, encontra-se na obra do Estagirita a seguinte afirmação “é necessário que essa confiança seja resultado do discurso e não de uma opinião prévia sobre o caráter do orador”) e acolhida pela maioria das teorias discursivas, como a análise do discurso, a semiótica, entre outras, avalia que a imagem do enunciador se forma no ato enunciativo.
A noção de éthos prévio, empregada na Antiguidade por Isócrates e Quintiliano, encontra-se atualmente desenvolvida sobretudo pela sociologia dos campos, proposta teórica de Bourdieu (1982). Para seus adeptos, a imagem do orador deve-se mais à função e ao papel que este exerce do que ao discurso proferido, como bem explica Amossy (2005, p. 121): “ a eficácia da palavra [para os adeptos do éthos prévio] não depende do que ela enuncia, mas daquele que a enuncia e do poder do qual ele está investido aos olhos do público”. O éthos prévio reside, dessa forma, na imagem do sujeito no mundo, exterior ao discurso.
Segundo Amossy, e nesse ponto concordamos com a autora, não se pode dissociar completamente as imagens externa e interna do enunciador, pois o éthos prévio do orador “faz parte da bagagem dóxica dos interlocutores e é necessariamente mobilizado pelo enunciado em situação” (AMOSSY, 2005, p. 136-137).
Na mesma direção, Maingueneau (2005) afirma que o enunciador, em seu fazer enunciativo, considera sua imagem pré-existente (éthos pré-discursivo) e, de acordo com o objetivo, constrói seu discurso para reforçá-la, transformá-la, neutralizá-la, etc.
Para a Semiótica, o éthos prévio corresponde à imagem do sujeito formada a partir de discursos anteriormente proferidos por ele e sobre ele. Dessa forma, este é construído no interdiscurso, instância também constitutiva do sentido do discurso a ser produzido.
Para tratar da segunda dicotomia mencionada, éthos dito versus mostrado, tomaremos como ponto de partida as seguintes definições de éthos:
Ethe são os atributos do orador [...] os traços de caráter que o
tribuno deve mostrar ao auditório (pouco importa sua sinceridade) para causar boa impressão: são suas aparências. [...] O orador enuncia uma
informação e, ao mesmo tempo, afirma: sou isso e não aquilo.
(BARTHES, 1975, p. 203, grifos do autor)
Não se trata de afirmações auto-elogiosas que o orador pode fazer sobre sua própria pessoa no conteúdo de seu discurso [...] mas da
aparência que lhe confere a fluência, a entonação [...]16 (DUCROT, 1984, p. 201, tradução nossa)
Observa-se que, tanto Barthes quanto Ducrot propõem que o éthos se constrói e se
mostra segundo a forma de enunciar (pelo dizer), não pelos enunciados que o orador
profere sobre si (o dito). Para ilustrar essa ideia, podemos pensar em uma entrevista de emprego. Nesta, a competência do candidato não se mede por afirmações do tipo “eu sou bom em computação, em programação visual, etc”, mas pelo modo como este aborda tais temas, pelo vocabulário empregado, etc.
O éthos dito normalmente é definido como aquele construído sobretudo por meio das afirmações auto-elogiosas – mas também de críticas, ironias, etc. – que o enunciador faz de si ou de seu modo de dizer. No entanto, este pode apresentar um caráter mais complexo, como indicam as palavras de Maingueneau (2005, p.80):
O ethos dito vai além da referência direta do enunciador a sua própria pessoa ou a sua própria maneira de enunciar [...]; existe de fato grande diversidade de meios para evocar indiretamente, para sugerir o ethos do enunciador. [...]
O ethos dito, além da figura do fiador e do antifiador, pode também incidir sobre o conjunto de uma cena de fala, apresentada como um modelo ou um antimodelo da cena de discurso
Parece haver certo consenso entre as teorias do discurso de que o éthos “é mostrado, não dito”, e as análises buscam depreendê-lo, principalmente, no dizer.
2.3.2.1 O caráter tridimensional do éthos
Alguns autores associam as três características apresentadas por Aristóteles (II, 1378 a) como necessárias para que o orador inspire confiança (phrónesis, areté, eunóia) a cada uma das provas oratórias. Eggs (2005), estudando os três conceitos empregados pelo Estagirita, não apenas na referida passagem, mas ao longo de toda a obra do autor, realiza as seguintes associações: a) phrónesis: ter ar ponderado, apresentar argumentos e conselhos sábios e razoáveis – explorar o logos; b) areté - mostrar-se simples e sincero, argumentar de maneira honesta – explorar o éthos; c) eunóia - apresentar uma imagem agradável de si, ser solidário com os ouvintes – explorar o páthos (EGGS, 2005, p. 32).
