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2. GENEL BİLGİLER

2.3. Akut Koroner Sendromlar

2.3.4. Akut Koroner Sendrom Tanısı ve Risk Derecelendirilmesi

Ainda analisando as atividades realizadas pela biblioteca da UNISUL, vemos que a prática de IC traz benefícios para a mantenedora, e concomitantemente traz benefícios à biblioteca que desenvolve o apoio a estas práticas.

41  Maior integração de todas as bibliotecas da UNISUL.

 Aumento das habilidades dos colaboradores.  Identificação de novas oportunidades para o setor.  Elevar a produtividade da equipe.

 Estabelecer um eficaz canal de comunicação entre os bibliotecários e os usuários da UNISUL (SILVA, 2009, p.56).

É interessante perceber que as vantagens apresentadas por Silva estão diretamente ligadas ao monitoramento constate que a prática de IC precisa. Isso porque o monitoramento de informações internas à instituição provoca o aumento da comunicação interna criando um ambiente mais colaborativo para essas informações com o setor, no caso a biblioteca, que é responsável pela coleta de informações. Contudo vale lembrar que as informações coletadas pela IC não podem ser disseminadas aleatoriamente, e deve-se preservar o cunho sensível e confidencial que muitas vezes essas informações possuem.

Segundo Bessa (2002), temos que as organizações podem obter melhores resultados utilizando a prática de IC:

 antecipando movimentos externos que geram impactos positivos ou negativos à organização;

 antecipando movimentos dos concorrentes, dos fornecedores ou dos clientes;

 antecipando o surgimento de novas tecnologias, o surgimento de produtos substitutos ou de novos entrantes;

 respondendo à questão e expectativas dos tomadores de decisão;  reduzindo o risco da tomada de decisão, dentre outras (BESSA, 2002). Contudo vale reiterar que o processo de IC não é linear, mas cíclico como vimos anteriormente. É a realimentação constante do ciclo de IC que promove o crescimento empresarial e vantagens apontadas.

A inteligência competitiva está ligada ao conceito de processo contínuo, sua maior complexidade está no fato de estabelecer relações e conexões de forma a gerar inteligência para a organização, na medida em que cria estratégias para cenários futuros e possibilita tomadas de decisão de maneira mais segura e assertiva (VALENTIM, 2002, p.6).

Mais uma vez percebemos que o processo de IC visa cenários futuros para dar mais assertividade ao tomador de decisão no presente, contudo chamo atenção para o grifo dado por Valentim nesta última citação em que foca o “processo contínuo”, dando destaque a esta característica cíclica e fundamental do processo de IC.

42 1.1.4 Monitoramento Ambiental

Apesar do monitoramento ambiental estar contido no conceito de IC, se faz necessário um detalhamento a parte, em função de ser a etapa do processo de IC onde a biblioteca tem condições de apoiar de forma mais contundente.

Tarapanoff (2001, p.93) afirma que a relação entre as organizações e os ambientes em que estão inseridas passou a ser frequentemente pesquisado logo após a Segunda Guerra. E essa relação culminou com a identificação do ambiente como fonte das matérias-primas vitais para a continuidade das empresas no mercado.

O monitoramento ambiental possui uma grande quantidade de processos pessoais e organizacionais. Em suma, é uma atividade de filtros, por onde passam as informações para atender alguma demanda. Esses filtros nada mais são que critérios de seleção alinhados com o perfil informacional do setor ou executivo demandante (TARAPANOFF, 2001, p.95). Dentre estes processos se incluem:

- procura por recursos de informação;

- seleção dos recursos de informação para monitorar; - identificação dos critérios de monitoramento; - monitoramento;

- determinação das ações especiais a serem tomadas em face dos resultados do monitoramento. (TARAPANOFF, 2001, p.95).

Macedo et al (2011) complementa esta informação descrevendo o contexto pós Guerra Fria, e o processo de absorção dos profissionais que trabalhavam com espionagem pelo mercado empresarial e se beneficiaram das aptidões desses especialistas na prática de inteligência, para coletar e tratar as informações do mercado de forma ética e legal.

