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4. Kas Aktivites
Nascimento Silva, Menezes, Paschoarelli e Alencar (2012) estabelecem um resgate de como se deu o surgimento das novas tecnologias desencadeando uma nova linguagem binária – a base da geração das informações digitais e virtuais – e a introdução delas no campo projetual: na
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Maiores informações consultar em:
<http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/09/21/americanos-ignoram-escandalo-de- espionagem-ao-brasil-diz-pesquisador.htm>;
<http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=34222#.Uj9RiX_iFUw>;
<http://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/ex-embaixador-diz-que-aproveitava-espionagem-dos-eua-para- mandar-recados.html>
arquitetura, engenharias e em especial no âmbito do design industrial. Para isso se fundamentaram em Gamba Júnior (2003), Guillermo (2002), Menegotto (2000) e Martino (2007).
Estes autores tentaram compreender como está acontecendo essa passagem da idealização e projetação de produtos e de artefatos industriais antes por instrumentos mecânicos, manuais e físicos, como ilustra exemplos da Figura 73; e, mais recentemente com a adoção das novas tecnologias por intermédio dos ambientes virtuais, cibernéticos e imateriais. Questões como “facilitações” operacionais e procedimentais provenientes das novas tecnologias como rapidez, versatilidade, simulações, redução de determinados custos e investimentos, entre outros, entram em conflito com os estímulos criativos, de percepções sensoriais, de envolvimentos com os recursos da materialidade são postos em evidência. Além disso, a prática, a dinâmica, os processos da projetação sofrem mudanças na práxis. Certamente, existem benefícios, mas também desvantagens provindas dessa migração onde os autores refletem como se podem proporcionar as melhorias e amenizar as implicações geradas.
Figura 73: Modelagens bi, tridimensional e física.
Fontes: http://www.jalopnik.com.br/como-se-tornar-um-design-automotivo-de-verdade/;
http://carsale.uol.com.br/editorial/noticia/6394-porsche-mostra-1-imagem-da-versao-de-producao-do- 918-spyder
Pipes (2010) apresenta como as ideias, por intermédio dos desenhos passaram a ser registradas na tela do computador substituindo ou complementando as representações em folhas de papéis de outrora; como os diversos instrumentos de atividades de desenho e habilidades manuais, a saber, a prancheta de desenho, lápis, borrachas, canetas nanquim, caneta marcador, bastão de cores, carvão esfuminho, pincéis, tintas, aerógrafos entre outros foram oferecidos nos aplicativos de computador; de que maneira os desenhos técnicos e a documentação projetual passaram a ser produzidos em programas informatizados 2D e 3D, conforme a Figura 74, em vez das pranchas de papéis aliadas à técnicas e instrumentos de desenho geométrico e técnico tradicionais; da mesma maneira, o modo como a obtenção dos modelos físicos (mocapes, maquetes e protótipos) antes produzidos com instrumentos manuais e técnicas advindas da produção artística ou artesanal – da escultura, da marcenaria, da serralheria e outras atividades manuais – estão sendo implementados ou modificados com as tecnologias aditivas ou subtrativas de prototipagem.
Figura 74: Prancheta de desenho digital em alusão à prancheta tradicional.
Fonte: http://www.materiaincognita.com.br/o-projeto-voltra-para-e-pranchetas-de-desenho- digital/#axzz2cn8WB911
Takamitsu e Menezes (2010) ao citarem Escorel (2000) afirmando que a criação do projetista é indissociável da materialidade das ideias mesmo com as inúmeras possibilidades ofertadas pelos recursos tecnológicos também mostram, por outro viés, através de Santos et al (2002), que o processo criativo e tradicional pode ser complementado ou transferido para o meio virtual. Essa migração se dá devido ao fato de várias características vantajosas do meio digital tais como:
[...] Onde são geradas informações precisas, ligadas ao dimensionamento (espessuras, peso, concavidades, convexidades), possibilitando assim, a apresentação rápida de alternativas (alterações de cor, superfícies, texturas, elementos decorativos) e de imagens fotorrealistas, com renderizações, (estas possibilidades dependem dos softwares utilizados e da capacidade computacional instalada), que funcionam como ferramentas auxiliares no processo de criação, pois permitem a visualização tridimensional (rotação) e o dimensionamento parametrizado (construção com dados matemáticos) do objeto. Santos et al (2002) apud TAKAMITSU e MENEZES (2010, p.3). Atualmente, no meio acadêmico, os investimentos se fazem necessários no âmbito da informática. Por exemplo, os estudantes da área projetual já iniciam seus cursos profissionalizantes adquirindo ou planejando a aquisição de computadores, notebooks, programas 2D e 3D, escâneres 2D e 3D, mesas digitalizadoras, impressoras 2D e 3D entre outros acessórios e parafernálias eletrônicas e informatizadas.
Silva et al (2006) ilustram a importância do papel dos escâneres 3D a laser, vide exemplo da Figura 75, para contribuir na economicidade de espaços físicos e de transporte dos objetos digitalizados. Uma vez arquivados virtualmente podem ser compatíveis com as plataformas CAD/CAE/CAM bastante adotadas durante o “desenvolvimento de produtos, construção de moldes, inspeção, controle de qualidade, etc.”, Silva et al (2006, p.2).
