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Belgede NURİ DANIŞMAN (sayfa 73-85)

O primeiro contato entre Maupassant e Zola ocorreu por volta de 1874, na casa de Flaubert. Nessa época, Zola, dez anos mais velho do que Maupassant, já era um escritor conhecido no campo literário.174 O próprio

Zola relata o encontro ocorrido na casa de Flaubert: “Acabava de concluir o colegial, ninguém ainda o tinha visto em nosso cantinho literário. [...] Mais tarde, uma camaradagem estabeleceu&se, ele nos encantou pela narração de

173Cf. TOGEBY, + +, p.102. 174Cf. MONGLOND, + , p. 47.

suas proezas. [...] Desde então, juntou&se a nós.”175 A partir de então,

Maupassant foi, aos poucos, ocupando seu lugar no grupo.

Nessa mesma década, Maupassant começa a se corresponder com Zola, escrevendo&lhe suas primeiras cartas e também passa a se encontrar, semanalmente, com escritores célebres, primeiro, em Paris no café Trapp, e depois na casa de Médan.176 Dessas reuniões, nasceram a amizade e a

relação profissional entre eles.

Em 1875, data da primeira carta escrita a Zola, Maupassant analisa

brevemente o romance $ A. 5 ( , que acabava de ser

publicado. À primeira vista, sua crítica parece sucinta, vaga, e quase elogiosa em excesso:

Je viens de terminer la lecture de ce livre, et, si mon opinion peut avoir quelque prix pour vous, je vous dirai que je l'ai trouvé fort beau et d'une puissance extraordinaire, je suis absolument enthousiasmé, peu de lectures m'ont causé une aussi forte impression. J'ai vu, du reste, avec un vrai bonheur, que les journaux, qui jusque&là vous avaient été hostiles, ont enfin été obligés de se rendre et d'admirer.177

Também nesse período, Maupassant, encorajado por Flaubert desde 1872, persiste no ofício de escritor, sem se preocupar em publicar.178 Divide

seu tempo entre a escrita, seu emprego de funcionário público no Ministério da Marinha e no Ministério do Ensino Público, e os passeios de barco no rio Sena nos fins de semana. Nesse meio&tempo, embora não publique, o autor

175« Il sortait à peine du collège, personne ne l’avait encore aperçu dans notre coin littéraire.

[…] Plus tard, une camaraderie s’établit, il nous émerveille par le récit de ses prouesses. […] Dès lors, il compta parmi nous. » ZOLA MONGLOND, +

1767 , p. 48

177MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=41] Acesso em 13 de agosto de 2007

178Conforme informação contida no capítulo 2 do presente estudo, a primeira publicação de

produz, sobretudo, poesias e peças de teatro que submete ao juízo de Flaubert, de Zola e outros amigos. Em 15 de maio de 1877, Maupassant escreve dois bilhetes curtos, a fim de convidar Zola para a representação de

uma peça de sua autoria, . 6 ( :

Cher Maître,

Nous avons essayé hier soir toutes les combinaisons imaginables pour jouer notre pièce un autre jour que jeudi et réellement cela nous est absolument impossible. Nous espérons encore que vous serez libre ce soir&là. Comme vous ne restez pas chez vous le jeudi lorsque vous avez une première, ne pouvez&vous assimiler la « Feuille de Rose » à une première ordinaire ? Songez que c'est uniquement pour vous, Daudet et Ed. de Goncourt que nous avons organisé cette reprise, et que nous serions tous désolés si vous n'y assistiez point. Nous avons pressé nos répétitions et tout quitté pour arriver à être prêts avant votre départ, vous ne voudrez point nous laisser jouer sans nous applaudir. Croyez, cher Maître, à mon dévouement le plus absolu.179

A apresentação ocorreu no ateliê do pintor Becker.180 Em um bilhete

seguinte, vê&se que Maupassant e seus colegas conseguiram o que desejavam, já que o jovem escritor agradece a Zola, e indica a hora da apresentação pedindo&lhe, com naturalidade, para não se atrasar: « Merci, cher Maître [...]. La représentation est annoncée pour 9 heures. Mais comme il y a toujours des gens en retard, nous ne commencerons qu'à 9 heures 3/4. II vous suffira d'arriver juste à cette heure, mais pas plus tard. Merci.”181

