İKİNCİ BÖLÜM KURAMSAL ÇEVÇEVE
2.2. Algılanan Stresin Yaratıcılık Üzerindeki Etkis
É engenheiro eletrônico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e completou sua formação em Administração e Negócios pela Wharton School of Business, na Universidade da Pennsylvania (EUA), e na Kelly School of Business, na Universidade de Indiana (EUA). Ingressou na Procomp Indústria Eletrônica em 1988 e hoje é vice- presidente da Diebold para a América Latina.
E
xiste uma empresa que foi muito importante na história da automaçãobancária do Brasil. Trata-se da Procomp, que hoje se chama Diebold, e é sobre ela que pretendo falar um pouco neste espaço. Na década de 80, tive uma visão privilegiada dessa história, pois trabalhava na Digirede e, com o surgimento da Procomp – nascida da ideia de Eric Roorda, que foi apoiado por três amigos, Erich Muschellack, Fernando Leme e Roberto Rauh –, acabei mudando para lá e pude observar a história dessas duas empresas – ver os dois lados. O que acontecia com a Digirede e o que veio a acontecer com a Procomp. Indiretamente também pude observar a Sid Informática – outro fornecedor importante nessa história –, porque os fundadores da Procomp vieram da Sid Informática, na época.
Era um período de muita movimentação nesse mercado. Para se ter uma ideia: a primeira agência automatizada do Itaú foi em 1981. Desde essa primeira agência até 1984, tanto o Bradesco quanto o Itaú entraram em uma corrida quase que insana – sempre um correndo atrás do outro. O Bradesco tinha o Cartão Instantâneo, o Itaú possuía o Banco Eletrônico. Sendo assim, a automação das caixas foi feita em uma velocidade estonteante, tanto no Itaú quanto no Bradesco. E nos dois casos era um sistema voltado para as grandes agências, que foram informatizadas rapidamente nas grandes capitais. Tanto Bradesco como Itaú estavam focados nisso, e também o Banco do Brasil, que começava a caminhar por essas soluções. E o fato é que se chegou em 1984 com todas as grandes agências das grandes praças automatizadas. Porém, a partir daí se abriam novas discussões. E o grande debate na época era: esse sistema é viável economicamente para automação das pequenas agências?
151 Naquela época existiam praticamente quatro soluções. Uma era da Itautec,
com processamento centralizado, que era utilizado pelo Banco Itaú e também pelo Banco do Brasil. Tinha a Sid Informática, que tinha o Bradesco, que tam- bém atuava no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Safra e alguns outros bancos, era uma solução de processador que era praticamente um mi- nicomputador, de processamento distribuído. Tinha ainda a Edisa, que foi ad- quirida pela HP, que também tinha o seu minicomputador e uma solução com processamento distribuído. Então, chegou a Digirede, que, apesar de ser um processamento distribuído, era um processamento mais leve. E a Digirede não criou algo baseado em um minicomputador, mas num microcomputador com uma arquitetura bastante inteligente.
Portanto, quando se pensou em automatizar as agências pequenas, os fun- dadores da Procomp vislumbraram a oportunidade de desenvolver um sistema novo, mais leve e mais barato para que a automação pudesse se estender para as agências médias e pequenas. Uma vez que se percebeu que a automação da Sid, com minicomputador, a solução da Itautec, centralizada e dependendo muito de comunicação e de capacidade de mainframe, e a da Edisa, que era também mini- computador, poderiam não ser uma boa solução para as pequenas agências.
Assim, desenvolveu-se um sistema, pioneiramente, não baseado em pro- cessador ou sistema centralizado, mas era um mix disso. Um sistema de rede local, que pela primeira vez foi implantado no Brasil. Rede local de 8 bits, que foi desenvolvida para agências médias e pequenas. As pessoas que trabalhavam no desenvolvimento da Sid: o Eric Roorda, que era gerente de desenvolvimento na época, e mais a equipe dele, mais três engenheiros, que somavam oito pes- soas no total. De certa forma, eles viram frustradas suas ideias de desenvolver, pela Sid, esse sistema mais leve que pudesse ser usado nas agências médias e pequenas, mas que tivesse um poder de processamento local muito grande, para facilitar não só na boca do caixa, mas na retaguarda. Isso porque os siste- mas eram muito eicientes, mas eles só faziam a boca do caixa. Na retaguarda, ainda era necessário ter os centros de entrada de dados, que digitavam o mate- rial de retaguarda para transmissão depois, no inal do dia.
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Esses proissionais resolveram sair da Sid, montar a Procomp e ofereceram essa solução para o Bamerindus na época, que é o atual HSBC. O Bamerindus tinha sede em Curitiba. E eles foram tão convincentes que o Bamerindus com- prou a solução deles no papel. E era para automatizar, se não me engano, 50 agências. Eles desenvolveram e começaram a usar instalações do próprio Ba- merindus, porque não tinham nem sede própria. Desenvolveram um sistema de rede local proprietário, usando o sistema operacional para desenvolvimento na época – o CPM, de 8 bits, mais “friendly”, digamos assim –, e instalaram a pri- meira agência, chamada Contenda, em São José dos Pinhais, na grande Curiti- ba. A Contenda era uma agência pequena e o projeto foi muito bem-sucedido.
