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III. Selim Yenilikleri’nin Taşra’ya (Konya’ya) Yansımaları

2) XVIII Yüzyıl’ın İkinci Yarısında Konya’da Mülk Satışlar

3.2. Olağanüstü Narhlar

3.2.3. Akçe Kıymetindeki Değişmeler

Os sistemas de recuperação de informação vêm se destacando na sociedade contemporânea, principalmente com o advento da Internet e da Web. O surgimento de instrumentos para viabilizar a recuperação de informação nos mais diversos ambientes, como a própria Web, bibliotecas, museus, justificam-se na medida em que buscam padronizar a entrada de dados, facilitar a estratégia de busca e, consequentemente, melhorar a interação do usuário com o sistema de recuperação de informação. Nesse sentido, algumas etapas de padronização são elaboradas no intuito de traduzir a linguagem natural de documentos13 (considerados informação em qualquer formato), dos usuários e dos indexadores em uma linguagem de recuperação de informação.

Antes de adentrar no assunto em pauta é válido elucidar a Teoria Geral de Sistemas (TGS) como precursora das teorias sobre sistemas de informação e sistemas de recuperação de informação. A TGS surgiu com os trabalhos do biólogo Ludwig von Bertalanffy (BERTALANFFY, 1968), que na década de 30 concebeu idéias sobre teorias e formulações conceituais sobre sistemas que pudessem criar condições de aplicações em diversas áreas do conhecimento. Já na década de 50, Bertalanffy destaca que seria interessante abordar a questão do todo no sentido de identificar as partes constitutivas do sistema e os relacionamentos entre tais partes. E define que o somatório das partes e o relacionamento entre elas constituiria o todo sistêmico. Bertalanffy, então, define sistema como um conjunto de elementos interdependentes e interagentes que formam um todo organizado e cujo resultado seria maior do que o resultado que os elementos poderiam ter se funcionassem independentemente. Assim, a TGS se propõe como uma ciência da totalidade aplicável a todas as ciências que tratam de “todos organizados” (VASCONCELLOS, 2002).

Os SIs (Sistemas de Informação) e os SRIs (Sistemas de Recuperação de Informações) se encaixam nessa perspectiva de “todo organizado” pelo fato de possuírem componentes que trabalham juntos para cumprir um determinado propósito. O conceito de SI é mais genérico do que o de SRIs, isto é, um SRI é sempre um caso particular de um SI. Um SI é um sistema no qual a entrada principal são os dados, que através da seleção, tratamento e organização são transformados em informação para algum usuário. Araujo (1994) afirma que um SI objetiva a realização de processos de comunicação, permitindo o acesso, por seus usuários, a informações neles registradas. Já a proposta de um SRI é levar o usuário ao encontro de suas

13 No âmbito de um sistema de recuperação, o termo documento é usado no seu sentido mais amplo, incluindo quaisquer outros objetos informativos (BUCKLAND, 1991).

necessidades de informação através das tarefas de: a) representação das informações contidas nos documentos: usualmente através dos processos de indexação e descrição dos documentos; b) armazenamento: gestão física e/ou lógica dos documentos e de suas representações; e c) organização e acesso aos itens de informação: recuperação das informações e dos próprios documentos armazenados, de forma a satisfazer as necessidades de informações dos usuários (SOUZA, 2005).

Um sistema de recuperação de informação, de acordo com a Figura 2, possui dois subsistemas principais: a entrada e a saída, subdivididos em mais seis subsistemas – de documentos, de indexação, de vocabulário, de busca, de interface com o usuário e de tradução.

O subsistema de entrada refere-se ao processo intelectual de escolha dos documentos e na descrição de seus conteúdos, que devem compor as bases de dados. A atividade de descrição de documentos é realizada pelo processo de indexação. A indexação é definida por Lancaster e Warner (1993) como um processo intelectual de analisar os assuntos ou conteúdos de um documento (análise conceitual) para sua posterior transformação (tradução) em um vocabulário ou linguagem de indexação. Em alguns sistemas, isso implica na construção e disponibilização de um vocabulário controlado como tesauros e taxonomias a fim de representar o assunto de um documento. Após o término da indexação, os documentos são arquivados em alguma base de dados de documentos e os registros contendo as representações dos documentos são direcionados a uma outra base de dados para que possam ser pesquisados. Segundo Araujo (1994), a principal fonte de realimentação (também denominado feedback) desse subsistema vem do subsistema de disseminação, que inclui o uso dos documentos pelos usuários.