Em 14 de fevereiro de 1879, Maupassant convidou novamente Zola para outra peça: J # 9 , que foi representada pela primeira

179MAUPASSANT, Guy de. Disponível em [http://maupassant.free.fr/corresp/72.html]

Acesso em 13 de agosto de 2007

180Cf. nota contida na carta, . 181MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=73] Acesso em 13 de agosto de 2007

vez, cinco dias mais tarde, em 19 de fevereiro, no teatro Dejazet.182 Desta

vez, não só o convida como lhe envia dois convites:

Cher Maître,

On jouera ma pièce mercredi prochain au 3e Théâtre&Français. Je

vous enverrai mardi deux fauteuils. Je compte sur votre amitié. Pardonnez&moi de vous déranger pour une œuvre si peu importante. Je vous serre les mains et vous prie de présenter à Madame Zola mes compliments respectueux.183

Levando&se em conta as apresentações das duas peças, Maupassant parece ter conquistado um certo lugar no mundo das letras e do espetáculo: a apresentação saiu do espaço privado do ateliê do pintor e amigo para ocorrer em um espaço público, um teatro de Paris. Já no que diz respeito ao convite feito a Zola, mais uma vez, Maupassant parece apelar para a opinião de seu colega e se coloca em uma posição de humildade para convencê&lo a vir, o que também leva a crer que Maupassant sabia que a simples presença de Zola seria importante para a recepção de sua obra.

Em meio às cartas, há também algumas cujos assuntos não dizem rspeito à literatura, o que possibilita a aproximação dos escritores em outro plano que remete para o cotidiano desses artistas do final do século XIX. Assim, em duas cartas mais extensas, datadas de 2 e 10 de julho de 1878, Maupassant descreve a compra do barco de Zola, ! , feita sob sua supervisão, a pedido do próprio Zola.184 A leitura das cartas revela seu

conhecimento apurado e sua paixão pelos barcos e pela água – o que aparece em muitos de seus contos –, além de sua dedicação desmedida para

182Cf. MONGLOND, + , p. 238. 183MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=123] Acesso em 16 de agosto de 2007

184Ver as duas cartas. A primeira carta está disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/95.html] e a segunda em

resolver o caso da melhor forma possível. Na primeira, apresenta todas as informações sobre a compra − detalhes técnicos, financeiros, etc. − e na segunda, anuncia a entrega do barco, planejada e realizada por ele mesmo. O relato impressiona a quem não conhece a força física e a paixão pela água de Maupassant, mas, na verdade, sabe&se que o escritor, desde que mora em Paris, se dedicou regular e intensamente a seu esporte favorito, a canoagem no rio Sena.

De modo geral, Maupassant raramente escreve cartas muito longas a Zola. Em quase todos os casos, usa um estilo telegráfico para marcar ou cancelar encontros, já que ambos estavam sempre se encontrando com outros escritores e trocavam permanentemente opiniões acerca das obras que produziam, publicavam, e encenavam no teatro. Assim, pode&se supor que um comentário anotado rapidamente no bilhete apenas antecipava uma discussão mais aprofundada, ao vivo. Através da leitura de algumas cartas e crônicas de Maupassant, foi possível notar que, apesar de afirmar regularmente que não queria discutir sobre literatura, foi o que fez, em particular, em sua carreira de cronista.

No que diz respeito às apreciações de Maupassant acerca das produções de Zola, percebe&se, como visto anteriormente, um tom apologético. Na maioria das cartas e bilhetes em que explicita sua opinião sobre uma obra de Zola, os superlativos e os termos hiperbólicos são usados de forma corrente e os elogios são numerosos: assim como $

A. 5 ( é declarado um romance "muito bonito e de uma força extraordinária", três anos depois, 8 A. suscita a seguinte

reflexão: « Si ce n'est le plus coloré de vos romans c'est le plus parfait de style, à mon avis, et un des plus humains, des plus vrais. »185

No que concerne a " " , obra que declara « si puissante et si exacte », ele confessa a Zola: « j'ai trouvé superbe ce roman. Je n'ose pas dire que ce soit le plus remarquable que vous avez fait, mais c'est celui qui me plaît le plus, qui m'a le plus empoigné »186. Zola parece agradar a

