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Acente-Otel Anlaşmaları (Sözleşmeleri)

1. ÇALIŞMA PLANI HAZIRLAMA

1.1. Acente-Otel Anlaşmaları (Sözleşmeleri)

Quando se trata de sexualidade e relações sexuais com adolescentes, uma das discussões e preocupações importantes na área da saúde coletiva é em relação às infecções sexualmente transmissíveis. Acredita-se que conhecer as representações dos adolescentes sobre estas infecções pode auxiliar no planejamento de ações educativas em saúde, diminuindo o número de novos

Riscos envolvidos nas relações sexuais

O risco de se

infectar por uma IST entre os adolescentesUso de preservativos Representações de

adolescentes sobre aids

casos da infecção pelo HIV e de outras IST nesta população. A seguir, são apresentados alguns relatos de adolescentes relacionados às ISTs.

As pessoas que têm relação sexual com mais de uma pessoa, sempre corre (risco), né? Até com seu parceiro fixo ali você corre um risco. Mas tomando as devidas medidas, previne muito. Mas sempre tem,sempre tem risco de uma doença, de uma doença séria, sabe? Sempre tem um caso de doença. E aids é a que as pessoas mais falam, né? Acho que todo mundo tem receio de pegar isso. Acho que ninguém quer. Ninguém deseja isso pra ninguém (E14, SF).

Acho que é bem perigoso. Muito perigoso, porque mata, assim... a pessoa perde a vida à toa. Por uma simples bobagem (E16, SF).

Eu acho que tem que tomar muito cuidado mesmo porque não é brincadeira. E nossa, eu já conheci uma pessoa que teve relação com tantas pessoas e teve uma doença lá, IST, eu não sei, não lembro. Nossa, ela ficou muito estranha. Aí tem que tomar cuidado mesmo, porque não é brincadeira não, e tem gente que não está nem aí, que nem liga, que faz com qualquer um e que não se previne mesmo (E4, SF).

É uma coisa que é bem ruim, principalmente pra mim, porque eu sou uma pessoa que de uns tempos pra cá, eu estou me preocupando muito com aparência, até mesmo com meu próprio corpo. Então, eu pegar um doença assim chega a dar até um certo medo, porque tem certas doenças que acabam afetando muito o seu corpo (E6, SM).

Eu nunca conheci ninguém que tivesse IST não, mas eu tenho o maior medo, entendeu? Vai que eu fique com a menina... por isso que eu se eu for fazer com a menina, eu vou usar preservativo, entendeu? Porque vai que a menina fala que não tem e tem. Aí minha vida está arruinada por causa da menina, entendeu? (E15, SM). Eu acho que os adolescentes não se preocupam com doenças sexualmente transmissíveis, eu acho que eles levam muito na brincadeira, sabe? O sexo é uma coisa bem complicada, e elas levam muito na brincadeira. Às vezes, eles não se previnem de uma coisa e às vezes, podem ter uma doença, porque não sabem quantas pessoas que estão aí, tem HIV, e não se previnem (E1, SF).

Ah, na verdade, eu nem preocupava muito com as ISTs, meu maior medo era ficar grávida. Mas depois que a professora de biologia começou a falar das doenças, e eu comecei a trabalhar no posto de saúde, eu comecei a ver as coisas de uma forma diferente. Eu vi que era muito preocupante, ainda mais porque a aids, às vezes, a pessoa tem e nem sabe. Aí, eu comecei a ver diferente e comecei a me preocupar (E8, SF).

