Permitam-me iniciar estas notas citando palavras proferidas por Émile Durkheim, em 1887, na aula inaugural do Curso de Ciências Sociais na Uni- versidade de Bordeaux:
Enim, senhores, existe uma última categoria de estudantes que me agra- daria ver representada nesta sala. São os estudantes de direito. Quando esse curso (refere-se ao curso de sociologia) foi criado, nos perguntamos se seu lugar não seria, de preferência, na faculdade de direito. Esse proble- ma de local tem, creio eu, pouca importância. Os limites que separam as diferentes partes da universidade não são tão rígidos a ponto de impedir que certos cursos possam ser igualmente dados numa ou noutra faculdade. Mas o que comprova esse escrúpulo é que os melhores espíritos reconhecem hoje que o estudante de direito não deve icar restrito aos estudos de pura exegese. Se, com efeito, ele passa todo o seu tempo comentando os textos e se, consequentemente, a propósito de cada lei, sua única preocupação é procurar adivinhar qual teria sido a intenção do legislador, ele contrairá o hábito de ver na vontade legisladora a fonte exclusiva do direito. Ora, isso seria tomar a letra pelo espírito, a aparência pela realidade. É nas próprias entranhas da sociedade que o direito se elabora, limitando-se o legislador a consagrar um trabalho que foi feito sem ele. É preciso, pois, ensinar ao estudante como o direito se forma sob a pressão das necessidades sociais, como se ixa pouco a pouco, por que graus de cristalização ele passa suces- sivamente, como ele se transforma. É preciso mostrar-lhe, em termos práti- cos, como nasceram as grandes instituições jurídicas, tais como a família, a propriedade, o contrato, quais são suas causas, como elas variavam e como provavelmente variarão no futuro. Só então deixará de encarar as fórmulas jurídicas como espécies de sentenças de oráculos cujo sentido, algumas vezes misterioso, precisa adivinhar; saberá determinar seu alcance, não segundo a intenção obscura e, muitas vezes, inconsciente de um homem ou de uma assembleia, mas segundo a própria natureza da realidade.
Em 1955, San Tiago Dantas, na aula inaugural dos cursos da Faculdade Nacional de Direito, mostrou que o ensino jurídico falhava em seu objeti- vo de formar proissionais aptos. O verdadeiro objetivo do ensino jurídico, dizia o insigne mestre, não é o estudo sistemático dos institutos e normas
mediante uma didática tradicional, baseada na meditação em voz alta e na eloquência dos professores; é o preparo, o desenvolvimento, o treinamento visando ao cabal desempenho do raciocínio jurídico, revelado ao longo do exame e da discussão dos problemas, controvérsias e conlitos de interesses em busca de solução.
Em relatório sobre o signiicado e as atividades do CEPED apresentado à Conferencia sobre la Enseñanza del Derecho y el Desarollo, reunida no Chile em 1971, o professor Alfredo Lamy Filho salientou que o processo acelerado de transformação da vida econômica, social e política do Brasil concorreu para ainda mais agravar os efeitos da crise no ensino do direito, pois pro- vocou constantes mutações nas instituições da sociedade com a edição de copiosa legislação (1.039 leis publicadas entre setembro de 1963 e setembro de 1966) e a introdução de novas práticas nos meios inanceiro e de negócios. Tais transformações não foram percebidas pelos estudiosos do direito, que continuaram circunscrevendo seu interesse à doutrina consagrada e à exe- gese dos textos legais.
