AŞINMA MEKANİZMALARI
IV- Ara yüzeyin kesme direnci her iki yüzey malzemesinin kesme direncinden büyüktür. Ayrıca kuvvetli bir plastik şekil
2. ABRASİF AŞINMA
No Brasil e no mundo, a gestão do esgotamento sanitário, em sua maioria, é baseada em uma concepção tradicional, por meio de sistemas centralizados, em que as águas residuárias são coletadas e transportadas por longas distâncias e encaminhadas às grandes estações centralizadas de tratamento de efluentes. De acordo com Philippi et al. (2007), dentre outros aspectos, a sustentabilidade das sociedades está associada a sua capacidade de realizar uma gestão integrada e apropriada dos sistemas de saneamento. Para tanto, devem ser considerados a escassez, a distribuição diferenciada, a degradação, a crescente demanda do recurso água e a capacidade humana para gerenciar o sistema no âmbito operacional e financeiro.
Segundo Massoud (2009), as estações de tratamento de esgoto (ETE) representam um dos maiores investimentos no setor de saneamento básico, devido aos elevados custos de implantação e operacionalização. Paraskevas et al. (2002) complementam que o baixo orçamento disponível e a falta de técnicos especializados nos países em desenvolvimento resultam em uma operação inadequada das ETE, comprometendo todo o sistema de esgotamento sanitário. Adicionalmente, Esrey (2001) e Werner et al. (2009) evidenciam, ainda, que nos países em desenvolvimento onde existem as redes coletoras instaladas, em média 90% das águas residuárias são lançadas “in natura” ou com tratamento ineficiente nos corpos receptores. De acordo com o SNIS (2010), do esgoto gerado no Brasil, apenas 37,9% recebe algum tipo de tratamento.
Certamente, o modelo de saneamento convencional possui uma grande dificuldade em garantir a universalização dos serviços, no entanto, seu atendimento quando estabelecido cumpre as funções relacionadas com a oferta e demanda de água. Sistemas convencionais de tratamento de esgotos possuem seus méritos, particularmente onde já existem sistemas de coleta de esgoto implantados. Ademais, tecnologias convencionais promovem soluções já conhecidas e aceitas pela população (KROH, 2000). Vale observar, no entanto, que não faltam críticas a esse modelo quanto à sua capacidade em manter a sustentabilidade ambiental dos recursos naturais envolvidos no sistema de captação e destinação final no ciclo urbano da água (HARREMÕES, 1997; OTTERPOHL et al, 1997; BUTLER; PARKINSON, 1997 apud FRANCI 2006).
Atualmente, as tecnologias centralizadas de saneamento possuem alta eficiência e, graças às pesquisas, estão cada vez mais aperfeiçoadas e avançadas. Lens et al. (2001) descrevem que existem várias vantagens para esse tipo de sistema. Particularmente, a facilidade do controle do processo de tratamento de esgoto é a maior vantagem, reduzindo custos de automação e pessoal e permitindo uma alta confiabilidade e eficiência no manejo. Por outro lado, o custo de investimento e manutenção é o seu maior entrave, sendo considerada como uma tecnologia economicamente inviável e inapropriada para os países em desenvolvimento (LOSONCY, 2007; PATERSON et al., 2007). Estimando o custo de implantação de sistemas centralizados necessários para todos os países, Lens et al. (2001) afirmam que a capacidade de pagamento do mercado financeiro global seria insuficiente para cobrir todos os gastos de investimento.
De acordo com Werner et al. (2009), Werner et al. (2004) e Hermann (2000), as principais desvantagens do saneamento centralizado são:
Baixo índice de esgoto tratado, menos de 10%;
Poluição dos corpos d’água por nutrientes, patógenos, fármacos, hormônio, metais, etc;
Danos ambientais devido à eutrofização;
Uso de água de boa qualidade para o transporte de excretas; Elevado custo de investimento, energia e manutenção;
Desvalorização dos nutrientes e elementos traços presentes nos excretas; Produção e disposição de lodo de esgoto de forma inadequada.
O saneamento tradicional centralizado, existente há mais de 100 anos (QUITZAU, 2007), é mundialmente conhecido por ser um sistema que apresenta altas taxas de consumo de água e que beneficia os mais e negligencia os menos favorecidos (WERNER, 2004). Este sistema possui a propriedade de misturar pequenas quantidades de substâncias potencialmente perigosas com grandes volumes de água, multiplicando dessa forma a magnitude do problema (LANGERGRABER; MUELLEGGER, 2005). Verifica-se, ainda, a partir desta diluição, o uso de uma água, na maioria das vezes de boa qualidade, que pode ser utilizada para beber, com um fim apenas de destinar o mais longe possível os excretas humanas.
