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Belgede BAŞVURU SAHİBİ (sayfa 29-35)

com a Psicologia Favorece o Enfrentamento Dessas Problemáticas?

De que Forma?

E, conforme expressa o depoimento de Rebeca, a acessibilidade do profissional facilita e qualifica os atendimentos prestados, favorecendo a resolução e articulação das dificuldades apresentadas. Ouçamos Rebeca:

“Então eu acho que assim, que o desdobramento é que você oferece um serviço de maior qualidade com eles... E você facilita o acesso a um profissional que de certa forma ele tem uma aura em volta dele, primeiro, que o primeiro pensamento quando se fala que vai passar por psicóloga é será que eu tô meio doidinho, existe... Então eu acho que assim é a gente percebe os desdobramentos nisso quando você vê que aquela família perdeu aquele medo, talvez quebrasse um pouquinho aquela aura do psicólogo, então ele é um profissional acessível e tal, ao mesmo tempo qualifica o nosso atendimento, porque é possível a discussão do caso ali pertinho, onde as coisas estão acontecendo, ele também está participando, então vai discutir e vai se chegar num encaminhamento, mas é mais rápido e talvez, melhor. E agora assim quanto à articulação do serviço social com a psicologia, se ela favorece o enfrentamento das problemáticas aí apresentadas pelo usuário, eu creio que sim, é da mesma forma se nós tivéssemos aqui outros profissionais, muitas vezes, por exemplo, o profissional do direito aqui também iria favorecer, seria enriquecedor... Com certeza, com certeza. Então é um... como é que a gente vai falar, é assim, eu acho que é a personalidade da qualificação mesmo, você tem um outro olhar, eu falo para o pessoal assim: que o nosso maior trabalho com a população atendida é ampliar horizontes dela, porque muitas vezes a pessoa... Ela vê possibilidades porque muitas vezes a vida dela não permite para ela que ela enxergue mais do que está ali, se você consegue fazer isso, você já faz com que ela quebre muitas vezes aquele círculo que ela vive, que se repete, que se repete, que se repete, ela vai para lá, então é, eu vejo assim que o trabalho conjunto do serviço social e a psicologia ele também amplia os nossos horizontes enquanto profissionais, ele dá um outro olhar pra situações de como você vai enfrentar aquela problemática, então o que parece de repente para gente, pode parecer nossa, mas não tem solução, a única solução é inserção dele no programa social que ele tem um acompanhamento assim, e assim, na medida em que você tem a perspectiva dos dois profissionais aqui, você pode falar assim não, mas olha nós dois juntos, enquanto a gente não consegue inserir essa pessoa em tal trabalho, vamos tentar trabalhar com ela este outro lado da questão, encaminhar pra

grupos ou pra participar de outras atividades. Então assim há a troca de experiências e a troca de ela também é... aumenta a nossa visão de ação, de como encaminhar, de como agir, então não tem como negar a questão de que a

outra articulação favorece o atendimento e o entendimento”.

Rebeca

Os entendimentos dos casos são discutidos no mesmo espaço físico e juntamente com os usuários, proporcionando soluções mais rápidas, como por exemplo, os encaminhamentos. A articulação sofre a influência das características da qualificação do próprio grupo. Quando as funções estão delimitadas, o grupo se fortalece tornando-se harmonioso e coeso.

Rebeca afirma que o maior problema com a população atendida é conseguir com que “eles” possam ampliar seus horizontes. E diz que o trabalho conjunto da psicologia com o serviço social, vem para ampliar os horizontes tanto da equipe, quanto dos usuários. E afirma que se houvesse outros profissionais para agregar a equipe, também iria favorecer e fortalecer o grupo nos atendimentos, bem como nos entendimentos.

Assim como Rebeca, Nícolas também é da mesma opinião de que associar outros profissionais ao grupo traz mais fortalecimento e garantia de favorecimento aos usuários. Eis as palavras de Nícolas:

Não só do psicólogo, mas precisaria de um sociólogo um advogado, quanto mais técnico você tem, maior a interação e favorecimento à medida que tem mais profissional, mais facilidade irá ter. Orientadores sociais são muito importantes, segue as normas OMS. Cada 1000 famílias mais ou menos, um psicólogo.

