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IV. Anayasallığın teminatları

18. a) Daha önceki açıklamalarımızdan hareketle, anayasayı etkin bir

O desenvolvimento de um status de sustentabilidade por parte das organizações trata- se de um processo de adaptação estratégica determinado pelo ambiente enquanto elemento principal na definição das estratégias organizacionais ou se trata de uma iniciativa voluntária das empresas, sendo essas capazes de organizar o ambiente de atuação em função de suas capacidades materiais e organizacionais? Pesquisadores como Rossetto (1998), Rossetto e Rossetto (2001); Rossetto e Rossetto (2002); Rossetto, Salvador e Mello (2002) e Rossetto e Castro (2003) consideram que as organizações, de modo geral, possuem a capacidade de organizar a disponibilidade de recursos para garantir as condições de atuar no mercado. Essa teoria é definida como "dependência de recursos".

Boeker (1989), Hannan e Freeman (1984), Kelly e Amburgey (1991), Pfeffer e Salancik (1978) afirmam que as organizações são restritas na sua habilidade para se adaptarem ao ambiente. Desse modo, é necessário as organizações identificarem estratégias para ter os recursos indispensáveis ao seu funcionamento disponíveis. Isso se mostra relevante no campo de atuação do setor de petróleo e gás natural em que se apresentam exigências acima da média, quando comparado com outros setores empresariais.

Aldrich e Pfeffer (1978) foram pioneiros na fundamentação da teoria de Dependência de Recursos enquanto uma perspectiva diferente no que se refere à perspectiva da teoria institucional. De acordo com Rosseto e Rosseto (2005), a premissa básica da perspectiva da Dependência de Recursos é que as decisões devam ser tomadas dentro das organizações, ou seja, dentro do contexto político interno de se relacionarem às condições ambientais enfrentadas por elas. Para Aldrich e Pfeffer (1976) e Pfeffer e Salancik (1978), o gerenciamento das relações externas é a chave para a sobrevivência organizacional, e esta é fortemente influenciada pelas forças externas.

para adaptarem as organizações a um ambiente, os resultados organizacionais. Assim, trata-se de uma teoria pertinente para compreender a sustentabilidade enquanto um recurso estratégico da organização.

A Teoria da Dependência de Recursos (PFEFFER; SALANCIK, 1978) é uma abordagem útil à compreensão das trocas estabelecidas entre organizações envolvidas em um ambiente empresarial. É também fundamental à compreensão do desenvolvimento das práticas de sustentabilidade nas empresas, uma vez que estas demandam recursos presentes no ambiente institucional detidos por outras organizações. O desenvolvimento de recursos relacionados às práticas de sustentabilidade podem necessitar de estratégias inovadoras para proporcionar a disponibilidade desses recursos não detidos internamente no contexto das organizações.

A Teoria da Dependência de Recursos foi amadurecida a partir das contribuições de Barney (1991), ao propor como uma espécie de vantagem competitiva a forma como a organização gerencia recursos escassos ou inimitáveis. Nessa mesma linha de pensamento, recursos notadamente triviais não são diferenciais (AMIT; SCHOEMAKER, 1993).

Barney (1991) propõe, na teoria dos recursos da firma (Resource Based View), o entendimento de as fontes da vantagem competitiva sustentável envolverem recursos heterogêneos. Esses recursos devem ter quatro atributos: (a) devem ser valiosos; (b) devem ser raros; (c) devem ser imperfeitamente imitáveis e (d) não podem ter substitutos equivalentes para esse recurso que é valioso, raro e inimitável. Os recursos da Firma devem ser entendidos como todos os ativos, processos da organização, atributos, informação, conhecimento, entre outros, controlados pela Firma ao permitir a implementação das estratégias para melhorar a eficiência organizacional.

Barney (1991) divide os recursos da firma em três categorias: recursos de capital físico, recursos de capital humano e recursos de capital organizacional. Os primeiros devem ser entendidos como tecnologia física, planta, equipamentos.

“Muitas vezes as organizações ficam vulneráveis quando recursos vitais são controlados por outras organizações” (DAFT, 2002, p. 136). De acordo ainda com Daft (2002, p. 136), “muitas organizações interagem para compartilhar recursos escassos e ser mais competitivas em escala global”.

Os recursos físicos (máquinas, instalações, equipamentos, entre outros) apresentam uma natureza tangível. São recursos adquiríveis através de decisões de compra e aportam novas competências às organizações. Por sua vez, os recursos humanos começam, cada vez mais, a ser vistos como um recurso estratégico colaborativo ao desenvolvimento de novas

capacidades organizacionais. Muitos programas governamentais voltam-se a permitir que os recursos humanos altamente qualificados atuem em empresas, permitindo assim o desenvolvimento de inovações. Logo, os recursos organizacionais podem ser uma importante fonte de diferencial competitivo da organização, principalmente através da promoção de inovações organizacionais. Podem, ainda, ser classificados como (BALESTRIN; VERSCHOORE, 2008): tangíveis (máquinas e equipamentos) e intangíveis (informação, conhecimento e habilidades).

Percebe-se o desenvolvimento de práticas de sustentabilidade envolver recursos tangíveis e intangíveis, conforme enfatiza Balestrin e Verschoore (2008). Os recursos tangíveis compreendem materiais, equipamentos e tecnologias. Já os intangíveis envolvem principalmente conhecimento e educação, entre outros mecanismos adotados para a transmissão desse conhecimento associado à gestão, sustentabilidade, inovação, entre outros.

