II.2. Hasan Uçarsu’nun Besteciliğinde Kullandığı Yeni Teknikler
II.2.4. Alıntı
Na primeira época de análise para avaliar o pH da água e do solo e a condutividade elétrica (EC) da água, os resultados demonstraram que não houve diferença para o pH e EC da água de irrigação entre os tratamentos de doses de CO2. No entanto, o
pH do solo diferiu entre os tratamentos, sendo que na dose de 5 L min-1 acidificou mais a água que o tratamento sem CO2, mas sem diferir da dose de 10 L min-1 (Tabela 26).
Tabela 26. Dados de pH e condutividade elétrica (EC) da água e pH do solo no momento da irrigação
com as doses de CO2, em duas datas de coleta.
pH H2O EC H2O pH solo Doses de CO2 1a 2a 1a 2a 1a 2a 0 L min-1 5,95 a 7,02 a 151,0 a 143,8 b 6,16 a 6,24 a 5 L min-1 6,34 a 7,12 a 142,3 a 144,3 b 5,85 b 6,20 a 10 L min-1 6,61 a 4,87 b 140,2 a 155,0 a 6,03 ab 5,58 b CV % 13,4 10,6 12,1 18,4 13,6 15,7
* Médias seguidas de mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Na segunda época de análise houve diferença entre os tratamentos no pH e EC da água e no pH do solo. O CO2 dissolvido na água na dose de 10 L min-1 baixou o
pH para 4,87 o que diferiu dos tratamentos sem CO2 e da dose de 5 L min-1, sendo que a D1
não foi suficiente para alterar o pH da água. A água de irrigação teve maior EC na presença da dose de 10 L min-1 de CO2 (Tabela 26). Cararo & Duarte (2002) também encontram maior
valor de EC na água de irrigação com a incorporação do CO2 na dose de 7,73 g de CO2 por L
d’água.
A dose de 10 L min-1 também baixou o pH do solo na segunda época de análise, apresentando valor de 5,58, o que diferiu do tratamento sem CO2 e da dose de 5 L
min-1 com 6,24 e 6,20 respectivamente, constatando a eficiência do CO2 como agente
acidificante da água e do solo.
A queda do valor do pH da água de irrigação e do solo, quando o CO2 é
dissolvido na água, para ser fornecido à rizosfera da planta, também foi observada por vários autores (Baiget, 2002; D’Andria et al., 1990; Ibrahim, 1992; Basile, 1993), os quais sugerem que esse efeito no pH melhora a absorção de nutrientes.
Figura 6. Valores de pH da água e do solo da 1a e 2a coleta.
Figura 7. Valores de condutividade elétrica da água da 1a e 2a coleta.
0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 5,5 6 6,5 7 7,5 8 1a 2a 1a 2a pH H2O pH solo
0 L min-1 5 L min-1 10 L min-1 a a a a a b a b ab a a b b a a a a 130,0 135,0 140,0 145,0 150,0 155,0 160,0 1a 2a EC H2O
0 L min-1 5 L min-1 10 L min-1 b
4.9 Produção
A produção do tomateiro enxertado e pé-franco não foi alterada pela incorporação do CO2 na água de irrigação em relação à testemunha, tanto na dose de 5 L min-1
quanto na dose de 10 L min-1.
O número total de frutos por planta (NTF) foi semelhante, sem diferenciar significativamente, entre as doses de CO2 na água de irrigação, tanto para a planta
enxertada como para o pé-franco (Tabela 27).
A massa fresca total de frutos por planta (MFT) também não teve diferença entre as doses de CO2 para a planta enxertada e pé-franco, o mesmo acontecendo
para o número de frutos comerciais por planta (NFC) e para a massa fresca de frutos comerciais por planta (MFC), sendo que essas características tiveram o mesmo desempenho entre as doses de CO2, na planta enxertada e pé-franco, confirmando que o CO2 dissolvido na
água de irrigação, não altera a produtividade do tomateiro.
Tabela 27. Diferença entre as doses de CO2 número total de frutos por planta (NFT), na massa fresca
total de frutos por planta (MFT), no número de frutos comerciais por planta (NFC) e na massa fresca de frutos comerciais por planta (MFC) da planta enxertada e pé-franco de tomateiro. FCA/UNESP, Botucatu 2004.
