3 1980’LERDE YENİ DIŞAVURUMCULUK ve YENİ FİGÜRASYON
3.3. A.B.D.’de Yeni Dışavurumcu Eğilimler ve Yeni Figürasyon
Nosso campo empírico de análise situa-se no Município de Viçosa, MG, uma cidade universitária, localizada na Zona da Mata mineira, com uma população de aproximadamente 65.000 habitantes, conforme constatou o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Viçosa tem evidência no cenário nacional por causa, principalmente, da sua universidade, a Universidade Federal de Viçosa, que possui experiência de 80 anos de trabalho com o ensino, a pesquisa e a extensão.
Compondo a nossa amostra, tomamos como referencial empírico deste estudo três escolas públicas que atendem alunos caracterizados como portadores de necessidades especiais, ou seja, instituições que estão vivenciando o processo de inclusão escolar em diferentes estágios. Estaremos considerando como o primeiro subgrupo a Escola Municipal Professora Maria José Santana, que iniciou sua experiência com a educação desses alunos no ano de 200423. O segundo subgrupo, a Escola Estadual Effie Rolfs, com uma experiência de duas décadas com a educação de alunos caracterizados como portadores de necessidades especiais, e o terceiro subgrupo, a APAE/Viçosa – uma escola de educação especial do Município que educa crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais e, ou, deficiência, desde a sua fundação, em 1981.
2.2.1. Escola Municipal Professora Maria José Santana
A Escola Municipal “Professora Maria José Santana” atende à maior parte da demanda pública da educação infantil viçosense em turmas de creche e pré-escola, contando atualmente com 36 instituições espalhadas em diversos bairros centrais e de periferia, que atendem a 750 crianças nas idades de 2 a 6 anos. Na sua dinâmica interna, as creches funcionam em horário integral, com 10 turmas de crianças de 2 a 4 anos. As salas da pré-escola funcionam em dois turnos (manhã e tarde), com 26 turmas
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A delimitação dessa data gera controvérsias entre os próprios profissionais da instituição e tal controvérsia remete, no nosso entendimento, à própria concepção de inclusão desses profissionais e às exigências da legislação. No entanto, tomaremos o ano de 2004, pois, segundo grande parte do público entrevistado, esse foi o ano que efetivamente a escola começou a receber os alunos caracterizados como portadores de necessidades especiais, “adequando-se” às exigências da legislação.
de crianças de 4 a 6 anos. Na composição das turmas, a previsão é de 20 alunos por sala nas creches e de 25 alunos por sala para a pré-escola.
Essas instituições atendem crianças provenientes das camadas populares da população viçosense. Conforme a Proposta Pedagógica da Instituição, o público atendido é proveniente de famílias onde os pais são funcionários de apoio da Universidade Federal de Viçosa, da Prefeitura Municipal de Viçosa, operários da construção civil, empregadas domésticas, lavradores ou desempregados. Segundo o cadastro municipal para o Bolsa-Escola 2004, existem famílias cuja renda mensal não chega a um salário mínimo. A participação das famílias na instituição se restringe a freqüentar as reuniões de pais, palestras e festas comemorativas de datas específicas (dia das mães, festas juninas, dia das crianças e comemorações natalinas).
A escola “Professora Maria José Santana” funciona, na sua maior parte, no antigo Colégio de Viçosa, local onde foram realizadas as observações e as entrevistas com a comunidade escolar. Nessas instalações funciona a parte administrativa (Secretaria Municipal de Educação, direção e supervisão das creches e pré-escolas), salas de atendimento às crianças, cozinha e área de serviço. O mobiliário e as instalações sanitárias da escola são, em parte, adaptados ao tamanho da criança, mas não contam com adaptações para atender aos alunos portadores de necessidades especiais.
A instituição possui em seu quadro de funcionários 80 profissionais, assim distribuídos:
• 1(um) diretor, 1(um) vice-diretor e 3 (três) supervisores com formação superior, sendo que um possui especialização em Psicopedagogia.
• 40 (quarenta) professores, sendo que 27 (vinte e sete) possuem o ensino médio (magistério), 10 (dez) têm nível superior e 3 (três) possuem o nível superior, com especialização.
