2.3. Alkali Silika Reaksiyonu(ASR)
2.3.4. Alkali silis reaksiyonunu etkileyen faktörler
A teoria de ECT defende a presença de dois pressupostos comportamentais característicos dos agentes. O primeiro é referente ao oportunismo, definido como busca pelo auto-interesse com avidez. Essa característica faz com que haja a possibilidade de rompimento de contratos caso o agente vislumbre benefícios individuais em tal atitude (Farina; Zylbersztajn, 1992). O segundo pressuposto comportamental da ECT é a racionalidade limitada, que confere aos contratos a característica de incompletude. Nesse contexto, a teoria defende que é impossível elaborar contratos que dêem conta de todas as contingências futuras, mesmo em contexto de informação perfeita (Azevedo, 2000).
Williamson (1994) acredita que as principais implicações da hipótese comportamental da racionalidade limitada são: a) a incompletude dos contratos; b) riscos dos contratos (uma vez que a confiança não é garantida com o contrato); c) as estruturas de governança podem criar valor pela economia da racionalidade limitada e por salvaguardas ao comportamento oportunista. A existência ou possibilidade de indivíduos oportunistas com racionalidade limitada gera possibilidade de problemas de adaptação. Para isso, as instituições agem como forma de amenizar problemas e viabilizar transações.
A incompletude dos contratos faz com que a renegociação seja inevitável, sujeita ao risco de comportamento oportunista. Esse fator leva à elaboração de estruturas de governança para lidar com as lacunas existentes (Azevedo, 2000). Essa abordagem de incompletude de contratos pressupõe que a elaboração desses contratos deva levar em consideração os incentivos
ex ante, mas deva considerar principalmente a direção da governança ex post. Ou seja, o desenho
de uma estrutura de governança entre empresas deve estar concentrado no comportamento oportunista após a efetivação do contrato que com o desenho de mecanismos de incentivo para evitar tal comportamento (Williamson, 1996).
Para reduzir esses atributos - e, portanto, os custos de transação - Farina e colaboradores (1997) apontam para a necessidade da existência de recursos institucionais. Os custos transacionais associados às possíveis estruturas de governança variam em magnitude conforme três dimensões: freqüência, incerteza e especificidade dos ativos alocados (Cheung, 1990).
A Freqüência constitui a repetição de um mesmo tipo de transação. Sua importância está na diluição dos custos de adoção de um mecanismo complexo por varias transações e na possibilidade da construção de reputação. O estabelecimento de compromisso confiável entre as partes pode ser resultado de transações recorrentes (Farina et al,1997). A reputação pode ser construída ou destruída a partir da memória dos agentes do mercado. A repetitividade da transação permite a criação de reputação atribuindo valor ao comportamento não oportunístico dos agentes. Essa dimensão possibilita a modificação nas cláusulas de salvaguardas, possibilitando assim a redução dos custos de transação (preparação e monitoramento) (Williamson, 1996).
A freqüência aumenta o custo associado ao comportamento oportunista. Quando o custo da ação oportunista é maior que os benefícios advindos do comportamento oportunista, as promessas contratuais tornam-se plenamente confiáveis (Farina et al,1997). Além disso, a freqüência das transações é responsável tanto pela diluição dos custos fixos de adoção de um mecanismo complexo por várias transações como pela construção de reputação. As transações mais freqüentes podem exigir contratos mais elaborados e, portanto, mais custosos (Scramin, 2003).
A segunda dimensão que age sobre os custos de transação é a incerteza. Essa dimensão é ligada ao pressuposto da racionalidade limitada. Ela surge por uma das partes não ter conhecimento de parâmetros de avaliação. Existem três possíveis tratamentos para o conceito de incerteza: risco, desconhecimento de possíveis eventos futuros e informação incompleta e assimétrica. O papel da incerteza é a distinção das estruturas de governança que sejam mais ou menos suscetíveis a variações nos eventos, além de revelar os limites da racionalidade, evidenciando a incompletude dos contratos. (Farina et al,1997).
A incerteza leva ao desconhecimento de eventos futuros e dificuldade de reconhecimento de informações relevantes e pode levar à quebra contratual de natureza não oportunística motivada pela racionalidade limitada em função da possibilidade do aparecimento de custos de transação irremediáveis (Zylbersztajn; Neves, 2000).
A assimetria de informações surge dada a dificuldade de percepção e de comprovação de atributos intrínsecos, em que o vendedor possui mais informações sobre o produto e/ou processo que o comprador (Spers; Zilberstajn, 2003). A solução para o problema de assimetria de informações, seleção adversa e risco moral é conhecida como sinalização: o
vendedor buscaria um modo de fornecer informações confiáveis a respeito do bem (como certificados de qualidade ou garantia) (Farina et al, 1997).
A certificação é necessária, assim, para fornecer ao consumidor, com menor custo possível, informações que não seriam provindas de modo espontâneo pelo mercado. Ao longo do Sistema Agroindustrial, muitas informações sobre os procedimentos de produção são perdidas. O selo de certificação pode ser uma maneira de substituir, até certo ponto, o conhecimento perfeito do produto e do processo de produção (Nunes; Sousa, 2003).
Finalmente, a terceira dimensão considerada é a especificidade de ativos. Ativos específicos são aqueles que não podem ser reempregados a não ser com perda de valor, que, neste caso, depende da continuidade da transação. As características específicas dos ativos implicam em impossibilidade de troca no caso de insatisfação após o consumo. Os investimentos nesses ativos estão sujeitos a riscos e problemas de adaptação, gerando custos de transação. Investimentos especializados podem ser formados por sunk costs, que são custos irrecuperáveis.
A especificidade do ativo determina o grau de exposição ao comportamento oportunista (Farina, 2000). Quando a especificidade de ativos é alta, uma ou todas as partes envolvidas em uma determinada transação perdem, caso a mesma não se concretize em decorrência de não encontrarem uso alternativo que mantenha o valor do ativo adquirido ou gerado por aquela transação (Scramin, 2003). A dependência mútua ocorre quando duas partes ou mais realizam investimentos em ativos específicos, incentivando a continuidade contratual (Zylbersztajn; Neves, 2000). Se apenas uma das partes realizar tais investimentos, existem motivos para defender-se de riscos de eventual quebra contratual (Scramin, 2003). Segundo Williamson (apud Farina et al,1997), existem seis tipos de especificidade de ativos: locacional, especificidade de ativos fixos, especificidade de ativos humanos, ativos dedicados, marca e especificidade temporal.