6. SONUÇLAR
6.2. Aharonov-Bohm İnterferometresi İçin Sonuçlar
6.2.1. AB İnterferometresi İçin Kapı Gerilimi Taraması
Mesmo não sendo o objeto principal desse estudo, algumas lacunas organizacionais podem ser identificadas na SME. Ainda que esta avaliação seja preliminar, ela é relevante, uma vez que a partir dela busca-se explicar o problema e mapear sua solução.
A SME parece apresentar duas lacunas centrais: (i) seus critérios para definir a política pública para creches são restritos, bem como (ii) é restrita a capacidade de gestão da política da secretaria. O primeiro ponto é passível de solução a partir da seleção de critérios que orientem a organização. Em outras palavras, deve preceder a definição da política pública de creches uma apuração mais ampla do seu sentido, o qual irá balizar toda a estratégia. O segundo ponto exige que a SME seja dotada de instrumentos para melhor mapear os aspectos relevantes da realidade e melhor atuar no desenho e implantação da
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política. Isto é, a SME deve deter os instrumentos necessários para a operacionalização da estratégia desenhada.
5.1.1 Orientação da política pública: definição de critérios
A definição dos critérios norteadores é uma etapa fundamental para o desenho de políticas públicas. Da indefinição desses critérios decorrem problemas de direcionamento e foco, que se traduzem em ações descoordenadas e muitas vezes ineficientes. Com base na análise realizada, construímos as diretrizes abaixo, como indicativo para serem discutidas pelos elaboradores da política:
I. Acesso universal à educação
Entende-se aqui que o estímulo educacional é fator relevante a ser levado em conta no delineamento da política de educação infantil. Assim, a qualidade do atendimento é avaliada a partir da ótica da aderência às boas práticas educativas.
II. Assistência Social
Há nessa política um aspecto fundamental de assistência social que não pode ser suprimido, já abordado em capítulos anteriores. O público alvo que se quer beneficiar é a criança, que deve ter seus direitos educacionais garantidos. Da mesma forma, a criança deve ter o seu contexto social levado em consideração. Observa-se, então, a importância do aspecto do atendimento prioritário à população em situação de vulnerabilidade social, para que sejam favorecidas as famílias de baixa renda, em benefício tanto da criança, que recebe atendimento mais adequado, quanto dos pais, que se tornam aptos a dirigirem-se ao mercado de trabalho com vistas a superarem sua situação de vulnerabilidade. Decorre daí um segundo aspecto relevante dentro do critério de assistência social: o caráter duplo da política de creches, que atende tanto à criança nas suas necessidades de desenvolvimento, quanto aos seus pais, que precisam contar com este serviço para que exerçam plenamente suas atividades profissionais, se assim precisarem ou quiserem.
III. Intersetorialidade
O atendimento em creches requer articulação abrangente e integração com outras áreas. A política pode servir como alavanca para o desenvolvimento de medidas que aproveitem o espaço educacional para garantir outros acessos: à saúde, cultura, esporte, recreação, etc. Do mesmo modo, o espaço educacional pode ser explorado para garantir cultura e entretenimento nas comunidades onde está presente.
52 IV. Customização
A política deve ser balizada pelo princípio da equalização do atendimento, mas simultaneamente devem ser consideradas as diferentes dinâmicas locais, o que irá garantir adequação às necessidades e especificidades regionais.
V. Continuidade
A política de creches não pode ser olhada isoladamente, uma vez que o processo educacional é contínuo. A continuidade do acesso à escola deve ser garantido, bem como a integração e complementaridade com relação à política educacional para a pré-escola, gerando o desenho de uma só política para o Ensino Infantil.
VI. Intergovernamentalidade
A responsabilidade sobre a política deve ultrapassar o alcance municipal, exigindo a articulação entre os entes federativos como o envolvimento das diferentes esferas governamentais.
