ex�
erio
r( �. )
.
TO'l'AL DOS PAGAMENTOS
Salvo
em
por
meno
re
s s e mânt i cos . sem ma i or i mpo�tânc i a , as co ntasd e
apropri ação , do
G
overno t consol i dada d e capital e d e trans ações
c omo ex te
rior são id ê nti cas à s apr e s entadasna
secç
ão3 . 4 .
V a l e r es s a ltar os s egu in-tes
pontos :i ) o
título"Tota l d a Despesa"
para
a s oma dos d �b i tosda .
contas deapropriação
e da conta corrente do
G ov e rno 'é
i mprópri o . Me lh or ser
ia
sub s t i tu í - lo por " Uti l i zaçãoda Renda "
e " Uti li zação daR e c e i ta " ;
i 1 ) na
conta
de
prod u ç ã o en
a c onta d e trans a ç õ e s com oexteri or , os íte
ns"Exportação de Mercadori as e
S ervi ç o s " e " Importaç ão d e M e r c a d o r i a s e Serv i -ç os
" contabi l i z am a p e na s ast
rans a ções com o exte
rio
rde s erv i ç os
não
fa- tores l os juros , roya lt i es , remesGas de lu cros , a lugu e ise
pagament o sde
a s s i s -3 . 41
:tência t
écnica
c ompu tam- s e na rubr i ca " R e n d a Líqu i d a Env 3. a d apara
o•
Exteri or" I
1 1 1 )
Osaldo d o
ba lanç o depagame nto s
em conta- cooo ente , a d ébi to daconta de
toansaç ões com o exteoi oo e a coédi to d aconta ccnsolidada de
capi tal
• s e�
á 'po
s i tivo se e somente s e o pats foo def
lci tár i o nas .toan-sações correntes
com o e xte oi or ;iV ) a
aparente
i nv ersão d e lados na conta d e toansações com o exteoi oo , com os recebimentos na c o luna d o débitoe
o s pagame ntosna
d o coéd i to ,ex
p
li
ca-sepor
s e o e s ta a conta d o s etoo exteono ; o s recebim entos d o paíssão o s .
pagamento
s do oesto do mundo , e v i c e -v ersa .A
Conta
de Pooduç ã o e ngloba num úni co ítem o Poo d u to I nteono B outo aCu�tos
d
eF
at
ores c Renda Inteona B outa . Ascomponentes
d e s ta última .como
s ev i u , são
a
R e nda Líqui daenv i ada
a o e x t erioo , o s s a láoi os , os juoospagos
a i nd ivíduos m e nos recebidos d o s indiv íduos , o s alugue i s pagos aind ivíduos , os
·lu coos d i s toibu i d o sa
ind ivídu o s , os l u coos o e t i d o s ma i s d e pre ciações , as outoas r e c e i tas co
ooentes l íq u i d a s d r) G ov eono , mai s o s impos to s d ioetos pagos p e las empresas m enos transferênciasàs
empoesa s .'0
si
st
ema es tatís ti co boasi le io o não foon e c e i nfooma ç õ es sufi c i entespara e s ti mao cada uma d as component es em que s t ã o . Uma das d i f i cu ldad es d e corre d e que , na ót i ca da Rend a , as contas de lucros e j uros nomi nai s d i f erem substancialmente d as oea is , nem s empre s end o possív e l obter d a d o s estatísti cos s o b um mesmo conc e i to .
I s to posto , a Fund a ç ã o G e tú lio V argas e s t i ma a Rend a Interna Bouta s ob a óti ca d o
p
roduto( + ) .