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« Il ne s’agit pas des affirmations flatteuses qu’il peut faire sur sa propre personne dans le contenu de son discours […] mais de l’apparence que lui confèrent le débit, l’intonation [...] » (DUCROT, 1984, p. 201)
Dessa forma, o éthos desdobra-se em três dimensões, cabendo ao orador construir suas provas com ênfase no recurso (éthos, páthos ou logos) mais adequado para o auditório e a situação.
O argumento da tridimensionalidade do éthos encontra-se reforçado por pelo menos dois aspectos da retórica. Por um lado, pela questão da persuasão. Todo discurso volta-se para o convencimento de um auditório (páthos), que deverá sempre ser levado em consideração na construção da imagem do orador. Por outro lado, o éthos, tal como proposto por Aristóteles, manifesta-se pelo discurso, portanto, pelo logos.
2.3.2.2 Éthos para Maingueneau
Entre os autores que se debruçam sobre a questão do éthos, destacamos Maingueneau (1995, 2005, 2006 e 2008), que foi um dos pioneiros17 na retomada do conceito aristotélico. O analista de discurso francês preocupa-se em abordar esse conceito de uma perspectiva que contemple tanto discursos escritos, quanto orais. Como consequência, a noção de voz, específica da oralidade, é substituída pela de tom, presente também em textos escritos. O tom implica uma corporalidade, fazendo emergir “uma origem enunciativa, uma instância subjetiva encarnada que exerce o papel de fiador” (MAINGUENEAU, 2005, p. 72) e se responsabiliza pelo enunciado. Ressaltemos, porém, que o fiador representa a imagem do enunciador construída pelo co-enunciador18 a partir de índices presentes no texto, não se tratando, portanto, do autor real.
“Instância subjetiva encarnada”, o fiador encontra-se investido de um caráter e de uma corporalidade. O primeiro corresponde a um conjunto de traços psicológicos; o segundo relaciona-se a uma “compleição corporal”, a uma forma de se vestir e de se movimentar no espaço social. A construção do caráter e da corporalidade realiza-se a partir de um esquema de representações e estereótipos existentes na sociedade (Cf. MAINGUENEAU, 1995 e 2005).
O éthos e seus desdobramentos relacionam-se, dessa forma, ao habitus, uma maneira de viver e agir que determina diferentes situações de enunciação, nas quais se
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Vale ressaltar que Ducrot (1984) aponta a existência de um locutor que deve ser compreendido como responsável pelo enunciado, a quem se liga um éthos. Maingueneau (1984), embora não tenha ainda empregado o conceito de éthos, já aborda o enunciador como fiador.
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O termo co-enunciador empregado por Dominique Maingueneau equivale, aproximadamente, ao conceito de enunciatário em semiótica. Por estarmos adotando esta perspectiva teórica, utilizaremos predominantemente enunciatário. No entanto, ao discorrer sobre os estudos de Maingueneau, preservaremos a palavra co-enunciador.
inscrevem diferentes fiadores. Maingueneau ressalta, e esse é um dos pontos chaves de sua teoria, que não se pode considerar o éthos como um elemento independente da cena de enunciação:
ele [ethos] é parte constitutiva da cena de enunciação [...].O discurso pressupõe essa cena de enunciação para poder ser enunciado e, por seu turno, ele deve validá-la por sua própria enunciação: qualquer discurso, por seu próprio desdobramento, pretende instituir a situação de enunciação que o torna pertinente (MAINGUENEAU, 2005, p. 75)
Normalmente, espera-se uma coerência entre o éthos e a cena na qual o discurso é proferido19. Assim, não seria muito pertinente, por exemplo, um orador investir-se da imagem de religioso em um congresso de discussões científicas.
Procurando analisar a cena de enunciação, Maingueneau desdobra-a em três: a) cena englobante, mais abrangente, que garante o status pragmático ao discurso (literário, religioso, filosófico, etc); b) cena genérica, que se relaciona ao contrato com o gênero (editorial, sermão, guia turístico, etc); c) cenografia, construída pelo próprio texto. A partir daí, o autor propõe uma classificação dos gêneros discursivos a partir das diferentes relações que estabelecem entre a cena genérica e a cenografia. Essa divisão apresenta, em um extremo, os discursos que sofrem grande coerção da cena genérica, como uma lista telefônica, por exemplo; em outro, os mais independentes desta cena, como o texto literário (Cf. MAINGUENEAU, 2005, p. 75). Dessa forma, o éthos de um enunciador inscreve-se em uma determinada cenografia.
