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A. AB Vergi Hukukunun Kaynakları

1. AB Hukuku Birincil Kaynaklarında Yer Alan Vergi ile İlgili

A classificação e divisão das políticas de segurança por parte de OLIVEIRA (2006)

extingue-se em 2002, ano em que o XIV Governo Constitucional cessou funções. Não obstante, as alterações do quadro securitário português não se extinguem nessa data.

Em Portugal, desde 2002 até à atualidade que se demonstra uma preocupação com a internacionalização das ameaças e da segurança, a par da descentralização da segurança.

40 Lei n.º 30/84, de 5 de setembro.

41 Decreto-lei n.º 440/86, de 31 de dezembro. 42 Lei n.º 20/87, de 12 de junho.

43 Atualmente a Lei-quadro das Polícias Municipais bem como seu regime e forma de criação é definido pela

Lei n.º 19/2004 de 20 de maio.

44 Criados pela Lei n.º 33/98, de 18 de julho, atualizada pela Lei n.º 106/2015, de 25 de agosto, que incluiu a

violência doméstica e a sinistralidade rodoviária no âmbito dos objetivos e competências dos conselhos municipais de segurança.

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Parece-nos profícuo referir a aprovação da Lei de Segurança Interna (LSI), por força da Lei n.º 53/2008, de 29 de agosto, que reformulou o Sistema de Segurança Interna (SSI) em Portugal na senda do anunciado por OLIVEIRA (2006: 295).

A colocação da segurança, enquanto prioridade política também se refletiu na publicação da Lei n.º 49/2008, de 27 de agosto, vulgarmente conhecida por Lei de Organização da Investigação Criminal (LOIC). Quer um, quer outro destes diplomas é claro no que concerne no sentido de colocar a segurança de uma maneira estratégica, pois a adaptação feita é o reconhecimento do topo político da necessidade de uma maior coordenação entre instituições vitais à prossecução do interesse público na área da segurança.

A atuação política no campo da segurança privada também é visível através da consolidação de legislação avulsa e dispersa com vista a estabelecer um regime concentrado e sólido do exercício das atividades de segurança privada e medidas de segurança que devem ser adotadas por determinadas entidades públicas e privada com vista à prevenção criminal.

Para este fim, publicou-se a Lei n.º 34/2013, de 16 de maio, que estabelece o regime do exercício da atividade de segurança privada. Não podemos deixar de notar que, apesar de a segurança privada ser aquela que se presta por entidades privadas numa lógica mercantil, a mesma constitui um ator infraestadual importante na prossecução da segurança pública. O reconhecimento por parte do Estado que, por si só, não consegue dar cumprimento cabal a um dos seus principais desideratos e responsabilidades no que concerne a segurança é um marco evidenciado pelo referido diploma.

A descentralização e territorialização da segurança em Portugal tornou-se especialmente evidente desde 2002 até à atualidade. Na agenda política portuguesa45, desde o XV Governo Constitucional que a descentralização da segurança é praticamente uma constante, ainda que esta seja relativa a diversas áreas. Porém, um marco importante nesta matéria deu-se em 2008 quando o Ministério da Administração Interna (MAI) e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) celebraram, em agosto, um protocolo que visava a criação de contratos locais de segurança em Portugal. Esta estratégia local de prevenção e repressão do crime recorre ao uso de parcerias entre o setor público e a sociedade civil. Os CLS são instrumentos criados para criar uma colaboração

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institucional a um nível descentralizado, bem como “uma importante ferramenta de trabalho para o novo paradigma da segurança interna” (ALMEIDA, 2014: 176).

Em Portugal, também foi possível constatar a implementação de sistemas de videovigilância ainda que, tal como em França, tal medida não fosse bem recebida em virtude do caráter compressor de direitos e liberdades fundamentais (FROIS, 2013),

nomeadamente o direito à reserva da vida privada e familiar (privacidade).

Sobre a relação entre os direitos à privacidade e à segurança, ALMEIDA (2014)

argumenta que proteger a privacidade não deve ser um direito absoluto, motivo pelo qual por diversas vezes foram implementadas em Portugal, mediante solicitação dos municípios, diversas medidas no âmbito da Lei n.º 1/2005 de 10 de janeiro, atualizada pela Lei n.º 9/2012 de 23 de fevereiro46. De referir que, inicialmente, a implementação de CCTV em Portugal só era possível mediante autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados, que interpretava a necessidade e legalidade dos mencionados circuitos. Atualmente, esse caráter legalmente vinculativo da mencionada comissão não existe, deixando ao Ministro da Administração Interna total autoridade nesse domínio.

Importa mencionar que, se trata de um sistema dispendioso na sua implementação e operação (VALENTE, 2012: 535) e que, nas palavras de FROIS (2013: 89), “ainda que [o

CCTV] seja uma ferramenta útil numa situação pós-crime, simboliza o fim da polícia de

proximidade”.

Como escreve VALENTE (2012: 534), trata-se de um meio técnico que permite uma

“mentalização global de que existe uma técnica policial eficaz na prevenção e eficiente repressão de infracções”. Esta afirmação crítica do referido autor tem na sua génese numa ideia de cautela, pois o espírito economicista não deve prevalecer sobre a presença humana nas ruas e dá corpo ao exemplo plasmado por FROIS (2013: 89) em que, numa operação

policial, foram detidos vários indivíduos por tráfico de estupefacientes e que foi dado destaque às câmaras do circuito-fechado no local, apesar das mesmas não estarem operacionais.

Relativamente a esta matéria importa destacar uma semelhança semântica no regime tecnológico da videovigilância aposto no programa do XX Governo Constitucional. À semelhança do sucedido em França, e apesar de haver programas de Governo portugueses com referência à videovigilância, o XX Governo optou pela terminologia

46 Sobre as decisões da Comissão Nacional de Proteção de Dados e implementação de CCTV na via pública

entre 2005 e 2010, vide FROIS, CATARINA (2013). Peripheral Vision: Politics, Technology and Surveillance, New York, Berghahn Books, p.54.

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“videoproteção”, que nos remete para a alteração legislativa francesa abordada no nosso ponto relativo ao à videovigilância, no capítulo II da nossa dissertação e que corresponde, segundo VALENTE (2012), a um jogo de palavras políticas com fim à justificação legal

deste meio tecnológico.

Devemos mencionar, ainda, a continuação da edificação de políticas públicas de segurança em Portugal no que concerne ao estatuto do pessoal da PSP. No ano transato aprovou-se o Decreto-lei n.º 243/2015, de 19 de outubro. Este estatuto, que entrou em vigor no dia 1 de dezembro de 2015, cria duas novas categorias em duas carreiras distintas e define uma série de condicionantes relativas à passagem à pré-aposentação bem como de progressão na carreira.

Importa, também, referir que foram aprovados alguns planos que refletem estratégias e posições políticas relativas à segurança e que se enquadram como políticas públicas47.

III.1.2. A ADAPTAÇÃO DA SEGURANÇA INTERNA FACE ÀS NOVAS