Paoa tanto e s tima- s e o v a loobruto
d a produção menos c onsumos i nt e omed i áoi os nos v áoios s e tooes da e c onomi a l i )Agoope cuáoi a( lavouoa s , poodução a nima l e der
iv
ados. extoação v ege ta l , ref looe s tame nto .fo�maç ã o de cu ltuoas permanentes
e
i n d � s to i a rura l ; i i ) Ind ú s toia ( extrativa minera l , i ndústoia d e t ra nsformação e cons truç ã o ) ;i ii ) Serv iços
( s erv i ç os i ndus tri a i s d e uti l i d a d e públ i ca , comérc i o , transpor t e s , comuni caçõ e s , s e rv i ç os gov eoname nta is , interme d i ár i o s f i nbnce iros , a lugue i s e aut ônomo s ) . Segu i n d oa
m e to d o l ogi a i ndi c a d a na s ecção ) . 2 , e recomendada
p€ las Na ç õe s Uni da s ,na e s ti ma t iva d o pro d u t o a custos d e fatooes gera d o por ca d a s e too não s e i nc luem os re c eb i d os no v a l oo bru to d a l l " m se d ed u z e m os
( +
) Para mai ooes d e ta Ul e s quantoà
ap
uração d a s Cont a s Nac i o na i s , consu ltar amono
�
a fi a l "Contas N a c i ona i s do Bra s i l - M e tod o l oGi a e �' abe las Estatís t i cas " -�undaçao G e tu l i o VarGa s - Insti tuto Brasi l e i ro d e Economia- C ento o d e Contas
p�tos como consumos i ntermed iár� os . Isso , d i ga-se d e passagem . e l im i na q u a l q u er distinção entre a contribuição nominal e
a
contrib
uição real d e cada se tor à formação do produto .O úni co inconveni ente d es s e tratamento d os
j
uros surge na est imativ ado
pro
dutcl
gerado pe los intermed i ári os financ eiros . Es tes pres tam s Etrv i ç o sà
s ociedade,ao canalizar recursos d o s que poupampara os
que inv es t em . Mas e sses serviços , na maior part e , são cobrado s exatamente pe lo dif erencial entre"
juros recebidos e juros pagos . ms to posto,s em a inclusão do sa l d o d o s jur o s recebi d os sobre os juros pagos , o s valores estimad os para a contribui ç ão d os i ntermediários fi nance iros a o produto seriam geralmente negativC&Ev ita - se e s sa
ab
erraçã
o da seguinte f orma l i ) no cálculo do produto gerad opel os
i ntermedi ários financeiros computa-se o s a ldo dos juros recebi d os s obre o sjuros pagos ; ii )para corrigir a dupla c ontagem daí resultant e , d ed uz - s e d a s oma da contribuição d e todos os s etores a o produto o ítem " Imputaçã o d e Serviços d e Intermediação Financeira " . Es s e ítem
é i
gual à d iferença entrejuros recebidos e j uros pagos pe los i ntermed iários f inanceiros .
Para o s anos censi tários , os valores a d i ci onados brutos a custos d e
..
�atores nos diferentes ramos d e ativi d a d e pod em s er estimados com
razoável
fi dedjgnidade estatís tica . Paraos
anos interm,edi
ários a Fundaç'ão G etúlioVargas recorre às es tatísticas d i sponív e i S d e quant i d a à e s prod uzi da
s
e preços , recor�end o J quando ne c essário , a interpolações e extrapo laç õ e s das r e la ç ões. � • "'! . ','
�
apurada s nos Censos e ntre co nsumo intermed iar io e valor bruto d a produção .
- . ' .
Os ítens da Conta Corrente do Gov erno s e obtêm pela consolidação d o s
balanços d a União , d o s Estados e d o s Muni cípios .
( No
caso d e vári,osMuni-c'ípios ,
na
falta debalanços ,usam-se
as informaç ões d a l e i orçamentária ) .A
c o ntade Transações com o Exteri or obtem- s e pela conv ersão em cruz e iros , à taxa méd ia d e câmbio d o período , dos dados bás i cos d o balanço d e pagamentos apurad o
pe lo
Banco Central do Bras i l .
