• Sonuç bulunamadı

AİLE DOSTU UYGULAMALARI GERÇEKLEŞTİRME SÜRECİ

O desenvolvimento de um país, estado, município, ou de uma população, qualquer que seja, requer que se removam as principais fontes de privação de liberdade: pobreza e tirania, carência de oportunidades econômicas e destituição social sistemática, negligência dos serviços públicos e intolerância ou interferência excessiva dos Estados repressivos (SEN, 2000), pois essa constatação revela que o desenvolvimento humano provém de uma ação pública deliberada e efetiva, que possibilita às pessoas participarem no processo de desenvolvimento e dele se beneficiarem, ao desenvolver suas capacidades individuais e dar- lhes um uso mais criativo e produtivo possível (PNUD, 2006).

No entanto, esses conceitos são feitos por organismos que muitas vezes não conhecem a totalidade da realidade, possuem um caráter não classista, e ilustra como a sociedade trabalha algumas questões, por uma ótica, muitas vezes limitada e do ponto de vista do desempenho individualizados das pessoas. Mas, o que importa destacar aqui, até para evitar certo ecletismo teórico, é que não se concorda com essas abordagens, porém, é necessário identificar os conceitos e as ideias de quem escreve sobre o assunto.

Conforme destaca Guillén-Salas (2005), a qualidade de vida não pode ser avaliada diretamente. A natureza abstrata desse objeto de estudo faz com que seja necessária a montagem de um referencial, a partir do uso de “indicadores”. Os indicadores ajudam a representá-la nos elementos e componentes que podem constituí-la, elementos e componentes que se referem a assuntos materiais e imateriais da vida dos sujeitos sociais.

Assim, ao se reduzir o indicador aos elementos quantitativos que configuram a discussão da qualidade de vida e desenvolvimento humano, elimina-se a perspectiva qualitativa e também a relação objetividade-subjetividade que revela os aspectos da realidade em que se vive.

Como citam Torres, Ferreira e Dini (2003), o entendimento de que o PIB per capita é uma medida insuficiente para avaliar a qualidade de vida das pessoas, já estava evidente na década de 50, quando em 1954 um grupo de especialistas das Nações Unidas propôs que, além da dimensão monetária, outras dimensões deveriam ser consideradas na avaliação da qualidade de vida das pessoas.

Neste sentido, Koga (2003) aponta que na década de 1990 a relação espaço/território e meio ambiente foram introduzidas nos estudos sobre condições de vida. Para Torres, Ferreira e Dini (2003), essa ideia se baseia no pressuposto de progresso de que um país ou localidade não pode ser mensurado apenas pelo dinheiro que possuem (ou carecem) seus cidadãos, mas também pela sua saúde, na qualidade de seus serviços médicos e em sua educação.

E, sobretudo, saber de que forma a sociedade em questão permite às pessoas imaginar, maravilhar-se e sentir emoções, o que efetivamente faz com que a vida seja mais do que um conjunto de relações comerciais (NUSSBAUM; SEN, 1998) e abarque dimensões subjetivas fundamentais a esse desenvolvimento.

Logo, a discussão acerca dos indicadores sociais deve romper com uma lógica que seja restrita à mensuração do desenvolvimento humano e que por muitas vezes se exime da responsabilidade de fazer uma leitura crítica da realidade, onde condições objetivas e subjetivas são dadas aos sujeitos em seu dia-a-dia. Desta forma, os indicadores devem sim

revelar o que de fato deve ser feito ou refeito no que tange especialmente às políticas públicas agrárias, de educação, saúde, renda e trabalho.

Contudo, procura-se no presente trabalho, ultrapassar o foco da passividade de objeto- sujeito que se quantifica, indicando qual é o número do desenvolvimento. No entanto, não se isenta aqui de realizar a quantificação dos dados de campo como mecanismos de estabelecer apontamentos sobre sua limitação.

Nesse contexto, esse trabalho visa oferecer contribuições que possam ser utilizadas para auxiliar na compreensão de como a política pública de reforma agrária vem sendo realizada na região de Andradina e qual o impacto que esse tipo de política tem nas condições de vida dos assentados, através dos indicadores que são utilizados no campo.

Como ressalta Jannuzzi (2009, p. 33) - “[...] os diagnósticos, por mais abrangentes que sejam, são retratos parciais e enviesados da realidade, espelham aquilo que a visão de mundo e a formação teórica dos técnicos de planejamento permitem ver ou priorizam enxergar.”

Questiona-se como esses indicadores são utilizados, pois os critérios muitas vezes não contemplam a realidade em movimento, o que inclui, dentre outras coisas, as especificidades do campo.

Ressalta-se com isso, que nem sempre estes indicadores conseguem dar visibilidade às condições de vida daquele que aufere uma quantia em dinheiro, porém, retira do seu lote quase que todos os alimentos fundamentais para a sua sobrevivência e de sua família, que mesmo tendo pouco estudo consegue manter seu filho estudando para além da média de anos que outras famílias do mesmo nível de renda conseguem. Nesse contexto, a busca e o cruzamento de dados podem auxiliar no estudo das realidades dos assentados.

Seguindo essas preocupações, neste caso, em que se pretende analisar os indicadores no meio rural implementados através das políticas públicas, e a geração de efeitos sobre as condições rurais, deve-se atentar para fato de que o conceito de Desenvolvimento Rural tem especificidades que precisam ser consideradas tanto para a definição da política a ser adotada e dos espaços a serem apoiados, quanto para analisar seu impacto posterior.

Essas linhas gerais, podem ser referências para a escolha dos indicadores. Para isso, serão considerados indicadores que reflitam transformações no meio rural e também nos ecossistemas locais, já que a ação do Estado e dos demais atores sociais, que estão envolvidos no processo de assentamento de famílias de trabalhadores rurais, é fundamental para aqueles que possuem como meta primordial a produção nos lotes que lhes foram destinados e, consequentemente, a melhoria de suas condições de vida.

CAPÍTULO 4 CARACTERIZAÇÃO DA ESTRUTURA FUNDIÁRIA DA REGIÃO DE

Benzer Belgeler