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3. BULGULAR VE TARTIŞMA

3.1. YAPAY ASİT YAĞMURU ÇÖZELTİSİNDE AA6060 VE AA

3.4.2. Alüminyum 6060 ve 6082 Alaşımlarının 48 Saat Yapay Asit Yağmuru

Com relação ao entendimento sobre a temática das competências, foi pos- sível notar que a maioria dos docentes compreende o termo como as habilidades de atuação do professor, no sentido de dominar conteúdos, ensiná-los, saber se relacionar, utilizar estratégias de ensino:

[...] as competências são, poderíamos dizer, as habilidades que serão desenvol- vidas a partir desses saberes, então eu tenho um conhecimento, e como eu vou atuar com esses conhecimentos, então a competência de saber adequar con- teúdos, de utilizar determinados estilos de ensino [...]. (DEF2)

Assim, para DEF3,

[...] A competência seria você dominar esse saber junto com a habilidade de usar esse saber na condução das atividades do dia a dia, no caso, estamos falando do professor de Educação Física inserido no contexto escolar, na verdade seria a habilidade que você tem para usar esse conhecimento, orientar uma determi- nada ação de professor com o objetivo de formar o cidadão, desenvolver a cida- dania e prepará-lo para o mundo do trabalho.

O docente DEF6, por sua vez, descreve a competência como vinculada à prática:

[...] as competências seriam mais no aspecto da aplicação na prática. Faz sentido essa compreensão para você? É essa atuação mais no nível de estratégias de mé- todos, nesse caminho.

Diferentemente, DEF7 rompe com esse aspecto pragmático:

[...] isso me preocupa um pouco, essa ideia da competência focada muito na ha- bilidade de saber fazer, né, e a gente sabe que não é só isso. A competência tem que ser muito mais ampla. Me preocupa um pouco o fato de que em alguns do- cumentos, até mesmo nos projetos pedagógicos, haja confusões conceituais de competências e habilidade, né, por isso eu penso e acredito e concordo com

Tardif quando ele afirma que, sendo saberes um rol de conhecimentos, de habi- lidades e atitudes, que um profissional precisa desencadear, eu penso que no caso do professor os saberes docentes também são ou se constituem conheci- mentos e habilidades e também atitudes que esse profissional precisa aprender a desenvolver, a desencadear ou realmente aprender também a adquirir isso pra que ele tenha condições de efetuar, aí sim, com competência a sua atividade pro- fissional.

Entretanto, DEF4 não concorda com o uso do termo “competências” e as discussões sobre essa temática. Já DEF5 se diferencia por entender que as com- petências e os saberes possuem o mesmo significado.

No que diz respeito aos estudantes, também evidenciamos a presença de definições de competências que remetem a habilidades do trabalho, “da prática docente, um saber fazer mais no sentido mais específico de selecionar conteúdo, saberes e estruturação do conhecimento. Como diz EEF3:

[...] As competências seriam mais específicas, mais restritas e estariam mais li- gadas a saber fazer algo, então é algo mais pontual, por exemplo, você é mais competente em organizar uma aula [...].

EEF10 possui a mesma visão:

[...] As competências de que forma a gente vai trabalhar, como fazer que os saberes sejam devidamente usados na prática, seria mesmo o saber fazer as competências.

Da opinião de EEF7, observamos que a aprendizagem das competências re- mete à atuação profissional:

Agora as competências, a gente só adquire durante o trabalho, durante, por exemplo, só o estágio no seu dia, como você vai lidar com o aluno, como você vai pensar em construir com ele os conhecimentos, então eu acredito assim que as competências a gente vai construindo [...].

No relato de EEF5, as competências refletem habilidades:

E as competências são o conjunto de habilidades que o profissional tem que ad- quirir, que vai formar diversas competências; o professor tem que ser capaz de e aí, quando você fala de competências, eu vejo muito o currículo porque dentro

do currículo PCNs, currículo da escola e pra disciplina de estágio, o valor é grande pras competências e habilidades [...].

