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5. SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER

5.1. Alt Problemlere İlişkin Sonuçlar

As Orientações Curriculares constituem um conjunto de princípios para apoiar o educador nas suas decisões sobre a sua prática, ou seja, para conduzir o processo educativo a desenvolver com as crianças (M.E., 1997, p. 13).

As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), aprovadas pelo despacho n.º 5220/97 publicado no Diário da República n.º 178, II série de 4 de agosto, são um importante instrumento de reflexão, referência e apoio à construção do desenvolvimento curricular na Educação Pré-Escolar, promotoras da visibilidade das práticas pedagógicas de todos os educadores de infância em Portugal porque lhes faculta indicações facilitadoras do processo educativo a desenvolver com as crianças e lhes possibilita a escolha de diversas metodologias. Assim, este documento de gestão curricular, que possibilita diferentes propostas curriculares e diferentes metodologias, pretende contribuir para a promoção de uma melhoria da qualidade da educação pré- escolar, tendo por base os seguintes fundamentos:

- O desenvolvimento e a aprendizagem são vertentes indissociáveis;

- A criança é vista como o principal sujeito interveniente no seu processo educativo, ou seja, temos de partir do que a criança já sabe, valorizando os seus saberes e criando espaços educativos que provoquem o emergir de novas aprendizagens em contexto de grupo;

- O desenvolvimento curricular acontece pela construção articulada do saber oriundo das diferentes áreas de conteúdo;

- A implementação de uma pedagogia diferenciada, centrada na cooperação, de forma a dar resposta a cada e a todas as crianças (M.E., 1997).

Teresa Vasconcelos, na nota de abertura das orientações curriculares, diz-nos que se pretende que, com este documento oficial:

(…) estas Orientações sejam “um ponto de apoio” para uma educação pré-escolar enquanto primeira etapa da educação básica, estrutura de suporte de uma educação que se desenvolve ao longo da vida. Poderão contribuir para que a educação pré-escolar de qualidade se torne motor de cidadania, alicerce de uma vida social, emocional e intelectual, que seja um todo integrado e dinâmico para todas as crianças portuguesas e não apenas para algumas (M.E., 1997, p. 9).

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Portanto, é fundamental que o educador seja observador, sensível, curioso, criativo e dinamizador de contextos educativos que conduzam ao desenvolvimento e aprendizagem de cada criança e de todas as crianças que estão à sua responsabilidade, sendo que todas as opções metodológicas devem conduzir a uma pedagogia diferenciada, tendo em conta a intencionalidade educativa e reflexão/ação do educador.

Relevamos que, em relação às Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, as Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar foram apresentadas conforme publicadas pelo Ministério da Educação.

De salientar que na Região Autónoma dos Açores as orientações curriculares da educação pré-escolar foram aprovadas, na generalidade, pela Portaria n.º 1/2002, de 3 de janeiro. Em abril de 2006 foi editado pela Secretaria Regional da Educação e Ciência um documento denominado As Orientações Curriculares da Educação Pré-Escolar na Região Autónoma dos Açores, considerado referência para todos os educadores das redes pública, privada, cooperativa e solidária. Este documento surge no decurso de um debate alargado com diferentes grupos de educadores sobre os fundamentos teóricos das orientações curriculares para a educação pré-escolar, o desenvolvimento curricular, a construção do ambiente educativo, o papel dos educadores, a operacionalização das OCEPE, entre outras temáticas no âmbito da educação de infância. Apresenta vários esquemas que pretendem explicitar melhor os fundamentos das OCEPE, o desenvolvimento curricular, os objetivos pedagógicos, as orientações globais para a intervenção do educador, a estrutura para a elaboração do projeto curricular (D.R.E, 2006).

Em relação à Região Autónoma da Madeira - RAM, este documento foi apresentado aos educadores dos estabelecimentos de educação de infância públicos, pela então Divisão de Infância da Secretaria Regional da Educação, de forma semelhante à apresentação do despacho n.º 5220/97 publicado no Diário da República. Gradualmente, com a passar do tempo, este documento também foi reconhecido nos estabelecimentos privados.

Nas OCEPE podemos encontrar orientações globais para a ação profissional dos educadores, tento em conta o princípio geral e objetivos pedagógicos declarados na Lei- Quadro da Educação Pré-escolar de 1997, relativamente à interligação das várias etapas (observar, planear, agir, avaliar, comunicar, articular) que caracterizam a prática pedagógica, demarcando a intencionalidade educativa. Esta intencionalidade exige que

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o educador reflita e analise criticamente a sua intervenção e considere a criança um ser competente e construtor das suas aprendizagens e saberes, de forma a compreender e agir no contexto sociocultural que a rodeia, desenvolvendo atividades predominantemente espontâneas e lúdicas. Neste contexto, o termo “área” é entendido como sendo uma forma de pensar e organizar a educação pré-escolar, no âmbito da intervenção do educador. Quanto à expressão “área de conteúdo” tem a ver com o processo educativo da criança enquanto construtora ativa do seu desenvolvimento e aprendizagem (M.E., 1997).

Os princípios gerais, definidos nas OCEPE, propõem que a organização do ambiente educativo seja realizada através de uma abordagem sistémica e ecológica em articulação com as áreas de conteúdo, promovendo a continuidade educativa. Após a criação das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar em 1997 aconteceram várias ações para as difundir juntos dos educadores e respetivas instituições de infância e de formação pedagógica dos educadores. No entanto, algumas investigações demonstram que os educadores ainda não se apropriaram verdadeiramente das OCEPE e solicitaram formação ou acompanhamento na sua implementação. Essas mesmas investigações – teses de mestrado e doutoramento, no âmbito da educação de infância – referem ainda que “os pais não estão informados da existência dessas mesmas orientações, o mesmo acontecendo com muitos professores do 1º ciclo” (Vasconcelos, 2006, p. 10).

É importante referir que as OCEPE estão organizadas em três grandes áreas de conteúdo que devem ser desenvolvidas em espiral, ou seja, em articulação umas com as outras conforme o esquema apresentado seguidamente.

Figura 5– Áreas de conteúdo das orientações curriculares

OCEPE - ÁREAS DE CONTEÚDO