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ABD’nin AfPak Projesi ve Afganistan Çekilme

3.5 Afganistan’da Yeni Dönem

3.5.1 ABD’nin AfPak Projesi ve Afganistan Çekilme

Lafer (1975) descreve o processo de planejamento da seguinte forma:

que é essencialmente política, por ser uma tentativa de alocar explicitamente recursos e, implicitamente, valores, por meio do processo de planejamento e não dos demais e tradicionais mecanismos de sistema político. é a única parte em que pode ser considerada do

117Parte se do global para entender a lógica que perpassa as concepções de planejamento para o local, onde esta

ponto de vista estritamente técnico, pois caso exista um documento escrito ele poderá ser analisado à luz de critérios econômicos, por meio dos quais se testa a sua consistência interna e a compatibilidade de seus objetivos; que também é, essencialmente, política, um fenômeno político, pois é uma forma de se aferir quanto da tentativa de alocar recursos e valores se efetivou, ou melhor dizendo, qual é a relação num dado sistema entre política e administração.

Todo o processo de planejamento se orienta por uma concepção, ou seja, uma ideologia, ou valores considerados importantes para o agente. Estes fatores se transformam em premissas a serem empreendidas e expressas nos planos e projetos, como reflexo da ideologia. Para o planejamento territorial do turismo podem ser distinguidas diversas concepções. Destaca se, entretanto, como algumas orientações desejáveis: o planejamento sustentável118e o planejamento participativo, o planejamento com base local, o planejamento insercivo.

Na mesma perspectiva de Lafer, Carvalho (1978) entende que o planejamento é um processo sistematizado que possibilita maior eficiência a uma atividade para, em um determinado prazo, alcançar o conjunto de metas estabelecidas. Constitui se em um conjunto de fases pelas quais se realiza uma operação, não aleatória, obedecendo a uma relação precisa de interdependência que o caracteriza como um sistema, ou conjunto de partes coordenadas entre si, de maneira a formar um todo. Este se caracteriza por um conjunto coerente e harmônico visando alcançar um objetivo final ( produto, resultado) determinado.

O conjunto de fases pode ser representado por: Conhecimento da realidade, decisão, ação e crítica.

$%E&5!#&%($ " '&" ! " &: Expressa o processo sincrético, analítico e de síntese de conhecer a realidade social, econômica ou territorial em questão. Por realidade entende se o diagnóstico e o prognóstico dos principais indicadores explicativos de uma situação problema, situação espacial e temporal de uma variável considerada.

&5!)?$: O conhecimento da realidade exige, nos seus mais variados momentos, decisões. Também, a intervenção ou ação que se desdobrará sobre uma determinada realidade, exigirá decisões continuadas. O processo crítico é um complexo de decisões. Mas, como “decisão” pode se denominar a fase em que as diferentes alternativas para se solucionar uma situação problema, relativa a uma dada realidade da sociedade, do território, da empresa, são estudadas tendo em vista se otimizar a alocação dos recursos disponíveis e a estratégia política estabelecida. A decisão pode ser considerada política e ela é apoiada nas

118 Este se orienta pelos princípios de sustentabilidade ecológica, econômica, social, cultural e política Os

critérios podem ser definidos de acordo com Ignacy Sachs (2000), em seu livro Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável.

mais variadas técnicas decisionais e intimamente ligadas com o objetivo final. Da decisão de se planejar faz se necessário o aprofundamento no conhecimento do que se propõe empreender. O diagnóstico iniciado, na fase anterior, se consubstancia em uma radiografia, uma visão global da área de interesse. Deve ser aprofundado para detectar os aspectos positivos, as deficiências, os pontos de estrangulamento, orientando sobre as prioridades e possibilitando a confecção de prognóstico, do plano, das diretrizes, ou seja, a ação.É o período de operações em que as hipóteses de solução para os problemas ou questões são apresentadas sob a forma de objetivos, diretrizes e recursos estimados. Denomina se de decisão a fase em que se deseja enfatizar o período de trabalhos em que decisões formais serão tomadas e orientarão as demais fases (conhecimento aprofundado da realidade e crítica). Sendo assim, até que a revisão seja feita e proponha outras alternativas de ação que deverão levar a novas decisões, conseqüentemente, a novos objetivos.

