3. RÖLELĐ YAPILAR
3.2 Aktarma Konusunda Yapılan Çalışmalar
Conforme, anteriormente, mencionado o risco operacional pode ser considerado o segundo grande risco presente nas instituições financeiras.
Pelo montante de encargos de capital para cobertura dos riscos operacionais demonstrado neste trabalho, nota-se a importância de se estudar o tema profundamente. Se o Método Padronizado sugerido pelo Comitê se propõe a mensurar o montante de risco operacional implícito nas atividades das instituições financeiras, no exemplo verificado ele atingiu ao que se propôs, demonstrando o possível impacto que o risco operacional pode causar na instituição financeira.
Ao proceder algumas comparações, verifica-se as dimensões do risco operacional. Por exemplo, o total de encargo de capital para risco operacional alcançado nas seis linhas de negócios identificadas, em uma análise grosseira, é igual a 66% do lucro líquido consolidado e 20% do Patrimônio Líquido do Banco do Brasil S.A., na data base 31 de dezembro de 2006.
Ao analisar o Método Padronizado em si e ao que ele se propõe, pode-se fazer ainda algumas considerações.
A variável de resultado bruto requerida pelo método está em linha com a forma conceitual de apuração do resultado bruto estabelecido no Brasil do ponto de vista contábil. A única exceção constatada foi a Receita de Prestação de Serviços que no Brasil inclui algumas atividades-fim e não faz parte da apuração de Resultado Bruto.
No exemplo utilizado, foi identificada a BB Administradora de Títulos e Valores Mobiliários cuja atividade-fim é a administração de ativos e conseqüentemente recebe uma renda em função dos serviços prestados que são lançados na conta Receita de prestação de serviços.
O método demonstrou ser factível de implementação, atingindo de forma geral ao objetivo a que se propõe, porém com características subjetivas de mensuração do indicador-base.
O resultado bruto é um amplo indicador-base que serve como um representante das atividades desenvolvidas pela instituição financeira, e também, da exposição ao risco operacional provável inserido nas atividades.
As instituições podem estabelecer seus critérios de definição das atividades de cada linha de negócios desde que consistentes, claros e documentados. Assim, isto pode trazer diferenças entre as definições de cada linha de negócios entre instituições financeiras, prevalecendo o julgamento de cada instituição.
Quanto ao objetivo de chegar a parcela de encargo de capital do risco operacional, de uma forma geral, o método cumpre seu objetivo. Porém, se a parcela mensurada é suficiente para suportar este tipo de risco é difícil afirmar em função de alguns fatores a seguir discutidos.
Conforme Brito (2007) o Método Padronizado mensura perdas esperadas, aquelas resultantes de um determinado evento de perda, que uma instituição possa prever para o próximo período de tempo cuja freqüência é alta.
Por definição, as instituições esperam que essas perdas ocorram e as aceitam como parte do negócio. Conseqüentemente, perdas esperadas são cobertas pelas receitas contínuas da instituição e, teoricamente, não devem requerer gerência de risco operacional (Marshall, 2002 p. 55). Neste sentido, bastaria a constituição de provisão para cobrir risco operacional calculada com base no Método Padronizado.
Porém, o método não mensura as perdas inesperadas, aquelas que tem uma expectativa baixa de ocorrência. Apesar da freqüência baixa, o impacto pode ser alto. As perdas inesperadas são, freqüentemente, medidas pelo desvio-padrão da distribuição (Brito, 2007).
Segundo o autor, o método também não mensura perdas oriundas de stress, aquelas com baixissima freqüência e com impacto significativo como é o caso da catástrofe.
O Quadro 13 a seguir, adaptado de Brito (2007, p.101), apresenta um resumo dos tipos de perdas acima mencionadas caracterizando-as conforme a freqüência, o impacto (severidade) e a forma de gestão.
Quadro 13
Tipos e caracterização de perdas em risco operacional
Tipo de Perda 1 Esperada Inesperada Stress
Freqüência Alta Baixa Baixíssima
Severidade Baixa Alta Altíssima
Gerenciamento adequado ambiente
de controles internos e provisionamento alocação de capital ou transferência do risco (seguro) Transferência para companhia de seguro. Fonte: Brito (2007, p. 101)
Devido à simplicidade do Método Padronizado, o seu custo de adoção é relativamente baixo, pois, não requer grandes estruturas de software e hardware ou altos investimentos em capital humano. Quanto mais sofisticado o método de mensuração, mais custoso ele é. Assim, uma instituição que adote o Método Padronizado poderá ter um custo operacional menor do que uma instituição financeira, que utilize um método mais avançado, gerando assim uma concorrência desleal.
Poderá acontecer de uma instituição que utilize um método mais avançado conseguir reduzir o montante de capital necessário à cobertura de perdas com riscos operacionais, enquanto aquela que permanecer com o método padronizado arcar com encargos de capital mais elevados. Mas isto é um caso para um estudo mais aprofundado que foge ao escopo do presente trabalho.
