2.2. Krizler ve Kredi Derecelendirme Kuruluşlarının Etkileşimi
2.2.6. Amerika Birleşik Devletleri ve Moody’s Skandalı
A apresentação dos resultados constará de uma reapresentação da Formulação Diagnóstica de cada caso realizada em 1990 que constou de uma Historia Pregressa, Perfil Biopsicossocial, e pela Escolaridade de cada um alcançada em 1993. Estes dados de 1990 e 1993 serão seguidos pela apresentação das entrevistas realizadas em 2008 já preparadas para serem analisadas e interpretadas.
Apresentação dos resultados: Reg. No 2
Formulação diagnóstica (1990) História pregressa
D.C.S., 7 anos e 1 mês, feminino, 1a série. Mãe relata que teve hipertensão durante a gravidez. A criança teve pneumonia 2 vezes, inclusive com uma hospitalização de cerca de 30 dias. Mãe G3P2 (está grávida pela 3a vez).
Perfil biopsicossocial
Utilizando o Esquema Multiaxial de Classificação de Doenças Psiquiátricas da Infância e Adolescência, temos:
Eixo I – (Síndromes psiquiátricas clínicas)
N.D.N.
Eixo II – (Transtornos específicos do desenvolvimento)
Transtorno (atraso) misto do desenvolvimento:
sugestivo de atraso de leitura; atraso de aritmética e de linguagem
Eixo IV – (Condições médicas)
Obesidade; sugestivo de parasitose (fezes amolecidas); sugestivo de déficit visual; infecção respiratória aguda (tosse e alterações à ausculta)
Eixo V – (Situações psicossociais anormais associadas)
Estímulo social, lingüístico ou perceptivo inadequados:
pai analfabeto; pai trabalhador braçal sem qualificação profissional; mãe com baixa escolaridade, trabalhadora braçal
Condições de vida inadequadas:
pobreza; condições habitacionais ruins (barraco); crianças dormem na cozinha; sem área para lazer
Outro:
Escolaridade (final de 1993)
Idade: 10 a 6 m – 4a série.
Dados da entrevista realizada em 2008
A entrevista com a D.C..S., 25 anos, foi feita na Paróquia São Brás no dia 24/06/2008. Ela estava aparentemente tranqüila, bem vestida. Após os esclarecimentos e a assinatura do termo de consentimento iniciamos a entrevista: “Eu cursei o ensino fundamental de 1ª a 4ª série. Regularmente, acho que tive um
bom desempenho neste período. Tive só um obstáculo, minha pneumonia. Acho que eu tinha entre 6 a 7 anos. Eu entrei na escola com 6 anos e tive pneumonia. Então entrei um mês atrasada, porque fiquei um mês internada. Mas isto não impediu o meu rendimento na 1ª série, fui muito bem. De 1ª a 4ª, pelo que me lembro, também tive um desempenho excelente. Depois cursei de 5ª a 8ª, na escola Estadual Professor José Mesquita de Carvalho”. Perguntei à D. porque deixou a escola do bairro. “Porque nem eu, nem minha família tínhamos uma boa visão do ensino aqui à noite. Era muito desorganizado, pelo menos eram as referências que a gente tinha, que o noturno aqui nesta escola era muito desorganizado”. Perguntei se não
tinha de 5ª à 8ª série durante o dia. Ela respondeu: “Não. Tinha só de 1ª a 4ª série. Muita bagunça, enfim,
não tinha o respeito entre os professores e alunos, aí fui para escola Prof. José Mesquita de Carvalho, onde eu gostei muito de estudar lá, foi excelente para mim, cresci demais. Neste período eu tive algumas recuperações, mas também não me lembro quais séries. Aí eu comecei a estudar com 15 anos. O 2º grau, comecei a trabalhar, entrei na ASSPROM (Associação Profissionalizante do Menor) e não cursei o 2º grau no Mesquita de Carvalho porque era muito distante para o meu trabalho. Aí fui para a Escola Estadual Maestro Vila-Lobos [...]. Era mais próximo do meu trabalho. Mas no primeiro ano, como eu havia dito pro senhor, parei de estudar em outubro porque para mim estava muito pesado, era office-girl trabalhava andando o dia inteiro e mesmo estando no final do ano, não estava conseguindo agüentar. Aí, parei de estudar. No ano seguinte eu voltei mesmo atrasada, fiquei arrasada porque todo mundo ia formar antes de mim, mas conclui meu ensino médio”. Pedi a ela para falar sobre essa experiência, ela respondeu : “Para mim foi muito estranho na minha cabeça, porque pela questão de meus amigos estarem na minha frente. Eu fiquei muito chateada com aquilo. Arrependi de ter parado, mas também reconheci que não tinha condições físicas de continuar. E foi uma bobagem também ter parado quase no final do ano mesmo, mas naquele período eu não tinha condições de continuar, nem que fosse por mais dois meses, eu não tinha condições. Estava arrastando mesmo, empurrando com a barriga. Se eu passasse, eu ia passar muito mal. Eu ia passar empurrada. Então eu, tive essa sensação de novamente um fracasso porque todo mundo estava na minha frente e eu tinha parado de estudar por 2 anos e todo mundo ia formar primeiro do que eu. Então foi este sentimento de inferioridade em relação a isto”.