A
f ormação bruta d e capital fi xo , qu e compreende cons tru ç õe s , matas planta das e novas cu lturas p€rmane ntes ,máquinas
e equipamentos produz i d os e impor tado s , é estimada a'partir das esta tísti cas forne c i das pelo Mini s tér i o d aDp'me smo mod o s e calculam as vari aç5es d e e
s t
oques
, apl i can d o aos rt a d o s f ís i c o s d i sponív e i s o s pr eços mé d i o s d e cada ano .Por falta de me lh o r e s i nformações e s ta t í s ti cas , d ois ítens al tamente iraportant e s das Contas Nac i o na i s são e s tima d os como resíduo , isto é , em valores q� e
'
ig�
alem o tota l do dé
bit
o ao t o ta l d o s crÉd itos de cad� con ua .O
consumo pe ssoa l , qu e é estimado como r e d íduo da Conta d e Produção . E a poupanç a bruta d o s e tor privado , qu eÉ
c a l cu lada como r e d íduo d a Conta C ons o lidada d e Capi tal . Como os s a ld o s e m conta - c orre n t e d o Gov
ernoe d as transaç ões com o e
xt
eri or tambem são , por d efi ni çã o , contas .residua i s ,o
s istema
f e cha sem e rros nem omi ssões .( N
ote-
se qu e , pe lo s i stema d e par ti
das d obrad as , qualqu er d as contas s erve d e c o nta de f e chamento das outras quatro . ABsim,se qua tro d e las fe cham sem e rros e omi
s
sõ
es,o mesmo ne ce ssari a mente o correrá com a quinta ) . Isso c o nf ere apreciáv e l e le gância ari tmÉti ca
ao si
s
te
ma bras i l e i ro de conuas na ci ona i s . Em compensaç ão , f i ca - s e s em i d é i à das ord e ns d e grand e za d o s erros d e es t imaç ão , os qua i s pod e m.
s er bas tante apre ciáv ei s , dados os mÉ todos de e s timação estatísti ca .i
nt
e rnacionai s na Contabi lidad e Na c ionalO
ProdutoI
nt
erno Bruto fornece uma ava l i a ç ão d a s d i mens õ e s e c onômi cas d eum
pa ís , aoi
ndic
ar o v alor bruto da prod ução final de be ns e s erv
iç os�m determinado
pe río
d o .'D
iv
i di ndo-s
e o s eu v a l or p e la popu lação , obuem- se,
.
,.
o Prod
u
to Intern� B�uto- pe r- capita,o p u a l di uma i d �ia d a produt i v i d a e e méd ia d a sOGi edad e . D i mensões e conômi cas e produtivi d a d e , no e ntant o,
sãoconc e i tot puP. só faz em sent i d o em term o s comparativos . Em suma , a contabi l i d a d e n
à
ci onal d eve s e r capaz d ef
orne cer i nstrumento s que pe rmi tam aanálise
_
comparativ
a d o PI B e d o PIB per- capi ta n o espaço e n o t empo .Nas comparaç6E s temp orais , o problema fundamenta l , e que
j�
roi tit�do anteri o rmente , é f i l trar do cresc imento nomi nal
dos agregados que parce la �e d E v e ao aumento gera l d e preç os , que parcela representa crescimento ou queda real .Se
todo s o s pre ç os subis sem e xa tamente na me sma proporç ão , o probl ema s e reso�e ria pors
imples regra d e tres . C o m o s pre ç o s sub i nd o em proporç ão diferen te s urge o problema d e número s - índ i c et , q u e s erá e xa m i n� d o no próx i mo capítu lo .,is compaoaç ões do PIE e do PIE per- capi ta e
nt
re diferent e s pa ís es en� o l ' � e duas d i f i culdad e s . Poime iro , B c�beotuoa e s tatís ti ca não i exatam
ent
e amesma em todas as nações , apesar dos esfooç os d a Organi zação das Naçõe s
Uni
das paoa h�mogeneizar os coi téoios de apuoação d o s agr egados . Em mai or ou. ' ,
menor escala , todo país co's tuma 'conter um s etoo informa l ou subterr�neo � que es capa às estimativas do PIB . Poo outoo lad o , cada nação apuoa as suas contas na poópria moe d a , o Brasil em couze ioos , os Estados Unid os em
dólares ,
e assim poo diante .A solução para o pri meioo
problema
é
a cr e s centar ao PIB uma e,sti mativa d o valor a d i cionado na e conomia subteorânea. A so lução é fác i l de enu nciar mas difíci l d e e stimar , s em o que a economia subteorâne a não me re ceria tal denominação .O
s egundo poobl ema usualme nte se r e s o lv e convertend o di ferent e s moedas pe last
axas d ecâmbi o
de meocado . Embora muitopráti ca , essa s
o luçã
o subentend e a vali d a d e d a teooia da paridad e d o pod eo d e compra ,originalmente
enunciada por Gustav Cass e l paoa e�pli car a det
eom
inação das taxas de câm
bi o. D e acoodo com essa t eooia , seum
dólao vale X cruze iros , 1000 dólaoes com
pramnos Estad os Unidos a me s ma
cesta
d e bens e s erviç o s que 1000X cruzeir
os com- poam no Boasi l .Essa t eoria s eoia trivialmente v eoõad e ioa s e todos oS be ns
e
se
rviç
os
fossem toansacionáv'ei s com o exteoior , sem tarifas , subs í
di os ou qua i squ er obst�culos 'ao com�ocio ,� , sem
cus
tos d e transpoote . Na rea l i d a d e , a l e m d es s e s. .. .