• 22 (vinte e dois) auxiliares de sala, sendo 1 (um) com nível superior, 6 (seis) com nível médio, 5 (cinco) com ensino fundamental e 10 (dez) com ensino fundamental incompleto.
• 13 (treze) auxiliares de creche, sendo 12 (doze) com ensino médio completo e 01 (um) com ensino fundamental completo.
• A instituição conta também com o apoio de uma psicóloga da Secretaria Municipal de Educação, que é responsável pelo atendimento às “dificuldades de aprendizagem” de toda rede municipal, ou seja, educação infantil e ensino fundamental.
Na Proposta Pedagógica e no Regimento Escolar dessa instituição constam a construção e constante reelaboração de sua Proposta Pedagógica, o alcance dos objetivos educacionais e a educação continuada de seus profissionais como eixos prioritários de condução de sua política educacional. A proposta compreende a escola como um “espaço de socialização que propicia o contato e o confronto entre adultos e crianças de várias origens socioculturais, de diferentes religiões, etnias, costumes, hábitos e valores, enfim, uma diversidade encarada como um campo privilegiado para a experiência educativa” e compreende a criança como “sujeito de seu próprio desenvolvimento, autônoma, crítica e criativa”. Ainda nessa proposta, as atividades devem priorizar a ação da criança para que se dê a construção do conhecimento, o que implica ação dinâmica entre criança e objeto, de modo a possibilitar um processo de aprendizagem significativa. O trabalho segue as orientações curriculares da Secretaria Municipal de Educação e é desenvolvido em forma de projetos ou temas de interesse da criança, por meio do brinquedo e das brincadeiras. As atividades do dia-a-dia se baseiam nos planejamentos semanais e semestrais elaborados pela coordenação pedagógica dessas instituições, em sintonia com o Plano Municipal de Educação.
Quanto ao atendimento das necessidades educacionais especiais, a Proposta Pedagógica da referida instituição salienta que “os insucessos de todas as crianças dessa escola deverão ser analisados, pois podem ser decorrentes de vários elementos, como práticas educativas e avaliações inadequadas, espaço físico inadequado, descomprometimento da família para com o filho e outras situações que têm gerado, muitas vezes, um nível insatisfatório da qualidade da educação nessas creches e salas da pré-escola”. A Proposta Pedagógica considera o conviver e o relacionar-se com pessoas que possuem habilidades e competências diferentes, “uma condição necessária para o desenvolvimento de valores éticos”. Apesar disso, a educação infantil é organizada para atender, “quando possível”, aos alunos caracterizados como
portadores de necessidades especiais, ou encaminhá-los para instituições especiais que, segundo a Proposta Pedagógica elaborada pela comunidade escolar dessa instituição, “possuem melhores condições de atendimento aos casos ‘mais graves’”.
2.2.2. Escola Estadual Effie Rolfs
A segunda instituição que compõe nosso quadro empírico de análise é a Escola Estadual Effie Rolfs, criada em 1965 e localizada no campus da Universidade Federal de Viçosa. Essa escola originou-se das classes que atendiam os filhos de funcionários da então Universidade Rural do Estado de Minas Gerais e recebeu esse nome em homenagem à esposa do primeiro diretor da Escola Superior de Agricultura e Veterinária, Dr. Peter Henry Rolfs. Atualmente, a escola atende 1.200 alunos, em média, em 18 turmas do Ensino Fundamental e 18 do Ensino Médio, em três turnos (manhã, tarde e noite). Além disso, atende também 45 alunos, em média, em suas salas de recursos24 e sua oficina pedagógica25.
A Escola Effie Rolfs tem uma clientela proveniente de todo o Município de Viçosa, MG, por ela não ter um zoneamento específico, e ser uma escola muito procurada pela comunidade viçosense, tornando-se, inclusive, referência para os alunos caracterizados como portadores de necessidades especiais. A escola possui um ambiente físico espaçoso e passou recentemente por uma reforma geral no ano de 2005, visando melhorar suas instalações físicas e adaptá-la mais adequadamente ao atendimento dos alunos portadores de necessidades especiais. Nesse aspecto, existe um convênio entre a Universidade Federal de Viçosa e a Secretaria Estadual de Educação, visando manter seu ambiente físico e pedagógico, respectivamente.
