3.6. DIŞ SİYASET ALANINDAKİ GELİŞMELER
3.6.4. Almanya ile İlişkiler ve Türkiye-Almanya Mali Antlaşması
Neste estudo, a fluência foi verificada através das pausas preenchidas com o som “éh” em fronteiras sintáticas fracas, ou seja, fronteiras que não estão entre o sujeito e o predicado e nem entre orações.
A observação do GRAF. 4 mostra que o grau de fluência de Bianca se inicia em um patamar alto em abril de 2005, porém, a partir dessa data, observa-se uma linha descendente até abril de 2006 quando, então, podemos perceber uma ligeira elevação.
Ao contrapormos a trajetória do subsistema fluência ao subsistema complexidade do vocabulário é possível perceber que, de abril de 2005 a abril de 2006, fluência e complexidade do vocabulário realizam trajetórias opostas. Nesse período, a fluência começa em um patamar elevado e, posteriormente, diminui. Nesse mesmo período, a complexidade do vocabulário que começou em um patamar abaixo da média se eleva e alcança seu nível mais alto. Entretanto, entre abril de 2006 e novembro de 2006 o índice de complexidade do vocabulário cai e o índice de fluência se eleva.
A forma como os subsistemas fluência e complexidade do vocabulário se influenciam mutuamente corrobora os resultados do estudo empírico de Almeida (2009): “A principal motivação para o emprego de eh é a busca lexical, independentemente do nível de proficiência.” Nessa perspectiva, é possível afirmar que a influência mútua entre os subsistemas fluência e complexidade do vocabulário evidencia uma das características do comportamento dos SCDAs que Larsen- Freeman e Cameron (2008) chamam de causalidade mútua. Isto é, a modificação em um subsistema causa modificação em outros subsistemas também.
Os índices referentes aos níveis de precisão, fluência, complexidade gramatical e complexidade do vocabulário referentes às versões orais da narrativa de aprendizagem de Bianca (GRAF. 04) evidenciam que o desenvolvimento acontece de forma diferente em diferentes níveis do sistema e que, portanto, progresso não pode ser explicado a partir de um único nível de forma isolada, mas sim, através da interação desses subsistemas.
A observação do GRAF. 04 pode, na perspectiva da língua alvo, induzir a impressão de que, com o passar do tempo, a precisão e a fluência na produção linguística de Bianca sofreram um “retrocesso”, no entanto, o “retrocesso” manifestado nos subsistemas fluência e precisão corroboram as postulações de alguns autores (SKEHAN, 1992; 1996; FOSTER; SKEHAN, 1999) de que o aprendiz não consegue ser ater a todas as coisas igualmente, ou seja, o focar a atenção em um subsistema linguístico pode reduzir os recursos atencionais direcionados a outros.
Os resultados apresentados no GRAF. 04 mostram evidências de um grau significativo de variabilidade entre as diferentes dimensões linguísticas. Observa-se que o índice de precisão se inicia acima da média em abril de 2005, cai em setembro de 2005, volta a subir entre setembro de 2005 e abril de 2006 e cai novamente entre abril de 2006 e novembro de 2006. O índice referente à complexidade do vocabulário se apresenta abaixo da média em abril de 2005, se eleva até abril de 2006 e cai entre o período de abril de 2006 a novembro de 2006. Nota-se, também, um grau significante de variabilidade na dimensão complexidade gramatical que se manifesta em um patamar abaixo da média em abril de 2005 e, a partir de setembro de 2005, começa a se elevar.
Na perspectiva da complexidade, o mais importante não é a causa da variabilidade, mas sim, o que a variabilidade pode nos dizer em termos do desenvolvimento do sistema. Nesse caso, o aumento no grau de complexidade gramatical evidencia o desejo de correr riscos, a capacidade de fazer uso de padrões linguísticos mais elaborados. Essa situação cria a possibilidade de (re)estruturação da interlíngua à medida que os padrões de uso linguístico se reestruturam e se modificam. Na ação de elaborar seus enunciados de forma mais complexa, Bianca precisava de tempo para organizar estruturas linguísticas e buscar palavras que não estavam ainda internalizadas. Isso faz com que os subsistemas linguísticos precisão gramatical, fluência e complexidade do vocabulário entrem em uma relação de cooperação e competição.
Como mencionado no capítulo de revisão teórica, a visão da aprendizagem de uma SL, como sistema dinâmico, não nos permite separar a aprendizagem do contexto em que essa aprendizagem ocorre. Nesse sentido, é preciso considerar as características do contexto linguístico, tais como o tipo de tarefa e as condições sob as quais essa tarefa é realizada. Existem diversos fatores que podem influenciar na maneira como o falante de uma SL aloca seus recursos atencionais. É possível constatar que a precisão gramatical e a complexidade do vocabulário alcançam seus níveis mais altos nos relatos orais, em abril de 2005. Ou seja, a primeira vez que Bianca fala de sua experiência.
As notas de campo revelam que nesse primeiro momento ainda não havia sido construída uma relação de intimidade e confiança entre a pesquisadora e Bianca. Bianca parecia estar orgulhosa por poder contribuir para a pesquisa, parecia tranquila, porém, falava com extremo cuidado, demonstrando que sua produção linguística estava sob forte monitoramento. Assim sendo, é possível afirmar que não só o status da pesquisadora, mas também, o próprio status de Bianca, que se apresentara como uma professora que lecionava inglês desde 1988, ou seja, há quase vinte anos, pode ter influído para que Bianca exercesse um monitoramento tão elevado sobre sua produção linguística em abril de 2005.
No decorrer da pesquisa, laços de amizade, intimidade e confiança foram se estabelecendo e se fortalecendo entre a pesquisadora e Bianca. No segundo ano de coleta de dados, Bianca já não monitorava sua produção linguística tão cuidadosamente. Mostrava-se bastante animada nas vezes em que relatou (oralmente) sua experiência de aprendizagem e parecia sentir um grande contentamento com isso. O resultado da diminuição de monitoramento na produção linguística é que o grau de complexidade cresceu significativamente entre setembro de 2005 e novembro de 2006.
Em relação ao registro escrito, a visualização dos GRAF. 04 e 05 demonstra alguns padrões semelhantes entre o registro escrito e o registro oral da narrativa de aprendizagem de Bianca. A trajetória percorrida pelo subsistema linguístico complexidade gramatical se apresenta de formas similar,
tanto no registro escrito quanto no registro oral da narrativa de aprendizagem de Bianca, ou seja, em ambos os registros o desenvolvimento da complexidade gramatical pode ser visualizado (GRAF. 04 e 05) através de uma linha côncava. Isso demonstra que em ambos os registros, Bianca, ao longo do tempo, emprega padrões de uso linguístico mais elaborados. É possível perceber que, entre o período de abril de 2006 e novembro de 2006, tanto no registro oral quanto no registro escrito, o índice de complexidade gramatical se eleva enquanto os índices de precisão e complexidade do vocabulário diminuem. Isso evidencia que as dinâmicas de cooperação, competição e causalidade mútua entre os subsistemas linguísticos: complexidade do vocabulário, complexidade gramatical, fluência e precisão ocorrem de forma semelhante tanto no registro oral quanto no registro escrito.