As palavras de Durkheim proferidas em 1887 profetizaram a inquietação traduzida por San Tiago Dantas e Lamy muitas décadas após, e a frustrante sensação que nós, advogados de empresa, experimentamos ao prover assis- tência jurídica na negociação e formulação dos projetos de grandes empreen- dimentos que se implantavam no Brasil nas décadas de 1960 e 1970 do sécu- lo passado. O país experimentava o chamado “milagre do desenvolvimento”, e os advogados se viam diante de muitas novidades, das quais sequer tinham ouvido nos cursos de direito ou mesmo na prática proissional pretérita: joint
ventures, memorandos de entendimento, acordos de acionistas, estudos de
viabilidade, luxo de caixa, relação debt-equity, técnicas de contratação de inanciamentos de longo prazo adotadas por bancos internacionais, securi- tização de recebíveis, negative covenants, project inance, fusão e aquisição de empresas, declarações e garantias do vendedor, due diligence, leasing, contratos de transferência de tecnologia etc. Tínhamos de nos defrontar com advogados estrangeiros, que eram capazes de analisar um estudo de viabili- dade e obter um conhecimento profundo dos fatos ínsitos em um projeto em- presarial, que conheciam os procedimentos e critérios adotados pelas insti- tuições inanciadoras, que tinham familiaridade com o mercado de capitais, que trafegavam nos princípios e técnicas de administração de empresas, que conheciam contabilidade a ponto de entenderem a linguagem contábil para bem interpretar os fatos reletidos em demonstrações inanceiras e sobre eles dialogar com os homens de empresa à mesa de negociações. Nós, os ad- vogados brasileiros, tínhamos de nos valer de conhecimentos de autodidata
advindos de leituras solitárias, da observação intuitiva dos fatos na prática proissional, e de um processo de tentativas e erros algo aventureiro.
Não se nega que os conceitos apreendidos na faculdade de direito constituí- ram uma base importante para esse aprendizado em plena batalha, mas se mostravam insuicientes para as tarefas que nos desaiavam, pois tudo isso tornou absolutamente evidente que a formação do advogado brasileiro era ineiciente para esse tipo de desaio.
Dessa crise, surgiu o CEPED. Por inspiração do professor Caio Tácito, a Resolução n° 284/66 do Conselho Universitário da Universidade do Estado da Guanabara (hoje UERJ) criou o CEPED, enunciando entre seus objetivos “promover o aperfeiçoamento do ensino jurídico mediante estudos e pesqui- sas sobre métodos didáticos e pedagógicos” e “realizar cursos especiais de pós-graduação sobre temas jurídicos da atualidade, visando precipuamente à preparação técnica especializada e sistemática, com a aplicação dos conhe- cimentos propedêuticos das ciências ains (economia, ciência política etc.)”.
O professor Caio Tácito, designado diretor do CEPED, unia profundos co- nhecimentos jurídicos e tino administrativo ao conhecimento dos problemas da grande empresa, especialmente em suas relações com o governo, pois, além de ser professor catedrático de direito administrativo da UEG, era consultor jurídico de uma grande concessionária de serviço público. Dentre suas medi- das, que izeram do CEPED um centro de excelência, citam-se as seguintes:
O convite ao professor Alfredo Lamy Filho, que lecionava direito comercial na Faculdade de Direito da PUC-RJ, jurista de vasta cultura e ideias avan- çadas, também consultor jurídico de grandes empresas. Lamy foi, digamos assim, o ideólogo do CEPED.
A cooptação da equipe do professor Mário Henrique Simonsen na Fundação Getulio Vargas para ministrar os cursos de economia e contabilidade. Aliás, a colaboração da Fundação Getulio Vargas estendeu-se à cessão de salas de aulas e de escritório e à colocação de sua biblioteca à disposição dos alunos e professores do CEPED.
A convocação do dr. Alberto Venâncio Filho para exercer as funções de di- retor executivo. Com seu incansável desvelo, ele viabilizou as atividades do CEPED, provendo constante assistência aos alunos e administrando a com- plicada logística de revisão, impressão e distribuição dos materiais de aula. Venâncio conhece tudo a respeito do CEPED e o autor manifesta aqui sua gratidão pelas informações e documentos que ele propiciou para a elabora- ção destas notas.
