2.2. Fotovoltaik Sistemler ve Türleri
4.1.2. Alan Emisyonlu Taramalı Elektron Mikroskobu FE-SEM
No primeiro momento da intervenção coletiva, o grupo de moradores e técnicos envolvidos no processo de gestão da Reserva Extrativista do Mandira iniciou a articulação da criação do Conselho Deliberativo da Reserva, através do contato com as demais instituições, direta ou indiretamente envolvidas na área, buscando o apoio para a estruturação da instância gestora da Unidade.
Partimos do princípio de que o conselho além de ser a instância responsável pela gestão compartilhada dos recursos da Reserva Extrativista, também atua como importante meio para viabilizar o encaminhamento das demais demandas das comunidades, já que conta com a participação de instituições governamentais. Além disso, esta instância pode atuar também como fortalecedora das entidades em que as comunidades participam.
Para construirmos esse instrumento de gestão, tomamos como base as instituições listadas na primeira reunião realizada entre o IBAMA e os beneficiários, incluindo órgãos governamentais, não governamentais e grupos não formalizados da comunidade. Foi priorizado o histórico de atuação na área e as
instituições públicas que estivessem ligadas às principais demandas da comunidade.
Em dezembro de 2004, convocamos junto à diretoria da REMA, as instituições listadas, incluindo o órgão gestor responsável, para uma primeira reunião para discutirmos a situação da Reserva. Nessa reunião, formamos o Grupo Pró-implantação do Conselho Deliberativo da Reserva do Mandira, constituído pelo grupo já existente de moradores e técnicos diretamente envolvidos no processo, junto aos demais representantes das instituições presentes. Como encaminhamento, formulamos um documento que foi enviado à Gerente Executiva Estadual do órgão gestor, com objetivo de pressionar a instituição para a regularização do Conselho Deliberativo. Como conseqüência, em janeiro de 2005, o IBAMA decide retomar o processo de constituição do Conselho (Figura 36) e indica o atual técnico responsável pela Unidade.
Figura 36: Reunião de formação do Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista do Mandira.
O Conselho da Unidade foi formado por 21 instituições formais e informais, estando entre elas:
Municipal de Cananéia, Câmara Municipal de Cananéia, Instituto Florestal (IF), Fundação Florestal (FF), Instituto de Terras de São Paulo (ITESP), Polícia Ambiental e Instituto Nacional de Colonização e Reforma agrária (INCRA);
• Instituições não-governamentais (7): REMA, Pastoral da Pesca de
Cananéia, Gaia Ambiental, Instituto para o Desenvolvimento Sustentável e Cidadania do Vale do Ribeira (IDESC), Colônia de Pesca de Cananéia, Associação dos Monitores Ambientais de Cananéia (AMOANACA) e Equipe de Apoio e Articulação das Comunidades Negras do Vale do Ribeira (EAACONE);
• Instituições de pesquisa (3): Núcleo de Apoio a Pesquisa sobre
Populações Humanas em Áreas Úmidas Brasileiras (NUPAUB/USP), Instituto de Pesca de Cananéia (IPESCA/SAA) e Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP/Campus de Registro);
• Iniciativa privada (1): Cooperostra;
• Grupos não formalizados (2): Grupo de Mulheres e Grupo de Jovens
do Bairro do Mandira.
Os beneficiários da Reserva possuem cinco cadeiras (24%) dentro do Conselho, por meio da representação de grupos dos quais participam (REMA, Cooperostra, EAACONE, Grupo de Jovens e Grupo de Mulheres do Bairro Mandira). Destaca-se que entre os representantes destas cadeiras só estão presentes moradores do vilarejo do Mandira, já que os moradores do Porto do Meio não estavam nas reuniões iniciais e o Boacica, ainda não havia sido reconhecido como vilarejo beneficiário da Unidade.
Reuniões informativas foram estruturadas de forma a viabilizar o início da participação dos conselheiros e demais beneficiários da Unidade. Estas reuniões discutiram a desinformação de grande parte dos beneficiários da Reserva Extrativista a respeito da Unidade. Observamos que apesar de 72% das famílias associadas à REMA relatarem ter participado das discussões iniciais da proposta de criação da Reserva Extrativista, realizadas na década de 90, em 2005, 44% destas não sabiam dar informações a respeito da mesma.
Através das reuniões do GT, os moradores locais envolvidos se responsabilizaram por informar aos demais participantes sobre o contexto histórico da formação da Reserva Extrativista; e os técnicos ficaram responsáveis por esclarecer o seu funcionamento; o papel do IBAMA, como órgão gestor; a composição e atuação do Conselho Gestor Deliberativo; a fiscalização e o Plano de Manejo.
Paralelamente, foram desenvolvidos cursos de gestão e informática aplicada à gestão, com apoio de um professor especializado, de forma a auxiliar a participação dos moradores no GT e na organização das instituições em que estão envolvidos. Todas as famílias de beneficiários da Unidade participaram das atividades do curso.
As primeiras atividades do Conselho foram a construção de seu Regimento Interno e a formação de um Grupo de Trabalho para elaboração do Plano de Manejo da Reserva Extrativista (GT Plano de Manejo).
O GT foi formado pelo grupo que já estava atuando coletivamente, junto a técnicos convidados e integrantes do Conselho interessados na discussão e que poderiam contribuir para o processo de gestão.
Dentro da estrutura de trabalho construída neste processo, o GT Plano de Manejo desenvolveu efetivamente as ações, e as Reuniões do Conselhoserviram para encaminhar as ações e oficializá-las. No entanto, durante o processo, algumas instituições conselheiras que não estavam diretamente ligadas às atividades, sentiram-se desmotivadas e ausentaram-se do processo. Por outro lado, a estrutura organizativa concebida proporcionou mais autonomia ao GT e mais espaço para o desenvolvimento de habilidades dos moradores locais envolvidos para a gestão da Unidade.
OLSON (1999) discute o fato de as organizações recorrerem com freqüência à formação de subgrupos para realização efetiva do trabalho, tendendo a desempenhar o papel crucial. Este autor considera, com base em estudos empíricos, que quando se espera ação devem-se montar pequenos grupos, já que em grupos com grande número de participantes, mesmo possuindo interesses comuns, o parceiro individual nota que seu próprio esforço não afetará muito o desempenho do grupo, diminuindo o incentivo para trabalhar pelo sucesso do mesmo.