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Adapazarı’nda Yaşanan Bazı Mühim Hadiseler

BÖLÜM I: İZMİT VE ÇEVRESİNDE YUNAN İŞGALLERİ 1.1. Kocaeli Yarımadasında İşgaller

3.1. Şehre Girişi Ve Karşılanması

3.1.2. Adapazarı’nda Yaşanan Bazı Mühim Hadiseler

se buscar as descontinuidades, onde desenvolvimentos contínuos foram encontrados recorrências, levando em consideração as menores mudanças e seus contornos sutis, com suas relações de força funcionando em acontecimentos particulares e em movimentos históricos.

Segundo Silva (2001, p. 110), o projeto genealógico pretende “ativar os saberes locais, descontínuos, desqualificados, não-legitimados, contra um tipo de saber totalitário e hegemônico que busca organizá-los em nome de um conhecimento tido como ’verdadeiro’.”

Outro ponto importante é que na genealogia, segundo Dreyfus e Rabinow (1995, p. 22), “os sujeitos emergem num campo de batalha e é somente aí que desempenham seus papéis”. Os sujeitos não preexistem, estando o corpo diretamente mergulhado num campo político, tornando-se um componente essencial para a operação das relações de poder na sociedade moderna.

Dreyfus e Rabinow (1995, p. 126) apontam que para Foucault a potente “relação entre saber e poder, localizada no corpo, é na verdade um mecanismo geral de poder da maior importância para a sociedade ocidental”.

A genealogia seria, portanto, “um empreendimento para libertar da sujeição dos saberes históricos, isto é, torná-los capazes de oposição e de luta contra a coerção de um discurso teórico, unitário, formal e científico.” (FOUCAULT, 1979, p. 172).

Dessa forma, a função da genealogia é fender com os objetos tidos como naturais do conhecimento, mostrando como os mesmos são historicamente constituídos e passam a ganhar uma certa consistência e operacionalidade em contextos específicos, estudando as evidências e minúcias que jamais seriam questionadas por estarem naturalizadas, mostrando as contingências que

condicionam, delimitam e institucionalizam e existência de determinados saberes e práticas.

Silva (2001, p. 113) mostra que o primeiro movimento da genealogia é o de “desbloquear o tempo histórico para que, através de uma problematização daqueles aspectos tidos como evidentes e banais, se possa então ressignificar o presente”.

Sendo assim, neste estudo, após apresentar as inquietações da pesquisadora, problematizando questões referentes aos campos da saúde, da formação e do trabalho do enfermeiro, apreendeu-se o quanto a noção de cuidado se expressou como algo evidente e natural nas práticas de Enfermagem, estando ainda associado fortemente ao “fazer” (atividade manual), traduzindo uma oposição binária: cuidar versus gerenciar.

Assim, a partir da genealogia das práticas de cuidado, problematizou-se o cuidado, situando-o dentro de um determinado campo de saberes/poderes que engendrou arranjos sociais, políticos e econômicos, assinalados na segunda

configuração, podendo-se ver anunciar de forma transversalizada as dicotomias

entre cuidado e cura, bem como questões relativas à temática gênero, fortemente presentes na primeira configuração das práticas de cuidado, como também nas outras configurações.

Um outro fato marcante analisado é o quanto o cuidado, ligado ao “fazer”, não se mostrou explícito em passagens históricas, mesmo após a institucionalização da Enfermagem com sua divisão técnica e social do trabalho, ficando difícil visualizar, por exemplo, como as mulheres pertencentes à sociedade (classe diferenciada) e até mesmo as ladies nurses, cuidavam de fato dos necessitados e enfermos, não deixando claro o tipo de atividade desenvolvida com os mesmos.

específico da atuação do enfermeiro, como algo que garante a identidade da profissão, tendo preocupação com o sujeito e os princípios como saber ouvir, respeitar, etc., intenções essas que nem sempre são alcançadas na sua concretude, devido à própria forma de organização do processo de trabalho com seus saberes e poderes.

Parece claro, a partir da terceira configuração, que o cuidado envolve múltiplos sujeitos e que ele precisa ser compreendido a partir da incorporação de ferramentas de diferentes áreas do conhecimento, como espaço de “integração de saberes que considerem os diferentes fatores produtores do sofrimento que gerou a necessidade do cuidado, bem como as práticas colocadas para aliviar aquele sofrimento“ (HENRIQUES; ACIOLI, 2004, p. 297).

Viu-se que diversas teorizações reforçam, de certa forma, dicotomias entre o cuidar e o gerenciar, ao mesmo tempo em que as aproxima como se uma não pudesse ser explicada sem a outra, com vistas à complementaridade das referidas dimensões.

Portanto, discursos dominantes e naturalizados, versando sobre a polarização entre o cuidar e o gerenciar, aprisionam o que se poderia chamar uma

falsa problemática que encontra apoio no modo de subjetivação capitalístico, com

característica homogeneizante, influenciando os modos de pensar, sentir e agir. Fez-se necessário romper com as evidências do senso comum, analisando os atravessamentos compostos de forças em determinadas formações históricas, bem como o conjunto de práticas que fazia parte de um determinado engendramento do tecido social.

A genealogia das práticas de cuidado com suas cofigurações histórico- sociais, permitiu dialogar com muitos achados contidos no território das práticas,

propiciando refletir o trabalho do enfermeiro ante as cinco configurações elaboradas, rompendo com as formas de oposição molar que são tomadas como objetos naturais do conhecimento. Vale dizer que o molar refere-se aos territórios fixos, ou seja, sujeitos, objetos, representações, etc.

Nesse cenário, a genealogia realiza um trabalho “de contínua problematização das evidências que constituem o senso comum, procurando mostrar que cada período histórico é atravessado por uma configuração específica de saberes e de práticas que traduzem um determinado modo de subjetivação”. (SILVA, 2001, p. 112).

4.2 CARTOGRAFIA: A SINGULARIDADE DESSA VIAGEM E A BUSCA POR