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Academic Studies Dealing with Cases of Practicing Primary and Secondary Religious Education Curriculums

4. Academic Studies Dealing with Religious Education Teaching as a Profession about Curriculums

4.1. Academic Studies Dealing with Cases of Practicing Primary and Secondary Religious Education Curriculums

Edifícios universitários são instrumentos físicos utilizados na produção do conhecimento e na formação de pessoas; eles são usados para o desenvolvimento de futuros líderes, chefes de indústrias, empresários, cientistas, engenheiros, gerentes etc. Devem ser ambientes que apoiam e estimulam a aprendizagem, o ensino, a inovação, a pesquisa e a investigação. São espaços capazes de influenciar na geração de ideias, na formação crítica do ser humano e, em função disso, precisam funcionar com o máximo de desempenho ao longo de sua vida útil.

A construção de novos edifícios ajuda a modernizar as instalações educacionais e proporcionar uma melhor qualidade na educação, mas também é necessário manter os edifícios existentes dentro de um padrão de atuação aceitável que seja capaz de facilitar a transferência de conhecimentos além de todas as demais atividades acadêmicas.

Segundo Rizzatti (2002), universidade é uma instituição de ensino superior que, em geral, compreende faculdades ou escolas em número variável, agrupadas em escolas profissionais e centros de ciências humanas, sociais e científico-tecnológicos, com autoridade para conferir títulos de graduação e pós-graduação. Centro difusor dos valores da cultura nacional e universal, a universidade tem, além das atividades propriamente educativas, a de realizar tarefas de pesquisa pura e aplicada de grande abrangência.

As organizações universitárias são definidas pela tríade que representam suas funções-fim: o ensino, a pesquisa e a extensão. De modo geral, considera-se ensino como sendo a transmissão de conhecimentos. A pesquisa tem a função de cultivar a atividade científica, por meio de um processo contínuo de realimentação dos conhecimentos. À extensão cabe o papel de estender à comunidade, sob a forma de cursos e serviços, as atividades de ensino e pesquisa que lhe são inerentes.

Segundo último Censo da Educação Superior 7 de 2013, o Brasil conta com 195 Universidades, 140 Centros Universitários, 2.016 Faculdades Integradas e 40 Institutos Superiores, Centros de Tecnologia e Educação Tecnológicas, totalizando 2.391 IES, além de contar com novos tipos e modalidades de cursos, tanto presencial como à distância. Some-se a tudo isso um amplo conjunto de múltiplas propostas de políticas de inclusão social e ações afirmativas que foram e estão sendo implementadas, paulatinamente, na área da educação do país. Das 2.391 instituições de educação superior do Brasil, apenas 8% são Universidades e detêm mais de 53% dos alunos, sendo, portanto, grandes instituições.

De acordo com o MEC (2015), no total, o país apresenta 63 universidades federais, já implantadas em 2015, e em Minas Gerais encontram-se 11 dessas, montante esse superior ao número de universidades federais das regiões Norte (com nove universidades federais) e Centro- Oeste (com cinco universidades federais). A região Sul apresenta 11 universidades federais, a região Nordeste 15 e a região Sudeste possui a maior concentração (com dezenove universidades federais). As universidades públicas federais, entidades da administração indireta, são constituídas sob a forma de autarquias ou fundações públicas. São criadas por meio de uma lei com a finalidade de executar uma atribuição específica. Podem ser vinculadas à Presidência da República ou a ministérios. O patrimônio e receita são próprios, mas sujeitos à fiscalização do Estado. Seus atos, além de sofrerem a fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União), submetem-se ao controle interno exercido pelo Ministério da Educação (MEC). Embora as universidades públicas federais não se encontrem subordinadas ao MEC, determinada relação jurídica as vincula ao Ministério, o que enseja o controle interno de alguns de seus atos. Estas organizações têm como funcionários, servidores públicos. (MEC, 2015)

A Constituição Federal em seu capítulo 212 estabelece que “A União aplicará, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino”. Por seu turno, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 2015) estabelece em seu artigo 70 que são consideradas despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino:

7 Disponível em: <http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/ apresentacão/2014/coletiva_censo_superior_2013.pdf> .Acesso em: 28 ago. 2015.

[Aquelas] realizadas com vistas à consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais de todos os níveis, compreendendo as que se destinam a:

II – aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino;

III – uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino; IV – levantamento estatístico, estudos e pesquisas visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à expansão do ensino;

V – realização das atividades necessárias ao funcionamento dos sistemas de ensino;

VI – concessão de bolsas de estudo a aluno de escolas púbicas e privadas;

VII – amortização e custeio de operações de crédito destinadas a atender ao disposto nos incisos deste artigo;

VIII – aquisição de material didático-escolar e manutenção de programas de transporte escolar.

No âmbito da União, a receita destinada à manutenção e ao desenvolvimento do ensino é resultante dos seguintes impostos: a) Imposto sobre a Importação (II); b) Imposto sobre a exportação (IE); c) Imposto sobre a Renda (IR); d) Imposto Territorial Rural (ITR); e) Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI); f) Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Da soma desses impostos são subtraídos os valores correspondestes às transferências constitucionais e legais e às Desvinculações da Receita da União (DRU); do resultado desta operação são calculados os dezoito por cento determinados pela Constituição de 1988.

Para Ferreira (2013), o grande desafio no financiamento da educação superior pública federal seria responder a questão: “Quais seriam os recursos suficientes para manutenção e desenvolvimento das instituições mantidas pela União”? Ele lembra, ainda, o artigo 55 da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional que afirma a obrigatoriedade da União em “assegurar, anualmente, em seu Orçamento Geral, recursos suficientes para manutenção e desenvolvimento das instituições de educação superior por ela mantidas”. Encontrar o mecanismo que responderia satisfatoriamente a esse questionamento é uma das mais complexas tarefas a ser enfrentada na implantação da autonomia prevista no artigo 207 da Constituição Federal.

Benzer Belgeler