Maupassant sobretudo quando consegue, por meio de seus textos, suscitar uma impressão, estimular uma sensação. As personagens do romance

" " marcam Maupassant pela sua humanidade, como ele mesmo explicita: « J'ai eu d'ailleurs dans ce livre la sensation d'un bain d'humanité. C'est vrai à crier, tout cela, et empoignant à faire pleurer. »187 Um ano

depois, o romance é julgado por Maupassant, pelo seu poder de evocação:

[…] je veux vous dire tout de suite que je trouve cette œuvre la plus puissante et la plus surprenante de toutes vos œuvres. Vous avez remué là&dedans une telle masse d'humanité attendrissante et bestiale, fouillé tant de misères et de bêtise pitoyable, fait grouiller une telle foule terrible et désolante au milieu d'un décor admirable, que jamais livre assurément n'a contenu tant de vie et de mouvement, une pareille somme de peuple. On sent en vous lisant, l'âme, l'haleine et toute l'animalité tumultueuse de ces gens. L'effet que vous avez obtenu est aussi étonnant que superbe, et la mise en scène de votre roman reste devant les yeux et devant la pensée, comme si on avait vu ces choses.188

185MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=94] Acesso em 21 de agosto de 2007

186MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=323] Acesso em 13 de maio de 2008

1877 +

188MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=385] Acesso em 13 de maio de 2008

Embora essas críticas apontem para uma espécie de admiração incondicional por parte de Maupassant, a formalidade das reflexões parece revelar certas restrições à obra de Zola. Analisando&se as expressões iniciais que usa em todas as suas cartas, nota&se que Maupassant nutria grande respeito por seu colega mais velho: inicialmente, dirigia&se a Zola chamando& o de "Caro Senhor", depois de "Caro Mestre", e enfim de "Meu caro Mestre e amigo", revelando a evolução de sua ligação.

Em abril de 1877, logo depois da publicação do romance A. , Maupassant e alguns amigos jovens escritores do grupo de Médan − Huysmans, Céard, Hennique, Alexis e Mirbeau − organizam o famoso jantar do “café Trapp” onde de uma só vez declaram Flaubert, Goncourt e o próprio Zola, mestres da literatura moderna.189 O título é lisonjeador bem como o

tom das cartas. Contudo, existiam certas divergências no plano das concepções estéticas, que Maupassant não revelava em suas cartas a Zola, mas deixava escapar em cartas a outros destinatários, em particular a Gustave Flaubert, com o qual ele parecia não temer aprofundar sua reflexão crítica. Assim, em dois de dezembro de 1878, Maupassant escreve a Flaubert:

Zola nous a lu deux chapitres de ! ; j'aime peu le second, le troisième me paraît mieux. La division du livre ne me plaît pas. Au lieu de conduire son action directement du commencement à la fin, il la divise, comme le ! , en chapitres qui forment "5

se passant au même lieu, ne renfermant qu'un fait ; et, par conséquent, il évite ainsi toute espèce de transition, ce qui est plus facile. Ainsi : 1er chapitre : 8 5 # 5 5 ; 2e

chapitre : P ! ; 3e chapitre : 8 5 - 1

( - ; 4echapitre : 8 - 1 ! + Etc.190 189Cf. MONGLOND, + , p. 48.

190 MAUPASSANT, Guy de. Disponível em [http://maupassant.free.fr/corresp/107.html]

Neste caso, o que se observa não é mais uma crítica positiva exaltada, mas um questionamento da estrutura do romance de Zola. Maupassant parece sugerir que o mentor do naturalismo ainda não havia encontrado a forma que o próprio Maupassant imprimia a suas obras e que se baseia essencialmente na concepção de transição entre as diferentes partes, transições que representam o verdadeiro valor e a real dificuldade da composição.

