D. Alevî-Bektaşîliği Etkileyen Unsurlar
1. Abdest
O termo sustentabilidade ou desenvolvimento sustentável teve seu marco histórico em 1987, quando da elaboração de um relatório denominado de Nosso futuro comum, publicamente conhecido como Relatório Brundtland. Sobre desenvolvimento sustentável, Finco e Waquil (2006, p.12) afirmam ser
O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.
Este conceito contradiz a lógica de um desenvolvimento associado ao progresso ilimitado, sendo que, nas visões de Locatelli (2000), Mousinho (2003), Spínola (2001) e tantos outros autores, para se
Adotar a ética da vida sustentável, os consumidores deverão reexaminar seus valores e alterar seu comportamento. A sociedade deverá estimular os valores que apóiem esta ética e desencorajar aqueles incompatíveis com um modo de vida sustentável (SPÍNOLA, 2001, p. 213).
Deste modo, o consumo sustentável passa a ser indispensável na construção de uma nova sociedade, preocupada com o equilíbrio entre o desenvolvimento socioeconômico e a preservação do meio ambiente.
Nos estudos de Jacob (2006), entretanto, compreende-se que o termo consumo sustentável encontra-se situado em um patamar fantasioso. Existe a alternativa pelo consumo sustentável, tanto nos países ricos como nos países
pobres, encorajando as ações para atender às necessidades do ser humano de maneira aceitável, utilizando-se o mínimo dos recursos naturais e respeitando os limites ecológicos do planeta, porém poucas ações saem da teoria.
Assim, para que haja um consumo sustentável, é preciso uma mudança de atitude dos próprios consumidores. A responsabilidade para a preservação do planeta é de todas as pessoas, parte sempre de uma mudança de comportamento, que se reflete em um consumo responsável, sustentável, consciente, proveniente de uma educação voltada para formação integral do ser humano, enquanto ser finito, interagindo numa natureza possuidora de recursos, muitos deles não renováveis.
Para Canclini (2008), essa mudança de atitude da sociedade só ocorrerá quando houver uma reflexão acerca do comportamento que guia as práticas cotidianas. E vai além, afirmando que uma forma propositiva de consumo seria restringi-lo apenas ao necessário, substituindo-se o consumo privado de produtos pelo consumo público, ou até mesmo pelo consumo mínimo ou nenhum consumo, quando possível, no caso dos supérfluos. (WWI14).
Entende-se que toda mudança requer uma mobilização e organização para se construir uma nova consciência coletiva e acredita-se que isto também é válido quanto ao ato de consumir e criar condições objetivas que proporcionem um novo modelo de consumidor consciente, capaz de observar os impactos causados pela cultura consumista. Como expõe Leandro (2008, p.1), de uma forma simplificada, consumo consciente “significa consumir atento ao impacto que determinados produtos e serviços podem causar ao meio ambiente”, impedindo, quando possível, ações que o afetam negativamente.
É preciso esclarecer, porém, que essa mudança de comportamento não é tarefa fácil, visto que a relação com o meio ambiente de forma desrespeitosa faz parte do costume da população e, de acordo com Boff (2008, p. 46), “os costumes estão sempre circunscritos a hábitos, valores e opções dentro de determinada cultura”.
A prática do consumo parte sempre da escolha do indivíduo, baseado no contexto cultural ao qual está inserido. Para que o consumo consciente torne-se uma realidade, é preciso que haja conscientização de cada um na sociedade,
14 O World Watch Institute (WWI), sediado em Washington, destaca-se na promoção de uma sociedade ambientalmente
sustentável, na qual as necessidades humanas sejam atendidas sem ameaças à saúde da natureza. Busca atingir seus objetivos através de pesquisas interdisciplinares e políticas, montando cenários sobre as emergentes questões globais, e difundindo os resultados através de publicações, editadas em vários idiomas. No Brasil, é associado à UMA - Universidade Livre da Mata Atlântica, instituição do terceiro setor, dedicada à promoção do desenvolvimento socioeconômico ecológico integrado, para a divulgação de suas informações e publicação dos seus trabalhos.
disseminando o conceito da responsabilidade no ato de consumir. Vê-se, portanto, que é preciso uma mudança na cultura, para que a escolha do consumidor seja pautada, também, nas balizas da sustentabilidade (BOFF, 2008).
Também não basta apenas a mudança da consciência do consumidor, é preciso que o mercado também mude e que ele se paute pela sustentabilidade. Porém, fala-se em consumo consciente – e não em produção consciente – pelo fato de que a produção é baseada na demanda do consumidor. Dessa forma, se o consumidor passar a exigir os chamados “produtos verdes”, a indústria adaptar-se-á, oferecendo esse tipo de produto (LEITE, 2009).
É preciso mostrar que existem dois comportamentos a serem considerados aqui: a compra e o consumo em si. Sobre a compra, diz-se que o consumo consciente é aquele que privilegia empresas responsáveis ecologicamente. Porém, só isso não basta. É preciso mudar também o modelo de consumo em si, diminuindo a quantidade consumida, comprando apenas o necessário ou reciclando e reutilizando os produtos que seriam descartados como rejeites. “O consumo consciente é uma das ferramentas para se atingir o novo modelo econômico – desenvolvimento sustentável – que traz reflexões e mostra a necessidade de se criarem redes para sua implementação” (SAMPAIO et al, 2009, p. 146).
O consumidor que adota uma postura consciente tem o poder de revolucionar, se agir em coletividade, podendo mudar relevantemente o modo de produção. Observa-se, então, que o consumo sustentável significa uma postura de prevenção. Nesse sentido, para o cidadão ter “uma nova postura de consumidor consciente, exige-se, antes de tudo, a existência de uma política de conscientização, com envolvimento de protagonistas sociais” (SOUZA, 2009, p.1). Além de empresas e consumidores, é preciso entender que uma mudança cultural, como a proposta para que se mudem os hábitos de consumo, afeta todo o ciclo econômico – indústrias, fornecedores, consumidores e governo. É por isso que, apesar de ser urgente essa mudança de paradigma de consumo, ela não constitui tarefa fácil. Uma das razões para essa dificuldade é que a sustentabilidade é associada a um desenvolvimento parcial não completo.
Por fim, diante da abrangência do tema e da complexa rede de agentes e objetos que se entrelaçam nesse contexto, faz-se necessária uma reeducação ambiental, que sirva de ferramenta para a modificação da relação do ser humano com o meio-ambiente, visto que "a finalidade da educação ambiental é formar uma
população mundial consciente e preocupada com o ambiente e problemas com ele relacionados” (UNESCO, 1977, p.2)