As formas de obtenção dos recursos são (MADHOK; TALLMAN, 1998): 1ª – desenvolvimento interno, mas exige tempo e competências. 2ª – aquisição diretamente no mercado.

3ª – a aquisição da empresa detentora de recursos.

Balestrin e Verschoore (2008) propõem uma quarta opção: desenvolver os recursos de forma cooperada com outras empresas. Para Balestrin e Verschoore (2008, p. 54):

“por meio da colaboração, torna-se possível compartilhar os conhecimentos, os ativos e o tempo destinado ao desenvolvimento do novo recurso, além de incorrer em custos notadamente menores que os das três opções anteriores. Para tanto a empresa terá de superar uma visão individualista, passando a operar sob a lógica das estratégias coletivas”.

Conforme afirmação de Balestrin e Verschoore (2008), nota-se que os processos cooperativos e a maturação do ambiente institucional devem ser considerados muito importantes para garantir que as organizações captem recursos tangíveis e intangíveis relacionados à sustentabilidade social, econômica e ambiental.

A perspectiva da dependência enfatiza os fluxos de recursos através das interações ambientais. Assim como a perspectiva da ecologia das populações, para a dependência de recursos o ambiente exerce uma influência crítica nas organizações. Entretanto sua ênfase principal concentra-se no fluxo de recursos críticos e escassos. O nível de análise dessa perspectiva situa-se nas relações interorganizacionais. A raiz histórica dessa perspectiva está nos trabalhos de Pfeffer e Salancik (1978), publicados em The external control of

mecanismo para minimizar sua vulnerabilidade e dependência ambiental. Essa perspectiva traz uma nova consideração das ações e decisões das organizações, ao possibilitar aos gerentes e administradores compreenderem e agirem conforme as relações de poder e dependência existentes entre as organizações e os atores da rede (HATCH, 2006; SACOMANO; TRUZZI, 2009).

A dependência de recursos considera ativo o processo de interação com o ambiente e, nesse sentido, diverge da perspectiva da ecologia das populações, ao perceber as organizações em foco como receptores passivos das forças ambientais (HALL, 1990). Na perspectiva da dependência de recursos, as organizações tentam manipular o ambiente em que atuam para seu próprio benefício, implicando decisões estratégicas para se adaptar ao ambiente. Contradependência é a denominação dada por Hatch (2006) à ação dos atores em antecipar decisões ligadas aos recursos escassos. As organizações são dependentes dos recursos de que necessitam e, por sua vez, são dependentes do ambiente em que atuam. Os recursos dos quais as organizações dependem são os mais variados: novas tecnologias, matéria-prima, recursos financeiros, entre outros (SACOMANO; TRUZZI, 2009), destacando-se a cada dia mais os recursos relacionados à sustentabilidade.

A contribuição dessa perspectiva é relevante ao dizer respeito ao caráter interorganizacional de dependência de recursos (HALL, 1990). Outro aspecto interessante enfatizado por essa perspectiva é o de a dependência entre organizações refletir diferença de poder entre elas: uma organização tem mais ou menos poder do que a outra ao controlar os recursos necessários pelas outras ou reduzir sua dependência pelo controle dos recursos (NOHRIA; GULATI, 1994; SACOMANO; TRUZZI, 2009).

A premissa básica da perspectiva da Dependência de Recursos é de as decisões serem tomadas dentro das organizações, ou seja, dentro do contexto político interno destas, e se relacionarem com condições ambientais enfrentadas por elas (ROSSETTO; ROSSETTO, 2010). Desse modo, a teoria tem poder explicativo para compreender como se apresenta a ecologia organizacional (BAUM, 1998), a qual favorece a atividade econômica.

Wernerfelt (1986) complementa as ideias de Das e Teng (2000) e Barney (1991) ao enfatizar a necessidade de as organizações comprometerem recursos para o desenvolvimento de determinados produtos. Alguns questionamentos de Wernerfelt (1986) são: quais recursos devem ser diversificados? Quais recursos devem ser desenvolvidos através da diversificação? Qual a sequência de diversificação? Alguns exemplos de recursos para Wernerfelt (1986) são: a marca, o conhecimento interno, o conhecimento tecnológico, o pessoal especializado, contatos comerciais, maquinário, procedimentos eficientes, capital, entre outros. Alguns

recursos atrativos ao desenvolvimento de alianças estratégicas são: capacidade de máquinas/hardware, lealdade de consumidores, experiência em produção e tecnologia.

Os conceitos de Wernerfelt (1986) contribuem para o desenvolvimento de uma estratégia de maximização do uso de um determinado recurso junto ao número máximo de mercados (diga-se mercado internacional).

Percebe-se o estudo e a compreensão da obtenção e troca de recursos explicado pela Teoria de Dependência de Recursos encontrar diálogo com a Teoria de Redes, tendo em vista muitos desses recursos encontrarem-se em uma dimensão institucional. Para compreender melhor as interdependências existentes no campo da captação de recursos relativos à sustentabilidade social, ambiental e econômica, discute-se a seguir a teoria relativa às redes.

Benzer Belgeler