Junior e Philippi (2005) relacionam o baixo índice de esgotamento sanitário registrado nas cidades brasileiras à visão centralizadora do saneamento adotada no país, que contempla a utilização de grandes sistemas de coleta e tratamento de esgoto. WSSCC (2003) afirma que, na maioria dos países em desenvolvimento, apenas 1% a 2% do gasto
governamental é direcionado para projetos de saneamento de baixo custo. Uma das causas da crise da água é exatamente a obsessão que muitos países têm por construções grandiosas, sistemas de tratamento de grande porte e centralizados, que não podem ser mantidos por recursos locais. Enquanto uma minoria dispõe de um serviço moderno, a grande maioria vive sem nenhum benefício.
Contrapondo-se a esse contexto, nasce o conceito de saneamento descentralizado de esgotos, definido, segundo Philippi et al. (2007), como a coleta, o tratamento e a disposição final/reúso dos efluentes em residências, condomínios, bairros, comunidades isoladas, indústrias ou instituições, ocorrendo, portanto, a redução do transporte do esgoto, e evitando dessa forma a sua transposição por microbacias hidrográficas.
As principais características e vantagens de um sistema descentralizado apontadas por Philippi et al. (2007); Viet Anh et al. (2003); Kalbermatten (1980); Robinson (2005); Aisse (2000) e Esrey (2001) são:
Soluções mais adequadas às realidades locais;
Alternativa altamente viável às comunidades dispersas, principalmente em zonas rurais;
Fortalecimento das comunidades locais; Participação e controle social;
Redução do custo energético, com a provável eliminação de elevatórias e reservatórios;
Geração de oportunidades de reutilização local dos efluentes;
Recuperação de recursos importantes, como nutrientes para uso agrícola; Problemas em uma unidade simples não causam colapso em todo o sistema;
Desenvolvimento de potencialidades locais, gerando oportunidade de emprego e renda para os profissionais da região que trabalham em projetos, operação e manutenção dos pequenos sistemas de tratamento de esgoto.
Adicionalmente, duas vantagens dos sistemas descentralizados devem ser ressaltadas: a capacidade de tratar os efluentes utilizando tecnologias de baixo custo e ainda a oportunidade de reusar e aproveitar os produtos pós-tratados “in loco” (VIET ANH et al., 2003), diferentemente dos sistemas centralizados onde são utilizadas longas redes de esgotamento com custos de implantação inviáveis, que possuem apenas a função de encaminhar os excretas o mais distante possível do ponto de geração, e eventualmente reusá- los (VENHUIZEN, 1986; ESREY, 2001).
Viet anh et al. (2003) acrescentam ainda que esse modelo de saneamento não apenas reduz os impactos no meio ambiente e na saúde pública, mas também incrementa significativamente a prática do reúso de efluentes, dependendo das características locais da comunidade e do tipo de tecnologia adotada, constituindo-se, portanto, um sistema promissor, especialmente para os países em desenvolvimento.
Losoncy (2007) aponta duas fortes razões a serem consideradas para abandonar o modelo atual de saneamento (centralizado) e adotar os sistemas descentralizados. A primeira, de ordem econômica, está voltada para o elevado custo de implantação, operação, manutenção e reparação dos sistemas centralizados que são convertidos em taxas e/ou tarifas a serem pagas pelos usuários do sistema. Custos esses que se iniciam desde a aquisição das áreas requeridas para os grandes sistemas, como por exemplo, as lagoas de estabilização, até a escavação e construção das longas redes que coletam os efluentes. Este autor afirma, ainda, que quanto maior o comprimento da rede, maior será a probabilidade da ocorrência de rompimentos e vazamentos, caracterizando-se a proporcionalidade direta entre o tamanho do sistema e seu custo operacional. Ao encontro da Lei Federal nº 11.445 de 05 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico (BRASIL, 2007) e traz à operacionalização e manutenção do sistema de saneamento de responsabilidade da esfera municipal, Losoncy (2007) declara que o saneamento, hoje, faz parte dos custos fixos e permanentes do município, bastante onerosos, e repassados para o usuário final. A segunda razão de ordem ambiental retrata as consequências do que pode acontecer ao meio ambiente quando os sistemas de grande porte não funcionam corretamente e/ou entram em colapso. Quando isso acontece, as águas residuárias, simplesmente, são encaminhadas e lançadas aos corpos d’água sem tratamento algum.
Pesquisas conduzidas em várias cidades revelaram um índice elevado de vazamentos em redes de esgoto causando contaminação de águas subterrâneas. De forma recíproca, essas mesmas rupturas na tubulação podem causar a infiltração de água e consequentemente um aumento da carga hidráulica, prejudicando o tratamento nas ETE, devido tanto à diluição do esgoto quanto ao acréscimo de sua vazão (LENS et al., 2001).