>?$: É entendida como o conjunto de atividades resultantes de uma decisão racional, pois, tanto o conhecimento da realidade, a decisão, como , também a crítica,podem ser entendidas como ação, seja física, ou intelectual. Especificamente, seria a implantação ou efetivação das “decisões” tomadas, tendo em vista transformar uma situação. Ação, execução, implantação ou qualquer que seja a denominação, está intimamente relacionada com o conjunto de proposições (planos, programas ou projetos) efetuadas na fase anterior.

'4(!5": Processo de acompanhamento, controle e avaliação do desempenho de determinadas operações. Tem como objetivo realimentar o processo decisório, tendo em vista a correção de desvios ou distorções da “ação”, na consecução dos objetivos estabelecidos.119

Segundo o mesmo autor, para se dar mais eficiência a uma atividade humana, deve se absorver dois elementos, que também fazem parte da estrutura de planejamento enquanto processo. São eles: metas e prazos. A prática do planejamento só é possível quando se deseja intervir num futuro, próximo ou distante. Intervir significa estabelecer metas (objetivos quantificados) a serem alcançados num tempo (prazo) determinado. Percebe se que os dois elementos são indissociáveis e determinam de forma intensa a qualidade e profundidade do processo. Geralmente, eles se inscrevem na parte mais objetiva de um planejamento, que seria o documento, em que se descreve o plano, projeto ou programa e que retratam as decisões que são

119A ação e a crítica caminham juntas interagindo numa dinâmica dialética. A atividade de acompanhamento,

controle e avaliação da ação proposta podem ser entendidas como crítica. Na práxis ação crítica se cria as situações problemas, reiniciando se o processo: conhecimento da realidade, decisão, ação e crítica que constituem o planejamento. Carvalho (1978)

tomadas num determinado momento, para um período de tempo futuro. Porém, é preciso lembrar que estes documentos são os meios e não os fins, porque sem a devida execução perdem todo o sentido da sua realização.

De acordo com as reflexões empreendidas, sabe se que o processo de conhecimento da realidade, decisão, ação e crítica seriam inerentes ao raciocínio humano. Todas as ações exigem deliberação consciente ou não e os resultados da experiência são avaliados ( processo crítico) e realimentam o conhecimento da realidade, o que, por sua vez, permite tomadas de decisões mais conscientes e adequadas. Empírica ou cientificamente este processo se repete. O maior rigor na verificação das fases, ou a mais ampla ou restrita capacidade crítica dos atos, possibilita entender em que fase o planejamento falhou e, ainda, permite esclarecer quais foram as decisões tomadas casuisticamente e as realizadas dentro de um processo de planejamento científico, ou seja, realizado com previsão das conseqüências e a antecipação do futuro com todas as implicações técnicas e políticas daí decorrentes. Elas vão dando maior garantia de que cada decisão tomada possa ser evidenciada, num tempo futuro previsto por uma prática. (Carvalho, 1978)120

Sendo o planejamento um processo dinâmico, sistêmico, para entender o porquê de seu fracasso é necessário conhecer as relações de dependência, estudar a causa e o efeito das variáveis que o compõem. Tal processo exige uma visão holística, global, sobre todos os aspectos que o envolvem, não somente dentro de seu âmbito de ação, assim como aqueles que se encontram fora de seu limite, mas que influenciam o seu funcionamento.

A globalidade, porém, traz junto de si uma nova exigência, a unidade, ou seja, a coerência entre as partes, ou seus elementos, de forma que os processos por eles desenvolvidos adquiram uma harmonia que possibilite aumentar a sua eficiência. Segundo Carvalho (1978:50), “seria a unidade das partes, dada pela relação de interdependência, e a unidade dos processos no tempo, fases do planejamento que permitem a coerência da dinâmica do planejamento”.

A adaptabilidade seria uma outra característica importante do processo. Ela se consubstancia, de forma “crítica”, no sentido de considerar os fatores favoráveis e desfavoráveis à execução das partes do conjunto de medidas previstas. A cada passo ou problema encontrado podem surgir novas formas a serem implementadas, novas soluções a serem adotadas, pois se torna impossível prever os percalços que serão encontrados no decorrer das ações no tempo. A adaptabilidade está diretamente ligada à realimentação.