Ao interpretar os relatos dos adolescentes é possível afirmar que as representações em torno das IST estão centradas na aids, que é considerada perigosa porque mata, porque a pessoa infectada pode aparentar não ter nada e transmiti-la, arruinando a vida do parceiro, ou afetando o corpo e a aparência. Uma representação importante também diz respeito ao maior risco de se infectar por alguma IST quando se tem múltiplos parceiros sexuais, esquecendo-se que não é o número de parceiros mas o fato de ter relações desprotegidas que é determinante para o risco de infectar-se, apesar de que houve a afirmação de o risco também existe em casos de apenas um parceiro fixo. Chama a atenção, ainda, a representação de a aids ser danosa ao corpo, porque muda a aparência, cuja a qual tem muito importância na adolescência. O medo de se infectar está, portanto, presente em alguns adolescentes, mas, de maneira geral, acreditam que as pessoas de sua faixa etária não se preocupam com as ISTs. A principal preocupação relacionada às relações sexuais é a possibilidade de uma gravidez na adolescência.

Contudo, algumas questões de gênero que são presentes em nossa sociedade contribuem para essa discussão. Desde o início da adolescência os meninos são mais estimulados sexualmente que as meninas, onde a virgindade masculina pode ser vista como algo vergonhoso, o que pode estimular o adolescente do sexo masculino a iniciar sua vida sexual de forma precoce e ter múltiplas parceiras sexuais como forma de mostrar para sociedade que já é homem, enquanto para as meninas, a virgindade é algo que deve ser preservado, sendo que a primeira relação sexual deve ocorrer quando estiver em um relacionamento estável (GODOI; BRÊTAS, 2015).

Porém, a aparência física é algo que preocupa adolescentes de ambos os sexos. A imagem de um corpo perfeito é “vendida” pela mídia, o que estimula os jovens na busca de um corpo que seja atraente para as pessoas de seu círculo social (FROIS; MOREIRA; STENGEL, 2011). Dessa forma, os

jovens se preocupam com as possíveis formas que uma IST pode alterar o seu corpo, deixando-o não atraente para as outras pessoas.

Entretanto, as ISTs podem gerar outras preocupações e medos nos adolescentes. Os adolescentes podem sentir medo e se preocuparem com a periculosidade das ISTs, com os modos de viver e de tratamento contra essas infecções, além do medo de os pais saberem que eles já iniciaram a vida sexual (BESERRA et al., 2008).

Contudo, de maneira geral, os adolescentes consideram que a maior parte das pessoas de sua faixa etária não se preocupa com as ISTs e sim, com a possibilidade de uma gravidez na adolescência. Em nossa sociedade, a gravidez passou a ser vista como a maior preocupação dos adolescentes, o que contribui para que a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis fique em segundo plano (GODOI; BRÊTAS, 2015).

O risco por não usar preservativo é geralmente associado pelos adolescentes a doenças e gravidez, sendo que a maior preocupação está relacionada à gravidez, principalmente pelas meninas, que são consideradas as responsáveis pela reprodução e que têm a vida mais afetada pelas responsabilidades de um filho na adolescência (GODOI; BRÊTAS, 2015; BEZERRA et al., 2015).

No presente estudo, os resultados mostram que adolescentes se preocupam mais com uma gravidez não planejada do que com o risco de alguma IST. Entretanto, esse fato é contraditório com os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (IBGE, 2016), que encontrou que cerca de 90% dos escolares receberam informações relacionadas às ISTs e aids na escola. De fato, os conteúdos relativos às doenças sexualmente transmissíveis e sexualidade são incluídos no conteúdo do ensino de biologia, mas de forma superficial (CICCO; VARGAS, 2012).

Sendo assim, pode-se afirmar que os participantes desta pesquisa possuem algum conhecimento sobre os riscos que envolvem uma relação sexual sem o uso de preservativos, assim como apresentam medos e anseios relacionados a essas infecções. Porém, de modo geral, interpretação das narrativas aponta que os adolescentes se colocam em risco de contrair alguma IST ou de uma gravidez não planejada, inclusive pelos estereótipos que

carregam sobre multiparceiros, uso ou não de preservativo, virilidade, e sobre as ISTs, sobretudo a infecção pelo HIV/aids .

Benzer Belgeler