Vale esclarecer, segundo Macedo et al (2011), que as práticas de IC nas empresas, apesar de sua origem ter grande relação com a espionagem, se baseiam em fontes de informações públicas e livres que podem ser usadas, de forma independente de sua extensão, em prol da estratégia das empresas.

Assim, além de podermos dizer que a origem da IC está ligada ao monitoramento de informações por órgãos estatais de inteligência voltados para questões de identificação e validação de informações ligadas à defesa nacional, também podemos afirmar que estas

43 mesmas ferramentas de monitoramento foram adaptadas para o contexto empresarial, trocando questões básicas como “inimigos” para “concorrentes”. (Rodrigues; Maccari; Silveira, 2003, p.5).

O monitoramento ambiental se faz presente na IC, seja para fins estatais ou privados, buscando a proteção contra movimentos ambientais, para que seus dirigentes e/ou presidentes não sejam facilmente pegos de surpresa. Uma vez que a IC busca prever movimentos ambientais, a possibilidade de agir de forma proativa é amplificada para que a empresa ou estado tenham como se defender ou planejar uma estratégia mais ofensiva para manter sua estabilidade organizacional no ambiente em que está inserida (MARCIAL, 2001).

Ainda segundo Marcial (2001), temos que a principal função da IC está relacionada ao acompanhamento das atividades desempenhadas pelos concorrentes para planejamento de uma postura mais defensiva ou ofensiva. Seguindo esta linha, o autor acrescenta que a prática de IC tem como responsabilidade manter-se atenta às mudanças e criação de novas tecnologias, melhores práticas em processos ou produtos e mudanças políticas, como legislação regulatória, normas de mercado, etc. que possam afetar os negócios da empresa.

O conhecimento do ambiente competitivo da organização e do seu macro ambiente é visto por Herring (1996), como Inteligência se esse conhecimento for aplicado aos processos de tomada de decisão, nos níveis estratégicos e táticos.

Sistema de Inteligência Competitivo (SIC), por sua vez, pode ser entendido como o processo organizacional de coleta e análise de informações, que por sua vez é disseminado como inteligência aos usuários, em apoio à tomada de decisão, tendo em vista a geração ou sustentação de vantagens competitivas (Rodrigues; Maccari; Silveira, 2003, p. 5).

Podemos perceber que o foco de maior atenção nas questões da IC estão ligados ao ambiente externo, isso porque mesmo uma empresa tendo seus processos bem definidos, clima organizacional adequadamente agradável, bons salários, etc. não tem como se garantir no mercado frente uma mudança repentina na legislação vigente, ou a possibilidade de um novo concorrente surgir no mercado com uma estratégia mais agressiva. A empresa em questão pode sucumbir ao mercado se não houver um monitoramento ambiental capaz de antever as tendências governamentais, possíveis concorrentes, novos entrantes, etc.

44 O monitoramento ambiental não deve ter a visão apenas externa da empresa, isso porque grande parte das informações balizadoras para a tomada de decisão se encontram dentro da própria empresa. É o que constatamos ao perceber que documentos estratégicos como relatórios anuais, indicadores de desempenho internos, ajudam a compreender a posição da empresa no mercado para apoiar a tomada de decisão. Nesse aspecto Azevedo (2012) afirma que o constante monitoramento de fontes de informação deve levar em conta os aspectos de missão, negócio, visão, objetivos estratégicos, metas, planos de desenvolvimento da empresa, para que estejam sempre voltadas para o seu objetivo principal, sem se esquecer de analisar a credibilidade e adequação das fontes de informação para a montagem de um acervo confiável.

Assim constatamos que não existe monitoramento de ambiente externo sem que haja alinhamento com as informações internas da organização, sabendo que as informações internas podem ser alteradas, o processo de IC deve contemplar o monitoramento de fontes de informação internas da empresa com a mesma atenção que o faz com a fontes externas.

Benzer Belgeler