120 O autor acredita que o processo de planejamento deva ser cada vez mais racionalizado, em razão da

complexidade e velocidade em que as decisões devem ser tomadas na atualidade. Desta forma, o método científico deve substituir as decisões pelo hábito ou por experiência acumulada. Mesmo as mais simples decisões exigem, face ao complexo de inter relações em que se encontram a aplicação de meios para conseguir determinados fins e prever as conseqüências desse comportamento.

Caso se deseje incutir maior credibilidade e realismo ao processo, deve se almejar objetivos passíveis de serem alcançados. Muitas vezes o plano é desacreditado em razão da sua impossibilidade de implantação, tendo em vista objetivos, diretrizes e instrumentos inviáveis.

Todos estes fatores devem se pautar pela previsão, já que o planejamento é uma intervenção voltada para o futuro. Os prazos determinam a maior ou menor profundidade das projeções futuras, pois, quando se atua a longo prazo, as técnicas são diferentes das de médio e curto prazo. Deve se ressaltar que a “qualidade das decisões presentes está em estreita dependência da nossa capacidade de prever e esta capacidade de prever, diretamente relacionada com o domínio das técnicas especializadas no campo em apreço”. (Carvalho, 1978:53).

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O planejamento é um método científico de investigação para o conhecimento, mudança e avaliação da realidade sociocultural. Para tal, dentro de um contexto científico, é necessário organizar e conduzir previamente o processo de observação, registro e dedução de fenômenos e fatos que sirvam para identificar e estabelecer hipóteses, que devem ser comprovadas ou rechaçadas pela observação e experimentação. A partir daí, surgem as leis, teorias e modelos.

Molina & Rodriguez (2001) entendem que o planejamento, voltado para mudanças estruturais, apóia se em ciências factuais, especialmente as ciências sociais121, mas, também, em ciências formais como a matemática. Porém, o obstáculo que se coloca ao planejamento do turismo encontra se no seu desejado tratamento interdisciplinar, ou seja, como se pode aprofundar no conhecimento e síntese de um fenômeno tão multifacetado que envolve ciências factuais e formais ? O turismo só pode ser objeto de conhecimento científico a partir da perspectiva isolada de cada uma delas?

Os autores afirmam que aparentemente não é assim, pois, atualmente têm se desenvolvido análises a partir da chamada Teoria Geral dos Sistemas, qualificada como a “ciência das ciências”, ao integrar as diversas estruturas e proporcionar a possibilidade do manejo de uma linguagem comum, independente da área de conhecimento que está tratando.

O pensamento desta teoria é o mesmo apontado e desenvolvido para as ciências tradicionais, com a vantagem de ter capacidade de integrar as ciências que possam apoiar o processo de planejamento, em cada uma de suas etapas.

Segundo Myrdal (1957:40), a respeito da teoria da causação circular dentro de um sistema,

“A principal tarefa científica é, contudo analisar as inter relações causais dentro do sistema, a medida que ele se move sob a influência de forças externas que pressionam, ora em determinado sentido ora em outro, ao ritmo de seus próprios processos internos(...) O ideal cientifico não consiste apenas em decompor os fatores em seus elementos e organizá los deste modo, mas em dar a cada um deles as medidas quantitativas de sua capacidade de influenciar os outros e de ser influenciado pelas mudanças dos demais elementos dentro do sistema ou por mudanças nas forças exógenas”.

Molina (1997) destaca que, em 1925, surge o primeiro trabalho referente ao tema, publicado pelo biólogo alemão Ludwing von Bertalanffy. Mais tarde outros cientistas enriquecem o conteúdo da tal teoria. O autor adverte que “la planificación acorde com el enfoque de la TGS difere substancialmente de la planificación tradicional: mientras esta última há mostrado una clara tendência a separar los elementos del objeto que se va a planificar, la planificación en el marco de la TGS los integra.”(Molina,1997:33)

Em relação ao planejamento do turismo a Teoria Geral dos Sistemas apresenta alguns pontos positivos:

Permite elaborar um conceito totalitário do turismo

Aborda o turismo de uma maneira integral (as partes que o compõe e as relações entre elas)

Oferece uma linguagem que facilita a comunicação entre os profissionais de distintas áreas científicas, que se unem para planejar o turismo. Isto ocorre porque a Teoria Geral dos Sistemas constitui um marco de referências que utiliza vocabulário comum às ciências.

