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2.6. AHR Tedavisi

2.6.1. AHR dan Korunmak İçin Desensitizasyon

Os participantes dos grupos focais apresentaram diversas sugestões para a divulgação e o aprimoramento do dicionário.

a) Sugestões para a divulgação do dicionário

Alguns professores sugeriram que fosse feita a divulgação do dicionário nas empresas e instituições da área têxtil e da área de moda. Após algumas discussões, essa sugestão foi compartilhada por muitos dos componentes dos grupos focais, sempre enfatizando a carência de bibliografia nessa área e a falta de um dicionário técnico. Um professor colocou claramente a questão da divulgação, em relação ao ensino:

A primeira questão seria: este material vai ficar na Universidade, ou vai ser distribuído para as escolas e o público vai ter acesso? Se o público tiver acesso é muito interessante, [...], porque muitos trabalhos que a gente passa para os alunos eles ficam realmente com dificuldade de pesquisar. Então, seria mais uma fonte de pesquisa, com nomenclatura, para que eles possam compor melhor o trabalho, e na hora de apresentar todos vão entender a linguagem que foi apresentada, porque cada autor às vezes tem uma linguagem diferente. Então, a idéia é excelente, desde que esse material chegue à todo mundo. (P1, GF3).

A opinião geral foi que esse material poderia ter uma boa aceitação, se fosse divulgado no segmento educacional, em instituições de ensino têxtil, ou de ensino de moda, e áreas afins, como artes e artesanato em geral, que utilizam os materiais têxteis. Isso poderia ser feito tanto nos cursos de Formação Profissional (de longa duração), como nos cursos de Capacitação Profissional (de curta duração), oferecidos à comunidade: “uma outra coisa que achei interessante na idéia da divulgação desse material, foi de ser publicado, e ser divulgado junto às instituições que trabalham em áreas especificas [Formação ou Capacitação profissional], escolas, universidades, e outras” (P3GF3).

Uma outra possibilidade seria a divulgação no segmento profissional: empresas e cooperativas de produção de artigos têxtil em geral, e de artigos de moda. O dicionário serviria de referência para todos os que desejassem informações sobre os termos da área, como sugere um professor:

[...] E que este trabalho venha a se tornar um referencial não só para os professores, que trabalham com Formação e Capacitação Profissional, mas também para os alunos e para os micro-empresários que nem sempre eles têm condições de buscar informações em revistas caras [revistas especializadas] para ter acesso a um material de boa qualidade, e este material a gente já vê a seriedade com que ele foi feito, a qualidade do trabalho que esta sendo desenvolvido, vai ser muito bom para as pessoas da área. E também, ainda, pode ser utilizado pelas Cooperativas de Confecção, que hoje existem muitas no interior do Estado, e também fora do Estado, [...]. Essas cooperativas são muito carentes de informações e de termos técnicos, e talvez seja por isso por que eles trabalham mais com os termos do cotidiano, do usual, do ‘fazer-fazendo’. (P2, GF3).

Para os alunos, o material poderia ser disponibilizado para consulta em locais como as bibliotecas da UFRN e do Departamento de Engenharia Têxtil, o Laboratório do Vestuário etc. Foi sugerido, ainda:

[...] sei que eles [Centro Clóvis Motta] fazem muitos eventos como palestras técnicas, videoconferência, desfiles de lançamento de tendência de moda etc., para os profissionais da área do vestuário, acho que uma forma de fazer com que esse material ficasse mais conhecido, seria fazer a sua divulgação nesses eventos. Daí, tanto as grandes empresas, como os pequenos e micro empresários teriam conhecimento de que já existe um dicionário próprio da ‘área do vestuário’, e quem sabe teriam até interesse em usar. (P5, GF5).

Para os alunos, o dicionário tem perspectivas concretas de uso como ferramenta de pesquisa. Quanto aos professores, eles sugeriram, inclusive, que poderiam ser os disseminadores desse trabalho:

Até quando nós vamos fazer qualquer tipo de trabalho, se tivermos este material em mãos, nós poderíamos ser disseminadores desses conhecimentos, pois já somos enquanto professores, mas seríamos de forma mais coerente. Então, vamos fazer um trabalho, como a gente trabalha muito pelas regiões do Brasil levaria este material e distribuiria com as empresas que a gente tivesse prestando serviço, ou com o grupo que a gente estivesse trabalhando, que é uma outra forma de disseminar. (P1, GF3).