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Estas salas dão apoio pedagógico aos alunos com necessidades educacionais especiais incluídos nas salas regulares, tanto da Escola Effie Rolfs quanto de outras escolas do município. O atendimento nessas duas salas conta com dois professores especializados e visa dar suporte ao professor da sala regular por meio de atendimento individual ou em grupos menores de alunos, a fim de garantir a inclusão e permanência desses educandos no sistema educacional, com a conseqüente melhoria do processo ensino/aprendizagem.
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A oficina pedagógica dessa instituição é um serviço de apoio especializado que atende os alunos com necessidades educacionais especiais maiores de 14 anos, com o objetivo de desenvolver habilidades motoras e artísticas, visando à
Segundo sua proposta pedagógica, a organização e o funcionamento da escola fundamentam-se no princípio da gestão democrática e na observância das normas legais vigentes, que serão facilitadas pela atuação do Colegiado Escolar, órgão representativo da comunidade escolar e que tem funções de caráter consultivo e deliberativo. As funções de caráter deliberativo compreendem as decisões relativas às diretrizes pedagógicas, administrativas e financeiras da escola. Já as de caráter consultivo referem-se à emissão de pareceres, quando solicitados, pelo diretor da escola ou pela comunidade escolar, incluindo o Plano de Desenvolvimento da Escola e a aplicação da proposta e do Regimento Escolar.
Essa escola conta com 82 profissionais habilitados nas suas áreas de atuação e assim distribuídos:
• 1 (um) diretor, 1 (um) vice-diretor e 3 (três) supervisoras pedagógicas de nível superior, todos três com especialização.
• 56 (cinqüenta e seis) professores, sendo que 3 (três) possuem o ensino médio (magistério), 40 (quarenta) o nível superior e 13 (treze) o nível superior com especialização e, ou, mestrado na suas áreas de atuação.
• 04 (quatro) secretárias com nível médio.
• 17 (dezessete) auxiliares de serviços gerais, sendo 4 (quatro) cozinheiros, 10 (dez) faxineiros e 3 (três) porteiros.
De acordo, ainda, com sua proposta pedagógica, a instituição propõe-se a atender aos objetivos da educação nacional e aos objetivos gerais do ensino de “proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas possibilidades como elemento de auto-realização, preparação para o trabalho e para o exercício consciente da cidadania”. Além disso, a instituição propõe-se também a atender aos objetivos específicos da escola, que são:
- “Oferecer o Ensino Fundamental (9 anos), o Ensino Médio e a Educação Inclusiva (com Sala de Recursos e Oficina Pedagógica).
- Propiciar ao aluno o ensino necessário à sua preparação como cidadão.
- Oferecer ao aluno condições e meios para o desenvolvimento de seu espírito crítico e reflexivo, tornando-se inserido em sua época.
- Prover o aluno de condições que lhe permitam situar-se como agente de sua própria história e da história da sociedade a que pertence.
- Oferecer ao aluno a oportunidade de se iniciar e, ou, exercitar na prática de atividades produtivas, programadas a partir de sua experiência pessoal e segunda as peculiaridades da comunidade onde vive.
- Possibilitar ao aluno a oportunidade de incorporar sua experiência de vida ao currículo escolar, enriquecendo seu processo educativo e da coletividade.
- Viabilizar a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em classes comuns da educação básica com apoio pedagógico especializado”.
