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A549 ve SPC-212 Hücreleri Üzerindeki Apoptotik ve Morfolojik Etkilerinin

4. TARTIŞMA VE SONUÇ

4.2. A549 ve SPC-212 Hücreleri Üzerindeki Apoptotik ve Morfolojik Etkilerinin

A dificuldade de identificação e comunicação podem se qualificar como entraves na realização das entrevistas, tanto para quem a realiza, quando para seu interlocutor. De acordo

com Vergara (2012), em decorrência dessa limitação há o risco de se obter um conteúdo pobre e equivocado.

Tal equívoco dar-se-ia pelo fato de o entrevistado ter o poder de reter ou distorcer informações, e de conduzir seu discurso por inverdades ou verdades convenientes e de mascarar sua posição racional e afetiva a respeito do tema de pesquisa.

Um outro olhar, postulado por Flick (2009), afirma que ainda há uma certa imprecisão no que é sugerido pela literatura atual sobre como realizar a análise do discurso, predominando alegações teóricas e resultados empíricos.

Entretanto, usaremos as limitações como precauções para não incorrermos em erros, ainda encontrando no método uma importante ferramenta para traduzir o campo e suas subjetividades pós-modernas (VERGARA, 2012).

4 DISCUSSÃO DAS REVELAÇÕES DO CAMPO

Este capítulo visa desvelar como nossos interlocutores, os GP’s, apreendem a questão da progressão da força de trabalho em OT’s enquanto projetos em função de determinados aspectos de diversidade. Buscamos entendê-la por meio de suas vivências e experiências e de tudo o que foi explicita ou implicitamente dito em seus discursos.

Sabemos que jamais poderemos buscar uma verdade única e inquestionável para responder a pergunta de pesquisa. Buscamos, sim, a verdade revelada pela ótica dos profissionais aqui entrevistados e daquilo que foi etnograficamente observado pelo autor.

Dos relatos, emergem categorias que instituem um pano comum, mas que nem sempre estiveram presentes em todos os discursos, ou ainda estiveram, mas como opiniões diatônicas. A ideia, portanto, é encontrar o meio comum trazido pelos discursos do campo para responder a pergunta de pesquisa: de que forma os diferentes traços psicodemográficos podem impactar na vida profissional dos gerentes de projetos, na percepção destes profissionais?

Da análise dos dados obtidos pela transcrição das entrevistas e anotações de campo, emergiram classificações iniciais de análise heurística (códigos abertos) as quais foram reduzidas e agrupadas, originando as quatro categorias finais de análise, apresentadas à seguir. Entendemos como sendo esse o caminho que possibilita a descoberta de uma verdade verificável e circunstancial (VERGARA, 2012).

Como resultado, resumimos os códigos e categorias emergentes em um quadro sinóptico, apresentado no Quadro 6.

Codificação Aberta Criada Categoria Emergente

Certificação como melhoria da profissão Certificação e seus benefícios na carreira de GP

Certificação como requisito de mercado

MBA em gestão como melhoria de competências Metodologias estrangeiras impostas no BR

Percepção de progressão sem reconhecimento da empresa Progressão na carreira de GP Progressão na carreira de GP

Benefícios de uma OT Relações pessoalizantes em projetos no Brasil

Confiança como fator de sucesso no projeto Equipes e OT’s

Importância das soft skills

Personalismo ajudando o projeto dentro da cultura brasileira Personalismo atrapalhando o projeto dentro da cultura brasileira

brasileira

Programas corporativos de inclusão e diversidade Progressão por amizade

Relações profissionais como estratégia para fugir do preconceito

Abstração do Preconceito Portas e tetos de vidro na carreira do GP Antecipação do preconceito

Barreiras por não pertencimento ao grupo dominante Beleza como barreira de entrada

Beleza como estratégia Beleza como teto de vidro

Beleza étnica/homossexual como estratégia de aceitação pelo grupo dominante

Beleza feminina como barreira da competência Beleza feminina como estratégia de sucesso no projeto Beleza feminina trazendo problemas para o projeto Boicote dos stakeholders por gênero

Boicote dos stakeholders por idade

Compaixão de outras minorias por preconceito percebido Comportamento evasivo para autoproteção

Conhecimentos e habilidades do GP Discurso do falso não preconceito Discurso do preconceito não percebido Etnia como barreira de entrada Etnia como fator de exclusão social

Facilidades de relacionamento por reconhecimento de traços iguais

Gênero percebido como barreira de entrada Gênero percebido como fator de exclusão do grupo dominante

Gênero percebido como fator negativo para a mulher Gênero percebido como fator positivo para a mulher Gênero trazendo custo adicional para realizar o trabalho GP percebendo preconceito dos stakeholders por gênero GP percebendo preconceito dos stakeholders por senioridade

Homossexualidade não assumida por medo de consequências

Introjeção da lógica androcêntrica Limites de progressão auto impostos Maternidade como teto de vidro Mimetismo do GP com os stakeholders Minorias precisando se impor para obter espaço Minorias testemunhando preconceito à outras minorias Mudança no jeito de ser para impor respeito

Não reconhecimento do preconceito por seu traço psicodemográfico

Normalização do preconceito com custo pessoal Papel social desfavorável para a mulher

Pasteurização comportamental para obter espaço e aceitação Percepção de diferença de tratamento do GP por seu gênero Percepção de minorias por gênero

Preconceito entre iguais Preconceito por etnia

Preconceito por gênero sofrido fora da cultura brasileira Preconceito por orientação sexual

Progressão na carreira de GP com custo pessoal Progressão por amizade

Progressão profissional por distinção de gênero Retorica de não preconceito percebido

Sacrifícios pessoais da mulher para progredir Ser o melhor para não sofrer preconceito

Quadro 6 - Quadro sinóptico: códigos e categorias emergentes

Nas próximas seções, exploraremos os resultados do campo sob o viés de cada uma das quatro categorias emergentes. Usamos o recursos de destacar em itálico os segmentos lexicais importantes à análise, presentes nos fragmentos de discurso. Estes, por sua vez, foram

resgatados de forma a ilustrar nossa análise.

Benzer Belgeler