No entendimento de EEF2, trata-se de um compromisso:

[...] agora as competências eu não vou lembrar muito bem não, mas eu entendo que são os compromissos que o professor deve ter.

Como já foi explicitado anteriormente, o sujeito EEF1 parece não diferen- ciar saberes de competências:

[...] saber e competência tá relacionado com aquisições de conhecimentos que vão vir de diversas fontes tanto da universidade quanto da escola quanto próprio da vida do professor, pra que esse professor consiga realizar sua prática pedagó- gica, e eu acho também, esses saberes e competências, ele é um processo con- tínuo, ele vai sendo constituído cada vez que ele vai pra aula, cada vez que ele vai pra faculdade, que ele pensa, que ele reflete sobre as suas práticas e que está sempre relacionada a um contexto específico, tais saberes pra aquela escola, tais competências são hierarquizadas de alguma forma, colocados de uma forma eu uso mais pra essa classe, mais isso pra essa classe, então os saberes e as compe- tências são mobilizados através do contexto em que esse professor está inserido eu acredito nessa percepção.

De acordo com a fala dos sujeitos, é possível destacar algumas competências que indicam que o profissionalismo de um professor abrange o domínio de co- nhecimentos profissionais diversos, como conhecimentos ensinados, modos de análise das situações, conhecimentos dos procedimentos de ensino, mas também os esquemas de percepção, de análise, decisão, planejamento, avaliação, no âm- bito das posturas ou atitudes, a convicção da educação, o respeito, conhecimento das representações, o domínio das emoções e o engajamento profissional (Perre- noud et al., 2001).

Alegre (2006), analisando o Parecer CNE no 9/2001 no que tange à questão

das competências, alega que atuar de forma competente requer do docente o do- mínio dos conhecimentos a serem ensinados, bem como:

1) A identificação, a compreensão e a apresentação de propostas que visem a resolução das questões envolvidas na sua atividade profissional, 2) a autonomia para tomar as decisões que julgar apropriadas; 3) o assumir as responsabilidades pelas opções feitas; 4) saiba avaliar criticamente a própria atuação e o contexto

onde atua; e 5) seja capaz de interagir cooperativamente com a comunidade pro- fissional a que pertence e com a sociedade. (Alegre, 2006, p.54)

Nessa perspectiva, referendamos Marcon (2005), que define a expressão “competência pedagógica” como as habilidades, conhecimentos, atitudes e va- lores do professor em sala de aula, ou seja, o contato e a relação entre o professor e o aluno; já “competência profissional” é o conjunto de conhecimentos, ati- tudes e habilidades que um profissional utiliza durante sua atuação profissional, seja na dimensão da execução de suas funções, seja na relação com os colegas de trabalho, a sociedade e o caráter técnico, teórico e prático que a profissão requer, ou os objetivos que se pretende alcançar.

Para Perrenoud (2002), as competências vão além da identificação de situa- ções a serem controladas e da tomada de decisão; também contemplam os saberes, as capacidades, esquemas de pensamento e a ética. Desse modo, observamos que as competências estão articuladas aos saberes. Nesse sentido, Perrenoud (2002) enfatiza que, na formação desse professor delineado, há a necessidade de se abarcar as competências que identificam saberes e capacidades e um plano de formação organizado em torno de competências.

Bélair (2001) afirma que a interação dos conceitos de aprendizagem, ensino e pedagogia organiza as competências em cinco campos: as competências rela- tivas ao cotidiano da classe, as relacionadas ao convívio com os alunos, as neces- sárias ao ensino das disciplinas, as exigidas pela sociedade e as inerentes à pessoa do professor. Charlier (2001), por sua vez, assinala que o professor profissional constrói suas competências progressivamente, a partir da prática e da teorização da mesma, tendo significação apenas quando as competências são traduzidas em atos e inscritas em projetos. Desse modo, podemos considerar que a ideia de competência está muito relacionada com a atuação docente, como destacaram os sujeitos da pesquisa.

