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3.2. BULGULAR

4.2.2. İç-Tutarlık Analizleri

4.2.3.1. ADÖB’ün Klinik Örneklemedek

Nos dados sobre o gênero dos cargos comissionados observa-se na distribuição no âmbito da Administração Direta do RH existe predominância do masculino, com uma frequência de 705 (setecentos e cinco) pessoas, que corresponde a 56% (cinquenta e seis por cento), sobre o feminino, que tem 557 (quinhentos e cinquenta e sete) pessoas, com percentual correspondente de 44% (quarenta e quatro por cento). Realidade similar ao que acontece na esfera federal com os DAS, que possuem em seu quadro 44,14% (quarenta e quatro vírgula catorze por centos) de ocupantes do gênero feminino, constatado pela OCDE.

As informações coletadas sobre a frequência de Gênero dos cargos comissionados da Administração Direta do RN são apresentadas no Gráfico 8 a seguir, que mostra o equilíbrio entre os gêneros.

Gráfico 8: Frequência de Gênero dos Cargos Comissionados

Fonte: Construção própria por meio dos dados da SEARH-Junho/2013.

Ao cruzar o gênero por vínculo funcional foi verificado que a minoria dos ocupantes dos cargos comissionados do gênero feminino não possui vínculo funcional com a Administração Pública, que corresponde a 25,0% (vinte e cinco por cento), o mesmo fato ocorre com os ocupantes do gênero masculino, entretanto, numa proporção menor, com 56,6% (cinquenta e seis vírgula seis por cento) não têm vínculo. Isto pode ocorrer devido ao fato que os órgãos que possuem maior número de servidores com vínculo são ligados a área de segurança, onde há um predomínio de servidores do gênero masculino, uma vez que as mulheres passaram a se inserir nesta área há poucos anos. Não foi possível perceber o porquê da diferença de percentuais encontrados na pesquisa realizada, uma vez que se constata que existe uma distribuição uniforme entre os gêneros por órgão, exceto nos órgãos ligados à segurança.

Ao se comparar os resultados dos cargos comissionados da Administração Direta do RN com os cargos DAS, se constata que nos resultados da esfera federal a maioria do gênero feminino não têm vínculo funcional (57%) e há predominância de vínculo funcional com o masculino (61%). O Gráfico 9 apresenta o resultado do cruzamento das informações de Gênero por Vínculo Funcional dos cargos comissionados do RN.

Gráfico 9: Cruzamento de Gênero por Vínculo Funcional

Fonte: Construção própria por meio dos dados da SEARH-Junho/2013.

Ao se cruzar as informações de gênero e cargo, percebe-se que a predominância do gênero masculino é nos cargos mais elevados na hierarquia, fato constados nos cargos agrupados nos grupos de 1 (um) a 6 (seis), nos demais passa a ter uma maior incidência de pessoas femininas na ocupação dos cargos, conforme mostra o gráfico abaixo. Corrêa (2010), em seu estudo, diz que a relação de distribuição por gênero na esfera federal mostra que quanto maior o nível, menor é a participação do gênero feminino.

De acordo com o Gráfico 10 é possível melhor visualização dos dados resultantes do cruzamento de informações de Gênero por Cargo dos cargos comissionados.

Gráfico 10: Cruzamento de Gênero por Cargo

Foi feito o cruzamento dos dados considerando o gênero dos cargos comissionados por órgão, quando foi constatado que existe um equilíbrio dos gêneros por órgãos, com exceção para POL. CIVIL, SESED e SEJUC que apresentam maior incidência do gênero masculino, para esta situação é possível levantar a hipótese que os órgãos que possuem predominância do gênero masculino são àqueles ligados ao setor de segurança, onde ainda se verifica um maior número de homens policiais, uma vez que o ingresso no gênero feminino no setor aconteceu com mais intensidade no século XXI. Os órgãos como SESAP, SEEC e SEARH têm um maior número de ocupantes de cargo do gênero feminino, contudo, os dados apresentam um equilíbrio existente entre os gêneros no quantitativo total. Os estudos da OCDE (2010) mostram que a inserção de mulheres em posições de alto nível é uma tendência crescente no Brasil.

Estes resultados, do cruzamento de Gênero por Órgão, são apresentados no Gráfico 11 abaixo.

Gráfico 11: Cruzamento de Gênero por Órgão

Fonte: Construção própria por meio dos dados da SEARH-Junho/2013.

Ao se realizar o cruzamento dos dados sobre o gênero dos cargos comissionados por escolaridade, foi observado que o gênero feminino tem um maior percentual concentrado nas seguintes escolaridades: Analfabeto, Ensino Fundamental até 8° Série e Pós-Graduação. O gênero masculino apresentou maior incidência nas faixas: Fundamental até 4° Série, Nível Médio e Nível Superior. Nos últimos anos, tem sido mais marcante o crescimento do nível de escolaridade das mulheres no Brasil.

Os resultados dos dados são apresentados no Gráfico 12, que mostra o cruzamento de Gênero por Escolaridade.

Gráfico 12: Cruzamento de Gênero por Escolaridade

Fonte: Construção própria por meio dos dados da SEARH-Junho/2013.

Foi averiguado no estudo que a maioria dos cargos comissionados é do gênero masculino, o equivalente a 56% (cinquenta e seis por cento), sendo constatado que há uma maior predominância deste gênero nos cargos mais elevados.

Segundo a OCDE (2010), no Brasil não existe um histórico de discriminação legal com base na raça ou etnia, mas são encontradas sérias dificuldades em termos de equidade no acesso à riqueza e educação, o que provocou uma falta da diversidade social no serviço público, bem como a desequilíbrios de gênero no acesso a cargos, ressalta que cabe ao governo federal a responsabilidade de promover o equilíbrio na área da diversidade social e deve liderar o processo de maiores oportunidades, mas a sua atual política de diversidade parece fraca comparada com o de muitos países membros da OCDE.

No mesmo relatório, reconhecem que os dados sobre a nomeação de minorias sociais sejam difíceis de comparar entre países, porém, os dados sobre mulheres em posições de alto nível mostram uma tendência crescente, mas também fraquezas que perduram. Apesar, que atualmente, tanto o Brasil como o Rio Grande do Norte são governados por mulheres. Na Administração Pública Direta do RN o gênero feminino representa 44% (quarenta e quatro por cento) dos cargos comissionados. No governo federal a proporção de mulheres em cargos de alto nível representam 21.9% (vinte e um vírgula nove por cento) nos cargos DAS 5 e 6,

não é um percentual alto em comparação com os países membros da OCDE, mas tem aumentado desde 2000. No Chile 32% (trinta e dois por cento) dos ADP são ocupados por mulheres. Assim, percebe-se que a média do RN está superior ao que foi verificado no governo federal e no Chile. O estudo da OCDE (2010) sugere que o Brasil poderia seguir o exemplo de muitos países membros da OCDE, por meio do estabelecimento de políticas de igualdade de oportunidades para os grupos desfavorecidos e mulheres.

Benzer Belgeler