Nícolas

As demandas apresentadas pelos usuários são identificadas através dos diversos grupos já formados há algum tempo, como das pastorais, das instituições, das formações de grupos de adolescentes, como nos relata Adélia, que ainda afirma que a população não é muito participativa. Ouçamos Adélia.

Demandas existem, o que eu disse é que não existem os casos, assim... existem referenciadas, são... não chegam a 30 famílias, demandas existem sim, é, mas como eu falei é uma população que não é muito participativa, a gente

conhece as demandas que existem não só por conhecer muitas famílias do território, mas também porque como a gente faz esta reunião de rede é a gente tem as discussões, a gente tem, por exemplo, os trabalhos das pastorais que apontam assim... demandas enormes para trabalhos, a gente tem entidades por exemplo que trabalham com adolescentes gestantes e aparecem várias demandas porque cada um com seu trabalho vai apontando várias demandas então muitas vezes estas demandas não chegam aqui no CRAS pela população. As demandas existem hoje, o que tem acontecido assim, por exemplo, essa entidade que tem é que faz este trabalho com gestante, que não é um dos focos da Secretaria, esse trabalho, que a Secretaria não financia, é mais entendendo um CRAS como articulador da rede e responsável pelo território, a gente se envolve em tudo, a gente tá ficando como meio aquele que põe o dedinho em todo lugar, então é o que nós fizemos, eles trouxeram algumas dificuldades, como aconteceu na última reunião nossa na Pastoral da Saúde do Galo Branco, trouxe várias dificuldades as próprias pessoas que estavam na reunião que compõem a rede fizeram vários apontamentos, mas o CRAS ele tem tentado fazer assim naquilo que ele pode se envolver e colaborar ele tem feito, então hoje, o Aníbal, ele vai a cada quinze dias nesse grupo de gestantes, então a gente não tem feito só as ações dentro do CRAS, a gente tem ido para a comunidade, onde existe a demanda nós vamos para essa demanda, não naquele momento era uma demanda, mas pode ser que no ano que vem isto aconteça, naquele momento a demanda que a entidade apontou era a questão da psicologia, então ele foi, mas para o ano que vem é uma coisa que a gente vai até pensar, porque depois a responsável lá pelo projeto, ela veio, colocou a não sei o que do assistente social, então assim muitas vezes a gente apaga incêndio, a gente fala assim: nossa, tem isso aqui tal, você se dispõe, mas a gente peca pela essa questão do trabalho conjunto do trabalho, não conjunto de estar junto, mas de realmente existir esta troca e essa construção mesmo, então ele foi mais pela questão que a própria pessoa da entidade colocou da dificuldade e tudo o mais, ele se interessou que ele foi fazer esse trabalho, mas é uma ação do CRAS, mas não é uma ação interdisciplinar.

Adélia

Nota-se no relato de Adélia que o profissional Aníbal veio transferido de outro setor, não participa dos grupos, uma vez que conforme discurso de Adélia, seria preciso um tempo para que o mesmo se adaptasse;

...como falei para você, ele chegou, os grupos já existiam,

então ele (o psicólogo) não entrou em nenhum grupo, eu até deixei, assim, ele sondar e perceber, mas...

Como foi para você a chegada de um profissional de outra área?

A chegada dele, foi assim, foi gostoso, nós estávamos na expectativa e não sabíamos se viria, e quando viria porque a secretaria não deu qualquer possibilidade, mas até porque não tinha ninguém pra poder mandar, não tinha psicólogo, mas aí o Aníbal, ele pediu transferência de onde ele estava, e aí ele foi na SDS conversar, eles indicaram para vir para cá mas, para nós foi assim, foi tranquilo, foi bom, porque ele tem um perfil que eu avalio, eu não sei ele casou bem com a equipe, uma pessoa assim disponível, comprometido com o trabalho, então foi tranquilo e o que a gente pecou talvez foi... eu acho que é mais culpa minha mesmo como coordenadora, foi de não ter já sentado e feito algum planejamento, para esse ano, porque ele chegou e estava fora das ações da assistência no sentindo da nova política, então a gente conversou tudo, eu tinha dito para ele assim: olha, Aníbal, eu vou te deixar à vontade para você conhecer o que é o trabalho, quando você falar assim para mim, agora eu quero fazer o atendimento, agora eu tô pronto.