Com relação aos fatores beta, por terem sido definidos pelo próprio Comitê de Basiléia, não é possível concluir sobre à sua suficiência, ou excesso para dimensionar a proporcionalidade de risco operacional implícito dentro do resultado bruto, pois não há como saber se foram considerados a realidade de cada país, o nível de controles internos existentes em cada instituição, o tamanho e o porte de cada instituição, a cultura etc.
O beta serve como um representante para o relacionamento de todo o setor entre a experiência de perda do risco operacional de uma determinada linha de negócios e o nível agregado do resultado bruto desta linha de negócios. (BIS, 2004)
Um ponto negativo do Método Padronizado é que a fórmula adotada, objetiva o total de encargos de capital necessário ao risco operacional e, após chegar a este total, o método não prevê a exclusão das perdas relacionadas com o risco
operacional que, possivelmente, já incorreram e se encontram registradas na demonstração de resultado da Instituição financeira. Existe a possibilidade de se utilizar a totalidade do resultado, implicando em duplicidade de encargo de capital necessário para cobrir riscos operacionais.
Houve também uma omissão no novo acordo em relação a este método, que é a não redução do total de encargo de capital pelos riscos, tradicionalmente, cobertos por produtos de seguro, tais como: danos aos ativos físicos e seguro pessoal.
Conforme verificado no exemplo utilizado, existe a dificuldade de segregar a receita bruta em oito linhas de negócios, principalmente nos casos em que uma dada receita ou despesa possa ser atribuída a mais de uma linha de negócio.
A utilização do Método Padronizado pode não significar redução no encargo de capital, quando comparado ao Método do Indicador Básico que é um método mais simples sugerido pelo Comitê de Basiléia, no qual só existe uma linha de negócio baseada no resultado bruto e um único percentual de 15% como fator beta. No caso do Banco do Brasil S.A., o Método do Indicador Básico resultou menor em R$ 230 milhões.
No exemplo do Banco do Brasil S.A., foi verificado que o maior encargo de capital para cobertura de risco operacional é da linha de negócios Banco Comercial, cujo fator beta é 15%, conforme o Quadro 9, isto porque o Banco desenvolve mais atividades referentes a esta linha de negócio. Caso ele desenvolvesse mais atividades da linha de negócios Banco de Varejo, o total de encargo de capital para cobertura de risco operacional seria menor porque o beta é 12%.
Os cálculos foram realizados com base nas informações disponibilizadas no site do BACEN e em alguns momentos nas interpretações das informações ali apresentadas.
Por fim, conclui-se que o Método Padronizado é uma ferramenta útil para mensurar o encargo de capital para risco operacional. Podem ser desenvolvidas pesquisas que possam proporcionar melhorias na execução prática da gestão deste tipo de risco, buscando a sua identificação prévia, na tentativa de evitar a sua materialização. Também, pesquisas podem ser desenvolvidas no intuito de avaliar a
relação custos-benefícios nas instituições financeiras de utilização de modelos mais sofisticados.
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Apêndice A
Classificação por tipos de eventos de perdas detalhadas
Tipos de Eventos (Nivel 1) Objetivo Categorias (Nível 2) Exemplos de Atividades (Nível 3) Atividade Não Autorizada
Transações não relatadas (intencional) Tipo de transação não autorizada (com perda monetária) Registro enganoso de posição (intencional) Fraude Interna Atos de um tipo com intenção de
fraudar, apropriar-se indevidamente ou
burlar regulamentos, a lei ou a política de uma empresa, excluindo diversidade /
acontecimentos discriminatórios,
que envolvam pelo menos uma parte interna
Furto e Fraude Fraude / fraude de crédito / depósitos sem valor
Roubo / extorsão / desfalque / latrocínio Apropriação indébita de ativos Destruição mal-intencionada de ativos Falsificação Fraude com uso de cheques Contrabando Assumir controle de conta / imitação / etc. Não-cumprimento das normas fiscais/ evasão (intencional) Suborno / propinas Negociação com funcionários com acesso a informações privilegiadas (que não seja no interesse da empresa)
Apêndice A (Página 2)
Classificação por tipos de eventos de perdas detalhadas
Tipos de Eventos (Nível 1) Objetivo Categorias (Nível 2) Exemplos de Atividades (Nível 3)
Furto e Fraude Furto/Roubo Falsificação Fraude com uso de cheques
Fraude externa Atos de um tipo com intenção de fraudar, apropriar-se
indevidamente ou burlar a lei, praticados por um terceiro indivíduo
Segurança dos
Sistemas
Danos causados por violação de sistema de computação Roubo de informações (com perda monetária)
Relações Trabalhistas
Remuneração, benefícios, questões relacionadas com o término de vínculo empregatício Atividades sindicalizadas
Ambiente Seguro Responsabilidade Geral (queda etc.) Acontecimentos relacionados com a saúde dos empregados e normas de segurança Acidente de trabalho
Práticas Trabalhistas
e Segurança no
Ambiente de
Trabalho
Atos inconsistentes com contratos ou leis trabalhistas, de saúde ou segurança, do pagamento de reclamações por lesões corporais, ou de diversidade/ eventos discriminatórios
Diversidade e Discriminação
Todos os tipos de discriminação
Clientes, Produtos e Práticas Comerciais
Falha não-intencional ou negligente para cumprir uma obrigação profissional para com clientes específicos (incluindo exigências fiduciárias e de adequação), ou da natureza ou do design de um produto Adequação, Divulgação e Fiduciário
Violações Fiduciárias / violações de diretrizes
Adequação / problemas relacionados com a divulgação (KYC etc.) Violações de divulgação de cliente de varejo Violações de privacidade Vendas agressivas Substituição de contas vencidas por novas contas Uso inadequado de informações confidenciais Responsabilidade do emprestador
Apêndice A (página 3)
Classificação por tipos de eventos de perdas detalhadas
Tipos de Eventos (Nivel 1) Objetivo Categorias (Nível 2) Exemplos de Atividades (Nível 3) Negócios ou práticas de Mercado inadequados Antitruste
Negócios / práticas de mercado inadequados
Manipulação de mercado
Negociação com funcionário com acesso a informações privilegiadas (no interesse da empresa)
Atividades não-licenciadas
Lavagem de dinheiro
Falhas nos produtos Produtos com defeitos (não-autorizados, etc.)