O atendimento aos alunos caracterizados como portadores de necessidades especiais nessa escola existe desde 1986. Inicialmente, existiam as salas especiais de alunos deficientes auditivos (DA) e deficientes mentais (DM), contando com o apoio das salas de recursos e da oficina pedagógica. A partir de 1999, devido à demanda, a escola passou a atender também alunos deficientes visuais (DV). Em 2002, a instituição aderiu aos princípios da Educação Inclusiva, quando se extinguiram as salas especiais e os alunos foram incluídos nas salas regulares desta e de outras escolas do município. Segundo a Proposta Pedagógica da Escola Effie Rolfs, “a educação inclusiva considera as situações singulares, os perfis, as características biopsicossociais e as faixas etárias dos alunos e se pauta em princípios éticos, políticos e estéticos de modo a assegurar a dignidade humana e a observância do direito de cada aluno de realizar seus projetos de estudo, de trabalho e de inserção na vida em sociedade”. “A busca da identidade de cada aluno, o reconhecimento e a valorização das suas diferenças, potencialidades e necessidades educacionais especiais no processo de ensino e aprendizagem” também serão asseverados pela escola. Nessa perspectiva, a Escola Effie Rolfs se nomeia uma escola inclusiva e procura conhecer, respeitar e responder às necessidades diversas de seus alunos, seus estilos e ritmos de aprendizagem, assegurando-lhes uma educação de qualidade, por meio de currículo apropriado, arranjos organizacionais e estratégias de ensino que possibilitem uma pedagogia centrada na criança, diferenciada e que considera, reconhece e valoriza as diferenças individuais.
A proposta pedagógica, portanto, entende que, nesse processo, as salas de recursos são fundamentais para garantir o apoio necessário à permanência desses alunos nas salas regulares da educação básica, assegurando-lhes o princípio da igualdade de oportunidades educacionais e sociais. Nesse sentido, o trabalho realizado nessas salas dá suporte para cada aluno, pautando-se na Teoria das Inteligências Múltiplas, que reconhece e valoriza cada pessoa integralmente considerando suas potencialidades, habilidades, dificuldades e necessidades que podem ser trabalhadas, desenvolvidas e mudadas com o apoio especializado e necessário. Dessa forma, a inclusão desses alunos nas salas regulares, aliado ao relacionamento estabelecido com o novo grupo, efetiva-se verdadeiramente, sendo possível construir conhecimentos importantes para a sua realização pessoal e o exercício de sua cidadania. A proposta, portanto, reitera e ressalta sua confiança na continuidade do processo inclusivo com o apoio da sala de recursos e da oficina pedagógica, baseando-se nas experiências já vividas pelos profissionais da escola com alunos que tiveram atendimento nessas salas e nessa oficina que lhes proporcionaram conhecimentos, segurança e competência para a inclusão nas salas regulares e posterior inclusão no mercado de trabalho. Além disso, essas salas ampliaram seu atendimento para os alunos que apresentam limitações acentuadas não apenas na aquisição dos conhecimentos escolares, como também no relacionamento, na concentração, no comportamento e na socialização, contribuindo, assim, para a melhoria do ensino/aprendizagem como um todo.
Os profissionais que atuam nessas salas estão constantemente se capacitando por meio de participação em cursos, congressos, seminários e grupos de estudo oferecidos pela Secretaria Estadual de Educação e pela Superintendência Regional de Ensino, com destaque para o Serviço de Apoio à Inclusão (SAI), que realiza encontros mensais com esses e outros professores da rede regular de ensino da região, visando estudar, discutir e compreender o paradigma da inclusão de forma a se tornarem aptos a responder às necessidades desses alunos, de acordo com suas singularidades, bem como sensibilizar e conscientizar os demais profissionais da escola para a importância da inclusão escolar de alunos com necessidades educativas especiais.
2.2.3. APAE/VIÇOSA-MG
A terceira instituição selecionada foi a única escola de educação especial do Município de Viçosa, MG, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE/VIÇOSA), que atende atualmente 304 crianças, adolescentes e adultos do Município e região, em regime parcial (atendimentos específicos) e 160 alunos em suas salas de aula. Ela foi fundada em 1981 e se intitula uma entidade filantrópica sem fins lucrativos, “que tem por missão contribuir para uma melhor qualidade de vida das pessoas com deficiência”.
É uma instituição regularmente registrada no Ministério da Educação e Cultura (MEC) e autorizada a atender e educar alunos da educação infantil até a educação profissional. Além disso, presta atendimentos clínicos nas áreas de pediatria, neurologia, psiquiatria, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, odontologia e
assistência social.
