- Existência de uma série de banquinhos.
- Concentração de prostitutas/vendedoras de café, que também guardam produtos para vendedores na Praça. - A partir das 18h há a instalação da feira da Praça nesta área.
Área 6 (Parte Central da Praça) - Área de apresentação de artistas de rua (palhaço Caçarola,
Ventríloquo, Quebra-coco etc), os quais parecem ter um cronograma já estabelecido de apresentações.
- Bancos lotados de idosos, apostadores,
prostitutas/vendedoras de café, vendedores de água de coco. - Concentração de pessoas na estátua de José de Alencar dormindo, descansando, assistindo às apresentações de rua. - Concentração de pessoas para assistirem às apresentações dos artistas de rua.
- À noite a área é freqüentada em sua maioria por prostitutas e mendigos que se abrigam para dormir na estátua de José de Alencar.
Área 7 (Sentido Norte - Parte Inferior Central) – em
frente ao Teatro José de Alencar - Concentração de Carrinhos de Catadores de Materiais Recicláveis. - Ao cair da noite são instaladas mesinhas e cadeiras com venda de bebidas e tira-gosto.
Área 8 (Sentido Norte - Flanco Direito Superior) - Antes do meio-dia e por volta das 14h30 o material da Feira fica abrigado, em grande parte, nesta área, principalmente, em frente ao CEMJA.
- Destaca-se a falta de arborização e conseqüente pouca presença de pessoas paradas. Esta é eminentemente uma área de fluxo.
- A partir das 18h há a instalação da feira da Praça nesta área. Área 9 (Sentido Norte - Flanco Direito Inferior) - Presença de Engraxates.
- Banquinha de Rosas de Plástico.
- Presença de Ambulantes vendendo água de coco. Fonte: Observação sistemática
FIGURA 104 – ÁREA 7: um misto entre terra e ladrilhos. À noite espaço de instalação de mesas com
venda de bebidas Os corredores estreitos
do Beco da Poeira
FIGURA 99 – ÁREA 2: O vazio urbano da Praça sem sombra
FIGURA 100 – ÁREA 3: Banquinhas em frente ao Beco da Poeira
FIGURA 101 – ÁREA 4: Banquinhos freqüentados por
prostitutas/vendedoras de café
FIGURA 102 – ÁREA 5: Banquinhos freqüentados por
prostitutas/vendedoras de café e feirantes
FIGURA 103 – ÁREA 6: Área utilizada para apresentações artísticas, descanso
na estátua e rodas de conversa
FIGURA 105 – ÁREA 8: Área aberta sem sombra, espaço de passagem e
à noite local da feira
FIGURA 106 – ÁREA 9: Grande presença de banquinhas de vendedores deflores e engraxates
Fotos: Leonardo Vasconcelos, em maio de 2008
FIGURA 107 – As atrações circenses do Pahaço Caçarola
Fotos: Leonardo Vasconcelos, em maio de 2008
Tendo em vista a idéia inicial da reforma que se deu em 2003, e que ainda não foi concluída devido ao impasse da retirada do Beco da Poeira, a Praça não se transformou, por enquanto, no Parque da Cidade. Portanto, não se pode fazer a relação mais completa com o cerne da proposta criada por Muratori em seu projeto arquitetônico que, entre outras coisas, inclui a materialização ali, do conceito de Praça/teatro.
No entanto, a reforma inconclusa acabou por caracterizar a Praça de uma outra forma: a indefinição e o descompasso entre o desenho do espaço e as práticas tomadas nele. Isto se mostra, por exemplo, na presença de grandes áreas abertas de terra e de áreas ladrilhadas, que faz com que se alterne entre estes dois tipos de terrenos ao caminhar pela Praça.
Por outro lado, mesmo não sendo terminada e não se configurar ainda em uma Praça/teatro, a partir da finalização do projeto de Muratori, a Praça José de Alencar se caracteriza por ser um palco de muitos espetáculos urbanos. Isto se mostra, por exemplo, pelo cronograma semanal de apresentações de artistas de rua que se dá na área central da Praça. Ali se possui um elenco de show men, como o “Ventríloquo” (FIGURA 103), o “Quebra-Côco” (FIGURA 108), e o “Palhaço Caçarola” (FIGURA 107)33. Estes concentram
um grande número de pessoas, que formam um círculo/palco (demarcado na hora por uma marca d´água) e dedicam o seu tempo e dinheiro (recolhido em forma de donativos aos artistas) por um pouco de diversão no cotidiano corrido do Centro.
33 Para um conhecimento mais detalhado destas práticas que caracterizam o cotidiano da Praça José de Alencar ler
“Pedaços da Cidade, Palcos da Vida”, dissertação de Lídia Valesca Pimentel (1998), apresentada ao curso de Mestrado em Sociologia da Universidade Federal do Ceará.
FIGURA 108 – A concentração do “Quebra-Côco”
Foto: Leonardo Vasconcelos, em maio de 2008
FIGURA 110 – A espera pela saída dos
fiscais para o almoço FIGURA 111 – A feira montada (12h às 14h)
Fotos: Leonardo Vasconcelos, em maio de 2008
Todas estas apresentações são acompanhadas de perto por um público que fica deitado, descansando no monumento a José de Alencar, e outros que ficam sentados nos bancos desta parte central da Praça, que também fica lotada por vendedoras de café – que na verdade, grande parte, é formada por prostitutas, as quais durante o dia utilizam-se deste artifício para negociar programas com seus clientes34. Outro público que se faz presente, em menor número, é o de aposentados, que utilizam aquele espaço para apostas e jogos de tabuleiro.
No entanto, o maior espetáculo urbano que saltou aos olhos nas observações das pesquisas de campo na Praça José de Alencar foi a feira livre montada ali em horários específicos. Esta se consolidou neste ano de 2008 e é realizada de segunda a sábado nos seguintes horários: 1) de segunda a sexta (meio-dia às 14h; e a partir das 18h – com exceção das quintas-feiras, que se inicia às 17h devido ao horário de entrada dos fiscais no centro que começa mais cedo este dia e termina mais cedo); e 2) e aos sábados (iniciada a partir do meio-dia).
34
Segundo policiais entrevistados, o maior problema da Praça é a prostituição, promovida por estas vendedoras de café. Afora este problema, a Praça, segundo eles, possui poucas ocorrências de roubos e furtos.
FIGURA 112 –