obstáculos coi
ad
os pe las tari fas aduane ira s , s ubs í d i os às exp�rtações e r e s - trições quanti tativas ao comércio com o exteo i oo , há u moutro
fat
or pond erável :
alguns bens emui tos
serviço s não são toansac i onáv e i s c om o oesto do mundo . Na realidade , com o equ iva l e ntecambial
a 1000 dólare smensa i s , v iv e
'- s e muito memhor no Bras i l do q u e nos Estados Uni d o s . A raz ã o bás i ca é que ,como o s salários re a i s são bem menores no Bras i l d o que nos
E
st ad
os Unidos , os seov
iç os não transaci onáv e i s com o exterior cus tam bem m e nos aqui do que . lá .Em
s
uma, a s com
pa
raç
õe s i nternac,iona is d e r e nda-per- capi t abas eadas em
taxa
s
d ecâmbio
coroentes costumamsuperestimar
ad i f erença entre
o padrão d evida
e d e produtiv i d a d eentre
os países ri cos e pobr es , a menos quandoestes últimos mantêm taxas d e câmbio
arti f i c j almente
s uperv a lori z a d a s . Umaalter
n
ativ
a s eriaconv erter
as rendas-per- capi ta nao p e la s taxas d ecâmbi o
" i gentes , mas por taxas ideais que refle tissem as par i d a d es d e podeo d e compra.
A e stimaçã
o
d essas taxas i d e ais , no ent
anto,
e nfre nta
f orni d áv e is complica-, ) . 4 5 De certa forma , o mesmo problem:l surge nas c omparaç õe s
0 0
pro duto eda
renda- per- capi ta entre re gi õ e s d E' um me smo país . l:ã o há aqui um pro blema d e conv ersão d e mo edas . pois tanto para são I'au l o como para oCe
ar� as
contas nac i onai s s e expreooam em cru z ei ro s . Mas , com X cruze iros mensa is . tál
v'ez oe v iva me lhor' no Ceará d o que em São Paum o .Um
ponto a obo ervar é que a contabi lidade naci ona l inclui no cômputo doproduto
alguno ít ens que , do ponto de v i s ta d o bem eo tarsocial , melh or
e s tari am no grupo d o s conoumoo intermedi ári oo . � o caoo das d espe sas d e--
transport e indiv i d u !,! l da reo� d ência ao traba lh o , e v i c e -v ersa . -11 contabi -
lidade nacional tambem
não de o conta oo pre jui z oo a o bem e s tar ind ividualcausa dos
pela perd a de t empo de laz er n o s d es lo camentoo da casa ao traba lho , pe la po lui ção e pela crimi nal i d ad enas
agl omeraç õ e o urbanas . 1I 1em d o maio , o PIB per- cap i t a é uma méd i a . que pod e o er mai o o u menoo bem d i otr i bui d a e ntre os várioo s e gmentos d a ooc i e da d e .Em ouma , as contas nacionaio forne cem i nd icaç õeo extremamente important e s sobre o d esempenho r e a l d e uma economi a . Mao não têm a pre t ensão d e
av aliar
to dao a s d imens õ e o d o bem�eotar Bocia l . E , mu i to me noo , d e d i z er o e os me mb�os3 .46
3 . 10 ) ExercI cios Resolvidos
1 )
Sej a a
Y • Produto Nacion a l Bruto a P reço de Mercado
c
• Consumo Pessoa l G • Consumo do Governo1 • Investimento Bruto ( Formação Bruta de Capital Fixo mais Varia
ção de Estoques , incluindo 'o governo e o setor privado)