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T1DM’li Adölesanların Diyabette Yeme Sorunları Anketi (DEPS-R) Puanlarına Ait Bulgular

4. BULGULAR

4.5. T1DM’li Adölesanların Diyabette Yeme Sorunları Anketi (DEPS-R) Puanlarına Ait Bulgular

3.4.1. Primeiros contatos com o campo de pesquisa

O primeiro contato com a instituição foi realizado por meio de uma conversa informal com a coordenadora pedagógica e a gestora, para as quais foram apresentados os objetivos da pesquisa, os procedimentos e a pretensão de realização da pesquisa em turma do maternal. As profissionais se mostraram dispostas a colaborar com informações. A diretora afirmou que a pesquisa seria de grande importância para a instituição, por envolver o tema da qualidade. Relatou também problemas relacionados à designação de funcionários para a creche, sem que tenham a devida qualificação para o trabalho junto às crianças, além de apresentar queixas relacionadas à falta de estrutura física e de material pedagógico.

A coordenadora apresentou as dependências da escola, a rotina, o Projeto Político Pedagógico, a planilha com o número de turmas, professoras, monitoras, crianças, rotina, entre outros. Num momento posterior, foi apresentado à turma escolhida e às profissionais por ela responsáveis. Depois desse primeiro contato, foi marcado o encontro a partir do qual a pesquisa teve início, com a apresentação dos objetivos e procedimentos à díade professora-monitora da turma de maternal I a ser investigada.

3.4.2. O desenvolvimento da observação e entrevistas

O procedimento de construção das informações pode ser visualizado na figura a seguir:

Figura 4 - Instrumentos e procedimentos de pesquisa.

Fonte: Elaborada pela autora.

O processo de registro de uma observação não é tarefa fácil. O ambiente é um todo inter-relacionado que se comunica em uma conjuntura a ser apreendida pelos observadores. Por isso, é complexa a atividade de registrar a dimensionalidade do ambiente. Para tal empreendimento, utilizamos, inicialmente, o diário de campo, o

protocolo de observação12 e o roteiro de observação13, na intenção de atender à intencionalidade da investigação. A partir dessa sistematização, percebemos que era preciso utilizar mais de um recurso in loco, pois queríamos registrar, com detalhes, as cenas e os diálogos dos participantes. Para tanto, pensamos em utilizar uma filmadora. Mas descartamos essa possibilidade ao perceber que os adultos não ficariam à vontade e que chamaria muito a atenção das crianças. Isso porque, apenas com o caderno de campo, a todo o momento, elas perguntavam o que estava escrito nele. Algumas empurravam o material e deitavam em no colo da pesquisadora, outras agiam como se ela uma professora da turma - pediam para que as levassem ao banheiro, solicitavam objetos, faziam reclamações dos colegas, entre outras situações.

Diante do comportamento das crianças em relação à presença da pesquisadora, decidimos usar um gravador de áudio que, por ser pequeno e discreto, possibilitou maior aproximação das crianças, com melhores condições para ouvi-las, sem chamar a sua atenção, o que facilitou, portanto, os registros dos diálogos. Ademais, a sala de aula era muito pequena e, de certa forma, o aparelho possibilitou a escuta de todos.

A observação como um procedimento de pesquisa foi um instrumento de grande valia para sistematizar o estudo da pratica pedagógica das díades professora- monitora focalizando as interações sociais entre professora-monitora-crianças, considerando seu desdobramento na mediação pedagógica. Todo esse trabalho fundamentou-se no que diz Viana (2007) e Agrosino (2009) sobre os processos de observação.

Durante dois meses, realizamos a observação na turma, realizando registros diários e sequenciais de, aproximadamente, seis a oito horas por dia. Com o propósito de acompanhar todas as interações vividas entre as crianças e as profissionais, a cada dia, descrevíamos as atividades em tempos e espaços diferentes.