Na época, tanto a Digirede quanto a Sid, que eram as líderes de mercado, estrategicamente decidiram icar com o mesmo sistema, de minicomputador. A Digirede com um processamento monoprocessado de localmente. A Itau- tec não tinha um minicomputador. Depois teve um microcomputador. E as 50 agências do Bamerindus foram implantadas. Na segunda agência foi exata- mente a mesma estratégia utilizada. O Bamerindus resolveu instalar na maior agência disponível, que era uma agência em Londrina, se não me engano, uma agência com 40 terminais de caixa. O sistema foi muito bem e começou-se a avançar o sistema de automação da boca do caixa para a retaguarda. O sistema foi muito bem aceito, e funcionou bem.
Em seguida, a Procomp se estabeleceu com uma pequena fábrica na Vila Leopoldina, depois mudou para a rua Guaipá, no Alto da Lapa, em São Paulo, passou a fabricar seus próprios terminais de caixa. O terminal de caixa era totalmente integrado, leve, barato. E, a partir daí, com o aval do Bamerindus, se vendeu em mais alguns bancos, praticamente todos eles inados hoje. O Banco Mercantil de Descontos foi o segundo cliente. O Sudameris, que usava um sistema centralizado, igual ao do Itaú. E esse foi um teste importante para o sistema da Procomp, trabalhar em um sistema centralizado, que também funcionou maravilhosamente bem porque o servidor de arquivos que ica- va na agência podia ser “bypassado”, indo direto para o host. Então, o siste- ma funcionava tanto no modelo distribuído quanto no modelo centralizado.
153 Muito bem e era muito mais barato do que a Sid, a Edisa e a Itautec.
E, assim, implantamos no Bamerindus, Sudameris, Banco Mercantil de Descontos... Nesse momento, o Eric Roorda, que foi o fundador e o estrategis- ta da empresa, deu uma cartada extremamente inteligente, que foi oferecer o sistema ao Bradesco. Na época, o Bradesco era cliente cativo e tinha, inclusive, participação acionária na Sid, e ofereceu o sistema da seguinte maneira: o Bra- desco poderia fabricar os terminais, através de uma empresa de informática dele chamada Digilab, a Procomp licenciaria o terminal, o sistema e o software e em troca receberia um fee por terminal, pequeno, quase de graça. O que valia, realmente, era a bênção do Bradesco ao sistema da Procomp.
Isso aconteceu, esse contrato foi fechado, a Digilab começou a fabricar os terminais da Procomp e isso foi instalado em 2,8 mil agências do Bradesco, de forma maciça e massiva. E aí o mercado, com o aval do Bamerindus e do Bra- desco, olhou com olhos completamente diferentes para a Procomp. O sistema era muito mais barato, eiciente. Foi nessa época que eu saí da Digirede, e fui convidado a ir para a Procomp, numa dessas coincidências do destino.
Com o aval do Bradesco, do Sudameris e do Bamerindus, e com um sistema bem mais barato, foi mais ou menos como tirar doce de criança. A gente ganha- va todas as concorrências públicas e de bancos estaduais. Naquela época todos os Estados tinham seus bancos. Eu me lembro de treze concorrências públicas acontecidas no mesmo ano e a Procomp ganhou onze dessas treze. A fábrica da rua Guaipá teve de mudar, izemos outra em Manaus, e realmente aí a Digirede, por uma série de problemas, começou a perder alguns clientes, e começamos a substituí-la. Entramos no Banco do Brasil, que era também um cliente muito grande. Isso foi na fase de automação de agência.
Depois veio o autosserviço, uma fase na qual contamos com o primeiro caixa eletrônico que a Procomp fez, que nos obrigava a trabalhar com uma op- ção única de cédula. Era de um fabricante chamado MPV. Depois usamos um dispensador de cédulas mais evoluído, izemos uma parceria com a Perto. E fomos procurados pela Diebold, que é uma multinacional americana presente em 80 países.
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Primeiro, nós izemos um acordo de distribuição no Brasil dos equipamen- tos Diebold. Numa segunda fase, passamos a comprar só o dispensador da Die- bold e fabricar aqui no Brasil a máquina inteira, o caixa eletrônico. E, numa outra fase, a Diebold resolveu adquirir a Procomp, em outubro de 1999. São dez anos de aquisição. A Diebold comprou 100% das ações e a empresa começou a se chamar Diebold Procomp. E mais recentemente, há uns quatro anos, Diebold Brasil. Basicamente, essa é a história. E, é claro que, nessa história, existem muitas outras histórias.
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