NFT MFT (kg) NFC MFC (kg)
Doses
L min-1 Enxertada Pé-franco Enxertada Pé-franco Enxertada Pé-franco Enxertada Pé-franco 0 54 a 55 a 3,512 a 3,240 a 18 a 16 a 2,173 a 1,836 a 5 58 a 55 a 3,383 a 3,372 a 17 a 16 a 1,934 a 1,846 a 10 56 a 55 a 3,722 a 3,469 a 19 a 17 a 2,156 a 1,982 a
CV % 7,2 6,3 10,8 10,4
* Médias seguidas de mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Baiget (2002) também não encontrou diferença na produção total e comercial com a aplicação de CO2, via água de irrigação, na cultura do pimentão quando
cultivado em solo natural, pois quando cultivado em substrato houve aumento de ganho em produção, quando irrigado com CO2 dissolvido na solução nutritiva. Segundo a autora essa
cultivado no solo ou em substrato pode ser devido ao poder tampão do solo inibir o efeito químico causado pelo CO2 na água.
Enriquecendo a rizosfera do tomateiro com 5,68 mM de KHCO3- por
dm3 de solução nutritiva, Bialczyk et al. (1996) demonstraram que a planta teve um aumento em produção de 32,6% em relação à testemunha, devido ao fato de que o HCO3-, segundo os
autores, ter sido absorvido pelas raízes e transportado para a parte aérea para constituir compostos orgânicos. Esse resultado contrasta com o verificado neste trabalho, pois a incorporação do CO2 pelas raízes, parece não ter acontecido, porque não se observou ganho
em produção dos tratamentos com CO2 em relação à testemunha.
O tomateiro cultivado com “mulching” e irrigado com CO2 dissolvido
na água, teve um aumento em produtividade de 7 t ha-1 em relação à testemunha, mas, no entanto, quando cultivado sem “mulching” não teve diferença em produção em relação ao tratamento sem o gás na irrigação (D’Andria et al. 1990). Nesse caso o “mulching” otimizou o efeito do gás na reação do solo, causando uma ligeira queda no pH o que possibilitou melhoria na absorção de nutrientes. Novero et al. (1991) também constataram que o efeito do CO2 é
otimizado quando se utiliza “mulching” como cobertura do canteiro de cultivo, sendo que nessa condição, obtiveram aumento no ganho de produção do tomateiro na ordem de 9%.
Hartz & Holt (1991) utilizando doses de 0; 0,5 e 1,0 g de CO2 por litro
d’água, relataram que o tomateiro e pepineiro não tiveram aumento em produção de frutos comerciais, havendo até um decréscimo em função das doses, podendo ser um efeito fitotóxico, causado pelo gás na rizosfera das plantas.
Com 200 ppm de CO2 na água de irrigação do pepineiro, Ibrahin
(1992) relatou aumento na produção na ordem de 22,9% em relação ao tratamento sem CO2,
fundamentado na melhora de absorção de nutrientes causada pela queda momentânea do pH do solo sob o efeito do gás na água.
Para as características NFT, MFT, NFC e MFC analisadas no experimento, não teve diferença entre a planta enxertada e pé-franco, sendo que o desempenho das plantas foi semelhante, para essas características, nas três doses de CO2 dissolvido na água
Tabela 28.Diferença entre a planta enxertada e pé-franco, nas distintas doses de CO2 dissolvido na água
de irrigação (D0), no número total de frutos por planta (NFT), na massa fresca total de frutos por planta (MFT), no número de frutos comerciais por planta (NFC) e na massa fresca de frutos comerciais por planta (MFC). FCA/UNESP, Botucatu 2004.
NFT MFT (kg) NFC MFC (kg)
Pl / dose D0 D1 D2 D0 D1 D2 D0 D1 D2 D0 D1 D2
Enxertada 54 a 58 a 56 a 3,51 a 3,38 a 3,72 a 18 a 17 a 19 a 2,17 a 1,94 a 2,15 a Pé-franco 55 a 55 a 55 a 3,24 a 3,37 a 3,46 a 16 a 16 a 17 a 1,83 a 1,84 a 1,98 a
CV % 7,2 6,3 10,8 10,4
* Médias seguidas de mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Cañizares (2001) também não encontrou diferença em produção entre plantas enxertadas e pé-franco de pepineiro, mas, no entanto o número de frutos comerciais foi maior nas plantas enxertadas.
Plantas enxertadas de tomateiro produziram mais que o pé-franco, mas não diferiram entre si quando se utilizou o híbrido ‘Anchor T’ e ‘Kaguemusha’ como porta enxerto para o ‘Momotaro’ (Lopes & Goto, 2003).
Esses resultados evidenciam que a técnica de enxertia, para a cultura do tomateiro, é uma boa ferramenta no combate ao controle de enfermidades de solo sem que haja queda na produtividade da cultura.