No subsistema de saída, Lancaster (1993) considera-o como a interface do usuário com o sistema, partindo da necessidade de informação, passando pela estratégia de busca, de modo a propiciar a recuperação de itens relevantes14 e, finalmente, o acesso ao documento pelo usuário. As requisições ou perguntas dos usuários passam por uma análise conceitual e são traduzidas para o vocabulário do sistema. Após essa etapa, a expressão de busca é formulada e o sistema compara as representações dos documentos com as requisições dos

14 Os documentos mais relevantes são aqueles que possuem um conjunto de palavras mais parecido com o conjunto de palavras da necessidade de informação. Na avaliação da recuperação de um documento são considerados dois conceitos fundamentais: a revocação (do inglês recall), que considera a relação entre documentos relevantes recuperados e o número total de documentos relevantes existentes; e a precisão (do inglês, precision), que determina a relação entre documentos recuperados relevantes e o número total de documentos recuperados. A idéia é manter uma boa relação entre precisão e revocação, evitando assim falsos positivos e falsos negativos (ABADAL e CODINA, 2005).

usuários. Araujo (1994) afirma que a realimentação desse subsistema provém do subsistema de estratégia de busca, que pode refletir na decisão do usuário em modificar a sua estratégia de busca com base nos documentos recuperados. No caso do subsistema de avaliação, o usuário julga a relevância do documento recuperado.

Figura 2 - Sistema de Recuperação de Informação

Fonte: Lancaster (1993)

Numa abordagem contemporânea, Abadal e Codina (2005) explicitam sobre as operações envolvidas num processo de recuperação de informação que podem vir a ser humanas, automatizadas15 ou uma combinação das duas. Os autores propõem ainda um modelo universal para tal processo: a) seleção dos documentos: informação de relevância para o público de interesse; b) indexação: escolha dos conceitos relevantes do domínio, sendo considerado pelos autores um trabalho de natureza intelectual; c) ordem de apresentação dos documentos ao usuário (também chamado de ranking); d) estabelecimento da estrutura de

15 O processo automático consiste na execução pelo computador de algoritmos de recuperação de informação. Maiores informações sobre o assunto podem ser encontradas em Souza (2006).

Documentos Banco de Dados de Representação de Documentos Banco de Dados de Documentos Tradução Análise Conceitual Usuários do Sistema Vocabulário do Sistema Requisições Indexação Entrada Saída Registros Indexados Preparação de Estratégias de Busca Estratégias de Busca Tradução Análise Conceitual Documentos Selecionados

navegação entre os documentos (utilização da tecnologia hipertexto); e) definição de uma taxonomia para os documentos (também chamado de categorização); f) produção de resumos para os documentos; e g) representação em formato gráfico das informações contidas nos documentos. O modelo pode ser visualizado na Figura 3, na qual representa duas etapas: o lado do usuário e o lado do sistema.

NI -> Análise -> RNI -> Comparação <- RTEXTO <- Análise <- TEXTO

NI: necessidade de informação (a pergunta do usuário)

Análise: totalmente automático, totalmente intelectual, ou uma combinação dos dois RNI: representação da necessidade de informação (representação da pergunta)

Comparação: função que gera os resultados mediante a comparação da representação da pergunta com a representação do texto

RTexto: representação do texto (representação do documento) TEXTO: documento

Figura 3 – Modelo Universal de um SRI

Fonte: adaptado de Abadal e Codina (2005)

No que tange ao lado do usuário, a figura mostra a necessidade de informação do mesmo (NI); a análise conceitual (análise) que pode ser automática, intelectual ou uma combinação das duas; e a representação da pergunta feita pelo usuário (RNI); já o lado do sistema tem-se o documento (texto); a análise conceitual e representação do documento (Rtexto); e a comparação, considerada o núcleo do sistema, isto é, a parte principal do processo de recuperação, na qual irá comparar a representação da pergunta do usuário com a representação da base documental disponível. Tal processo consiste em verificar os elementos homogêneos existentes entre os dois lados – usuário e sistema – e medir o grau de relevância existente na recuperação.

Uma ontologia busca padronizar a linguagem envolvida no domínio e facilitar a comunicação entre diversos usuários com visões diferentes do processo, através de um vocabulário compartilhado do domínio de interesse (GUARINO, 1998; USCHOLD e GRUNINGER, 1996). Para tal, as ontologias poderiam auxiliar o trabalho do indexador no momento da representação16 dos documentos, pois são sistemas constituídos por um

vocabulário e um conjunto de definições consensuais no âmbito de um domínio, que pode se apresentar em uma linguagem lógica. Esta, por sua vez, através de sua semântica formal, poderia eliminar contradições envolvendo os conceitos e as relações entre os conceitos, resultando numa especificação não ambígua do domínio. E, finalmente, com base no

formalismo, as pessoas envolvidas num SRI poderiam se comunicar sob o mais alto nível de abstração a respeito de um determinado domínio, viabilizando, em função disso, a estratégia de busca e a recuperação da informação por parte dos usuários. As ontologias funcionariam, desta forma, como uma interface entre a necessidade do usuário e a representação de documentos.

Assim como as ontologias, outros instrumentos são usados na organização de informação de SRIs. Estes instrumentos, em geral, denominados linguagens documentárias, têm a proposta de levar o usuário ao encontro de suas necessidades de informação. Na próxima seção são apresentadas as principais teorias e princípios metodológicos da Ciência da Informação que abarcam a construção de modelos conceituais, que permitem a elaboração de linguagens documentárias.

Benzer Belgeler