Adélia

Percebe-se que este profissional não está inserido no grupo, as ações desta equipe não estão coordenadas de modo a facilitar a socialização. Ainda é imprescindível apropriar-se da leitura tanto da política, quanto dos referenciais apontados pelo CFP e CREPOP, etc., para que o saber seja a forma de discussão/aproximação tanto dos casos, como nas trocas entre a equipe. Continuamos com Adélia:

É então aí eu falei: você fica à vontade, então tinha os grupos eu falava pra ele: vai lá para você ver como é a reunião, então ele comparecia, mas eu deixei ele à vontade eu não fiz cobrança, eu não falei: agora você vai fazer isso não, não fiz, ele chegou, ele estudou o que ele tinha que estudar, depois ele chegou em mim e falou: eu já posso fazer atendimento, eu falei para ele quando você quiser, se você já achar que já está preparado. Organizamos a equipe quais dias seriam os dele e ele começou a fazer o atendimento, só que como te falei, não existia muito esta questão da procura de psicologia, ele mesmo falou para mim assim: eu posso sair e fazer um..., falei: à vontade, um trabalho que sabe que gente tem que fazer você já viu qual que é, e você fica à vontade para fazer aquilo que você acha, claro que a gente sempre discute e fala olha vou fazer isso ou estou pensando assim, ou qualquer coisa parecido, mas ele foi, ele fez e eu achei super interessante esse movimento que ele fez porque daí ele foi nas escolas e falou um pouquinho das ações dele, acho que as escolas já conhecem o CRAS, muitas já participam dessa reunião, mas ele foi falar específico da psicologia dentro do CRAS, e aí começou a surgir uma demanda para ele das escolas, as escolas começaram a encaminhar, isso foi bem legal.

Encaminha a família, ele faz a intervenção dele da forma como ele, né... daí começou a surgir, mas como te falei a demanda para psicologia espontaneamente é difícil aparecer, porque a própria comunidade ela conhece aqui como onde tem um assistente social, e eles vêm em busca dos programas sociais, em busca de alguma coisa neste sentido, e aí o trabalho do CRAS é muito mais que isso, mas a gente tá aí nesses dois anos aí trabalhando com essa população para que eles percebam qual que é realmente a finalidade, mas foi assim, foi tranquilo e a gente construiu acho que coisas bem interessantes durante este ano, mas eu tenho certeza disso e acredito até que o próprio Aníbal vai dizer a mesma coisa que assim é pro trabalho interdisciplinar ainda falta bastante coisa para crescer. Estamos num processo de construção, tem muito ainda pra acrescentar, pra melhorar, porque senão você fica assim... é um trabalho que você diz que é interdisciplinar, mas na verdade não é, vocês estão sós no mesmo espaço, cada um faz a sua ação, não acontece muito, então a nossa, principalmente a minha preocupação é que neste ano agora já comece o ano, já começa tomar a diretriz como irá ser este trabalho, já tivemos uma reunião em que eu já falei para eles que assim a gente vai pensar grupos para o ano que vem, mas assim grupos em que possam ser desenvolvidos numa dupla e aí o grupo desenvolvido, mas aí assim, total com projeto com construção de reunião com discussão de como é que está este grupo com os dois ali, o tempo todo construindo, fazendo a ação de fato, não só eu assim, aí não é troca, né.

Adélia

Podemos observar neste relato de Adélia que a Interdisciplinaridade, as trocas de saberes e conhecimentos, não fazem parte do contexto da equipe. Uma vez que cada técnico trabalha isoladamente, apenas ocupam o mesmo espaço físico. Estão construindo ações isoladas, individualizadas, fragmentadas, completamos com Adélia [...] é um trabalho que você diz que é interdisciplinar, mas na verdade

não é, vocês estão sós no mesmo espaço, cada um faz a sua ação [...]