Registre-se a atuação catalisadora do sr. David Trubek, consultor jurídico da Embaixada dos Estados Unidos da América que, em conversa com o embai-
xador Marcílio Marques Moreira, então assessor para assuntos internacionais do BNDES, comentou sua percepção da diiculdade de os advogados brasilei- ros acompanharem a negociação de grandes projetos empresariais. Marcílio, que provavelmente tinha a mesma percepção, apresentou Trubek a Caio Táci- to e Venâncio. Desse contato, surgiu a ideia do CEPED e a importante colabo- ração de Trubek, que perdurou por toda a vida do centro de estudos.
A missão do CEPED foi deinida pelo professor Lamy em um trabalho inédito, distribuído aos alunos e professores, nos seguintes termos: “Desti- nado de início a ser uma experiência com pós-graduados, parece evidente que os cursos do CEPED devem procurar transmitir aos alunos não mais apenas os conhecimentos do direito positivo, mas, sobretudo, a noção de que trabalham, como proissionais do direito, sobre uma realidade em mutação, de que existe um permanente – e agora agudo – processo de renovação do direito, e que é possível divisar o sentido desse processo. Ao que pensamos, o CEPED não teria sentido em ser apenas um laboratório para experimen- tação de novas técnicas de ensino, ou de cujas retortas saíssem proissionais privilegiados, mais aptos ao êxito na vida privada. Deve ele ser isso e muito mais, pois pode e deve ser o centro de pesquisas e divulgação de uma nova compreensão do direito, e que traga substancial colaboração à modelagem de uma sociedade em desenvolvimento. E isto dependerá dos programas que adotar, dos métodos que seguir, dos propósitos em que se ixar.”
Em suma, observou o professor Lamy:
Diante desse quadro, muito mais importante do que formar o conhecedor da letra de todos os códigos, é preparar o raciocínio do estudante, adequá-lo ao tratamento jurídico dos fenômenos sociais, ixar princípios através do exame dos casos atuais e da participação ativa do aluno no aprendizado ju- rídico, habituá-lo a ‘pensar juridicamente’ sobre dados sociais em constante mutação.
É interessante notar que o professor Lamy escolheu para ajudá-lo no CE- PED advogados que militavam junto a grandes empresas, alguns, como o autor destas notas, sem qualquer experiência acadêmica.
O CEPED iniciou suas atividades com um curso de pós-graduação lato
sensu tendo como matérias direito comercial (principalmente sociedades
anônimas e títulos de crédito), direito administrativo (empresas públicas, sociedades de economia mista e regulação da atividade econômica pelo Es- tado), direito tributário (especialmente imposto sobre a renda de pessoas jurídicas), economia (inclusive economia interna de empresas) e contabilida- de. O ensino era integrado, compreendendo a inter-relação entre disciplinas jurídicas e matérias de economia e de contabilidade; e os professores se reu-
niam com frequência para combinar as aulas e estabelecer programas. Apli- cava-se, assim, a diretriz de Lamy e Caio Tácito, que tinha como pressuposto que em dois campos do direito se fazia sentir com mais agudeza um processo de transformação que requeria a atenção do jurista: o das instituições econô- micas e o das atividades do Estado – e que nesse cenário o ensino do direito não podia prescindir da integração com o estudo das outras ciências sociais.
Os trabalhos obedeciam às seguintes normas:
O professor preparava o material de cada aula, que era distribuído com antecedência aos alunos. Esse material era constituído de: (i) uma expo- sição doutrinária da matéria a ser discutida, compreendendo um memo- rando introdutório preparado pelo professor, uma transcrição de trechos de publicações sobre a doutrina e uma indicação de fontes bibliográicas; (ii) formulação de casos e problemas práticos, hipotéticos ou da jurisprudência sobre os temas da aula; (iii) indicação de pontos de importância e sugestão de roteiro para a discussão.
Era inconcebível um aluno comparecer a uma aula sem ter estudado o respectivo material. O desempenho em aula era considerado na avaliação do aluno.
A aula era, em sua maior parte, dialogada, procurando o professor orien- tar, auxiliar ou corrigir o raciocínio do aluno nas discussões, fazendo com que ele se habituasse a pensar juridicamente em face de fatos jurígenos.1
Realizavam-se seminários compreendendo estudos interdisciplinares com a participação de professores de diversas matérias.