Essa posição foi também defendida por um professor, ao dizer que poderia nos seus trabalhos de consultoria pelo Brasil, divulgar este trabalho numa tentativa de diminuir a diversidade vocabular da área do vestuário: “divulgar [o dicionário] junto aos nossos alunos de uma forma geral, aos nossos clientes, pois

nós em termos de trabalho de prestação de serviço e consultoria, nós atendemos não só Natal, mas o Norte e Nordeste do país” (P2, GF3).

Finalizando essas considerações, outro professor, observou que cabe ao SENAI a missão de repassar tecnologias às empresas, responsáveis pela sua manutenção, principalmente as pequenas e microempresas, que são as que mais utilizam seus serviços. Então, esses momentos de assistência às empresas poderiam oportunizar a utilização e/ou divulgação do dicionário para esses empresários:

Nessa transferência de tecnologia, também eu vejo a possibilidade de aplicação, como (P1, GF2) falou, nos serviços técnicos e tecnológicos, considerando o público alvo de micro, pequena e média empresa que nós atendemos. Então as pessoas que não têm uma formação mais avançada, ou então têm uma linguagem mais simples, então isso vai facilitar o processo de absorção das informações. (P4, GF2).

b) Sugestões para o aprimoramento do dicionário

Entre as sugestões de aprimoramento do dicionário foi retomada a questão da padronização. Um dos professores destacou, com base na sua experiência profissional, dividida entre docência e consultoria, a importância do papel do profissional de qualquer esfera, no sentido de divulgar algo, quer sejam idéias, termos, processos etc. Reiterou sua preocupação concernente à padronização dos termos afirmando:

[...] a gente sabe que as engenharias e as tecnologias de uma forma geral se desenvolvem em grandes áreas, e estas grandes áreas são subdivididas em especificidades. Então, cada profissional que vai atuar dentro de uma especificidade dessas, tem uma parcela de contribuição em relação a uma terminologia mais técnica, que vai ajudar bastante contribuindo para que esse projeto se desenvolva. E isso tem que ser pensado, de forma como um todo, porque como a gente trabalha com Formação Profissional também, não só na formação do nosso aluno, mas também colocando uma informação para o nosso empresário, para o nosso cliente, a gente tem que tentar unificar essa nomenclatura para que chegue a um senso comum. A idéia é justamente essa: unificar para que se tenha uma padronização dessas linguagens técnicas, dentro de um grande projeto, isso tem que ser pensado de forma a organizar-se em parcerias, tanto na indústria como na educação, para que esse projeto seja bem unificado. (P4, GF3).

Considerando que não há padronização dos termos da área, foi sugerida uma parceria com outras instituições e órgãos de normalização brasileira, como a ABNT, a exemplo de outras áreas do saber. Isso implicaria um ganho significativo no que se refere à comunicação profissional das instituições.

Essa idéia, que já tínhamos levantado em nosso trabalho de mestrado, no início de nossas pesquisas sobre terminologia do vestuário, era, agora, compartilhada por professores da área, que vislumbravam a mesma necessidade. Os alunos também levantaram a possibilidade de normalizar os termos do vestuário, apoiando a seguinte colocação:

E depois, talvez fosse o caso de tentar fazer com que este vocabulário fosse transformado em uma norma pela ABNT, já que pelo que entendi, por enquanto esse dicionário é apenas uma proposta de padronização das palavras usadas na área do vestuário, uma vez que, até agora, não se tinha nada nesse sentido. (P5, GF5).

Outra sugestão para o aprimoramento do dicionário foi a sua ampliação quantitativa, explorando outras subáreas: “a nossa pretensão ou perspectiva é que não fique só nisso, que ele venha a se tornar um trabalho maior, abrangendo um maior número de palavras técnicas utilizadas na área de confecção do vestuário de uma forma geral [...]” (P2, GF3). Alguns participantes solicitaram a inclusão de subáreas relativas às suas atividades, que não haviam sido contempladas, como por exemplo, o segmento Costura Industrial.

