2.3. ÇalıĢmada Kullanılan Aletler
2.4.1. Agregaların Özgül Ağırlık ve Su Emme Oranları Tayini
A partir dos estudos iniciados por Vigotski, muitos outros pesquisadores têm se dedicado ao tema adolescência na atualidade, como por exemplo: Aguiar, Bock, Clímaco (1990), Ozella (2002). No sentido de refletir sobre a adolescência construída histórica e socialmente, Clímaco (1990) empreende um dos primeiros estudos sobre os fatores sociais, econômicos e culturais para a compreensão do desenvolvimento humano neste período. A autora estuda as concepções de adolescência e apresenta a importância de situar o adolescente no contexto social e histórico mais amplo, não perdendo de vista as especificidades desse contexto. Sendo importante reconhecer a adolescência como um momento de contradições psicossociais, mas que até tendem a se ampliar diante momento sócio-histórico que o sujeito vive.
Os estudos de Becker (1989), privilegiando as questões culturais e enfatizando os adolescentes como sujeitos protagonistas de uma transformação nas formas diferenciadas de pensar, de sentir e de se expressar, explicam que a adolescência deveria ser analisada como “a passagem de uma atitude de simples espectador para uma outra ativa, questionadora ” (BECKER, 1989, p. 10).
Ozella (2002) refere-se a Santos (1996) pelo mapeamento histórico de concepções de infância e adolescência incluindo a Teologia, Filosofia, Psicologia e as Ciências Sociais.
Nesta retrospectiva, Santos (1996) destaca o fato de haver uma tendência à formulação de grandes teorias que construiriam conceitos amplos que podem ser questionados em sua relevância social. Citando, como exemplo, Freud e Piaget que desprezaram o contexto social e cultural, tendendo a identificar bases universais em suas proposições.
Para Bock (1997, p. 27), “o indivíduo só pode ser compreendido em sua singularidade, quando inserido na totalidade social e histórica que o determina e dá sentido a sua singularidade”. Ao contrário, para a autora, a psicologia tem naturalizado o homem ao invés de torná-lo histórico, explica e o compreende sem contextualizá-lo. Dessa forma, o psiquismo é tomado como algo já existente, a priori no homem.
Este conceito é reforçado por Ozella (2003, p. 20) quando afirma: “é necessário superar as visões naturalizantes presentes na Psicologia e entender a adolescência como um processo de construção sob condições histórico-culturais especifica”. A adolescência, a partir deste princípio, deve ser vista e compreendida como uma categoria construída socialmente, de acordo com as necessidades sociais e econômicas dos grupos sociais que as pessoas constituem, e são constituídas por elas.
A importância dos estudos de Clímaco (1990) e Santos (1996) sobre a adolescência é ressaltada por Bock (2007, p. 70):
no sentido de produzir uma clareza sobre a concepção de que a adolescência é criada na sociedade moderna, por exigências dessa sociedade. Constitui-se na relação com os adultos, representantes dessa sociedade. As características se constituem na medida em que os jovens, colocados nessa condição, desenvolvem suas formas de inserção nessa relação.
A característica fundamental da concepção de adolescência, nesta perspectiva, é que ela não é vista com uma fase natural do desenvolvimento ou uma etapa natural entre a vida adulta e a infância. “A adolescência é vista como uma construção social com repercussões na subjetividade e no desenvolvimento do homem moderno e não como um período natural do desenvolvimento” (BOCK, 2007, p. 68).
Assim o enfoque sócio-histórico considera a adolescência criada historicamente pelo homem, enquanto representação, fato social e psicológico (OZELLA, 2002). Mas “é
constituída como significado na cultura, na linguagem que permeia as relações sociais” (p. 21).
Desse modo, não é considerado um período natural do desenvolvimento, mas “um momento significado e interpretado pelo homem”.
As condições sociais e econômicas ditadas pela sociedade moderna, como o trabalho e a tecnologia, são postuladas por Clímaco (1990), fatores que exigem do jovem um tempo de formação mais prolongado na escola.
Bock (2007) se refere ao conceito de adolescência em Santos (1996) estar identificado com a escola e com o aumento de tempo na escola, pela visibilidade que se dá à condição infanto-juvenil. Também a autora afirma que tanto Becker (1989) quanto Calligaris (2000), apesar de considerar os elementos culturais favorecendo a compreensão da adolescência, não superaram a visão abstrata do conceito.
Assim define Bock (2007, p. 70):
não há nada de patológico; não há nada de natural. A adolescência é social e histórica. Pode existir hoje e não existir mais amanhã, em uma nova formação social; pode existir aqui e não existir ali; pode existir mais evidenciada em um determinado grupo social, em uma mesma sociedade (aquele que fica mais afastado do trabalho) e não tão clara em outros grupos (os que se engajam no trabalho mais cedo e adquirem autonomia financeira mais cedo). Não há uma adolescência, enquanto possibilidade de ser; há uma adolescência enquanto significado social, mas suas possibilidades de expressão são muitas.
A partir desta ótica, compreende-se o adolescente como um sujeito que está em constante movimento, pois pertence ao mundo que tem seus significados e sentidos determinados pelas mediações nas relações dos diferentes grupos sociais e culturais. Estas transformações ocorrem dialeticamente, não apenas culturais e sociais, mas também o distanciamento do mundo do trabalho, de sua autonomia na busca de seu próprio sustento, por entendê-los ainda despreparados para a sociedade constituída. Fatores que contribuem cada vez mais para a dependência do adulto.
Oliveira (2007, p. 35-36), ao investigar causas e consequuências das modificações nas condições de vida atual, conclui que esse fenômeno pode ser entendido como:
... o prolongamento da adolescência (extensão e/ou duração maior) como resultado de uma educação confusa da atualidade que perdeu seus parâmetros de como educar um adolescente sem torná-lo dependente e sem super protegê-lo. Cabe aos pais uma compreensão desta fase de seu filho, no sentido de ajudá-lo no processo de amadurecimento e autonomia, pois ninguém nasce “pronto” e a imposição de limites de forma saudável fará com que o filho viva melhor a maturidade e tenha subsídios internos para tolerar futuras frustrações.
Logo, para compreendermos o conceito da adolescência prolongada ou profissional, devemos ter em mente a questão da sociedade e da cultura e sua constante mudança de padrões e modelos em relação ao pensar e agir humano. O olhar que temos sobre o adolescente deve mudar de acordo com as transformações vigentes sociais.
Bock (1994) aponta como uma das causas da adolescência prolongada a exigência de “formação permanente”, fruto da sociedade moderna, de suas mudanças bruscas e rápidas, do capitalismo e, consequuentemente, da competição acirrada que enfrentamos no mercado de trabalho. Dessa maneira, a formação permanente dificulta a aquisição de independência, pois se exige cada vez mais que o indivíduo busque o conhecimento e se especialize no que faz. A sociedade atual não considera que o adulto está pronto o suficiente para o trabalho (p. 257).