Erros de modelos
Escolha, Patrocínio e
Exposição
Falha ao investigar o cliente de acordo com as orientações
Exceder os limites de exposição do cliente (continuação)
Clientes, Produtos e
Práticas Comerciais
(continuação)
Falha não-intencional ou negligente para cumprir uma obrigação profissional para com clientes
específicos (incluindo exigências fiduciárias e de adequação), ou da natureza ou do design de um produto
Atividades Consultivas
Controvérsias sobre o desempenho das
Apêndice A (página 4)
Classificação por tipos de eventos de perdas detalhadas
Tipos de Eventos (Nivel 1) Objetivo Categorias (Nível 2) Exemplos de Atividades (Nível 3)
Danos aos Ativos
Físicos
Perdas ou danos aos
ativos físicos ocasionados
por desastres naturais
ou outros acontecimentos.
Desastres e outros
acontecimentos
Desastres naturais
Perdas humanas por fontes externas (terrorismo, vandalismo)
Ruptura nos
negócios e falhas
no sistema
Ruptura nos negócios ou
falhas no sistema
Sistemas Hardware
Software
Telecomunicações
Interrupção nos serviços públicos
Registro, Execução e
Manutenção da
Transação
Má comunicação
Erro no lançamento, na manutenção ou no carregamento de dados
Perda de prazo ou responsabilidade
Má operação do modelo / sistema
Erro Contábil / atribuição do erro à empresa
Outros desempenhos insuficientes de tarefas
Falha na entrega
Falha no gerenciamento paralelo
Manutenção dos dados de referência Administração de
Execução, Entrega e
Processo
Administração de processo
ou processamento de
transação com problemas,
de relações com contrapartes comerciais e vendedores Monitoramento e Apresentação de relatórios
Falha na apresentação de relatórios obrigatórios
Relatórios externos imprecisos (perda incorrida)
Apêndice A (página 5)
Classificação por tipos de eventos de perdas detalhadas
Tipos de Eventos (Nível 1) Objetivo Categorias (Nível 2) Exemplos de Atividades (Nível 3) Entrada e Documentação de Cliente
Ausência de autorizações de cliente / renúncias
Documentos legais ausentes / incompletos
Administração da
conta do cliente
Acesso não aprovado dado às contas
Registros incorretos sobre os clientes (perda incorrida)
Perda por negligência ou danos aos ativos do Cliente
Contrapartes
comerciais
Desempenho insuficiente da contraparte que não seja cliente
Diversas controvérsias de contraparte que não seja um cliente.
Vendedores
Fornecedores
Terceirização
Controvérsias de vendedores
Fonte: BANK FOR INTERNATIONAL SETTLEMENTS – International convergence of capital measurement and capital standards. Realizado pelo Comitê de Basiléia para a Supervisão Bancária. Basel, 2004.
Apêndice B
Critérios de qualificação - Método Padronizado1
Para qualificar-se para o uso do Método Padronizado, um banco deve no mínimo convencer sua autoridade de supervisão bancária de que:
• seu conselho de administração e a alta administração, quando apropriado, estão envolvidos na supervisão da estrutura de gerenciamento de riscos operacionais; • seu sistema de gerenciamento de riscos operacionais é sólido e implementado
com integridade; e
• seus recursos são suficientes no uso do método nas principais linhas de negócios, bem como nas áreas de controle e auditoria.
As autoridades de supervisão poderão insistir em um período de monitoramento inicial do Método Padronizado de um banco antes de ele ser usado com o propósito de capital regulamentar.
Um banco deve desenvolver políticas específicas e ter critérios documentados para representar a receita bruta das linhas de negócios atuais e das atividades na