2. ALGORİTMA VE AKIŞ DİYAGRAMI
2.1. Algoritma Yazım Aşamaları
Como grupos de pesquisa, foram selecionadas duas turmas de inglês como língua estrangeira do mesmo nível, da mesma faixa etária, que teriam aulas no segundo semestre de 2007 com o mesmo professor e cujos alunos foram submetidos a um teste diagnóstico de pronúncia147
Dessa forma, a escolha foi de trabalhar com pré-adolescentes, todos entre 11 e 13 anos, cursando o terceiro semestre de um curso básico de inglês especificamente planejado para essa faixa etária. A escolha do terceiro semestre foi baseada no conteúdo estudado nos . Escolher o nível e a idade dos participantes de pesquisa não foi tarefa fácil, visto que reconheço a necessidade da replicação de um estudo como este em grupos de variadas idades e níveis. Entretanto, com o intuito de fazer deste estudo uma base para outros futuros, foi crucial traçar critérios de escolha e justificativas que trouxessem maior credibilidade e confiabilidade aos resultados e, conseqüentemente, indicassem a possibilidade de replicação.
A fim de conferir maior poder de generalização dos resultados, foi necessário escolher como participantes da pesquisa alunos que tivessem menor diferenças de background lingüístico, de histórico educacional relacionado ao estudo de LE e de conhecimentos esquemáticos no geral, uma vez que essas variantes podem multiplicar as interpretações do teste diagnóstico assim como dos pós-testes. Conseqüentemente, as opções seriam trabalhar com crianças ou pré-adolescentes que estivessem no início de um curso básico de inglês. Entretanto, trabalhar com alunos cursando o primeiro semestre de curso impossibilitaria a criação de um teste diagnóstico, visto que esses participantes não teriam o conhecimento mínimo da língua inglesa para serem submetidos a um teste-diagnóstico composto de leitura de palavras e frases.
147O teste diagnóstico será mais detalhadamente discutido na próxima seção 2.4 Procedimentos e no Capítulo 3
dois primeiros semestres do curso, o que proporcionou aos alunos conhecimento mínimo das estruturas essenciais do teste diagnóstico148
TURMA
, que contêm, entre outras estruturas, o plural de substantivos (para testar as três diferentes produções do “s” final: [V], []] e [,]]) e o passado dos verbos regulares (para testar as três diferentes produções do “ed” final: [W], [G] e [,G]).
O conteúdo do teste diagnóstico, que depois foi utilizado como pós-testes, também guiou a escolha de trabalhar com adolescentes e não com crianças, visto que os dois primeiros semestres do curso para crianças não têm em seu conteúdo programático as estruturas mencionadas acima, mas os dois primeiros semestres do curso para pré-adolescentes tem. Além dos motivos de escolha apresentados acima, outras justificativas para a escolha de participantes dessa idade e nível foram detalhadas no capítulo 1 Fundamentação Teórica, principalmente ao final das seções 1.1.2 fossilização e 1.2 Hipótese do Período Crítico.
As duas turmas tiveram o mesmo professor durante o segundo semestre de 2007: um falante nativo do português do Brasil, que aprendeu inglês como LE no Brasil e está envolvido com o ensino de LE há quase 20 anos, porém não tem formação em Letras, mas em psicologia. Como esse cenário é o mais comum no ensino de LE no Brasil, i.e., um professor não-nativo da LE ensinando-a, houve a necessidade da escolha de duas turmas com essa característica, para que, em uma, houvesse intervenção – o ensino explícito de aspectos segmentais da pronúncia do inglês – e a outra servisse como grupo de controle, possibilitando, assim, uma análise da relação ensino-aprendizagem da pronúncia com e sem o seu ensino explícito. O quadro a seguir registra as características principais dos participantes de pesquisa:
ALUNOS PROFESSOR INTERVENÇÃO
Turma de controle 11 não-nativo não
Turma de pesquisa 17 não-nativo sim
Quadro 2.2: os participantes de pesquisa
As duas turmas eram de uma mesma escola particular de inglês, a qual alunos freqüentam para ter aulas apenas de inglês, em caráter extra-curricular. O número diferente de alunos em cada turma deu-se pelo simples fato de serem esses os números de alunos matriculados em cada turma naquele semestre. Portanto, uma vez que o foco desta pesquisa está na investigação dos efeitos do ensino explícito de pronúncia, a turma com maior número de alunos foi a escolhida para ter as intervenções, a fim de gerar maior quantidade de dados advindos dos alunos que teriam essas aulas. É por essa diferença no número de alunos
também que as quantificações utilizadas para dar suporte à Análise dos Dados (capítulo 3) foram baseadas em proporções percentuais, e não em valores absolutos.
2.3 PROCEDIMENTOS
Após a escolha das turmas, um teste diagnóstico de leitura de palavras e frases foi elaborado149 (apêndice A) e aplicado a todos os alunos dos dois grupos de pesquisa, como forma de pré testá-los. Os alunos foram gravados logo nas primeiras semanas de aula, no início de agosto de 2007, e seus testes foram transcritos foneticamente de acordo com o quadro de análise criado para esse fim (apêndice B). Essas transcrições foram então analisadas150
149O capítulo 3 Análise dos Dados tratará sobre a elaboração do teste diagnóstico mais detalhadamente. 150As transcrições foram analisadas pelo pesquisador e supervisionadas por seu orientador, que é foneticista.
para traçar a linha de ação, isto é, verificar os sons do inglês que causam maior dificuldade aos falantes do português do Brasil para então planejar a intervenção.
A intervenção, ou seja, o ensino explícito da pronúncia, foi realizada pelo próprio pesquisador, por ser também professor de inglês, e, neste caso, almejar tomar o papel de professor-pesquisador, idealizado na pesquisa-ação. As intervenções tomaram os 15 últimos minutos de uma das duas aulas regulares por semana, totalizando 16 intervenções no semestre. Para efeitos comparativos, apenas 4 das 56 horas que compõem a carga horária semestral dos alunos foram utilizadas para a intervenção com aulas explícitas de pronúncia.
Ao final do semestre, em novembro de 2007, todos os alunos foram novamente gravados lendo o mesmo teste diagnóstico – porém agora com a função de pós-teste imediato – e suas gravações foram transcritas foneticamente para comparação com o pré-teste.
Em concordância com Chizzotti (2006, p. 86), que, ao montar o esquema das fases da pesquisa-ação, afirma que deve haver “na fase final, o acompanhamento durável das ações propostas para que a pesquisa não se esgote nas conclusões formais de um texto”, os alunos foram novamente gravados em outubro de 2008, e suas gravações transcritas e analisadas, a fim de verificar a retenção e durabilidade dos itens aprendidos durante a intervenção.