O programa do curso previa o desenvolvimento de um tema geral, “A Grande Empresa como Unidade de Trabalho do Mundo Moderno”, desdo- brado em três partes:
A primeira parte, introdutória, abordava os seguintes temas: (i) o papel que a grande empresa representa no mundo moderno e sua responsabilida- de social; (ii) a estrutura jurídica da grande empresa privada, a sociedade anônima e o mercado de capitais, (iii) a grande empresa pública como decor- rência do aumento das funções do Estado moderno; (iv) o imposto de renda como instrumento de justiça social, signiicado e importância para a vida da empresa, e (v) a economia interna da empresa, os problemas econômicos do país e seu relacionamento com os da empresa.
A segunda parte compreendia estudos e debates sobre temas especíicos, tais como: limitação de responsabilidade, capital social, títulos de crédito, valores mobiliários de emissão das S.A., tipos de ações, opções de compra de ações, companhias abertas, mercado de capitais e “capitalismo popular”,
direitos dos acionistas, proteção da minoria, pactos parassociais, fusões e aquisições. Também eram abordadas as razões da empresa pública; concilia- ção do interesse público com o desejo de lucro; proteção dos capitais privados minoritários; controle e gestão da empresa pública; regime tributário da em- presa pública; estatuto do capital estrangeiro; princípios contábeis; balanço patrimonial; débito e crédito; ativo e passivo; conta de resultado; contribuin- te do imposto de renda; fato gerador do imposto de renda de pessoa jurídica; conceito de lucro em relação ao capital e ao patrimônio da empresa; custos, despesas, encargos e provisões; receitas operacionais; lucro tributável e lu- cro real; teoria da formação dos preços; noções de contabilidade nacional; teoria e política monetária e sistema inanceiro; a inlação e o caso brasileiro; e programação econômica.
A terceira parte constava do exame e discussão de um grande problema consistente na negociação dos instrumentos jurídicos para a implantação de um projeto ictício. Os professores preparavam uma apresentação descre- vendo as linhas mestras do projeto e o respectivo estudo de viabilidade, que eram distribuídos aos alunos com antecedência. Com base nesse material, os alunos debatiam as questões jurídicas envolvidas nos diversos interesse em jogo e redigiam os instrumentos jurídicos.
Tomemos como ilustração o problema examinado no ano letivo de 1968, que se referia à implantação de uma empresa de mineração.
A turma foi dividida em grupos, cada um representando um dos interes- ses participantes do projeto: (i) o Grupo Empresarial Brasileiro, com sóli- da experiência em mineração, e dispondo de uma estrutura administrativa apreciável, amplos conhecimentos e experiência em assuntos inanceiros e presença no mercado de capitais; (ii) a Empresa Estrangeira, fabricante de um produto manufaturado a partir do minério a ser produzido, detentora de valioso know how e presença importante no mercado internacional, com capacidade de absorver 25% da produção programada e com condições para distribuir o restante da produção; (iii) os Bancos Financiadores brasileiros e estrangeiros; (iv) a Empresa Construtora, que deverá encarregar-se da cons- trução civil, e da encomenda e montagem dos equipamentos; e (v) o Governo, representado pelo Banco Central e o Departamento Nacional da Produção Mineral, que deverá aplicar ao caso o estatuto do capital estrangeiro e a le- gislação minerária, além de outras questões de sua alçada.
Com base nos dados constantes do estudo de viabilidade, foram negocia- dos os instrumentos jurídicos do projeto, tais como o memorando de enten- dimento, o acordo básico de associação, o acordo de acionistas, o estatuto social e o acordo de acionistas da sociedade joint venture, os contratos de
inanciamento e garantias, o contrato de construção, o contrato de supri- mento de tecnologia, o contrato a longo prazo de fornecimento do produto, e o contrato de distribuição. Nas negociações, foi levada em conta a necessária articulação de todos esses instrumentos e foram redigidas minutas das cláu- sulas mais relevantes.
