7. GENETĐK ALGORĐTMAYLA KARMA YEM HAZIRLAMA
7.1. Program Arayüzleri
7.1.1. Ana Form
A ação do Ministério das Comunicações para apuração de infração na prestação do serviço de radiodifusão segue as normas gerais estabelecidas pela Lei de Processo Administrativo, comum a toda a administração pública brasileira. Não há, como no caso dos outros órgãos de regulação analisados, uma regra interna que defina as etapas deste procedimento especificamente para as comunicações.
Quando recebe uma denúncia acerca do conteúdo veiculado por uma emissora, o Ministério abre um Processo de Apuração de Infração (PAI).92 A primeira medida é solicitar à
emissora o conteúdo do programa denunciado. Como, por lei, os canais só são obrigados a manter o arquivo do conteúdo veiculado por um dia, muitas vezes o Ministério precisa recorrer a meios como a internet para recuperar as cenas em questão. Uma equipe faz então a degravação do programa, já apontando eventuais problemas no conteúdo. O resultado dessa degravação é então analisado juridicamente para ver se o caso se enquadra em alguma das infrações previstas no CBT. Havendo dúvidas por parte dos técnicos de acompanhamento e avaliação, o departamento jurídico do Ministério também pode ser consultado.
A nota técnica resultante desta análise – enviada ao coordenador do departamento e, em seguida, ao coordenador-geral – embasa um ofício de notificação da emissora, que tem até cinco dias para apresentar sua defesa. Este prazo é definido pelo Código Brasileiro de Telecomunicações. A resposta é analisada pelo Ministério, que decide então se arquiva o PAI,
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Antes de 2012, o fluxo de análise de infrações pelo Ministério era diferente. A primeira etapa era a abertura de um Processo de Apuração de Denúncia (PAD). Se comprovada a infração, aí então abria-se o Processo de Apuração de Infração (PAI). Em 2012, esta primeira etapa foi abolida. Não havendo constatação de infração, o PAI é arquivado.
caso a infração não seja configurada, ou se responsabiliza a emissora com base no Regulamento de Sanções. Da decisão do Ministério cabe recurso interno e, em última instância, à Justiça comum. A autoridade competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida.
O Regulamento de Sanções Administrativas em vigor foi definido pela Portaria 112, de 22 de abril de 2013. Seu objetivo é estabelecer procedimentos, parâmetros e critérios para aplicação de sanções administrativas a entidades prestadoras dos serviços de radiodifusão, por infração às leis, aos regulamentos e às normas aplicáveis, bem como em consequência da inobservância aos deveres decorrentes dos atos de outorga. As sanções devem ser fundamentadas e são publicadas no Diário Oficial da União; vão de multa e suspensão temporária do serviço à cassação da outorga e revogação de autorização. Se a infração for classificada como leve, o radiodifusor pode receber uma advertência do Ministério.
Para os casos em que violações de direitos humanos poderiam ser enquadradas, as previsões são de multa ou suspensão. Neste último caso, seria necessário comprovar a prática de campanha discriminatória de classe, cor, raça ou religião – ou seja, uma ação voluntária, reiterada e recorrente por parte da emissora. Se por um lado o CBT dá amparo ao Ministério das Comunicações para converter uma sanção mais gravosa para uma menos, não dá a mesma discricionariedade para ampliar o grau de sanção. Nesses casos, isso só é possível se for confirmada a prática de um crime, comprovada por um processo criminal.
A fixação do valor da multa considera a gravidade da falta, a existência de advertências e processos de apuração de infração instaurados contra a prestadora de serviço de radiodifusão, a reincidência e os antecedentes da entidade. Em 2013, as multas têm como teto o valor de R$ 76.155,21. Expor pessoas a situações que redundem em constrangimento é considerada uma infração grave (8 pontos), enquanto transmitir programas que exponham indivíduos ou grupos à discriminação baseada em preconceitos de origem, raça, sexo, cor e religião é uma infração gravíssima (16 pontos).93 Este sistema de pontuação criado pelo
Regulamento de Sanções também é considerado no momento em que a emissora comete uma infração passível de sanção mais forte, para determinar se ela pode ser minorada ou não.
Como mencionado anteriormente, desde 2012, o Ministério tem publicado em sua página na internet uma tabela com as sanções administrativas aplicadas pelo órgão no ano corrente. A tabela inclui o nome da emissora, o número do PAI referente, a norma violada e a sanção aplicada. Para ter acesso ao processo em si é necessário formalizar um pedido ao
93 No Regulamento de Sanções Administrativas, o preconceito baseado em sexo, não previsto originalmente no
Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), criado pela Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/11), que entrou em vigor em maio de 2012. O Ministério tem até vinte dias para responder ao pedido. No caso de consulta aos Processos de Apuração de Infração, é necessário comparecer presencialmente ao atendimento ao público do órgão em Brasília ou solicitar cópias dos mesmos, enviadas por correio. O prazo de envio não é determinado. Segundo um diretor do Ministério das Comunicações, são vários os motivos para que não haja uma maior divulgação e informações detalhadas sobre os PAIs na página do órgão na internet.
"O Ministério não se pronuncia publicamente sobre Processos de Infração, porque, numa possível judicialização do caso, qualquer manifestação pública do governo pode ser usada para invalidar uma etapa do processo. Para o Ministério, interessa saber se o processo foi concluído, arquivado ou se gerou sanção; não compete fazer uma avaliação se aquela sanção merece maior exposição pública ou não. [...] Se fosse para disponibilizar trechos dos processos ou fazer uma síntese de cada um para publicar na internet, em termos de isonomia, seria necessário fazer para todos. A questão é que o número de sanções foi ampliado consideravelmente; nos últimos 18 meses, foram mais de 2 mil. Com a precariedade histórica em termos de informatização do Ministério, hoje uma intervenção humana no processo é inviável. [...] A tendência desde 2010 é ser mais transparente, mas aí se esbarra nos limites humanos e de infraestrutura de cada órgão público. O Ministério tem tentado desenvolver um sistema para a radiodifusão como um todo, para disponibilizar mais informações de forma mais objetiva para a sociedade. Mas ele ainda tem que ser desenvolvido. Compete também à sociedade civil acompanhar as sanções e estimular o debate sobre os casos".
Informações sobre auditorias, convênios, despesas, licitações e contratos, por outro lado, são acessíveis pelo site do Ministério. O órgão também realiza consultas públicas para o estabelecimento de novas normas e participa de audiências públicas e debates promovidos pelo Parlamento, pelo setor empresarial e pela sociedade civil. Como todos os órgãos da administração pública direta, é submetido às regras de prestação de contas anual ao Congresso Nacional.