Perguntei sobre o horário de trabalho: “De 9h às 6h, eu trabalhava o dia inteiro. Depois disto eu
comecei a fazer cursinho. Entrei aqui 1 ano depois, fiz o intensivo [...]. Era à noite. Porque também trabalhava de dia. E eu estava ainda como Office-girl neste período, se não me engano. Não, neste período já não era mais Office-girl, tinha mais de 18, já tinha rescindido o contrato com a ASSPROM. E fui
contratada pela empresa, que era a Rede Minas, trabalhava de telefonista o dia inteiro, depois ia para o cursinho. Neste período foi importante pro aprendizado. Aprendi muito mais do que um ano de escola. Tive esta impressão”. Quanto tempo de cursinho? “Foram 6 meses só. De janeiro a julho. E no meio do ano eu fiz vestibular na Pontifícia Universidade Católica (PUC), passei. Eu acho que passei mais pela minha redação, que eu quase fechei, porque o restante eu acho que não fui bem mesmo e ingressei na faculdade, fiz o 1º período só. Como meu salário era muito pouco, nossa carteira não era assinada, era contrato, a gente não recebia vale-transporte, era o salário e nada mais. Então, até transporte e alimentação era retirado do salário. Então eu não consegui pagar, não consegui bolsa [...].Era exatamente o valor que eu ganhava [...] esta época acho que era 400 e poucos reais. Aí eu fiz 6 meses com muito sacrifício. Teve um engano da faculdade de preenchimento. Eu preenchi de maneira correta a ficha e eu fui encaminhada para estudar na PUC de Contagem. Então é muito distante. Da faculdade do centro, é uma hora. Então eu trabalhava até tarde, e tinha que acordar muito cedo para estar na faculdade em Contagem [...].Tive muita dificuldade para mudar meu horário de trabalho em função disto, mas eu não abri mão. Aí eu parei de estudar, porque realmente não consegui pagar, não consegui bolsa. E a faculdade não veio fazer, eu não sei o nome certo, eles não vieram à minha casa, fazer aquela inspeção para você ter bolsa [...]. Alegaram que não conseguiram encontrar o endereço. E depois disto eu não consegui que eles viessem fazer novamente. Então eu parei de estudar, isto já tem muitos anos, já tem 5 anos e de lá para cá não consegui voltar”.
Quanto ao trabalho D. relata que começou a trabalhar na ASSPROM: “só na ASSPROM mesmo,
comecei com 15 anos [...]. Eu sempre quis trabalhar. Nem foi por pressão e família, de mãe não. Foi porque eu sempre quis mesmo. Eu sempre tive desejo de trabalhar. Eu conheci a ASSPROM de alguém falar e achava muito interessante o trabalho deles. E foi porque eu quis mesmo [...]. Aprendi digitação. Fiz curso básico de informática: word, excel, power point”. Relata que na ASSPROM trabalhava como office-
girl e permaneceu lá até 18 anos. A seguir falou que: “fui contratada pela empresa que era a Rede Minas
[...] o período todo que eu ficava lá de office-girl e telefonista foram 5 anos, 3 anos como office-girl e 2 anos como telefonista”. D. relata que além dos cursos de informática que fez na ASSPROM fez também
um módulo avançado no SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem) através da Rede Minas. “Depois
desse período, surgiu oportunidade, na Contax, empresa que eu trabalho atualmente [...] é de telemarketing mesmo, presta serviço para a Oi [...] entrei como operadora de lelemarketing [...] passei por alguns setores lá, são considerados promoções, mas não tem diferenciação de salário. Minha promoção mesmo foi quando eu vim pra supervisão [...] estou lá até hoje como supervisora”. Perguntei a respeito do
salário, ela disse: “R$860,00 reais”.
D. acrescentou “Eu esqueci de mencionar. Teve um período deste que estava na faculdade que eu
dei aula em uma escola infantil. Trabalhava em dois empregos, porque eu tinha muito tempo livre entre o término da aula e o início do outro trabalho meu . Eu não me lembro muito bem, porque não tenho uma memória muito boa, mas me parece que na Rede Minas eu pegava de 4 às 10, ou de 3 às 9, uma coisa assim. Então, este tempo que eu ficava livre, nem sempre eu tinha trabalho para fazer, nem sempre eu