Foram também oferecidos um curso especial de economia para advogados e cursos opcionais sobre os seguintes temas: problemas especiais do imposto de renda e do direito tributário; problemas selecionados das relações eco- nômicas internacionais (comércio e investimentos); problemas jurídicos da inlação e os processos de correção monetária.
Os alunos eram convidados a elaborar trabalhos de grupo e monograias, podendo escolher entre os temas propostos pelo corpo docente. Eis alguns temas propostos pelos professores de direito comercial e de direito tributá- rio: ações sem valor nominal, sociedades anônimas abertas e fechadas, ad- ministração das sociedades anônimas, capital autorizado, opção de compra, direito de voto, sociedades limitadas, debêntures, fato gerador do imposto de renda das pessoas jurídicas localizadas no país, conceito constitucional de renda para ins de sua tributação – um esboço de projeto de lei comple- mentar para a regulação da matéria, conceito de lucro operacional – uma tentativa de reforma da legislação do imposto para sua melhor sistematiza- ção e compreensão, a tributação de valores percebidos por pessoas físicas ou jurídicas não localizadas no país – um esboço de projeto de decreto para a regulamentação da lei.
Realizou-se uma prova escrita, que consistiu no seguinte: encaminhou-se aos alunos, com alguns dias de antecedência, um balanço patrimonial ictício para que, antes de prova, o examinassem para identiicar questões que sobre ele poderiam ser suscitadas; as questões foram apresentadas aos alunos no momento da prova, devendo ser respondidas fundamentadamente, podendo os alunos consultar os textos legais e as publicações que tiverem trazido.
Por recomendação do CEPED, os alunos escolhidos receberam da Fun- dação Ford bolsas de estudo para seguirem cursos em universidades norte- -americanas.
Como já mencionado, antes de se iniciarem os cursos, alguns professo- res do CEPED foram aos Estados Unidos para visitar as universidades de Harvard, Yale, Columbia e NYU, onde conferenciaram com professores da- quelas universidades e observaram os métodos adotados assistindo a aulas e seminários. Dessas observações e discussões, foi possível uma ponderada avaliação do método eminentemente socrático introduzido por Langdell nas escolas de direito americanas – o case method, já então evoluindo para fa-
zer conviver o exame de casos com a discussão de problemas formulados pelo professor. Viu-se como o ensino do direito ganha em eiciência com a adoção do processo indutivo a partir do exame de um conlito e o percurso das “peripécias do raciocínio” até a “descoberta” da norma jurídica que vai solucioná-lo, e a constatação de que essa norma é parte de um sistema. Ficou evidente, entretanto, que não se poderia pretender simplesmente transplan- tar o case method para as faculdades brasileiras, sendo o direito brasileiro iliado à tradição continental europeia de direito codiicado, que parte de um sistema jurídico formulado através de uma teoria geral.
Daí haver o CEPED se afastado “do método prelecional clássico da aula conferência em que o aluno é colocado em posição passiva diante do profes- sor e reduz seu aprendizado ao conhecimento dos textos” e se aproximado do método socrático, mais voltado para desenvolver no aluno a aptidão para o raciocínio jurídico.
Em suma, diria que a ideia do CEPED se manifestou em duas vertentes. Uma vertente adjetiva, que preconizava uma nova metodologia porque con- siderava que o distanciamento da realidade concreta provinha em grande parte do método pelo qual se ensinava o direito; e uma vertente substantiva, que visava contribuir para formar proissionais do direito (advogados, pro- fessores, magistrados) aptos a assumirem seu posto na sociedade em proces- so de mudança acelerada. As duas vertentes se entrelaçavam na experiência dos cursos do CEPED, que elegeram o estudo da grande empresa por ser um campo em que mais visivelmente as duas vertentes se encontravam. O objetivo de formar proissionais capazes de “pensar o direito” e vencer os desaios da nova realidade provia informações, experiências e incentivos para o aperfeiçoamento do método.