Mais tarde, em janeiro de 1879, é a representação teatral de A. que suscita um comentário de Maupassant/

P. est un succès. Par exemple, c'est interminable et pas très mordant. Mais les décors sont superbes, et il y a des scènes bien venues. Le fait évanouir les femmes. On ira voir. La D a été fort bonne. Quelques murmures ébauchés ont été arrêtés par trois salves d'applaudissements. Je crois que la pièce tiendra longtemps.191

Sob a ironia do discurso, Maupassant deixa entrever uma crítica não apenas à peça, como também a seu sucesso. Através da leitura de uma carta a Flaubert, escrita em 26 de fevereiro de 1879, Maupassant nos leva a crer que já não se mostrava tão próximo ao grupo naturalista. Já no final da carta, comenta o sucesso da representação de sua peça AJ # 9 e diz que Zola ainda não tinha dado o seu parecer e que o “bando” de Zola nem o cumprimentou pela peça:

Zola n'a rien dit. J'espère que c'est pour lundi. Du reste

me lâche ne me trouvant pas assez naturaliste. Aucun d'eux n'est venu me serrer la main après D . Zola et sa femme

et m'ont vivement félicité plus tard. D'autres

191MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=118] Acesso em 15 de dezembro de 2007

journaux en ont parlé avec éloge, je n'ai pu encore me les procurer.192

Em abril do mesmo ano, Maupassant se declara, em outra carta destinada a Flaubert, contra a vaidade declarada de Zola:

Que dites&vous de Zola ? Moi, je le trouve absolument fou. Avez& vous lu son article sur Hugo ? Son article sur les poètes contemporains et sa brochure 5 5 . « La République sera naturaliste ou elle ne sera pas. » & Y P

" + Z !!! (Rien que cela ! Quelle modestie.) & « L'enquête sociale. » & Le document humain. La série des formules. On verra maintenant sur le dos des livres : « Grand roman selon la formule naturaliste. » P " !!!! Cela est pyramidal !!! Et on ne rit pas...193

Assim, Maupassant se afasta de Zola e de seus partidários. Não vê com bons olhos os procedimentos publicitários de Zola para vender jornais e livros. Por ocasião da publicação de ! , em 1879, envia esse comentário irônico a Flaubert:

On voit sur les boulevards et dans les rues des files d'hommes en blouse portant des bannières sur lesquelles on lit NANA C S , # ! Quelqu'un me demanderait si je suis homme de lettres, je répondrais « Non Monsieur, je vends des cannes à pêche » tant je trouve cette folle réclame humiliante pour tous.194

Contudo, conhecendo&se alguns dados da biografia de Maupassant, pode&se afirmar que, ao criticar nessa época (1879) os meios usados por Zola para promover sua obra, Maupassant parece cair em contradição, uma vez que, em algumas ocasiões, ele mesmo não hesitou em se servir da experiência e do renome de Zola para obter sucesso. Um exemplo dessa constatação está em uma carta escrita por Maupassant, em maio de 1880, na qual ele pede a Zola um favor, ou melhor, lembra a Zola a promessa que

192MAUPASSANT MONGLOND, + , p. 238. 193MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=133] Acesso em 15 de dezembro de 2007

194MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=150] Acesso em 15 de dezembro de 2007

ele havia feito de escrever um artigo sobre seu livro de poesia, & " / «Je viens vous demander un service que vous m'avez, du reste, promis le premier, c'est de dire quelques mots de mon volume de vers dans votre feuilleton du # ».195 Alguns dias depois, a promessa é cumprida.

Nessa mesma carta, Maupassant confessa que precisaria de um bom empurrão para assegurar a venda completa da obra e revela também necessitar dos conselhos de Zola sobre os preços a serem atribuídos aos livros:

La vente va bien, du reste, et la première édition est presque épuisée, mais j'aurais besoin d'un bon coup d'épaule pour enlever les 200 exemplaires qui restent. La 2e édition est prête. Laffite m'a

demandé une nouvelle que je lui fais. J'ai refusé de fixer le prix, voulant vous consulter à ce sujet.196

Assim sendo, é possível notar que Maupassant, apesar de ter feito críticas severas de Zola a Flaubert, quando lhe foi conveniente, não abriu mão de consultar Zola antes de negociar seus próprios textos com os proprietários de jornais e com os editores. A partir desta constatação, aventa&se a hipótese de que Maupassant teria feito um jogo duplo: enquanto se mostrava para Flaubert um escritor sério, preocupado em discutir questões literárias, para Zola, apresenta&se como um escritor ambicioso e preocupado com o de seus textos e com o prestígio que estes poderiam lhe propiciar.