Altet (2001) concebe as competências profissionais como o conjunto de co- nhecimentos, savoir-faire e posturas, bem como as ações e as atitudes necessárias para a atuação docente; assim, a natureza dos saberes pode ser considerada cog- nitiva, conativa e prática, podendo ser de ordem técnica e didática, como ocorre na preparação dos conteúdos, e de caráter relacional, pedagógico e social, como na adaptação às interações em sala de aula.

Já para Marcon (2005), é necessário que o professor seja reflexivo e compe- tente, capaz de analisar e compreender criticamente a diversidade das manifesta- ções culturais do movimento, de contextualizar o ensino de Educação Física, desenvolver um posicionamento crítico sobre sua atuação profissional, avaliando sua atuação.

O autor também destaca que a formação inicial dos professores de Educação Física deve privilegiar o contexto de trabalho para que eles dominem as capaci- dades fundamentais para sua atuação docente de forma íntegra e responsável, mas sem se pautar por modismos e receitas pedagógicas.

Assim, quando questionados sobre quais competências emergem dos sa- beres, a resposta dos docentes se assemelha à definição proposta do termo “com- petência”, pois:

[...] as competências que vão emergir aí, dos saberes, são as competências relacionadas à adequação; no meu caso, que eu enxergo então adequação desse conteúdo, ter a competência e a habilidade de como ensinar isso, de como en- tender a dificuldade do seu aluno, mais nele do que o conteúdo que está sendo ensinado, né. (DEF2)

Na visão de DEF3, as competências estão relacionadas à atuação docente nos aspectos de organização da aula e no tratamento dos alunos e conteúdo:

[...] a competência que eu chamo de competência técnica, então a gente já falou da competência de contextualizar sua aula, com o contexto geral em volta seja ele esportivo ou não, vou dizer ligando o conteúdo, tornando mais significativo, a gente falou em competência de relacionamento com o aluno e a competência que eu chamo de competência técnica com os conteúdos, estilos de ensino, as carac- terísticas de crescimento e desenvolvimento tendo sempre em vista o projeto pedagógico da escola porque nós estamos falando em escola, eu penso dessa forma.

Nesse entendimento também observamos o relato de DEF8:

Bom, a partir do momento que ele tem a consciência de algumas atuações que ele pode ter, eu acredito que as competências ficam bem atreladas; então se ele sabe a teoria do treinamento pra passar numa academia, por exemplo, ele tem que ter a competência para aplicar essa teoria, se ele sabe quais são os mecanismos que ele pode utilizar pra, por exemplo, para a formação da iniciação esportiva, pra aquele aluno da escola ele tem que ter a competência ali, para tá utilizando esse saber nesse contexto.

O docente DEF4, por sua vez, prefere não usar a nomenclatura das compe- tências e justifica sua posição:

[...] Então, como eu disse, esse conceito de competência me soa meio compli- cado, esse negócio de aprender a aprender, esses conceitos aí eu considero um pouco moda, um pouco modismos que tem que ter cuidado, então o professor tem que entender do assunto, do conteúdo, de gente para trabalhar, ele tem que entender das questões sociais, históricas, sociológicas, filosóficas, pra entender o contexto que ele vai atuar e da maneira que ele vai atuar, então eu não considero isso como competências, eu considero isso como demandas necessárias nesse nível para ele atuar como professor.

O docente DEF7, no entanto, parece defender o uso e discussão dos saberes: [...] Entender que, nos processos de formação pra docência, a capacidade do professor ensinar está também voltada para a capacidade de ter conhecimento da área, mas outros conhecimentos extremamente importantes pra saber ensinar nessa área e aí eu não sei se eu consigo responder essa pergunta sobre quais com- petências emergem; eu prefiro colocar quais saberes seriam importantes pra esse processo de formação.