[...] não é Interdisciplinaridade, aí é assim: eu venho, faço só a minha parte, eu vou embora e você que cuida, né. É ainda acontece, e eu acho que assim tem um pouco da vivência mesmo do serviço social, um pouco disso, mas que sempre trabalhou muito o serviço social com o serviço social, então assim, por mais que a gente queira negar, não tem jeito. Mas a equipe não está resistente, não é isso de forma alguma, eu percebo que dos dois lados existe uma abertura muito grande, por isso eu tenho certeza que a gente vai conseguir, o Aníbal ele está participando de um

grupo que é do CRP, não sei se você participa (“é eu

participei desta última”) então, justamente para tentar a

gente perceber o que tem aí de importante para a gente poder construir de uma forma melhor e que o trabalho realmente surta o efeito que tem que surtir, porque o nosso objetivo não é aqui, é a população.

Em conformidade com a afirmação de Adélia, realmente não existe Interdisciplinaridade nesta equipe, pois cada um age por si. A abordagem interdisciplinar acontece na prática, na relação com a equipe em seu cotidiano, não há formulas prontas. Ressaltamos que é de suma importância realizar planejamento e sistematização para que a dinâmica ocorra de forma positiva. Provocar diálogos sugerindo as parcerias, trocando ideias para poder chegar num consenso positivo. Faz-se necessário que todos da equipe trabalhem nos programas sociais.

As discussões de casos e dúvidas devem ser partilhadas para que possam também existir as trocas de conhecimento, assim facilitam os atendimentos entre a equipe.

As trocas existem, mas ainda tem muitas coisas que ainda tá, ainda não tá tão bom ainda não, porque assim existe mas, geralmente é até as próprias assistente sociais, elas trazem os casos, mas são poucos os casos que elas trazem para discussão, são só os casos realmente mais difíceis, então são aqueles que estão dando muito trabalho, que está assim: olha, já não sei mais o que eu faço, já encaminhei, já fiz isso, já fiz contato aqui e ali, e agora né, são mais esses casos. Em Eugênio de Melo, a gente não tem uma proporção de casos assim muito grande, nós temos alguns casos que às vezes é muito complicado, mas não tem uma proporção muito grande, não são assim... a gente tem total de casos assim acompanhados, digamos a gente tem 200 famílias, aí uma proporção assim nem 10 famílias, são esses casos assim sabe, então é bem pequena a proporção e, então trazem mais esses casos para a discussão.

Adélia

Quem avalia se vai para equipe? Para discussão?

São elas mesmas, e o Aníbal também se ele tem algum caso que ele atendeu ele quer trazer, a decisão é dele. A decisão é de quem está atendendo o caso. Então quem decide é o profissional que está tomando conta daquele caso para levar ou não para a discussão. Isso.

Adélia

Mais uma vez, percebe-se então que para esta equipe de técnicos não há trocas de conhecimento, uma vez que o técnico atua sozinho e a decisão para discussão em equipe fica a critério do próprio técnico que atendeu o caso.

do serviço social com a psicologia favorece o enfrentamento das problemáticas apresentadas pelos usuários? De que forma?

Considero que sim, principalmente porque ajuda a manter o norte: é o direito que está em jogo, à cidadania. O serviço social, trabalhando mais com a objetividade, guia o olhar da psicologia, do apenas subjetivo, das percepções subjetivas para o foco do direito. Na discussão da problemática do usuário, conseguimos nos ater a este fundamento: o que lhe é de direito e manter uma fala que o conscientize disto, não importa os meios que utilize. Assim, o trabalho ganha um alcance educativo, pois direciona para a cidadania, o direito, sem desfazer da autonomia, isto é, do meio usado pelo usuário na busca da satisfação de sua necessidade.

Aníbal

Como relatamos em momentos anteriores, ainda há cisão entre objetividade/subjetividade, fragmentação que ainda ocorre.

Belgede BAŞVURU SAHİBİ (sayfa 29-35)

Benzer Belgeler