Diversos pesquisadores, entre eles Roberto Boullón, Mario Carlos Beni, Jost Krippendorf, Molina e Miguel Acerenza, utilizaram a teoria dos sistemas para empreender suas análises e planejamento da atividade turística. Boullón (2002:37), por sua vez, afirma que não existe uma única versão explicativa do Sistema Turístico, o que não significa, também, que haja muitos sistemas; “há apenas um, com várias facetas. O estudo de cada uma das facetas deu origem a diferentes modelos analíticos”. Entre estes, o pesquisador elenca três como os mais importantes: modelo oferta demanda122; modelo antropológico social123; modelo turismo industrial124.

122Centra seu interesse no funcionamento do turismo comercial.

123Ocupa se das manifestações do ócio e do tempo livre, nas diferentes sociedades e analisa suas repercussões

nas condutas individuais e coletivas.

Entretanto, seu interesse encontra se no primeiro, representado na figura a seguir (Figura 1), onde podem ser demonstrados vários aspectos da cadeia produtiva do turismo.

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Fonte: Boullón (2002)

Boullón esquematiza o sistema turístico sob a ótica do mercado e representa a figura como as partes integrantes do sistema, além de demarcadas suas relações essenciais. Na parte esquerda aparece o ponto de partida de funcionamento do sistema, originado no encontro da oferta com a demanda turística, mediante um processo de venda, o chamado produto turístico, que, com a infra estrutura, formam a estrutura de produção do setor, tal como indicado na parte direita. Ao centro fica representada a superestrutura, cuja função é controlar a eficiência do sistema, fiscalizando seu funcionamento e a inter relações entre as partes.

Resumindo, o Patrimônio Turístico de um país, região ou cidade é determinado a partir da integração de quatro componentes:

Planta Turística (empreendimentos turísticos aparato produtivo). Infra estrutura (recursos de apoio ao aparato produtivo).

Superestrutura Turística (subsistema organizacional e recursos humanos para operar o sistema).

No âmbito das pesquisas, na área, o SISTUR é conhecido como um conjunto de procedimentos e doutrinas, idéias ou princípios, ordenados e coesos, com a intenção de descrever o funcionamento da atividade turística como um todo. Pode se dizer que é uma metodologia para o planejamento do turismo que visa sua análise estrutural. “Ela pode ser definida como a observação rigorosa e metódica do campo de abrangência da atividade, ou seja, dos elementos ordenados e inter relacionados de forma dinâmica que o integram” (BENI, 2001:17). Assim, a visão é ao mesmo tempo analítica e globalizante, indutiva e dedutiva, resulta na configuração da totalidade do campo de estudo e das suas partes componentes, articuladas entre si, ou em um sistema125.

Uma outra representação, apesar da compreensão ser semelhante à adotada por Boullón, encontra se no modelo referencial elaborado por Mário Carlos Beni em sua tese de doutorado (Figura 2).

125Segundo o autor, a ciência moderna verificou a qualidade do fazer completo, a característica da natureza de

colocar as coisas juntas em um padrão de significado cada vez mais sinergético. A Teoria dos Sistemas, um conceito moderno, afirma que cada variável, em um sistema, interage com as outras variáveis de forma tão completa que causa e efeito não podem ser separados. Afirma, ainda, que a realidade não permanece imóvel, mas não pode ser desmembrada, pois não será possível entender uma célula, a estrutura de um cérebro, a família, a cultura ou o turismo se forem isolados de seus contextos. O relacionamento é tudo.

7$<'"#" 03 !)(&#" & '!)#$ L M Ecológico Econômico Cultural Superestrutura Infra estrutura Produção Consumo Distribuição

CONJUNTO DAS RELAÇÕES AMBIENTAIS RA

CONJUNTO DA ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL OE

CONJUNTO DAS AÇÕES OPERACIONAIS AO

Mercado

Demanda Social

Oferta

Fonte: Beni (2001)

Complementando os estudos de Beni apresenta se, para uma melhor compreensão do detalhamento dos subsistemas que dão forma ao sistema turístico, o Diagrama de Ishikawa (Figura 3), demonstrado a seguir por Acerenza (1998).