Figura 75: Scanner 3D Modelo Atos.
Fonte:http://www.cvgrp.com/en-us/research-and-development- solutions/pages/bench%20marking%20capabilities.aspx
Bonsiepe (1997), àquela época, já dedicava uma obra intitulada Design: do material ao
digital onde analisava essas questões inerentes ao processo de desenho projetual. Aspectos como as
novas linguagens, os comportamentos, os discursos, as posturas, as teorias, a prática, as metodologias e o ensino foram salientados com vistas às mudanças tecnológicas cibernéticas e multimidiáticas que estavam acontecendo no final do século passado. Dizendo de outro modo, corroborando com Bonsiepe (1997), essas questões precisam ser repensadas para se adaptarem a uma nova ordem, a uma nova era, caracterizada pela riqueza da visualidade e da virtualidade.
A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAAUSP), entre algumas das instituições nacionais, vêm adotando a combinação de métodos de representação tradicionais com os digitais através da inserção desses conhecimentos durante as práticas acadêmicas. A adoção de programas de desenho como o Rhinoceros – da McNeels – pode facilitar a assimilação virtual da construção dos desenhos, das renderizações, da digitalização, da prototipagem rápida e da ER a partir da tecnologia de modelagem NURBS (Non-Uniform Rational B-Splines), afirma Lara (2009).
Outras instituições preferem inserir e equipar suas estruturas laboratoriais com outros programas de diferentes fabricantes, contendo tecnologias distintas, para fins diversificados, inclusive com valores e custos dentro das suas possibilidades. Dentre eles, pode-se destacar: o Autocad, o
Simulation, o Inventor, o Alias, o 3ds Max, o Maya, entre outros, da Autodesk; o SolidWorks, o Catia,
o Simulia, o Delmia, entre outros, da Dassault Systems; o Pro-engineer, da PTC - Parametric
Technology Company; o Solid Edge da Siemens PLM Software, o Unigraphics da UGS Corp.; o EdgeCam da empresa Planit Holdings plc.; e, assim, por diante. A mesma situação se configura com
os equipamentos – hardwares – onde algumas instituições, devido aos custos elevados, optam pelo compartilhamento de estruturas e pelas afinidades das áreas de ensino ou pesquisa. Na atualidade, existem inúmeros modelos, com custos bastante distintos, desde equipamentos mais econômicos e amadorísticos, portanto, com determinadas limitações até aqueles de cifras elevadíssimas e de uso profissional contendo recursos ilimitados, conforme as Figuras 76a e b.
Figura 76a: Impressora 3D Cube Figura 76b: Sistema de produção 3D Fortus 900mc
Fontes: http://www.univem.edu.br/noticias/?id=2660; http://www.stratasys.com/br/3d-printers
Ruschel et al (2011) atuando no Grupo de Pesquisa Modelagem da Informação e
Colaboração Digital, nas áreas de Arquitetura, Engenharia e Construção, realizaram vários
experimentos com conforto ambiental, projeto digital e integrado, no ensino de Arquitetura e Engenharia. Nessa pesquisa os autores “demonstram o uso de inovações disponíveis em termos de ambientes colaborativos, ferramentas de comunicação, mundos virtuais 3D, Laboratórios de Acesso Remoto (LAR), automação e simulações”, Ruschel et al (2011, p.21).
Segundo Lefteri (2009), as novas tecnologias disponíveis configuradas por máquinas atreladas ao computador possibilitam a realização das experimentações na fabricação de algo antes somente possível nas fábricas e arranjos fabris complexos. O autor, ao apresentar oitenta e duas técnicas de fabricação voltadas ao projeto e desenvolvimento de produtos, no livro “Como se faz”, demonstra técnicas tradicionais e diversas outras mais recentes provenientes das inovações tecnológicas dos processos informatizados.
À medida que o tempo passa, as novas tecnologias se tornam mais acessíveis e popularizadas permitindo que a sociedade, os indivíduos e os profissionais possam adquirir a custos cada vez mais inferiores os novos aparatos tecnológicos.
Corroborando com Nascimento Silva, Menezes, Paschoarelli e Alencar (2012), parece não estar muito distante do tempo em que ao projetar, estarão sendo simulados representações e eventos em ambientes imersivos caracterizada pela realidade virtual e aumentada, como mostra a Figura 77, ou pelo uso da tecnologia holográfica nas telas dos monitores de computadores como atesta Pipes (2010).
Figura 77: Realidade aumentada em projetos arquitetônicos.
Atualmente, com um computador alguns programas de informática, um escâner 3D e algum equipamento de tecnologia de prototipagem rápida se pode montar um escritório, uma empresa ou uma “fábrica” onde a atividade do design industrial, da engenharia, da ER e do desenvolvimento de produtos e de artefatos industriais possa ocorrer com grande eficiência e qualidade no mesmo espaço físico, algo difícil de imaginar a algum tempo atrás. Com essa instrumentação tecnológica pode-se projetar, simular, animar, testar, digitalizar e prototipar, não necessariamente nesta ordem, sem a necessidade de recorrer a terceirizações ou erguer enormes empreendimentos fabris e de projeto ou desenvolvimento de produto ou com ER.