Porém, os participantes compreenderam o espírito do que estava sendo proposto, ou seja, que não estávamos esgotando o universo vocabular da área do vestuário: nosso trabalho possui caráter aberto, passível de modificações que visem sua melhoria contínua. Nesse sentido, um participante exprimiu-se da seguinte maneira: “Eu acho que estas subáreas foram bem escolhidas, [...] é uma coisa aberta, que depois pode abranger as outras subáreas” (P3, GF3).

Foi sugerida uma organização dos termos por área, disciplina ou tema, pois isso facilitaria a busca das informações, no processo ensino-aprendizagem. Assim, um professor se expressou:

[...] cada área nossa, o Corte, a Costura, a Mecânica etc., se a gente pudesse pegar e separar aqueles termos técnicos mais usados para área do corte, da modelagem, da mecânica, do design... eu acho que seria de fundamental importância, porque é aquela questão, você vai ter

uma gama de informações concentradas. Então, cada um de nós quando estiver ministrando essas aulas, a gente vai passar só o que se refere aquela área. (P4, GF3).

Houve sugestões para que se apresentasse o dicionário por disciplinas, temas ou assuntos relativos às subáreas, ao invés de fazê-lo em ordem alfabética. Tomemos como exemplo a disciplina Modelagem Industrial, e as partes componentes de uma peça do vestuário - os moldes - que formam a modelagem completa ou o produto do vestuário:

MODELAGEM INDUSTRIAL (nome da disciplina)

- Vestuário Masculino (classificação do produto)

- Camiseta básica (produto)

- Dianteiro (parte do produto)

- Traseiro (parte do produto)

- Manga direita (parte do produto)

- Manga esquerda (parte do produto)

- Colarete (parte do produto)

- Camisa esporte

- Outros

- Vestuário Feminino

- Vestuário Infantil

Várias foram as sugestões no sentido de ilustrar o material, alegando que, com isso, haveria uma melhor compreensão dos conceitos, principalmente se pensarmos nos cursos de Capacitação Profissional, pois o nível de instrução desses alunos deixa muito a desejar. Um dos professores desses cursos sintetizou bem essa situação ao enfatizar a importância da ilustração para o dicionário: “com ilustrações, até por que desperta no leitor o gosto pela leitura, chama a atenção de qualquer leitor, e, acredito, vai ser muito proveitoso este trabalho” (P1, GF2).

Essa opinião foi ratificada por outros participantes:

[...] com as ilustrações também vai ser muito eficaz para quem vai consultar [o dicionário] por que quando você vê, quando visualiza, você tem mais interesse. Uma coisa ilustrada chama mais atenção de quem está buscando informação. (P4, GF2).

Eu acho que a idéia [...] com relação à ilustração do material... é muito rica, porque muitas vezes você pega um glossário ou qualquer que seja

o livro e não tem uma informação visual, e nós somos muito visuais, não podemos fugir desta realidade. (P3, GF3).

A presente seção apresentou diversos critérios para a avaliação do dicionário. Em primeiro lugar, fica claro que ele vem preencher uma lacuna em termos de informação tecnológica e, portanto, se insere diretamente na problemática da padronização do vocabulário técnico.

A avaliação geral da estrutura e conteúdo do dicionário foi positiva, sendo imediatamente sugeridos vários usos para a obra, que foram sendo detalhados no decorrer da seção. Considerando a grande preocupação dos participantes com a falta de padronização dos termos, o dicionário proporcionaria uma base sólida para iniciar o necessário processo de normalização terminológica. Por outro lado, foi reconhecida uma utilidade prática imediata da obra para o ensino-aprendizagem, tanto para o aluno como para o professor. Também no contexto profissional, o dicionário terá diversas utilidades: material de consulta à disposição dos vários profissionais que lidam com vestuário, fonte para a elaboração de manuais de procedimentos e uso em programas de treinamento e gestão de processos.

Foram dadas, ainda, sugestões de grande valia para implementar a divulgação e o aprimoramento do dicionário, o que garante que ele continuará evoluindo e adaptando-se às necessidades da formação e das práticas profissionais da área têxtil.

Benzer Belgeler