O autor chama de “incorporação” a maneira como o co-enunciador se relaciona com o discurso do enunciador e descreve as etapas do processo que permite que essa incorporação ocorra da seguinte maneira: a) a enunciação atribui um corpo ao enunciador; b) o co-enunciador assimila um conjunto de esquemas que representam um modo específico de habitar o mundo; c) constitui-se, a partir das duas primeiras incorporações, uma comunidade imaginária daqueles que são adeptos do mesmo discurso (Cf. Maingueneau, 1995 e 2005). Como podemos observar, é preciso que o co-enunciador se identifique não apenas com o enunciador, mas com a cena enunciativa, podendo imaginar- se naquela situação.
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Vale ressaltar que o discurso poderá também optar por causar um estranhamento entre éthos e cena de
Pelas informações supracitadas, observamos que Maingueneau não só amplia a noção de éthos para discursos escritos, como desenvolve reflexões sobre as relações que se estabelecem entre este conceito e as noções de adesão e cena de enunciação.
2.3.2.3 Éthos e semiótica20
Semioticamente, como já dissemos, a reunião do enunciador e do enunciatário, ambos responsáveis pela produção do discurso, constitui o sujeito da enunciação. Este sujeito é concretizado por temas e por figuras, formando o ator da enunciação, que congrega o éthos e o páthos. Dessa forma, o éthos se constrói como a imagem do enunciador do ator da enunciação. Esta não se depreende a partir de um único enunciado, que remete à imagem do narrador, mas de um conjunto de textos. Torna-se, dessa forma, bastante relevante o recorte de uma totalidade. Para esclarecer essa questão, desenvolvida por Discini (2003), vamos retomar os exemplos analisados pela própria autora ao dissertar sobre a constituição de totalidades no âmbito da imprensa nacional. Segundo a semioticista, essa divisão depende do objetivo da pesquisa. Assim, se o trabalho pretende depreender o éthos de uma “imprensa dita séria”, toma-se Folha de S. Paulo e O Estado de
S. Paulo como uma única totalidade, que se opõe a outra totalidade, a “imprensa
sensacionalista” (Notícias Populares, Agora, etc.); por outro lado, se a análise visa mostrar a diferença entre os éthé da Folha e do Estado, estes jornais passam a ser abordados como duas totalidades distintas.
Para depreender o éthos, busca-se, no interior da totalidade estabelecida, encontrar as recorrências existentes, como mostra Fiorin (2004, p. 125):
Onde se encontram, na materialidade discursiva da totalidade, as marcas do éthos do enunciador? Dentro dessa totalidade, procuram-se recorrências em qualquer elemento composicional do discurso ou texto: na escolha do assunto, na construção das personagens, nos gêneros escolhidos, no nível de linguagem usado, no ritmo, na figurativização, na escolha dos temas, nas isotopias, etc.
O éthos do enunciador define-se, portanto, pelas escolhas realizadas pelo sujeito da enunciação na construção de seu objeto, o enunciado. Desse modo, devemos buscar apreendê-lo a partir das recorrências encontradas em todos os níveis dos textos produzidos,
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Como dito no início deste capítulo, foram apresentados os elementos de semiótica que podem contribuir mais diretamente para a depreensão das imagens do enunciador e ou do enunciatário, éthos e páthos. Dessa
ou seja, fundamental, narrativo, discursivo, e em relação com outras totalidades (interdiscurso).
Ao longo deste item, observamos que o conceito de éthos tem sido explorado de diferentes maneiras por diversas correntes teóricas e consiste, por várias razões, em uma noção difícil de ser apreendida discursivamente. Primeiro, porque este não apresenta uma única dimensão, o que significa que não há uma única forma de o éthos se manifestar; segundo, este não é da ordem do dito, do enunciado, mas do mostrado, o que nos leva a refletir sobre os traços que podem conter ou sugerir suas marcas; terceiro, trata-se de um conceito que abrange todo o ato de enunciação. Esses motivos são suficientes para mostrar que se trata de uma noção um tanto fluida, ou, tomando emprestado o termo empregado por Maingueneau, “intuitiva”. Essas dificuldades representam desafios para novas pesquisas e justificam mais uma tese abrangendo o conceito de éthos. Como afirma Maingueneau (2008, p.12), com quem concordamos totalmente, “o importante, quando somos confrontados com essa noção é definir por qual disciplina ela é mobilizada, no interior de que rede conceitual e com que olhar”.
Vale ressaltar que nesta pesquisa estamos adotando o éthos sob a perspectiva da semiótica discursiva, no intuito de depreender a imagem do enunciador em duas totalidades, o discurso da ALN e o discurso da VPR.