AVRUPA BİRLİĞİ’NDE VE TÜRKİYE’DE TARIMSAL SULAMA VE SULAMANIN SU KAYNAKLARI ÜZERİNDEKİ ETKİSİ
3. Agricultural Irrigation in the European Union
A pesquisa se deu por meio de análise documental, cuja fonte de dados foi secundária, obtida por meio das seguintes fontes:
Base de dados do Economática®; e
Demonstrações financeiras padronizadas (DFP), disponíveis no sítio eletrônico da BM&FBovespa (balanço patrimonial e notas explicativas).
A forma e apresentação das demonstrações contábeis inclui o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício, a demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados (ou demonstração das mutações do patrimônio líquido se companhia aberta, segundo Instrução CVM nº 59/1986) e demonstração dos fluxos de caixa, conforme a Lei nº 6.404/1976, alterada pela Lei nº 11.638/2007, incluindo, se for o caso, informações entre parênteses. As notas explicativas e os quadros e demonstrações complementares vêm a esclarecer a situação patrimonial e do resultado do exercício. A relevância das DFPs como informativo contábil justifica-se pelo atributo da comparabilidade das informações e padronização dos relatórios.
O período de análise dos dados selecionado foi de 2008 a 2010, tendo em vista o advento da Lei nº 11.638/2007, da Lei nº 11.941/2009 e da Deliberação CVM nº 488/2005, que alteraram a Lei nº 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações), com vistas à harmonização às normas contábeis internacionais, tornou compulsória a criação do subgrupo de intangível no ativo não circulante, ou seja, estabeleceu o registro obrigatório dos ativos intangíveis no balanço patrimonial das empresas com atuação no Brasil. Na sequência, o Pronunciamento Técnico CPC 04, baseado na norma internacional IAS 38, estabeleceu critérios de contabilização dos ativos intangíveis, exigindo divulgações específicas sobre esses ativos nas empresas, a partir do exercício social findo em 2008.
Para a consecução do objetivo estabelecido desenvolveu-se a matriz de congruência demonstrada no Quadro 7, segundo os grupos de variáveis – classificação e mensuração – apresentados no referencial teórico, discriminando-se as variáveis a serem analisadas para cada grupo estabelecido, assim como os dados necessários e sua respectiva fórmula de cálculo.
Quadro 7 – Matriz de congruência
Grupo de
Variáveis Variáveis Dados Fórmula
Classificação
Composição intangíveis conforme Notas Decomposição dos ativos
Explicativas ∑ ativos intangíveis Composição segundo
Lev (2001)
Ativos humanos ∑ ativos intangíveis humanos Ativos de inovação ∑ ativos intangíveis de inovação
Ativos estruturais ∑ ativos intangíveis estruturais
Mensuração
Investimentos em ativos intangíveis
Valor contábil dos ativos
intangíveis e PL ∑ ativos intangíveis PL Inovação Valor contábil das patentes ∑ ativos intangíveis patentes Grau de intangibilidade Valor de mercado e PL VM VC
Q de Tobin contábil das dívidas e ativo Valor de mercado, valor total
VMA + D AT Fonte: Elaboração própria.
No que se refere ao grupo de variáveis de classificação dos ativos intangíveis, adota-se, para a variável de composição, a decomposição dos ativos intangíveis conforme disposto no balanço patrimonial e nas notas explicativas, por meio do somatório do valor dos ativos intangíveis por categorias. No mesmo grupo, mas com relação à composição segundo Lev (2001), soma-se o valor dos ativos intangíveis por categorias definidas por Lev (2001) – ativos humanos, ativos de inovação e ativos estruturais – conforme o balanço patrimonial e as notas explicativas.
Já com relação ao grupo de variáveis de mensuração, utilizam-se as variáveis investimentos em ativos intangíveis e inovação. A primeira obteve-se pelo valor contábil dos ativos intangíveis dividido pelo patrimônio líquido de cada empresa, por meio dos dados disponíveis no balanço patrimonial e na base de dados do Economática®, indicando o grau de investimentos em ativos intangíveis total em relação ao patrimônio líquido (capital próprio) (RITTA; ENSSLIN, 2010). A segunda, obtida por meio do valor contábil do ativo intangível patentes, refere-se à soma dos valores contábeis dos gatos com aquisição de patentes de cada empresa, também disponível no balanço patrimonial e na base de dados do Economática®.
Denominado de grau de intangibilidade por Kayo (2002) e Perez e Famá (2004) e de Market-to-book-value por Stewart (1998) e Luthy (1998), a métrica é calculada pela divisão do valor de mercado da empresa pelo seu valor contábil ou valor do patrimônio líquido da empresa.
O grau de intangibilidade, enquanto representação monetária do patrimônio líquido da empresa, é uma medida relativa que identifica a composição dos ativos intangíveis
na estrutura patrimonial das empresas e a expectativa do mercado em relação à situação da empresa. Assim, quanto maior o índice, maior a participação relativa dos ativos intangíveis na estrutura de ativos da empresa. Este quociente, de acordo com Stewart (1998), permite a análise comparativa das empresas, considerando que fatores exógenos afetam o mercado como um todo.
O quoeficiente Q de Tobin, inicialmente proposto por Tobin e Brainard (1968) e Tobin (1969) e de uso muito difundido em pesquisas nas áreas de economia e finanças, é definido como a relação entre o valor de mercado de uma empresa e o valor de reposição de seus ativos físicos. No entanto, devido à dificuldade de se mensurar o valor de mercado das dívidas e o valor de reposição dos ativos das empresas, optou-se, nesta pesquisa, por utilizar- se de uma medida alternativa de cálculo do Q de Tobin, conhecida como Q aproximado, metodologia essa proposta por Chung e Pruitt (1994), que utiliza variáveis fornecidas pela contabilidade.
Os dados necessários para a operacionalização da pesquisa diante da composição das variáveis selecionadas estão apresentados no Quadro 8.
Quadro 8 – Dados da pesquisa e sua fonte de coleta
Dados Fonte de coleta dos dados
Decomposição dos ativos intangíveis Balanço Patrimonial e Notas Explicativas Valor contábil dos ativos intangíveis Balanço Patrimonial
Valor contábil dos ativos intangíveis patentes Balanço Patrimonial Valor de mercado da empresa Base de dados do Economática®
Valor contábil das dívidas Base de dados do Economática®
Ativo total da empresa Base de dados do Economática®
Grau de intensidade tecnológica setorial Ranking setorial do IBI Fonte: Elaboração própria.
Ressalta-se que as variáveis serão calculadas por ano analisado (2008, 2009 e 2010), mas a fim de permitir resultados mais consistentes. Por sua vez, para algumas análises, serão criadas variáveis de média entre os anos analisados.
Caso alguma empresa não apresente as informações sobre as variáveis necessárias para a realização das análises estatísticas propostas, essas serão consideradas missing values e serão excluídas para a composição da amostra da pesquisa, conforme apresenta a subseção seguinte.