3. KONYA KENT MERKEZİ (ALAEDDİN MEVLANA AKSI)
3.2. Alanın Tarihsel Gelişimi
Após um problema pessoal com a chefe da cadeira de psicologia, Carolina M. Bori foi afastada da universidade. Na ocasião, Bori foi convidada a coordenar o Departamento de Psicologia instituído no curso de pedagogia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) de Rio Claro, um Instituto Isolado recém-criado. Sobre o curso de pedagogia de Rio Claro, Camargo (1999) afirmou:
O Curso de Pedagogia e mais os de História Natural, Geografia e Matemática passaram a funcional em 1959. Vieram os professores que se tornariam responsáveis pelas cadeiras previstas para tais cursos. Assim chegaram os primeiros professores de Pedagogia que, como os alunos diziam, “vieram de fora” (p. 5)
Carolina Bori foi professora titular da cadeira de psicologia geral e educacional no curso de pedagogia de 1959 à 1963, enquanto se mantinha como professora assistente da
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Darcy Ribeiro (1922 – 1997), mineiro, antropólogo, político brasileiro, desenvolveu trabalhos nas áreas de educação, sociologia e antropologia. Foi o idealizador da Universidade Estadual do Norte Fluminense e, ao lado de Anísio Teixeira, foi um dos criadores da Universidade de Brasília.
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Bertram Hutchinson, sociólogo britânico, dirigiu um estudo sobre mobilidade social e trabalho na cidade de São Paulo junto ao Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE) e financiado pela Unesco e pelo Ministério da Educação do Brasil.
10 Florestan Fernandes (1920 – 1995), sociólogo e político brasileiro, foi professor da Universidade de São Paulo
(USP) na década de 40, foi afastado pelo regime militar em 1969. É considerado o fundador da sociologia crítica no Brasil.
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Octavio Ianni (1926 – 2004) formou-se em ciências sociais na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em 1954, é considerado um dos maiores sociólogos do país. Tornou-se professor na cadeira de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, sob a chefia de Florestan Fernandes
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Antonio Cândido de Mello e Souza (1918 - ), estudioso da literatura brasileira e estrangeira, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Publicou mais de vinte livros, entre os quais: O método crítico de Sílvio Romero, 1945; Formação da Literatura Brasileira. Momentos decisivos, 2 v., 1959; Os parceiros do Rio Bonito. Estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida, 1964; Vários escritos, 1970; A educação pela noite, 1987; O discurso e a cidade, 1993; O albatroz e o chinês, 2004
cadeira de psicologia da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de São Paulo. Neste período, Bori teve, ao todo, três assistentes: Nilce Mejias, Isaias Pessotti e Geraldina Witter.
Enquanto trabalhavam na FFCL de Rio Claro, ficou sabendo que um professor estadunidense, convidado por Paulo Sawaya13, iria oferecer um curso na USP. Segundo Pessotti, a notícia que Bori havia recebido é que Keller14 era especialista em self-teaching (ou auto-ensino). Ela acabou indo para São Paulo semanalmente para assistir às aulas de Keller e, segundo Pessotti, “ficou cada vez mais empolgada com o condicionamento operante, era assim que se chamava”. Assim, em contado com Keller, ela foi montando um laboratório para ensino de psicologia para alunos do curso de pedagogia: “Eram quatro gaiolas de passarinho adaptadas. Um horror, mas funcionava”. Keller apresentou a eles o ensino programado (método de ensino baseado nos conceitos da análise do comportamento) que Bori utilizou já para a formação dos alunos de pedagogia, em Rio Claro.
Ainda em Rio Claro, Pessotti deu início a uma linha de pesquisa utilizando o condicionamento operante. Na ocasião, propôs uma série de estudos, a pedido de um importante geneticista Warwick Estevam Kerr15, que estava interessado em estudar a inteligência de abelhas.
Segundo a sessão Noticiário, da revista Jornal Brasileiro de Psicologia, publicado em janeiro de 1964, havia três pesquisas de base behaviorista sendo realizadas em Rio Claro. Uma delas “O papel dos estímulos aversivos na aprendizagem” tinha financiamento da FAPESP e estava aguardando importação de equipamento. As outras duas pesquisas eram de Isaias Pessotti (“Aquisição e extinção de uma discriminação operante e algumas características da “corpora pedunculata” em espécies diferentes de abelhas” e “Discriminação em três subespécie de Apis mellifera em crf e extinção”). A primeira estava em fase de coleta e a segunda, aguardando a publicação. Além dessas, havia outra pesquisa financiada pela FAPESP, sob responsabilidade de Carolina M. Bori, sobre “A socialização da criança”.
13 Paulo Sawaya (1903 – 1995) foi chefe do Departamento de Fisiologia Geral e Animal da USP, diretor da
extinta Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, diretor do Instituto de Biociências da USP, diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro.
14 Fred S. Keller (1889 – 1996), um dos precursores da Psicologia Comportamental. Publicou importantes livros,
entre eles Principios de Psicologia: um texto sistemático na ciência do comportamento (1950), junto com Schoenfeld e PSI, the Keller Plan Handbook: Essays on a personalized system of instruction (1964), em parceria com Sherman.
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Warwick Estevam Kerr (1922 - ) foi chefe do Departamento de Biologia em Rio Claro em 1955 e chefe do Departamento de Genão?tica da Faculdade de Medicina da USP – Ribeirão Preto, em 1965. É conhecido por seus estudos sobre abelhas.
Em artigo escrito por Bori (1964) com o objetivo de relatar a experiência de quatro anos equipando um laboratório de psicologia experimental, ela conta que as escolhas dos equipamentos dependeu da proposta do curso:
Partindo destas considerações vários critérios orientaram a aquisição do primeiro grupo de aparelhos. Os cursos do Departamento visam oferecer elementos para o aluno compreender a aplicação da Psicologia à Educação. Este objetivo exige antes de mais nada uma discussão ampla do estudo do comportamento que os alunos realizam de forma mais completa através de experimentos (p. 62)
Bori ainda estava com algumas atividades da USP, mas muitos dos estudos iniciais da teoria skinneriana foram feitos fora desta instituição. No momento em que Bori e um grupo de alunos começaram a aderir à proposta behaviorista, conforme Keller apresentava, houve uma reação contrária. Segundo Bori, a tendência na produção de conhecimento, naquela época era mais especulativa e interpretativa, o que gerava uma ideia vaga de psicologia para a população em geral. Ao mesmo tempo, ao se posicionar em oposição à esta tendência da psicologia, todo este grupo foi qualificado como positivista por valorizar dados experimentais. Para ela, havia muitas confusões na psicologia resultante da falta de formação em ciência (Matos e Costa, 1998).