Os estudantes demonstraram possuir uma compreensão semelhante à dos docentes:

Em relação às competências, eu acho que existem várias, mas eu posso citar al- gumas, como a competência organizacional da aula, saber estruturar a aula, planejar a aula, e a organização dentro da própria aula até mesmo dentro da mudança de atividades, adequação do espaço pra mesma, competência preven- tiva em relação aos acidentes que podem acontecer nas aulas e tentar evitá-los no caso se eles acontecem também, o professor deve ser competente também a lidar com esses imprevistos, competência de improvisação de inovação, é, como eu posso dizer? Competência para se expressar e até sua retórica, são uns exemplos. (EEF3)

Nesse itinerário, EEF5 pontua:

E agora, não vem nenhum. Eu acho que são as competências de você saber uti- lizar o conhecimento, estruturar aquele conhecimento, sistematizar para que dentro da sua prática escolar, ele vai estar estruturadinho sabe? Seriam as com- petências de domínio do conhecimento, de estruturação de uma aula, por exemplo.

Com o mesmo encaminhamento, EEF10 assinala:

Eu acho que primeiramente a competência que fica mais explicitada é a compe- tência de conseguir montar um plano de aula adequado à faixa etária que você vai trabalhar, essa é uma competência que eu acho montar um plano de aula e outra competência eu acho que é saber adequar esse plano de aula, adequar o plano de aula às exigências que ocorrem em uma aula ou à atuação do professor, essas competências eu acho que emergem principalmente do saber da expe- riência, né, a gente saber adequar os conteúdos, e eu acho que é mais essas duas que eu consigo visualizar, por enquanto.

O relato de EEF6 chama a atenção para os aspectos citados por outros su- jeitos, porém se destaca por afirmar a importância da ética vinculada ao trabalho e a cultura:

Ok! Compete ao professor, vamos ver, compete ao professor eu vou pensar aqui, viu (risos). Compete ao professor o domínio do conteúdo é umas das competên- cias sim, eu acho que vem claro uma série de coisas, clareza, conteúdo, ética também com o trabalho que ele faz, enfim, as qualidades básicas que o professor tem que ter antes de dar uma aula. Então eu acho que tá vinculado a esses sa- beres, ele tem que tá sabendo o que ele tá fazendo, ter essa ética vinculada com a cultura do local em que ele tá inserido, enfim, eu acredito que seja isso.

Opondo-se à formulação de currículos com base nas competências profis- sionais, Moreira (2005) chama a atenção em favor de currículos pautados na au- tonomia da universidade em relação ao mercado de trabalho, na abertura ao “outro”, na produção e partilha de novos conhecimentos atrelados aos princípios éticos, democracia e pluralidade de concepções. Segundo o autor, tal encaminha- mento requer a análise do mundo em que estamos inseridos, da sociedade brasi- leira, da ciência atual, da área do curso de formação, das diferentes concepções de universidade, das identidades profissionais e estudos contemporâneos do currí- culo, das práticas acadêmicas e da instituição formadora.

Por sua vez, Zabalza (2004) vai chamar a atenção para o fato de que a for- mação deve ser composta de novos conhecimentos, como a ideia de saber mais e ser mais competente como resultado do processo formativo contínuo. Do mesmo modo, o autor fala também em novas habilidades, apontando para o desenvolvi- mento da capacidade de intervenção por parte dos indivíduos formados com o intuito de se fazer melhor do que antes e para as habilidades genéricas (vida coti- diana) e especializadas (função específica).

Nessa direção, Perrenoud et al. (2001) dizem que a construção de competên- cias envolve dez dispositivos de formação necessários para efetivar esse processo: prática reflexiva, trocas entre as representações e a prática, a observação, a escrita analítica, a metacognição com os alunos, a videoformação, a entrevista de escla- recimento, a história de vida, a simulação e o jogo de papéis e, por fim, a experi- mentação de métodos não habituais, o que, necessariamente, perpassa os saberes. Porém, fica pendente a questão de se conhecer melhor como ocorre esse diálogo entre os saberes e as competências.

Benzer Belgeler