O número de alunos atendidos por cada sala é muito diversificado, variando de 2 a 15 alunos, de acordo com a idade e o nível de desenvolvimento, sendo realizada a mudança de turma segundo o nível de desenvolvimento do aluno. A escola atende atualmente a diversos tipos de necessidade especial e, ou, deficiência, a saber: deficiências auditiva e visual, paralisia cerebral, autismo, várias categorias de deficiência mental e diversas síndromes mais comuns e mais raras. As turmas são divididas utilizando-se os critérios de faixa etária (bem flexível) e nível de desenvolvimento, tendo- se, numa mesma turma, diferentes tipos de necessidades especiais e, ou, deficiência. Essa foi uma mudança instituída no ano de 2000, advinda do processo de integração/inclusão, quando aumentou a importância de se misturarem diferenças de habilidades, de necessidades e de dificuldades. As turmas encontram-se divididas da seguinte forma:
- Estimulação Precoce (0 a 3 anos) - Educação Infantil (3 a 6 anos)
- Ensino Fundamental (7 a 14 anos)
- Educação de Jovens e Adultos (acima de 14 anos).
A avaliação dos alunos nessa instituição é realizada por todos os seus profissionais (profissionais da área de saúde, gestores e professores). Nessa ocasião, é feito um diagnóstico (triagem) pela própria APAE, que encaminha para as escolas regulares, se considera que aquele determinado aluno pode ser atendido por ela. As escolas regulares também encaminham alunos à APAE para atendimentos em regime integral ou parcial.
A APAE/VIÇOSA conta hoje com 58 profissionais, assim distribuídos:
• 5 (cinco) gestores, sendo 1(um) diretor e 4 (quatro) supervisores (1 na APAE Rural, 1 na itinerância e 2 na escola). Todos possuem o nível superior, sendo dois com pós-graduação em Psicopedagogia e um em Economia Doméstica.
• 26 (vinte e seis) professores, sendo todos com nível superior.
• 20 auxiliares de sala, sendo que 6 (seis) possuem o nível superior e 14 (quatorze) possuem o nível médio completo.
• 7 (sete) auxiliares de serviços gerais.
Além desses profissionais, conta também com o atendimento, em regime parcial, de 1 fonoaudiólogo, 1 fisioterapeuta, 2 psicólogos, 1 neurologista, 1 psiquiatra, 1 pediatra, 1 terapeuta ocupacional, 1 dentista e 1 assistente social. Ressalta-se também o trabalho desenvolvido na instituição por estagiários da Universidade Federal de Viçosa, dos Departamentos de Nutrição, Educação Física, Pedagogia, Agronomia e Dança. A escola também conta com o trabalho de voluntários que apresentam um projeto em determinada área e são orientados pelos profissionais da instituição.
A Proposta Pedagógica da APAE/Viçosa identifica-a como “uma escola que atende às etapas de ensino da educação infantil à educação profissional, permitindo ver a educação especial como uma modalidade de ensino que pode beneficiar a todos os educandos”. A escola integra o sistema educacional e se considera promotora de relações de ensino e aprendizagem, através de diferentes metodologias, todas elas alicerçadas nas diretrizes de ensino nacionais e com o apoio constante do saber médico. Nesse sentido, a APAE acredita que está dando suporte ao processo de inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais na escola regular
comum, por meio da coordenação dos serviços de educação, saúde e assistência social, funcionando como “centro de apoio e formação para a escola regular, facilitando a inclusão dos alunos nas escolas comuns ou mesmo a freqüência concomitante nos dois lugares”.
A Proposta Pedagógica da APAE considera que essa seria uma forma de a instituição não se isentar das responsabilidades relativas às dificuldades de seus alunos, simplesmente limitando-se a encaminhá-los para atendimentos especializados. Ao contrário, ela considera que a manutenção desses serviços especializados de apoio ao processo de ensino/aprendizagem não caminha na contramão de uma educação inclusiva, mas é essencial à sua concretização. Com isso, descaracterizam-se as necessidades educacionais especiais como exclusividade “para deficientes” e passa-se a entendê-las como algo que todo aluno, em maior ou menor grau, ocasional ou permanentemente, pode vir a demandar.