Local de Residência
Próximo do local de
trabalho
Longe do local de
trabalho
Na SMEJ, os professores podem escolher as classes em que lecionarão durante o ano letivo, consequentemente escolhendo também o local de trabalho.
Nota-se que nem sempre os professores escolhem escolas próximas da sua residência, fator que pode interferir diretamente no seu trabalho. Isto porque, o professor, ao morar no mesmo bairro da escola em que leciona é, ao mesmo tempo, alguém que conhece as características da comunidade. Conhecendo as influências da comunidade no âmbito escolar, pode, portanto, entender melhor as necessidades escolares e intervir na aproximação dos pais com a escola, na adequação de atendimento à comunidade, na melhor forma de oferecimento de serviços e na melhor adequação de atividades extracurriculares.
De acordo com Rego (1999), os alunos veem os professores mais envolvidos e/ou pertencentes à comunidade escolar com maior empatia. Para Rego (1999), essa questão ainda poderia ser influenciadora no processo de ensino e aprendizagem, visto que os alunos se sentem mais confiantes a empreender esforços nas atividades realizadas com professores com os quais possuem maior identificação.
Entretanto, no conjunto das professoras que fizeram parte desta pesquisa, o que se apresentou foi certo equilíbrio entre as que moram longe e as que moram perto do local de trabalho. Desta maneira, cabe ponderar que, talvez, as professoras considerem outros elementos – além da distância e do conhecimento da comunidade – para a escolha de suas instituições de ensino. Os dados levantados não auxiliam na resposta desta questão, devido a equidade nos resultados. Sendo assim, podemos refletir sobre as possibilidades de escolha e suas motivações, considerando que as professoras podem levar em conta fatores como a gestão escolar da instituição, recursos que a escola possui, comunidade escolar, estrutura da instituição, equipe de professores, entre outros. Tais fatores também podem influenciar no tempo de trabalho docente na atual escola, visto que, ao interferirem na escolha de qual escola lecionar, também interferem na rotatividade dos professores.
A Avaliação Nacional da Alfabetização – ANA – aponta o Indicador de Regularidade Docente - IRD com o percentual de escolas de anos iniciais por nível. Foram consideradas, nesta análise, as escolas em atividade nos anos de 2009 a 2013 e todos os docentes dessas escolas, informados ao Censo Escolar, em pelo menos um dos cinco anos analisados2. Para cada professor-escola é atribuída uma pontuação de forma que a presença em anos mais recentes fosse mais valorizada e a regularidade em anos consecutivos fosse considerada. O
2
Indicador avalia a regularidade do corpo docente nas escolas de educação básica, a partir da observação da permanência dos professores nas escolas em um intervalo de 5 anos. O indicador varia de 0 a 5, quanto mais próximo de 0, mais irregular é o docente, e quanto mais próximo de 5, mais regular ele é, ou seja, mais tempo permaneceu na mesma escola. As escolas foram classificadas por níveis de regularidade de acordo com o IRD médio dos docentes da escola: Baixa regularidade (IRD médio menor que 2); Média-baixa (IRD médio de 2 até 3); Média-alta (IRD médio de 3 até 4); Alta (IRD médio de 4 até 5). Abaixo, apresentamos a tabela do Indicador de Regularidade Docente: percentual de escolas de anos iniciais por nível (2014) do município de Jacareí-SP.
Tabela 9 – Indicador de Regularidade Docente: percentual de escolas de anos iniciais por nível (2014) do município de Jacareí - SP
REM REM
% Quantidade % Quantidade Níveis
do IRD
Descrição¹ (tempo médio de permanência dos docentes nas escolas do País por nível do IRD)
Baixa Tempo médio de permanência de 1,5 anos nos últimos 5 anos
14,30 1 26,30 5
Média- baixa
Tempo médio de permanência de 2 anos nos últimos 5 anos
85,70 6 63,20 12
Média- alta
Tempo médio de permanência de 2,5 anos nos últimos 5 anos
0,00 0 10,50 2
Alta Tempo médio de permanência de 3,5 anos nos últimos 5 anos
0,00 0 0,00 0
Nota: ¹ Embora o cálculo do indicador de regularidade envolva mais aspectos do vínculo do docente com a escola, para melhor compreensão, optou-se pela descrição de seus níveis de acordo com o tempo médio de permanência dos docentes nos últimos 5 anos.
De acordo com o INEP (2014), a alta rotatividade de professores nas escolas pode afetar que se estabeleçam vínculos entre a escola e os alunos, visto que um professor que permanece pouco tempo em uma mesma escola tem menos condições para identificar situações específicas de cada aluno e de cada comunidade atendida, de promover a
continuidade de planejamentos, de contribuir em resoluções de eventuais problemas que ocorrem no contexto escolar. No geral, os dados analisados retratam que, no Brasil, há alta rotatividade de professores. Isso chama a atenção para a necessidade de se investigar sobre os possíveis motivos que levam os docentes a isso. Ainda de acordo com o INEP (2014), a melhoria do aprendizado nas escolas, entretanto, compreende outros fatores que não apenas essa rotatividade, como o tempo de experiência na carreira docente ou a dedicação profissional do professor em questão.
De acordo com Monteiro (2014), que também trata sobre a rotatividade de professores nas escolas, o tempo de permanência do professor na escola deve ser, no mínimo, de três anos. Com cinco anos na mesma escola, considerado um tempo excelente, há estabelecimento de vínculos, continuidade de projetos e planejamentos e melhor aproximação com alunos e comunidade.
4.3.4 Estado Civil
A seguir, temos o gráfico com as informações referentes ao estado civil das professoras entrevistadas.
Gráfico 4: Estado Civil
Fonte: Elaborado pela autora.
De acordo com o gráfico apresentado, é possível verificar que é baixo o número de professoras solteiras e quase nulo o número de professoras viúvas. O número de professoras divorciadas e/ou separadas também é baixo. Porém, o número de professoras casadas é de ¾