4. BULGULAR ve TARTIŞMA
4.1. Yer Seçim Süreci
4.1.3. Alternatiflerin Değerlendirilmesi
4.1.3.4. Akarsulara Uzaklık
Na concepção de Alexy, a argumentação jurídica é dependente da argumentação prática geral, embora, como se verá, esta ocorre no discurso jurídico segundo formas, regras e condições específicas deste. Assim, segundo esta premissa, necessário se faz estabelecer uma proposta teórica acerca do discurso prático.
Ao formular sua teoria do discurso prático, Alexy investigará diversos autores com a finalidade de encontrar regras definidoras na racionalidade do jogo linguístico da moral, no qual parece situar por completo o discurso prático para ele, e formas de argumentos de racionalidade prática.
Assim, através do estudo das teorias, no campo da Ética Analítica, de Stevenson, Hare, Toulmin e Baier, bem como da teoria consensual da verdade de Habermas, da teoria da Escola de Erlangen e da teoria da argumentação de Perelman, Alexy formulará regras, as quais devem orientar o procedimento argumentativo de definição da proposição normativa apta a solucionar a questão prática, e formas de argumento, as quais devem orientar a estrutura lógica dos argumentos apresentados pelos participantes.
159Segundo Alexy: “Em um grande número de casos, a decisão jurídica que põe fim a uma disputa judicial
expressa em um enunciado normativo singular, não se segue logicamente das formulações das normas jurídicas que se supõe vigente, juntamente com os enunciados empíricos que se devam reconhecer como verdadeiros ou provados. Para tanto, há no mínimo quatro motivos: (1) a imprecisão da linguagem; (2) a possibilidade de conflitos entre as normas; (3) a possibilidade de haver casos que requeiram uma regulamentação jurídica e neles não cabem nenhuma norma válida existente; (4) a possibilidade em casos especiais de uma decisão que contraria a literalidade da norma” (ALEXY, Robert. Teoria da Argumentação Jurídica: a teoria do discurso racional como
Através dessa proposta – uma teoria que regeria o discurso moral para o alcance de correção no resultado-seria possível propiciar respostas corretas a juízos de valor e de dever. Ao contrário de Habermas que separa o discurso de adequabilidade de padrões de valor do discurso prático relativo à correção de normas, Alexy agrupa ambos em um único grupo. Os juízos de valor e de dever formulam, para ele, uma pretensão de correção da mesma espécie.
Alexy não separa explicitamente, como faz Habermas em “Verdade e justificação”, os dois sentidos da verdade discursiva, o transcendental e o acordo racionalmente fundamentado. Alexy emprega o termo correção no último sentido. Utiliza os signos linguísticos “correção” e “verdade” como qualidade de proposições normativas emitidas segundo as orientações do paradigma do discurso. Ademais, Habermas utiliza o signo “verdade” apenas para proposições empíricas.
Assim, para Alexy, com a orientação das regras do discurso prático, obter-se-ia, então, respostas corretas em termos de valor e de dever160 para os fins de cumprimento da pretensão de correção. Nesse sentido, a decisão jurídica é correta pelo fato de ser fundamentada segundo as regras do discurso racional e, por isso, racionalmente justificada, não sendo, todavia, “a decisão correta” no empreendimento discursivo abstrato, intersubjetivo, de decisão aceita racionalmente por todos os afetados, aberto, da moral.
Quais são essas regras que definem o jogo linguístico da moral, configuram uma situação ideal de fala, estruturam os argumentos de acordo com a lógica da argumentação, de modo a permitir decisões corretas acerca de enunciados normativos sobre o que é permitido,
160 Segundo Alexy (ALEXY, Robert. Teoria da Argumentação Jurídica: a teoria do discurso racional como
teoria da fundamentação jurídica. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p.35): “(...) o que é um um enunciado
normativo racionalmente fundamentável. Para esse efeito, neste trabalho se discutirá a fundo uma série de teorias sobre o tema. (..)Os resultados dessas discussões serão resumidos em uma Teoria do Discurso Prático Racional Geral. O núcleo dessa teoria é formado por cinco grupos de um total de vinte e duas regras explicitamente formuladas, assim como um quadro de seis formas de argumentos. (...) elas (essas regras) se transformam em um certo código da razão prática. A utilidade dessas regras e formas não deve nem ser superestimada nem subestimada. Não se trata de axiomas dos quais se possam deduzir determinados enunciados normativos, mas um grupo de regras e formas de status lógico completamente diferentes e cuja adoção deve ser suficiente para que o resultado fundamentado na argumentação possa estabelecer a pretensão de correção. Essas regras não
determinam, de maneira nenhuma, o resultado da argumentação em todos os casos, mas excluem da classe dos enunciados normativos possíveis alguns (como discursivamente impossíveis) e, por isso, impõem os opostos a esses (como discursivamente necessários). Em relação aos numerosos enunciados normativos ocorre que, se se parte apenas dessas regras do discurso (são, portanto, enunciados discursivamente possíveis). Isso se explica porque que as regras do discurso prático racional não prescrevem quais premissas devem partir os participantes do discurso. (...) Tudo isso, no entanto, não torna sem sentido tais regras. É verdade que as regras do discurso não podem produzir nenhuma certeza definitiva no âmbito do discursivamente possível, mas são de enorme importância como explicação da pretensão de correção, como critério da correção de enunciados normativos, como instrumento de crítica de fundamentações não racionais e também como precisão de um ideal
que se aspira. Isso já demonstra a Teoria do Discurso como recurso interessante para a Teoria do Direito. Uma
norma ou um mandamento singular que satisfaçam os critérios determinados pelas regras do discurso podem ser qualificados de justos. A Teoria do discurso é, portanto, uma das várias formas possíveis para a análise desse conceito tão central para a Ciência do Direito. (Grifo nosso).
proibido e ordenado a determinadas pessoas?
Passemos, agora, as regras e formas de argumento da teoria do discurso prático racional geral de Robert Alexy.