Em 1883, o editor Albert Quantin, por intermédio de Paul Bourget, pediu a Maupassant que escrevesse um texto sobre Zola e outro sobre

195MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=178] Acesso em 15 de dezembro de 2007

Edmond de Goncourt para uma coletânea de retratos contemporâneos, “Celebridades contemporâneas”. Em sua resposta, Maupassant deixa claro que apesar de algumas divergências estéticas, o respeito e a amizade que nutria por Zola se mantinham, aceitando prontamente. Escreve a Quantin:

Je viens de recevoir une lettre de mon ami Paul Bourget qui me demande, de votre part, de faire une étude sur Zola et une étude sur Goncourt pour une collection de portraits contemporains dont vous entreprenez la publication. Je me chargerai très volontiers de ce travail, et je serai heureux d'analyser ces deux talents si divers et raconter sur ces deux maîtres, qui sont mes amis, ce que je sais et ce que je pense…197

Em 10 de março de 1883, na crônica intitulada "Émile Zola"198,

publicada na " 5 − texto que figura no mesmo ano

como prefácio ao livro C S da coleção "Célébrités contemporaines" −, Maupassant, após uma apresentação e análise da obra e vida do colega, conclui:

Quel que soit le succès futur de ces essais dramatiques, il semble prouvé, dès à présent, que ce remarquable écrivain est doué surtout pour le roman, et que cette forme seule se prête

en tout au développement complet de son vigoureux talent.199

Embora reconhecesse que Zola era um “revolucionário” em seu estilo ousado, às vezes brutal, grosseiro, “voltando com isso às tradições da vigorosa literatura do século XVI”200, Maupassant não deixou de fazer uma

crítica sincera e direta de seu estilo e de sua obra. Segundo ele, a poesia do início da carreira literária de Zola reduziu&se a uma:

197MAUPASSANT, Guy de. Disponível em

[http://maupassant.free.fr/corresp/cadre.php?ord=c&num=259] Acesso em 23 de outubro de 2007

198 MAUPASSANT, Guy de. "Émile Zola", " 5 , 10 mars 1883.

Disponível em [http://maupassant.free.fr/chroniq/zola2.html] Acesso em 22 de outubro de 2007.

1997 + 2007 .

[…] poésie abondante, facile, trop facile, comme je l'ai dit, visait plus la science que l'amour ou que l'art. C'étaient, en général, de vastes conceptions philosophiques, de ces choses grandioses qu'on met en vers parce qu'elles ne sont point assez claires pour être exprimées en prose.

[…] C'est de la poésie sans caractère déterminé et sur laquelle M. Zola ne se fait du reste aucune illusion.201

Quanto aos ensaios dramáticos, mais tardios, contemporâneos de seus romances, também parecem não ter agradado a Maupassant, que afirmou : « il ne semble pas avoir encore dégagé la formule nouvelle, pour employer son expression favorite, et ses essais jusqu'à ce jour n'ont pas été victorieux, malgré le mouvement qui s'est fait autour de son drame 9-5 D . » 202

No que concerne ao estilo de Zola, Maupassant via nele algumas qualidades, contudo, acreditava que Zola não procurou aperfeiçoar a sua escrita:

Né écrivain, doué merveilleusement par la nature, il n'a point travaillé comme d'autres à perfectionner jusqu'à l'excès son instrument. Il s'en sert en dominateur, le conduit et le règle à sa guise, mais il n'en a jamais tiré ces merveilleuses phrases qu'on trouve en certains maîtres. Il n'est point un virtuose de la langue, et il semble même parfois ignorer quelles vibrations prolongées, quelles sensations presque imperceptibles et exquises, quels spasmes d'art certaines combinaisons de

mots, certaines harmonies de construction, certains

incompréhensibles accords de syllabes produisent au fond des âmes des raffinés fanatiques, de ceux qui vivent pour le

Verbe et ne comprennent rien en dehors de lui.203

Mais adiante, em seu texto, Maupassant parece abrandar a crítica

Belgede NURİ DANIŞMAN (sayfa 73-85)

Benzer Belgeler