Nos primeiros dias de observação, fizemos menos registros. Era necessário deixar os participantes mais à vontade com a nossa presença. A professora Juliana se adaptou mais rapidamente a essa situação e, durante a pesquisa, agia com naturalidade e sempre tirava dúvidas, tecia comentários a respeito das suas dificuldades e dos avanços das crianças. A monitora Rebeca também se adaptou rapidamente ao processo de

12

Cf. Apêndice 01.

observação. Já a professora Marta parecia mais apreensiva, às vezes, ficava inquieta quando as crianças se agitavam e, outras vezes, não reagia, deixando a turma bem à vontade. A monitora Érica também demonstrou certo incômodo com a presença da pesquisadora.

Durante o período de observação, fizemos registros em diários e transcrições de gravações de áudio. Às vezes, tínhamos dificuldade de fazer o registro porque as crianças se sentavam em nosso colo, puxavam o caderno de campo, pegavam o gravador e o desligavam. Em outros momentos, chamavam nossa atenção para seus objetos ou para ouvir alguma queixa.

A observação foi extremamente importante para a compreensão do fenômeno estudado. Participar do contexto pedagógico da creche, onde tudo acontecia ao vivo, inevitavelmente conduziu a um envolvimento maior com as pessoas adultas e pequenas, com suas histórias e suas vidas. Nesse contato, transpareciam seus costumes, hábitos, suas concepções de cuidar, educar, assim como de infância, criança, aprendizagem e desenvolvimento.

No percurso da pesquisa as revelações apareciam, possibilitando apreender quem eram aqueles sujeitos, porque agiam e falavam daquela forma. No lugar de atribuir algum juízo de valor aos seus diferentes jeitos, era mais assertivo tentar entender suas ações naquele contexto. Com essa postura investigativa, foi possível perceber que observar não é julgar as situações e atitudes em termos de “certo” ou “errado”, mas registrar para entender, para estudar a prática, para refletir e analisar em um contexto específico, considerando a história pessoal e social das pessoas que são sujeitos histórico-culturais (OSTETTO, 2008).

A partir desse entendimento, observamos não só as práticas pedagógicas na sala de aula, mas algumas reuniões pedagógicas; planejamento; conversas com os pais; festejos; visita de outros profissionais à instituição; diálogos com profissionais de outras turmas e de outros setores da creche; a chegada e saída das crianças na instituição; dentre outras situações. Ademais, no período da observação, realizamos conversas informais acerca das atividades das crianças, de suas famílias, de como elas chegavam à creche. Os dados foram registrados por atividades e selecionados conforme o indicador de qualidade da que estamos trabalhando: as interações sociais e seus desdobramentos na mediação pedagógica.

A partir da observação e das conversas informais, realizamos as entrevistas para ouvir as profissionais a respeito do trabalho pedagógico que desenvolviam na instituição. Tal instrumento foi relevante para o entendimento do que pensam a respeito de seu trabalho, as razões que justificam suas escolhas na organização e implementação da prática pedagógica, suas concepções e inquietações, medos, seguranças e inseguranças. Buscamos, por meio da entrevista, preencher as lacunas e enriquecer as informações construídas no decorrer da observação do trabalho das profissionais, conforme sugere Minayo (1996) quando trata da interação pesquisador-pesquisado. Além disso, nas entrevistas, buscamos informações que ajudaram na composição das cenas transcritas para melhor qualificar os episódios a serem analisados.

Para a realização das entrevistas, utilizamos um roteiro de entrevista14 que foi utilizado em dois momentos diferentes, um no início da investigação e o outro ao final. Portanto, a entrevista está agrupada em duas seções. Essa organização teve a intenção de construir alguns elementos referenciais que balizassem o percurso de interação da pesquisadora nas observações do cotidiano da turma, com vistas em conhecer as formas de representação e intervenção das profissionais na organização, implementação e avaliação do trabalho pedagógico na creche.

Realizamos a primeira seção da entrevista em um dia chuvoso em que a instituição não pôde funcionar. Já a segunda seção teve agendamento prévio de data e local. Nas duas situações, fizemos a transcrição literal do conteúdo das entrevistas, as quais tiveram o uso autorizado para esta pesquisa, por meio de uma declaração assinada por todas as professoras e monitoras15.

3.5. Discussão dos dados para a compreensão das interações sociais na prática

Benzer Belgeler