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Acrescenta se que o turismo, devido as suas peculiaridades, complementa se em razão da reunião de várias empresas privadas, instituições publicas e serviços diversos. O desempenho do sistema resultará do comportamento de todas as organizações que o compõem.

Por sua vez, cada uma pode ser estudada como um sistema a parte. Por extensão, um conjunto de organizações de um mesmo setor podem, também, compor um sistema. As considerações sistêmicas adaptam se às necessidades dos estudos que são feitos e devem ser estudadas de acordo com os seguintes parâmetros. (Petrocchi 2002):

Entradas (input) Processo Saídas (output)

Retroalimentação (feedback) Meio e modelo Figura 4

Sistema de Turismo

Serviços de Alimentação

Hospedagem Transportes Serviço

Complementar Comércio Equipamentos de Lazer Restaurantes Lanchonetes Docerias Comida Típica Bares Hotéis Camping Pousadas Casas Apartamentos Ônibus Avião Carros Navio Trens Locadoras de Automóveis Agências de Viagens Guias de Turismo Shopping Artesanato Souvenires Outros Serviços Aluguel de Equipamentos Parques Esportivos Cinemas e Teatros Parques Temáticos Parques de Diversão Parques Naturais Centros de Lazer

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Fonte: Acerenza (1991)

Analisando a teoria, entende se que o Sistur é um sistema aberto que faz trocas com o meio que o circunda. Por extensão, é independente, mas não auto suficiente. Seu crescimento ocorre em razão de uma série de variáveis, entre elas a capacidade de suporte dos ecossistemas naturais, a administração competente, a gestão do patrimônio entre outras.

Os modelos pretendem retratar a configuração assumida pelo fenômeno turístico até seus limites máximos. Para tanto, conforme apresentado no diagrama de Ishikawa, relaciona uma série de funções inerentes à atividade que se apresentam. São elas: o conjunto de fatores que geram a motivação do deslocamento e a escolha das áreas de destinação turística; o deslocamento de indivíduos no contínuo espaço/tempo; os equipamentos de transporte oferecido ao tráfego de pessoas; o tempo de permanência nas áreas receptoras; a disponibilidade de equipamentos de hospedagem e alimentação; a disponibilidade de equipamentos de recreação e entretenimento; a disponibilidade de infra estrutura básica; o processo de produção e distribuição do produto turístico; a administração do sistema.

Surgem desse “repertório de funções primárias e inerentes à atividade, funções derivadas que ampliam e consolidam o contexto em que ela se processa contidas no ambiente natural, cultural, social e econômico, e nas funções de organização e operacionalização”. (Beni, 2001:45).

No trabalho de Beni visualizam se três conjuntos que, também, podem ser considerados subsistemas126, compreendidos como: Conjunto das Relações Ambientais; Organização Estrutural; Conjunto das Ações Operacionais. Assim como seus componentes básicos e as funções primárias que atuam em cada um dos conjuntos e em interação no sistema.

126Apresentam funções próprias e específicas, assumindo características individualizadas. Essas funções, quando

organizadas para explicar o fenômeno do turismo, já delineiam o arcabouço do sistema com objetivos em si. Ao se correlacionar a atividade turística, por exemplo, com a atividade econômica isolada do setor de serviços, como o transporte, esta passa a integrar o Sistur, com objetivo próprio (transporte turístico). Um recurso natural (água) quando utilizado para geração de energia, pode apresentar em sua paisagem atratividade suficiente para o turismo. Neste sentido, mesmo não estando ligado ao turismo, pode vir a participar do sistema.

O objetivo do Sistur é organizar os planos de estudos da atividade turística, levando em consideração a necessidade de se fundamentar as hipóteses de trabalho, justificar posturas e princípios científicos, aperfeiçoar e padronizar conceitos e definições. Além disto, pretende consolidar condutas de investigação para instrumentar análises e ampliar a pesquisa.

Resumidamente, um sistema é definido como um conjunto de elementos interdependentes e interagentes, ou seja, um grupo de unidades combinadas que formam um todo organizado, cujo