5.1.2 Instrumentalização gerencial da SME para a condução da política pública Além da determinação de diretrizes que servirão como pressupostos para o desenvolvimento da política pública de creches, observou-se necessário o aprimoramento e a criação de algumas ferramentas de gestão que subsidiem a viabilização da política. Para isso, destacamos ações voltadas a cinco principais instrumentos, identificados como essenciais para que se alcance a capacidade administrativa suficiente à promoção da expansão do número de vagas, garantindo-se qualidade no atendimento e justiça social:
i) aperfeiçoamento do sistema de cadastro da demanda;
Os aprimoramentos relativos ao cadastro da demanda não se restringem ao elemento técnico do sistema, mas à sua dinâmica de atualização por parte dos CEIs. As observações mencionadas do Tribunal de Contas (TRIBUNAL..., 2008) revelam a necessidade de sistema de acompanhamento e fiscalização mais rígido para que o cadastro seja devidamente atualizado. Outra necessidade percebida é a ampliação da divulgação da existência do cadastro e o provimento de condições para que a população registre sua demanda. Neste sentido, ocasiões como a vacinação de crianças de 0 a 3 poderiam ser pensadas para que atualização do cadastro fosse permanentemente feita, evitando-se descompassos sérios entre a demanda real e a cadastrada.
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Acredita-se que a dimensão do número de vagas a ser criado em São Paulo torna inegável, independentemente da forma como a expansão ocorrerá – se mediante a rede direta, conveniada ou outra alternativa – a necessidade de recursos humanos qualificados e estratégias específicas para a ampliação do atendimento. No planejamento ilustrativo construído adiante, além de capacitações aos recursos humanos envolvidos na política de creches, foram sugeridos dois caminhos possíveis para a viabilização da expansão física da rede. Um deles apresenta foco na utilização das Parcerias público-privadas (PPPs) para a aceleração das construções e o outro enfatiza a criação de corpo técnico especializado na SME para a condução da expansão por meio de alternativas como o uso das creches modulares40.
iii) aprimoramento do método de identificação de terrenos disponíveis;
A dificuldade em encontrar terrenos possíveis para a construção de creches constitui entrave apontado pela SME para a expansão da rede. Salienta-se, assim, a necessidade da constituição de método mais eficaz de identificação de terrenos disponíveis, dada a existência de dados e informações significativamente detalhadas e precisas acerca do assunto, oferecidas por institutos de pesquisa, entidades públicas ou que disponibilizam materiais gratuitamente41. Eventuais impedimentos legais para a construção desses equipamentos públicos já estão sendo resolvidos pela PMSP por meio da tentativa de modificação da legislação atual.
iv) adoção de indicador para identificação das famílias socioeconomicamente
vulneráveis e regiões pouco atendidas42;
A complexidade subjacente ao estudo da política de primeira infância poderia ser melhor compreendida por meio da elaboração de indicadores que auxiliassem o adequado planejamento a conformação da política de creches. Nesse sentido, indica-se a adoção do Indicador de Desenvolvimento da Primeira Infância – instrumento desenvolvido por este trabalho – por parte da SME, para fins de melhor compreensão das heterogeneidades existentes na cidade e, eventualmente, como instrumento para a identificação das localidades e famílias a serem priorizadas. O índice sintético é constituído por três dimensões: Saúde, Educação e Cuidado e Renda e Trabalho e busca identificar – em geral por meio de dados registrados a partir de 2008 – a situação atual do desenvolvimento das crianças de 0 a 3 anos
40 Informações sobre as creches modulares estão explicitadas no tópico 4 do trabalho. 41 Esse assunto está detalhado no Anexo XI.
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em cada subprefeitura da cidade. O mapa com os resultados do Índice encontra-se abaixo e as informações detalhadas sobre o mesmo, no Anexo V.
Figura 2 - Mapa do Índice de Desenvolvimento da Primeira Infância de São Paulo-SP – 2010
v) elaboração de sistema de contratualização de resultados e correção de rumos
Não menos relevante se faz o desenvolvimento de ferramentas de gestão como a contratualização de resultados dentro da SME, com as subprefeituras e os próprios CEIs. Por meio da iniciativa, seria possível a viabilização de um sistema de acompanhamento de indicadores e avaliação da implementação da política tanto para garantir comprometimento por parte dos profissionais envolvidos e aferir a qualidade do atendimento prestado quanto para identificar lacunas a serem superadas. A existência de um sistema de contratualização é essencial para que se promova a correção de rumos na política e na estrutura organizacional da SME.
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